sábado, 28 de março de 2015

Special Report Argentina 2015: Tim Atkin seleciona os 10 melhores brancos e tintos do país!


O renomado Master of Wine Tim Atkin, autor de artigos em diversas publicações internacionais sobre vinho, elaborou pela terceira vez um painel completo sobre os vinhos da Argentina, fazendo a análise dos vinhos de mais de 120 vinícolas do país.

Para a satisfação de Atkin (e creio que de muitos de nós), a impressão geral das provas foi que "mais e mais vinhos expressam o seu terroir em vez de apenas técnica e madeira". Isso leva ele a crer que a Argentina está deixando de lado o "estilo caramelado e buscando o senso genuíno do lugar", completou.

Partindo dessa percepção, Tim Atkin elaborou uma lista com os 10 melhores vinhos brancos e tintos da Argentina (listados a seguir), além de uma análise completa sobre as vinícolas do país e dando recomendações sobre os melhores restaurantes para apreciar a rica culinária argentina. 

Pelo que vi, os vinhos listados não trazem grandes surpresas, deixando claro que o que parece realmente ter chamado a atenção de Atkin foi justamente a busca de alguns enólogos pela verdadeira expressão do terroir onde esses vinhos são elaborados.

Vinos brancos
1. Catena Zapata White Bones Chardonnay 2012 (95)
2. Bressia Lágrima Canela 2011 (94)
3. Catena Zapata White Stones Chardonnay 2012 (94)
4. Colomé Altura Máxima Sauvignon Blanc 2014 (94)
5. DiamAndes de Uco Grande Reserve Chardonnay 2013 (94)
6. La Giostra del Vino Bacan Sauvignon Blanc Reserva 2014 (94)
7. Salentein Single Vineyard Chardonnay Plot No.2 2012 (94)
8. Dominio del Plata Susana Balbo Barrel-Fermented Torrontes 2014 (93)
9. Luigi Bosca Riesling 2014 (93)
10. Mythic State Mythic Vineyard Chardonnay/Viognier 2013 (93)

Vinhos Tintos:
1. Achaval Ferrer Finca Altamira Malbec 2012 (98)
2. Colomé Altura Máxima Malbec 2012 (98)
3. De Ángeles Viña 1924 Single Vineyard Gran Malbec 2012 (98)
4. Zuccardi Finca Piedra Infinita 2012 (98)
5. De Ángeles Viña 1924 Single Vineyard Gran Corte 2012 (97)
6. Zuccardi Aluvional 2012 (97)
7. Achaval Ferrer Finca Bella Vista Malbec 2012 (96)
8. Altos Las Hormigas Malbec Apellation Gualtallary 2013 (96)
9. Altos Las Hormigas Malbec Apellation Vista Flores 2013 (96)
10. Bressia Última Hoja 2008 (96)

Para acessar o material completo sobre o Special Report Argentina 2015 elaborado por Tim Atkin, acesse o link: www.timatkin.com/reports/2015-argentina-special-report

sexta-feira, 27 de março de 2015

Conheça a verdadeira "Maison" de Champagne: Russo constrói uma casa com 12 mil garrafas da bebida!


Hamidullah Ilchibaev, um criativo morador da cidade russa de Chelyabinsk, construiu uma casa quase inteiramente com garrafas vazias de champanhe compradas ou doadas por restaurantes da região onde ele vive. A construção foi feita como um presente de casamento para seu filho mais velho.

Conhecida como o "Palácio de Oz", a casa de Ilchibaev tem 99 m2 e consumiu cerca de 12.000 garrafas ao longo dos três anos necessários para construí-la. Usando as garrafas como substitutos para os tijolos, ele foi empilhando as garrafas com o fundo voltado para o lado externo sobre uma sólida fundação. 


Para preencher os espaços vazios entre o revestimento interno da casa e os bicos das garrafas, ele derramou uma espécie de argamassa para mantê-las no lugar e garantir o isolamento térmico necessário para sobreviver aos rigores do clima local. 

Assim, do lado de fora, vemos nitidamente o fundo das garrafas com sua característica tonalidade esverdeada,  enquanto que na face interna, a casa tem uma aparência absolutamente idêntica as demais da vila. 

A estimativa do "arquiteto" Ilchibaev é que a construção tenha uma vida útil de pelo menos 100 anos!

Cinema: escolhido o ator que vai estrelar a adaptação de "O Vinho mais caro da História"!

Château Lafite 1787, o "vinho" mais caro da história!

O filme "The Billionaire’s Vinegar" finalmente parece entrar nos trilhos para ser produzido! Baseado no livro "O Vinho Mais Caro da História", escrito por Benjamin Wallace, que narra a história verídica, ocorrida em 1985, da venda em leilão de garrafas antigas de vinhos bordaleses (foto acima) que teriam pertencido ao ex-presidente americano Thomas Jefferson, e do escândalo subsequente que revelou uma grande e ousada falsificação. 


Depois de vários rumores que apontavam para o ator Brad Pitt, a Sony Pictures contratou para interpretar o papel principal o astro Matthew McConaughey. O roteiro ficará a cargo de Michael Brandt e Derek Haas, responsáveis por "O Procurado" e "Os Indomáveis". A produção ficará a cargo de Will Smith, Todd Black, James Lassiter, Jason Blumenthal e Steve Tisch, produtores de filmes como "À Procura da Felicidade" e "Sete Vidas".

quinta-feira, 26 de março de 2015

Vertical de Saint-Emilion 1er Cru Classé "A" atesta que o Angélus e o Pavie não estão no mesmo nível do Cheval Blanc e do Ausone!

Angélus 2012 e seu rótulo dourado comemorativo do novo status em Sainr-Emilion

Uma degustação às cegas de várias safras dos quatro vinhos classificados como Saint Emilion Grand Cru Classe "A" (Ausone, Cheval Blanc, Pavie e Angélus) foi organizada pelo renomado crítico Jean-Marc Quarin para avaliar o desempenho comparativo entre eles.

O painel selecionado por Quarin quis saber se os dois châteaux (Angélus e Pavie) recém alçados ao posto de 1er Grand Cru Classé "A" realmente estavam no mesmo nível dos dois outros ocupantes tradicionais dessa categoria (Cheval Blanc e Ausone). Para tanto, ele reuniu cada um desses rótulos de 7 safras distintas (1998, 2003, 2004, 2005, 2006, 2008 e 2009), todos adquiridos en primeur e armazenados em ambiente climatizado, na Suíça.

Um ano antes da divulgação da nova classificação de Saint-Emilion, em 2012, Quarin já havia realizado uma degustação semelhante e o resultado obtido colocou o Cheval Blanc em primeiro lugar, seguido de perto pelo Ausone em segundo, Angélus e Troplong-Mondot, mais atrás em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

A degustação mais recente e mais ampla chegou ao mesmo resultado, com Cheval Blanc e Ausone ocupando consistentemente as duas primeiras posições, trazendo na sequência o Angélus e o Pavie, levando Quarin a atestar que esses dois últimos "não são do mesmo nível" que os dois primeiros, vinhos distintamente mais vibrantes nos aromas e nos sabores.

Considerando as classificações individuais, o Cheval Blanc ficou em primeiro lugar nas safras mais recentes (2006, 2008 e 2009), provavelmente um reflexo de novos esforços feitos pelo château. Nas demais safras ele sempre esteve bem próximo do vinho vencedor.

O Château Ausone se saiu melhor nas safras 2003, 2004 e 2005 e ficou em segundo nas outras quatro vezes, deixando para o Angélus a honra de vencer com seu vinho da safra 1998. O Pavie teve consistentemente o pior desempenho do painel, terminando em quarto lugar quatro vezes (1998, 2003, 2008 e 2009), uma vez em terceiro (2004) e em segundo lugar por duas vezes (2005 e 2006).

Independente das posições no painel, ficou evidente para Quarin que o Angélus consegue oferecer uma "vibração real" em algumas safras, mas que no caso do Pavie, ele ainda tem um "longo caminho a percorrer" quando é comparado ao Cheval  Blanc e o Ausone.

Para ver as notas completas desse painel de degustação, acesse o site de Jean-Marc Quarin.

quarta-feira, 25 de março de 2015

100 pontos: Markus Molitor produziu Rieslings Ausleses perfeitos em dose tripla em 2013!


O produtor alemão baseado no vale do Mosel, Markus Molitor, conseguiu um feito histórico ao obter não apenas uma, mas três notas perfeitas (100 pontos) da prestigiada The Wine Advocate para vinhos da safra 2013. A resposta a esse feito veio quase instantaneamente: todos os vinhos foram rapidamente vendidos!

O trio de Rieslings Ausleses 2013 que recebeu a pontuação máxima do novo correspondente alemão da WA, Stephan Reinhardt, veio de três vinhas muitos especiais no Mosel: Wehlener Sonnenuhr, Zeltlinger Sonnenuhr e Urziger Würzgarten.

Em entrevista concedida para o site Wine Searcher, Molitor disse que a reação diante das pontuações foi enorme e que os vinhos se esgotaram rapidamente. Segundo ele, a safra 2013 permitiu apenas uma minúscula produção, mas que isso foi compensado com mineralidade, acidez elevada e alta concentração de açúcares, gerando vinhos extremamente equilibrados.

A grande honra alcançada por Markus Molitor (até então nenhuma outra vinícola alemã havia alcançado os 100 pontos da publicação de Robert Parker por 3 vezes numa mesma safra) ampliou significativamente a lista de vinhos do país a atingir essa marca.

Antes deles, apenas um outros 6 vinhos alemães haviam conquistado esse escore perfeito: um outro vindo de Molitor (Wehlener Sonnenuhr Riesling Auslese 2001), 4 safras do Dönnhof Riesling Eiswein (2001, 2002, 2004 e 2010) e o Schloss Lieser Brauneberger Juffer Sonnenuhr Riesling Auslese 2007.


terça-feira, 24 de março de 2015

Vinho está na mira do governo federal como fonte de aumento da receita fiscal!

Vem "mordida" por aí... 

Depois da alta expressiva do dólar ao longo dos últimos meses, mais uma medida em estudo pelo governo federal ameaça aumentar ainda mais os valores cobrados pelo vinho importado no Brasil: os técnicos do governo avaliam um aumento na tributação do setor de bebidas quentes (onde o vinho e os destilados em geral estão inseridos). 

Essa é apenas mais uma das medidas analisadas pelo governo para aumentar a arrecadação e atingir as metas previstas para o superávit primário de 2015. Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo, nenhum número ainda foi divulgado pela equipe econômica sobre esse estudo, mas o histórico por trás dessas análises nos leva a crer que a "conta" certamente vai ao consumidor de vinhos. Só nos restará saber qual o tamanho dela... Fiquem de olho!

Winetube: Conheça a maneira mais rápida de "melhorar" um vinho ordinário!


Vinho no liquidificador? Eu ainda não tentei (e nem pretendo...), mas quem já executou esse esdrúxulo procedimento garante que ele transforma qualquer vinho barato em algo muito mais palatável. Quem tiver a curiosidade de reproduzir esse "shake" de vinho está convidado desde já a compartilhar conosco a experiência...

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mea Culpa: Robert Parker alerta que os altos preços criaram um sistema de castas no mundo do vinho!


Robert Parker, o mais influente crítico de vinhos do mundo (amado e odiado por muitos...) admitiu pela primeira vez, em entrevista concedida a publicação The Drinks Business, que os altos preços praticados pela maioria das vinícolas mais famosas (cujos vinhos receberam altas notas concedidas por ele) estão fechando as portas para pessoas comuns e estão criando um "sistema de castas no mundo do vinho".

Parker admitiu também que ele "é uma parte desse problema" e que as novas gerações de enófilos poderão ficar privadas de conhecer e degustar os melhores rótulos das principais regiões produtoras de vinhos finos do mundo. 

"Eu acho que este é um grave problema, pois significa que muito serão excluídos dentro desse sistema de castas, já que os grandes vinhos da Borgonha, de Bordeaux ou da Califórnia, se tornaram tão caros que as pessoas simplesmente não podem pagar por eles, sendo obrigadas a buscar opções em outro lugar.", completou ele.

Parker criticou particularmente os châteaux de Bordeaux da margem esquerda (Médoc) na formação de seus preços, observando que eles são propriedades extensas e com uma produção de centenas de milhares de garrafas, enquanto os melhores produtores da Borgonha podem fazer apenas umas 200 caixas de vinho por ano.

"É claro que eu sou parte do problema do que vem acontecendo por lá, especialmente quando dou a eles altas pontuações. Mas a questão é que eu tenho de avaliar esses vinhos e, ao elogiá-los, eu espero que isso incentive outros produtores a fazer vinhos no mesmo nível e vendê-los por um preço mais justo, sem querer transformá-los em algo caro e extravagante."

Ele também criticou os restaurantes que cobram caríssimo por esses vinhos famosos: "os restaurantes estão colocando margens elevadíssimas nestes rótulos, tornando o vinho de um modo geral numa bebida elitista, quando na verdade ele não é", finalizou.

Fonte: The Drinks Business

domingo, 22 de março de 2015

Borgonhas Grand Cru 2008: Encontro de Clos (Vougeot, des Lambrays, de Tart e de la Roche)

Quarteto de "Clos" Grands Crus da Borgonha: 
de Vougeot, de la Roche, des Lambrays e de Tart

A Côte de Nuits abriga 25 dos 26 vinhedos Grands Crus (o Corton é o único que fica na Côte de Beaune) onde se produzem vinhos tintos na Borgonha. Dentre eles, cinco desses vinhedos possuem atrelados a seu nome a palavra "Clos", uma contração da palavra "closure" (clausura, em português). 

O significado prático do termo remete a um vinhedo que, por sua alta qualidade para a produção de vinhos, foi demarcado e murado séculos atrás pelos monges cistercienses que elaboravam vinhos naquela região. Como tudo na Borgonha é meio complexo, vale lembrar que existem vários vinhedos murados que não são classificados como Grand Cru e que alguns dos melhores Grands Crus o são, como é o caso do célebre Romanée-Conti (que talvez tenha o muro mais fotografado do mundo do vinho). 

Decidimos reunir dentro de um painel de degustação de tintos Grands Crus da Borgonha, quatro vinhos desses cinco "Clos" (apenas o Clos Saint-Denis não teve representante) para tentar capturar e entender as sutis diferenças e as peculiares de cada um deles ao longo de sua trajetória vinícola.

Domaine Bertagna Clos de Vougeot Grand Cru 2008

Começamos a degustação pelo Clos de Vougeot, único dos quatro que não fica na comuna de Morey-St-Denis e que sozinho se configura no menor município (Vougeot) da Côte d'Or. Ao mesmo tempo ele é o maior dos Grands Crus em extensão territorial, com 50 hectares de vinhedos distribuídos por uma miríade de 82 proprietários, muitas vezes donos de apenas algumas fileiras de vinhas.

Para complicar a análise, esse vinhedo possui seis tipos de solo diferentes (as parcelas mais altas são consideradas as melhores) e há uma grande distinção de qualidade entre seus produtores. Esse problema não existia até a revolução francesa, na Idade Média, um blend entre uvas de todas as partes do vinhedo era considerado ideal para fazer o melhor vinho do Clos de Vougeot.

O vinho que degustamos foi produzido pelo Domaine Bertagna com vinhas localizadas bem no centro do Clos, numa área de apenas 0,31 hectare, mas de alta densidade de plantas por hectare e cuidadosamente trabalhado de maneira orgânica (algo complicado no meio de tantos vizinhos) pelo produtor.

Apesar de ter sido degustado com quase sete anos de vida, esse Clos de Vougeot estava bastante jovem, com notas frutadas dominando os aromas e denotando ainda a passagem pelo carvalho novo onde amadureceu. Apesar disso, no paladar ele revelou uma estrutura tânica vigorosa, equilibrada por uma acidez muito característica, com um final de boca sedoso e prolongado, prometendo um grande futuro pela frente.     
Michel Magnien Clos de la Roche Grand Cru 2008

Situado na fronteira com a comuna de Gevrey-Chambertin, o Clos de la Roche é o maior vinhedo Grand Cru de Morey-St-Denis, com uma área de 13,41 hectares. Seu nome faz alusão ao solo repleto de rochas calcárias decompostas e grandes pedregulhos, que conferem um caráter austero e profundo aos vinhos.

O Clos de la Roche degustado foi elaborado pelo Domaine Michel Magnien e mostrou-se realmente bastante fechado nos aromas, liberando além de frutas vermelhas bem maduras, um pouco de baunilha, terra úmida e defumados. No paladar mostrou muita profundidade, mas carecendo de desenvolver maior complexidade gustativa. Equilibrado, macio, mas como um 2009 bebido tempos atrás, ainda "sem sal".  

Taupenot-Merme Clos des Lambrays Grand Cru 2008

O Clos des Lambrays é mais um dos pequenos vinhedos Grand Cru murados (apenas 8,84 hectares) presentes na comuna de Morey-St-Denis. Ele guarda uma grande curiosidade: por causa de míseros 420 m2 pertencentes a um pequeno e resistente produtor local (Taupenot-Merme), o proprietário majoritário atual não pode ostentar no rótulo o pomposo título "Monopole", indicando que ele pertence a um único dono. Isso pode ser considerado algo bastante frustante, especialmente quando sabemos que esse proprietário é ninguém menos que o LVMH, o maior grupo de produtos de luxo do mundo.

Pois foi justamente desse minúsculo vinhedo de 420 m2 (do tamanho de um lote urbano padrão) que veio o Clos des Lambrays que degustamos nesse painel. Um vinho que mostrou logo de cara a que veio: riquíssimo nos aromas típicos de sous bois, defumados e um delicioso traço floral. No palato, ele não ficou atrás, exibindo múltiplas nuances gustativas, com excelente estrutura tânica, acidez perfeita e integração total da leve passagem pela madeira. Final longo, sedoso e que deixa aquela sensação de que não se poderia esperar mais nada de um vinho dessa região (mas o próximo vinho vai mostrar que isso é possível...).   

Clos de Tart Grand Cru 2008

Situado entre outros dois Grands Crus (Bonnes-Mares e Clos des Lambrays), o Clos de Tart possui 7,53 hectares e é o único dos Grands Crus que ostenta o título "Monopole" mencionado anteriormente e que nunca sofreu nenhum fracionamento até os dias de hoje.

O Clos de Tart degustado no painel foi uma das pouco mais de 18 mil garrafas lançadas em 2008 e poderia ser resumido como a quintessência da elegância da casta Pinot Noir na Borgonha. Um vinho absolutamente inebriante e equilibrado que, mesmo tendo passado 17 meses em barricas de carvalho francês e ser muito jovem, conseguiu nos encantar em todos os quesitos.

Repleto de camadas aromáticas (flores, frutas vermelhas maduras, fumaça, cedro) e uma pureza no paladar que poucas vezes presenciei, o Clos de Tart esbanja o máximo de potência que uma Pinot Noir pode ter sem perder a classe e um frescor impressionante. Conforme era esperado, apenas o quesito complexidade ficou em segundo plano, já que seu apogeu só será alcançado dentro de 10 ou 15 anos à frente. Um vinho inesquecível, que ocupa um patamar superior em qualquer parâmetro que quisermos utilizar. Lindo!

Agenda: Importadora Premium promove feira de vinhos em Belo Horizonte!


A importadora Premium e seus anfitriões, Rodrigo Fonseca e Orlando Rodrigues, promoverão no próximo mês de abril (dia 20) mais uma edição de sua feira de vinhos na sede da empresa, em Belo Horizonte, contando com a presença de produtores de vários países e mais de 70 vinhos para degustação. 

As principais vinícolas presentes serão: Espanha (Rueda) com a Vinos Sanz. Portugal será representada pela Casa da Passarela (Dão) e Quinta das Apegadas (Douro). A Itália virá com produtores da Campânia (Donnachiara) e da Toscana (Castello di Volpaia). A França contará com diversos produtores/vinhos da Borgonha (Domaine de Bellene, Maison Roche de Bellene, Hubert Lamy, Marquis d’Angerville, Nicolas Potel e Christian Moreau) e do Vale do Loire (Huet). Da América do Sul, o Chile com a Viña Casa Rivas, a Argentina com as vinícolas Benvenuto de La Serna, Ricardo Santos e Tercos; e do Uruguai, o produtor Reinaldo De Lucca

Local: Rua Estevão Pinto, 351 – Serra
Belo Horizonte (31) 3282-1588
Horário: das 16 às 21 horas
Valor: R$ 150,00* (O ingresso dá direito a uma taça de cristal e caderneta para anotações)
*50% do valor do ingresso poderá ser revertido em desconto nas compras acima de R$ 500,00 e 100% em compras superiores a R$ 1.000,00.