terça-feira, 30 de setembro de 2014

Gambero Rosso Tre Bicchieri 2015: os melhores vinhos de Abruzzo, Trentino e Lazio!


Continuando com a divulgação anual dos vinhos premiados com Tre Bicchieri, a honraria máxima concedida pelo prestigiado guia Gambero Rosso para os melhores vinhos da Itália, seguem os rótulos selecionados nas regiões de Abruzzo, Trentino e Lazio:

Abruzzo
Abruzzo Pecorino 2013 I Fauri 
Abruzzo Pecorino Nativae 2013 Tenuta Ulisse 
Amorino 2010 Castorani Montepulciano d'Abruzzo
Montepulciano d'Abruzzo Cocciapazza 2011 Torre dei Beati 
Montepulciano d'Abruzzo Colline Teramane Zanna Riserva 2010 Dino Illuminati 
Montepulciano d'Abruzzo Malandrino 2012 Luigi Cataldi Madonna 
Montepulciano d'Abruzzo Marina Cvetic 2011 Masciarelli 
Montepulciano d'Abruzzo Prologo 2012 Nicoletta De Fermo 
Montepulciano d'Abruzzo Rosso del Duca 2012 Villa Medoro 
Montepulciano d'Abruzzo S. Clemente Riserva 2011 Ciccio Zaccagnini 
Montepulciano d'Abruzzo Spelt Riserva 2010 La Valentina 
Pecorino 2013 Tiberio 
Trebbiano d'Abruzzo 2010 Valentini 
Trebbiano d'Abruzzo C'Incanta 2011 Cantina Tollo 
Trebbiano d'Abruzzo V. di Capestrano 2012 Valle Reale 

Trentino
San Leonardo 2008 San Leonardo 
Teroldego Rotaliano Vigilius 2012  De Vescovi Ulzbach 
Trentino Müller Thurgau V. delle Forche 2013 La Vis/Valle di Cembra 
Trento Brut Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 2004 Ferrari 
Trento Brut Letrari Riserva 2009 Letrari 
Trento Brut Methius Riserva 2008 F.lli Dorigati 
Trento Domìni Nero 2009 Abate Nero 
Trento Mach Riserva del Fondatore 2009 San Michele all'Adige 
Trento Pas Dosé Balter Riserva 2009 Nicola Balter 
Trento Rotari Flavio Riserva 2007 MezzaCorona

Lazio
Biancolella Faro della Guardia 2013 Casale del Giglio 
Cesanese del Piglio Superiore Hernicus 2012 Coletti Conti
Fiorano Bianco 2012 Tenuta di Fiorano 
Frascati Sup. Epos 2013 Poggio Le Volpi
Frascati Sup. Poggio Verde 2013 Pallavicini 
Grechetto Latour a Civitella 2011 Mottura
Montiano2012 Falesco

Na medida em que novas regiões tenham seus melhores vinhos divulgados, apresentaremos aqui. Aguarde!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

6 décadas de sublime evolução dos vinhos da Rioja em 6 garrafas (1955, 1964, 1973, 1982, 1991 e 2001)!

Viña Pomal Reserva Especial 1955, Imperial Reserva 1964, Viña Real GR 1973,
Viña Tondonia Reserva 1982, Viña Tondonia GR 1991 e Faustino I GR 2001!

Degustar um grande tinto evoluído e elaborado por uma das bodegas tradicionais da Rioja é um grande privilégio para qualquer enófilo. Imagine então poder degustar seis deles, oriundos de seis décadas distintas, abrangendo desde a excepcional safra de 1955 até a recente 2001, outra safra que já pode ser considerada histórica para a região... Um raríssimo privilégio!

A degustação reuniu alguns dos rótulos mais clássicos da Rioja produzidos pela bodegas López de Heredia (Tondonia), CVNE (Imperial e Viña Real), Bilbainas (Pomal) e Faustino, com o intuito de apreciar a proclamada longevidade desses vinhos e avaliar a curva de evolução dos Riojas ao longo de quase 60 anos de amadurecimento (parte dele feita em tonéis de carvalho) nas garrafas.

Viña Pomal Reserva Especial 1955
Do alto de seus 59 anos de idade esse Pomal demonstrou uma saúde invejável, com uma coloração granada límpida e com leve halo de evolução alaranjado, um bouquet intenso e complexo, dominado por notas de couro, cedro, fumaça e folha secas. Paladar refinado e sedoso, com acidez ainda bem presente e taninos perfeitamente polidos. Finalizou longamente na boca, deixando saudades e marcando seu lugar na minha memória vínica.

Imperial Reserva 1964
A mítica safra riojana de 1964, que neste ano completa meio século, foi representada pelo rótulo clássico da Compañia Vinicola del Norte de España (CVNE), o Imperial, em sua versão Reserva. Para muitos degustadores esse foi o melhor vinho do painel, apresentando uma ótima estrutura e equilíbrio irretocável. Aromas complexos de terra úmida, caixa de charutos (cedro), tabaco e figo seco excitaram sem parar nosso olfato, fechando um ciclo sensorial capaz de impressionar qualquer enófilo. 

Viña Real Gran Reserva 1973
Esse foi o meu predileto, mesmo sendo de uma safra mediana, esse Viña Real me encantou pela intensa expressão de sua acidez, ajustada milimetricamente num corpo mais delicado que os anteriores e com taninos muito elegantes, lembrando um Borgonha de grande estirpe. O padrão aromático repetiu o que se observou nos 55 e 64, trazendo ainda um toque floral que não percebi nos outros. Um inesquecível senhor de 41 anos de idade no auge da forma vínica!

Viña Tondonia Reserva 1982
A partir desde 82 começamos a perceber uma mudança significativa no estágio de evolução desses Riojas, mostrando como a completa integração do estágio em madeira nesses vinhos ocorre muito lentamente. Esse Tondonia Reserva exibiu uma cor granada escura e brilhante que escondia totalmente suas três décadas de vida. Rico em aromas terciários (couro, cinzas e notas animais) e um delicioso fundo de frutas secas, o vinho se engrandece no paladar, oferecendo um conjunto harmônico, fresco e levemente picante. Um exemplo completo da tipicidade riojana.

Viña Tondonia Gran Reserva 1991
O Gran Reserva é o expoente máximo da tradição vínica da Tondonia e, confesso, meu rótulo predileto da Rioja. Esse "jovem" GR 91 apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, baunilha e notas de lavanda. No palato, mostrou um frescor revigorante e bem balanceado por taninos "vivos" e um ligeiro amargor residual de seus 10 anos de repouso em tonéis de madeira. Um vinho ainda com algumas arestas e que demanda mais tempo de guarda para expressar todo seu esplendor.

Faustino I Gran Reserva 2001
Decidi inserir esse Faustino I no painel por razões que se complementam: estabelecer um "fiel da balança" para avaliar os demais vinhos, já que ele foi eleito o "Vinho do Ano" pela revista inglesa Decanter em 2013, um importante reconhecimento de sua qualidade; devido a sua fidelidade ao estilo tradicional de elaboração dos vinhos da Rioja e por ser da safra 2001, considerada como uma das melhores dos últimos 50 anos.

Como eu o havia degustado há menos de dois meses atrás e apreciado bastante (veja no link), achei sensato tê-lo como referência de qualidade e de entendimento do potencial de evolução dos Riojas. Uma decisão muito acertada, já que colocado lado a lado com seus irmãos mais evoluídos, podemos enxergar com muita clareza o papel que o passar dos anos desempenha naquilo que vamos sentir na taça.

Apesar de meu esforço em tentar descrever as características e nuances de cada um desses vinhos, posso assegurar que essa é uma tarefa quase impossível: a complexidade, riqueza e distinção desses vinhos só podem ser realmente percebidas diante de seu conteúdo propriamente dito.

Essa magnífica experiência só me permite reforçar um conselho: diante da oportunidade de apreciar um ou mais vinhos evoluídos como esses, não a perca por motivo algum... Viva la Rioja!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um rival à altura de Gerard Depardieu... Sir Winston Churchill bebeu 42.000 garrafas de Champagne ao longo da vida!


A paixão de Sir Winston Churchill, o famoso primeiro ministro britânico durante a 2ª Guerra Mundial, pelos Champagnes já era conhecida por todos e mereceu até uma homenagem da Maison Pol Roger, que criou um cuvée especial com seu nome, lançada em 1984.

Essa paixão voltou à toa nessa semana com uma reportagem do britânico Mail Online sugerindo que Churchill consumiu nada menos que 42.000 garrafas de Champagne ao longo de sua vida (entre 1908 e 1965), numa taxa de duas garrafas por dia, cerca de cinco vezes o limite diário recomendado de consumo de álcool.


Segundo o historiador Michael Richards, Churchill afirmava que os quatro fundamentos de sua vida eram: "Banhos quentes, Champanhe gelado, ervilhas novas e Cognac velho". Em resumo, um "bon vivant" à altura do ator francês Gerard Depardieu, que declarou recentemente que bebe 14 garrafas de vinho por dia...

Enólogo responsável por cerca de 40 safras do Petrus migra para projeto vinícola no Douro!

Jean Claude Berrouet vai levar sua expertise para o Douro...

Bastaram duas visitas ao projeto vinícola da Quinta da Boavista e a degustação do vinho produzido na safra 2013, para que o enólogo francês Berrouet aceitasse participar do ambicioso empreendimento no Douro.

Enólogo que durante os últimos 40 anos foi o responsável pela elaboração do Petrus, um dos vinhos mais caros e famosos do mundo, Berrouet aceitou a nova incumbência proposta pelos proprietários da Quinta da Boavista, o brasileiro Marcelo Lima e o britânico Tony Smith.

Os proprietários da Quinta da Boavista comemoraram o aceite de Berrouet, já que desde 2007 quando deixou o Petrus, ele não aceitava participar em novos projetos vinícolas.  Eles escolheram o enólogo francês pela profunda admiração que tem por seu trabalho, um profissional que acredita em vinhos capazes de refletir plenamente seu terroir, sem se deixar seduzir pelo estilo moderno internacional. "Queremos fazer um vinho que reflita as características do Douro e das vinhas do Douro", disse Marcelo Lima.

Quinta da Boa Vista e seus íngremes e típicos terraços do Douro

A Quinta da Boavista possui 80 hectares, 40 deles plantados com vinhas e muitos terraços antigos onde não se plantaram mais vinhas desde a destruição causada pela filoxera na segunda metade do século XIX. É a partir deste terroir, considerado uma "joia" pelos proprietários, que Berrouet tentará produzir um vinho com aspirações de ser um dos melhores do mundo.

Fonte: Fugas

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

10 vinhos argentinos para "beijar" antes de morrer!

Quais seriam os seus?

O sommelier argentino Mariano Braga propôs em seu blog uma espécie de desafio para 12 importantes personalidades (jornalistas, críticos de vinho, enólogos e sommeliers) ligadas ao vinho, especialmente de seu país, pedindo-lhes que fizessem uma lista com os 10 vinhos argentinos que eles gostariam de "beijar" (ou degustar, se traduzirmos a metáfora) antes de morrer.

Entre os escolhidos para fazer essa seleção de vinhos, temos nomes como Paolo Basso, o melhor sommelier do mundo na atualidade; Roberto Cipresso, enólogo italiano que é um dos responsáveis pelos vinhos da Achával Ferrer; Luis Gutiérrez, crítico da Wine Advocate para os vinhos da Argentina; Alejandro Maglione, jornalista especializado em gastronomia latino-americana; James Suckling, ex-Wine Spectator e um dos críticos mais reconhecidos no mundo e Sebastián Zuccardi, enólogo argentino de grande prestígio. 

As 12 listas foram publicadas ao longo deste mês (na realidade, ainda falta uma) e trazem um rico acervo dos melhores vinhos que a Argentina produz. Como seria de se esperar, notam-se muitas distinções entre cada uma das listas feitas pelos especialistas. Escolhi três delas (justamente as feitas por estrangeiros) para ilustrar como a apreciação individual e o conhecimento limitado dos vinhos de um país podem gerar tantas diferenças na hora da escolha:

Paolo Basso (Suiço)

Temporis 2008 (Achával Ferrer)
Nosotros Malbec 2008 (Dominio del Plata)
Gran Corte 2012 (Bodega Amalaya)
Colomé Reserva Malbec 2009 (Colomé)
Cheval des Andes 2008 (Cheval des Andes)
Single Vineyard Malbec 2010 (Terrazas de los Andes)
H.J. Fabre Barrel Selection Malbec 2013 (Fabre-Montmayou)
Pasionado Cabernet Franc 2010 (Andeluna)
Nicolás Catena Zapata 2008 (Catena Zapata)
Bramare Marchiori Vineyard Malbec 2011 (Viña Cobos)

Luis Gutièrrez (Espanhol)

Finca Altamira 2011 (Achával Ferrer)
Gran Enemigo Gualtallary Single Vineyard 2010 (Bodega Aleanna)
Malbec Appellation Gualtallary 2012 (Altos Las Hormigas)
Casarena Población J M Blanco Cabernet Sauvignon 2011 (Casarena)
White Bones Chardonnay 2010 (Catena Zapata)
Noemía 2011 (Bodega Noemía)
PerSe La Craie 2012 (PerSe Vines)
Susana Balbo Signature Torrontés Barrel Fermented 2013 (Dominio del Plata)
Eggo Tinto 2012 (Zorzal Wines)
Emma Zuccardi 2012 (Zuccardi)

James Suckling (Americano)

Cobos Malbec 2011 (Viña Cobos)
Página 1 Edición Limitada 2011 (Abremundos)
Single Parcel Los Castaños Malbec 2010 (Terrazas de los Andes)
Finca Bella Vista 2011 (Achával Ferrer)
Lote L-109 Single Vineyard 2009 (Norton)
White Bones Chardonnay 2010 (Catena Zapata)
J. Alberto 2012 (Bodega Noemía)
Cheval des Andes 2008 (Cheval des Andes)
Quimera 2002 (Achával Ferrer)
Malbec 1974 (Norton)

Inspirado no desafio proposto por Mariano Braga, tomei a liberdade de fazer a minha própria lista de vinhos argentinos que gostaria de "beijar" antes de morrer:

Montchenot 20 años 1978 (Bodegas López)
Semillón 1942 (Lagarde)
Cavas de Weinert 1977 (Weinert)
Carmello Patti Cabernet Sauvignon 1997 (Carmello Patti)
Cheval des Andes 2002 (Cheval des Andes)
Nicolás Catena Zapata 2001 (Catena Zapata)
Finca Altamira 2004 (Achával Ferrer)
White Bones Chardonnay 2009 (Catena Zapata)
Alfa Crux Blend 2002 (O. Fournier)
Noemía 2007 (Bodega Noemía)

E você, qual seria sua lista de 10 vinhos argentinos para "beijar" antes de morrer?

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pesquisa descobre que uma taça de vinho pode ser tão eficaz quanto uma sessão de ginástica! Será?

Você é quem escolhe: fazer isso...

... ou isso! O resultado parece ser o mesmo... 

Pode até ser verdade, mas comigo ainda não funcionou! 
E com você?

Pesquisadores americanos descobriram que o resveratrol, o já famoso componente presente no vinho tinto, pode melhorar o desempenho do coração e da força muscular, fazendo o "trabalho duro" por você. 

Composto natural encontrado em algumas frutas, nozes e no vinho tinto, o resveratrol pode melhorar o treinamento e a performance pessoal segundo as conclusões de uma pesquisa médica publicada recentemente pela Universidade de Alberta.

Jason Dyck, pesquisador chefe do corpo docente da Universidade de Medicina e Odontologia, e sua equipe ficaram surpresos com suas descobertas: "Nós ficamos muito animados ao ver que o resveratrol apresentou resultados semelhantes aos que uma pessoa teria após um intenso treinamento físico."

Dyck e sua equipe começarão a testar agora o uso do resveratrol em diabéticos com insuficiência cardíaca para determinar se o composto natural pode ajudar na melhora da função cardíaca deste grupo de doentes. "Acho que o resveratrol pode ajudar esses pacientes que querem se exercitar, mas são fisicamente incapazes. O resveratrol pode ser capaz de imitar os benefícios que o exercício poderia trazer para eles", afirmou Dyck.

Fonte: The Drinks Business

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gambero Rosso Tre Bicchieri 2015: os melhores vinhos da Sardegna, Liguria, Valle d'Aosta e Basilicata!


Continuando a divulgação anual dos vinhos premiados com os Tre Bicchieri, a honraria máxima concedida pelo prestigiado guia Gambero Rosso para os melhores vinhos da Itália. Veja quais foram os rótulos selecionados nas regiões da Sardegna, Liguria, Valle d'Aosta e Basilicata:

Sardegna
Alghero Marchese di Villamarina 2009 Sella & Mosca
Barrile 2011 Contini
Cannonau di Sardegna Barrosu Franzisca Ris. 2011 Montisci
Cannonau di Sardegna Cl. Dule 2011 Gabbas
Cannonau di Sardegna Ris. 2012 Pala
Capichera 2012 Capichera
Carignano del Sulcis 2010 6Mura - Cantina Giba
Carignano del Sulcis Sup. Arruga 2009 Sardus Pater
Carignano del Sulcis Sup. Terre Brune 2010 Santadi
Mandrolisai Sup. Antiogu 2011 Fradiles
Turriga 2010 Argiolas
Vermentino di Gallura Sup. Sciala 2013 Surrau
Vermentino di Gallura Sup. Sienda 2013 Mura

Liguria
Cinque Terre 2013 Bonanini
Colli di Luni Vermentino Et. Nera 2013 Lunae Bosoni
Colli di Luni Vermentino Il Maggiore 2013 Lambruschi
Dolceacqua Bricco Arcagna 2012 Terre Bianche
Dolceacqua Galeae 2013 Ka' Manciné
Riviera Ligure di Ponente Pigato Cycnus 2013 Poggio dei Gorleri
Riviera Ligure di Ponente Pigato U Baccan 2012 Bruna

Valle d'Aosta
Valle d'Aosta Chambave Moscato Passito Prieuré 2012 Crotta di Vegneron
Valle d'Aosta Chambave Muscat 2012 Vrille
Valle d'Aosta Fumin 2012 Ottin
Valle d'Aosta Petite Arvine 2013 Le Crêtes
Valle d'Aosta Pinot Gris 2013 Lo Triolet

Basilicata
Aglianico del Vulture Il Repertorio 2012 Cantine del Notaio
Aglianico del Vulture Re Manfredi 2011 Terre degli Svevi
Aglianico del Vulture Rotondo 2011 Paternoster
Aglianico del Vulture Titolo 2012 Fucci

Em breve, novas regiões terão seus melhores vinhos divulgados. Aguarde!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Direto da Taça: Herdade do Mouchão Tonel 3-4 2001, um verdadeiro "Moushow" do Alentejo!

Herdade do Mouchão Tonel 3-4 2001, um clássico inconteste do Alentejo!

Não há nada como uma boa dose de paciência e o transcorrer do tempo para que possamos usufruir de um grande vinho em sua plenitude. Assim aconteceu com essa garrafa de Mouchão Tonel 3-4 2001, certamente um dos três melhores vinhos tintos produzidos no Alentejo.

Lançado pela primeira vez em 1996, essa edição especial do Mouchão tradicional só existe graças a acurada percepção de seu enólogo, Paulo Laureano, que identificou um diferencial muito positivo nos vinhos que amadureciam nos tonéis de números 3 e 4 da vinícola. 

Mas não havia nada de "numerologia" para justificar essa qualidade superior dos tonéis 3 e 4, e sim as madeiras usadas em sua confecção. Laureano descobriu que a Alicante Bouschet, casta com a qual este Mouchão é integralmente feito, amadurece melhor nestes tonéis por que foram construídos com aduelas de carvalho português e de macacaúba, uma madeira de origem brasileira.

Como a proposta deste vinho é expressar a máxima excelência das vinhas de Alicante Bouschet da Herdade do Mouchão, ele só é elaborado em safras nas quais a qualidade das uvas foi irretocável. Tamanho rigor permitiu que apenas seis safras (1996, 1999, 2001, 2003, 2005 e 2008) tenham sido lançadas até hoje. 

Apesar de ainda não ter degustado a de 2008, posso assegurar que as cinco anteriores que já tive o prazer de degustar em ocasiões distintas, demonstraram qualidade mais que suficientes para que ele pudesse ser rebatizado por mim como "Moushow", um espetáculo vínico do qual o Alentejo e a Herdade do Mouchão podem ser orgulhar.

Impressões de degustação:
A coloração quase violeta da Alicante Bouschet quase não se alterou ao longo desses 13 anos, mantendo um vigor e um brilho muito característicos. Apesar de ainda estar bem evidente, o caráter de frutas negras, típico desse vinho, cedeu espaço para uma fragrância floral, terrosa e muito complexa. O paladar exibiu um equilíbrio perfeito, com taninos muito bem polidos, madeira integrada, bem dosada e um final de boca suave e muito persistente. Um (mou)show!

domingo, 21 de setembro de 2014

Great Wine Capitals: Mendoza elege as melhores experiências enoturísticas da região!


A cidade argentina de Mendoza, membro da associação Great Wine Capitals, acaba de eleger seus representantes regionais (vinícolas, hotéis, restaurantes e outras atividades voltadas ao enoturismo) para concorrer ao prêmio Global Best of Wine Tourism, responsável pela escolha dos melhores destinos mundiais em cada uma das categorias da premiação.

Os empreendimentos mendocinos que obtiveram a medalha de ouro nessa premiação regional estão automaticamente classificados para concorrer ao prêmio global, cuja cerimônia de divulgação acontecerá no próximo mês de novembro na mesma cidade.

Com o grande fluxo turístico de brasileiros que seguem para essa região da Argentina em busca de boas experiências enoturísticas, conhecer essa lista de ganhadores pode ser de grande valia para os enoturistas, usufruindo assim do que há de melhor em Mendoza e nos seus arredores. Boa viagem!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Gambero Rosso 2015 divulga os melhores vinhos, vinícolas e viticultores do ano!

Nem só de Tre Bicchieri vive o Gambero Rosso...

O Gambero Rosso seleciona anualmente os maiores destaques da vitivinicultura da Itália para receber um prêmio especial do guia: o melhor tinto, o melhor branco, a melhor vinícola, o melhor viticultor e outras sete categorias são distinguidas com uma honraria de grande prestígio na Itália e em todo mundo.

Veja quais foram os felizardos e competentes premiados na edição desse ano: 

Tinto do Ano: 
Barolo Villero Riserva 2007 (Vietti) - Piemonte
Branco do Ano: 
Trebbiano d'Abruzzo Vigne Capistrano 2012 (Valle Reale) - Abruzzo
Espumante do Ano: 
Classico Brut Nature (Monsupello) - Oltrepò Pavese
Vinho de sobremesa do Ano: 
Vin Santo di Carmignano Riserva 2007 (Capezzana) - Toscana 
Vinícola do Ano: Tenuta Sette Ponti (Toscana) 
Vinho de melhor relação Preço x Qualidade: 
Custoza Superiore Ca 'del Magro '12 - Monte del Fra (Veneto) 
Viticultor do Ano: 
Joseph Gabbas (Sardenha) 
Vinícola Emergente: 
Tiare (Roberto Snidarcig) - Friuli-Venezia Giulia
Viticultura Sustentável: 
Barone Pizzini (Franciacorta)