Uvas passificadas de Viura no mês de janeiro, na Bodega Loli Casado
Dois produtores de La Rioja, reavivaram a tradição da região de produzir vinhos de colheita tardia. A Dinastía Vivanco e a Bodegas Loli Casado, ambas localizadas na Rioja Alavesa, estão entre as primeiras a fazer vinhos doces, disponíveis comercialmente, conhecidos localmente como "supurados".
Estes vinhos eram historicamente elaborados com uvas secas durante o inverno em galpões e transformados em vinhos de sobremesa para ocasiões especiais.
O Colección Dinastía Vivanco Vivanco 4 Varietales Dulce de Invierno 2009 é feito com as castas Tempranillo parcialmente botrytizadas, Graciano, Garnacha e Mazuelo, colhidas nas vinhas do produtor El Cantillo, em Briones, próximas ao rio Ebro.
O enólogo Rafael Vivanco fermentou e envelheceu o vinho em carvalho francês, descansando-o em seguida nas garrafas por 12 meses. O vinho tem coloração laranja-pálido, e é classificado como um rosé.
A Bodegas Loli Casado, defensora das variedades locais, fez um branco doce com a casta Viura. "Em outubro passado, deixamos uma seção de vinhedo com 80 anos de idade, exposto ao vento e ao sol do outono, e ao frio do inverno, clima que naturalmente passificou as uvas", disse o enólogo Loli Casado.
Ele será lançado como um vinho doce jovem por cerca de €12, enquanto o rosé da Dinastía Vivanco, já disponível na Espanha, vai entrar nos mercados internacionais por 21 €.
Ele será lançado como um vinho doce jovem por cerca de €12, enquanto o rosé da Dinastía Vivanco, já disponível na Espanha, vai entrar nos mercados internacionais por 21 €.
O Consejo Regulador da Rioja já está em processo de modificação das normas relativas aos vinhos doces. Atualmente os produtores só podem fazer vinhos semi-doces e doces brancos ou rosés, mas não tintos.
Fonte: traduzido de Decanter.com







