quarta-feira, 30 de julho de 2014

Mercado do Vinho: Vega Sicilia, a mais célebre das vinícolas espanholas vai trocar de importador no Brasil!

Vega Sicilia, uma das mais aclamadas vinícolas do mundo!

Apesar de ocorrer com relativa frequência no Brasil, a troca do importador de uma vinícola tão significativa quanto a espanhola Vega Sicilia é algo bastante raro. Depois de muitos anos brilhando no portfólio recheado de estrelas da importadora Mistral, a Bodega Vega Sicilia e todos os seus vinhos (Vega Sicilia, Valbuena, Alion e Pintia) migram para o catálogo (cada vez melhor) da importadora Grand Cru a partir do mês de outubro.

De um modo geral, essa troca deve trazer poucas mudanças para o consumidor brasileiro: os preços deixarão de ser listados em dólar, algo positivo se imaginarmos que a moeda americana tende a subir um pouco mais. Como exemplo, o valor previsto no novo catálogo da Grand Cru para o Vega Sicilia Unico 2003 será de R$2.250, praticamente o mesmo preço de venda atual (convertido no dólar do dia) de R$2.196,68 na Mistral.

O acesso aos vinhos da Vega Sicilia também deverá ficar mais facíl para os consumidores, já que apesar de ambas disporem de sites para venda pela internet, a Mistral possui lojas próprias em apenas 3 estados (SP, RJ, MG) e no Distrito Federal (Brasília), enquanto a Grand Cru está presente em 14 estados e no DF, com 35 lojas instaladas nas principais cidades do país, dispensando muitas vezes o custo adicional do frete para o comprador.

Apesar de todos esses aspectos, o que importa realmente ao consumidor brasileiro é que ele possa continuar a usufruir em nosso mercado (ainda que ele pague muito caro por isso) dos magníficos vinhos que essa prestigiada vinícola espanhola produz. 

Que essas maravilhosas vinhas da Ribera del Duero continuem a produzir uvas dignas do renome da Bodega Vega Sicilia...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Painel de Degustação: Tops Argentinos evoluídos safras 2000, 2001 e 2002!

Para quem duvidava da longevidade dos tintos argentinos...

Contando com a participação de alguns dos melhores vinhos argentinos do início da década, este foi um dos painéis mais parelhos que já realizamos na Desconfraria. Curiosamente, os vinhos levados pelos membros da confraria foram em sua maioria vinhos de corte (blends), mesclando especialmente a Cabernet Sauvignon com outras castas e não pela Malbec, a notória tinta do país, que apareceu como coadjuvante na maioria dos vinhos degustados.

Em relação às safras, era esperado um amplo domínio da excepcional colheita de 2002, a melhor da Argentina nos últimos 20 anos, mas isso acabou não acontecendo, com dois vinhos da safra ficando no "final da fila" e outros dois no pódio, mas não em primeiro lugar (um 2001).

Observando os cortes dos vinhos (listados abaixo) é bastante curioso verificar também que o vinho vencedor tem como casta predominante a Tempranillo, algo um tanto exótico na Argentina, seguido por vinhos com grande presença da CS, casta que naturalmente envelhece melhor que a Malbec.

Em linhas gerais, todos os vinhos ainda se mostraram bastante potentes e com taninos bem maduros, mas alguns deles já deixavam transparecer uma certa deficiência de acidez, mas nada que comprometesse o equilíbrio gustativo dos vinhos.

Depois de muitas votações empatadas e apertadas, acredito que o resultado final foi bem justo, deixando apenas os Catenas Estiba Reservada como uma fonte de certa decepção. Mesmo sem saber se ele estaria presente, apostava no bom desempenho do Cheval des Andes 2002, talvez um dos melhores vinhos desta safra na Argentina que já bebi até hoje (e que ainda pode ser comprado no Brasil). 

O resultado final do painel foi o seguinte:

9º lugar - Carmelo Patti Gran Assemblage 2002: Corte de Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Cabernet Franc, amadurecidos por 12 meses em barrica de carvalho e outros 18 meses de afinamento nas garrafas.

8º lugar - Catena Zapata Estiba Reservada 2002: 100% Cabernet Sauvignon amadurecido por 18 meses em carvalho francês (60% novo).

7º lugar - San Pedro de Yacochuya 2000: Blend de Malbec (85%) e CS (15%) de vinhedos antigos (com mais de 60 anos) amadurecidos em barricas novas (30%) e usadas (70%) de carvalho francês.

6º lugar - Catena Zapata Estiba Reservada 2000: 100% Cabernet Sauvignon amadurecido por 18 meses em carvalho francês (60% novo).

5º lugar - Yacochuya 2000: Blend de 90% e 10% CS amadurecido por 17 meses em barricas novas de carvalho francês.

4º lugar - Catena Zapata Estiba Reservada 2000: 100% Cabernet Sauvignon amadurecido por 18 meses em carvalho francês (60% novo).

3º lugar - Finca de Finca La Anita 2002: Blend de Malbec, CS e Merlot amadurecido por três meses em barricas novas de carvalho francês.

2º lugar - Cheval des Andes 2002: Blend de 60% Cabernet Sauvignon e 40% Malbec amadurecido por 18 meses em barricas de carvalho francês.

1º lugar - O. Fournier A-Crux 2001: Blend de 70% Tempranillo, 20% Malbec e 10% Merlot amadurecido por 17 meses em carvalho novo (80% francês e 20% americano).

Depois destes surpreendentes tintos argentinos com mais de uma década de vida, a próxima etapa da Desconfraria também irá contar com vinhos bastante robustos e já medianamente evoluídos: os excelentes tintos do Douro (safras 2003, 2004 e 2005). Aguardem!

sábado, 26 de julho de 2014

As boas taças da semana: vinhos para bebericar, degustar ou celebrar!

De R$62 a R$230, três ótimos vinhos para bebericar, degustar ou celebrar...

Para começar a pagar uma "dívida" recorrente com os amigos e leitores do blog, estou iniciando a publicação regular desta coluna reunindo uma seleção com três bons vinhos degustados ao longo da semana. 

Os vinhos escolhidos estarão divididos em três patamares distintos: o primeiro deles é para "bebericar" sem grandes pretensões e focado na melhor relação preço x qualidade (até R$75); o segundo selecionado é para "degustar", um rótulo mais elaborado e adequado para harmonizar com uma refeição (limitado até R$200); já o terceiro é um  vinho para "celebrar", aberto apenas em ocasiões especiais como receber um grande amigo, uma data comemorativa ou para escoltar um prato refinado (sem limite de preço, mas sem exageros também...).

Para "bebericar": Domaine Lafage Tessellae Carignan Vieilles Vignes 2012
Uma delícia! Vinho leve, com muita fruta fresca, acidez mediana e taninos delicados, apto a agradar em todas as ocasiões.
Região: Languedoc-Roussillon (França)
Composição: 100% Carignan (vinhas velhas)
Preço: R$68 (Via Vini)

Para "degustar": Paul Hobbs CrossBarn Pinot Noir Sonoma Coast 2009
Escolhi esse vinho porque foi uma boa surpresa diante de uma série de pinots californianos provados recentemente e que não me encantaram (inclusive do Paul Hobbs). O CrossBarn mostrou um estilo mais franco, menos potente e concentrado que os demais, com boa expressão de fruta (cerejas e cassis), aquele desejado toque de folhas secas e terra úmida que nos trazem a tipicidade geral da casta. 
Região: Sonoma Coast (Califórnia - EUA)
Composição: 100% Pinot Noir
Preço: R$177,38 (Mistral)

Para "celebrar": Il Poggione Brunello di Montalcino 2006
A regularidade em alto nível desse vinho é impressionante! Desde a safra 2001, sempre que o degustei tive ótimas impressões desse Brunello di Montalcino, equilibrando uma certa potência, com acidez refinada e taninos sedutores. Um vinho digno de ser escolhido para qualquer data especial (especialmente por ter um preço bastante acessível dentre seus pares). Eu diria que é quase impossível não gostar dele...
Região: Toscana (Itália)
Composição: 100% Sangiovese Grosso (ou Brunello)
Preço: R$230 (Via Vini) - Disponível apenas a safra 2008

Semana que vem tem mais!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Milagre: Surgiu um "rio de vinho" em Bento Gonçalves! Mas ele já secou...

O "rio de vinho" percorrendo as ruas de Bento Gonçalves...

Em tempos de seca em várias regiões do país, surgiu um legítimo "rio de vinho" dentro da cidade gaúcha de Bento Gonçalves. Conforme informações fornecidas pelo site de notícias regionais Leouve, no início da tarde de ontem, um vinhoduto de PVC, pertencente a Cooperativa Vinícola Aurora, se rompeu entre a matriz da empresa e uma de suas unidades auxiliares, espalhando um grande volume de vinho pelas ruas adjacentes. 

Assim que o incidente foi percebido, a transferência do vinho foi interrompida para impedir que algum dano ou prejuízo maior pudesse ocorrer. Para sanar definitivamente o problema, a Aurora pediu autorização da prefeitura da cidade para abrir a rua e descobrir onde ocorreu o vazamento na tubulação. 

Depois desse episódio, nenhum enoturista que visitar a cidade poderá duvidar da palavra dos habitantes locais quando eles disserem que, pelo menos por um dia, eles tiveram um "rio de vinho" correndo pela cidade...

terça-feira, 22 de julho de 2014

Stephen Tanzer elege os 6 Malbecs de melhor custo x benefício da Argentina!


Em recente edição da Winophilia, sua própria publicação sobre vinhos, Stephen Tanzer destacou a excelente qualidade dos malbecs argentinos na seção "Screaming Values", focada em rótulos comercializados por menos de US$16 (no mercado americano, é claro...). 

Os rótulos argentinos selecionados por Tanzer permitem que o consumidor desfrute de um nível de qualidade equivalente aos vinhos pontuados com 90 ou mais pontos na "International Wine Cellar" por um preço realmente convidativo. 

Na visão de Tanzer, os produtores argentinos ávidos para se destacar no competitivo mercado americano, elaboram vinhos magníficos e os exportam por valores que permitem um preço final baixo dos US$20 nos EUA, muitos deles com potencial para custar o dobro ou mais. Os 6 grandes destaques neste segmento segundo ele são: Dominio del Plata BenMarco Malbec 2012, Terrazas de los Andes Malbec Reserva 2011, La Posta Malbec 2012, TintoNegro Limestone Block Malbec 2013, Decero Malbec Remolinos Vineyard 2012 e  Durigutti Malbec HD Clasico 2013

No mercado brasileiro, o preço médio desses varia entre 60 e 100 reais, uma faixa de preço proporcionalmente mais alta que sua equivalência nos EUA, mas ainda assim bastante razoável para os consumidores em geral. Fica a dica...

domingo, 20 de julho de 2014

International Wine Challenge: conheça os cinco grandes campeões de 2014!


Considerado como um dos concursos de maior prestígio em todo o mundo, o International Wine Challenge chegou a sua 31ª edição em 2014 reunindo milhares de rótulos de todas as partes do mundo. Após uma série de etapas classificatórias onde um grupo de pelo menos 10 juízes diferentes avaliaram os vinhos selecionados, chegaram-se aos cinco rótulos, um de cada categoria (tinto, branco, espumante, fortificado e doce), merecedores dos Champion Wine Awards

Champion Wine Awards  
Alois Kracher Trophy for Champion Sweet Wine 2014
Weingut Horst Sauer Escherndorfer Lump Riesling Trockenbeerenauslese 2012 
IWC Champion Fortified Wine 2014
Morris Wines Old Premium Rare Liqueur Tokay
Daniel Thibault Trophy for Champion Sparkling Wine 2014
Piper-Heidsieck Rare Millésimé 2002
IWC Champion White Wine 2014
Campolargo 2011
IWC Champion Red Wine 2014
Jean Claude Boisset Clos de la Roche Grand Cru 2012 

Para ver a lista completa de todos os vinhos premiados no evento, basta clicar no link.

Por dentro das vinícolas clássicas da Rioja: Compañia Vinícola del Norte de España (CVNE), aqui nasce o grandioso Imperial!

CVNE: tradição vínica construída sem esquecer a importância da modernidade...

Para completar a "trilogia" de vinícolas visitadas em Haro, no coração da Rioja Alta, não poderia deixar de falar da Compañia Vinícola del Norte de España (CVNE), também conhecida como "Cune", outra das mais tradicionais empresas do segmento e que atinge neste ano de 2014 a expressiva marca de 135 anos de existência.

Instalada no mesmo bairro histórico chamado "La Estación" onde também estão a Viña Tondonia e La Rioja Alta, a CVNE percorreu todas essas décadas produzindo vinhos fiéis ao estilo que fez a fama da Rioja, mesclando as uvas Tempranillo com doses calculadas de Graciano e Mazuelo, amadurecidas longamente em barricas de carvalho (americano e francês) e posteriormente nas próprias garrafas.

Nave Eiffel: aqui amadurecem os melhores vinhos da CVNE

Mesmo dotado de um espírito que valoriza a tradição vinícola da Rioja, a CVNE sempre esteve em busca de inovações para produzir seus vinhos com maior qualidade e eficiência. Talvez a maior demonstração disso seja a Nave Eiffel, projetada por Gustave Eiffel (o mesmo da torre que se tornou um símbolo de Paris) em 1890. O projeto do edifício, moderníssimo para a época, foi o primeiro da região a dispensar pilares de sustentação em seu interior, graças a estrutura metálica desenhada por Eiffel, possibilitando um melhor aproveitamento e manuseio das barricas em seu interior.

A porta do "cofre"...

Mais de um século de garrafas cuidadosamente preservadas...

... esperando o momento especial de ser abertas!

Produzindo vinhos de alta qualidade e reconhecida capacidade de guarda por tanto tempo, não seria difícil imaginar que a CVNE preservasse um bom estoque de vinhos antigos em suas adegas, mas a realidade é ainda mais surpreendente: as fotos acima ilustram um pouco do imenso tesouro líquido que ela possui, incluindo até mesmo garrafas do século XIX. Um espetáculo vínico cuja sensação eu não poderia descrever em palavras, apenas vivenciar.

Terminada a visita, vamos ao Imperial! Apesar de ter incluído em seu portfólio um vinho "ícone" e de caráter moderno chamado Real de Asua, lançado pela primeira vez em 1994, feito apenas com Tempranillo e amadurecido em pequenas barricas de carvalho novo francês, o mais importante rótulo da CVNE continua a ser ele (nas versões Reserva e Gran Reserva), sendo produzido apenas nas safras de qualidade excepcional.


Lançado há quase um século (nos anos 1920), o rótulo "Imperial" deve seu nome a uma história bem curiosa: os primeiros lotes do vinho que começaram a ser enviados para o mercado inglês foram envasados em garrafas com uma capacidade pouco menor que as atuais (750 ml), conhecidas na Inglaterra como "Imperial Pint" (cerca de 568 ml). O nome "Imperial" acabou pegando e logo foi incorporado pela CVNE...

Para os apreciadores dos vinhos da Rioja esse rótulo já era uma antiga e confiável referência, figurando entre os melhores da região. Mas em tempos de globalização, da difusão do conhecimento (e do gosto) através de mídias especializadas e da internet, bastou que a safra 2004 do Imperial Gran Reserva recebesse o posto de vinho nº 1 no ranking Top 100 da revista americana Wine Spectator em 2013 para que ele se tornasse um rótulo desejados por enófilos e consumidores em todo o mundo.

O resultado desse afã em torno do vinho gerou um fato inédito na história da CVNE: ela foi obrigada a lançar a safra 2007 alguns meses antes do habitual pelo simples fato de que todo o estoque comercial das safras 2004 e 2005 foi vendida numa velocidade nunca vista antes e as encomendas por novas garrafas não paravam de chegar.

Imperial Gran Reserva 1970 esperando que eu tenha coragem de abri-lo...

Deixando de lado essas "febres" causadas por notas elevadas e rankings de todos os tipos, fique tranquilo, o Imperial Gran Reserva é um vinho que evolui muito bem e merece ser degustado após uns bons anos de guarda. Se você não achar o 2004 ou 2005, fique certo que de estará muito bem servido com um 2001, 1999, 1996, 1994, 1982, 1973, 1970 ou o legendário 1964! Todos eles ainda podem ser achados no mercado internacional, provavelmente até mais facilmente que esse badalado 2004.

Ah, o mais importante: se passar pela Rioja, não deixe passar a oportunidade e faça uma visita nessa emblemática vinícola espanhola...


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Painel de Degustação: Saint-Émilion Grand Cru Classé 1999, 2000 e 2001, a Margem Direita em plena evolução!

Saint-Émilion: onde a alquimia entre Merlot e Cabernet Franc é mais do que perfeita...

Como de costume, este painel de degustação às cegas reuniu oito rótulos da região de Saint-Émilion, dentro da abrangente classificação "Saint-Émilion Grand Cru Classé". Composta de nomes bem conhecidos como os châteaux Pavie Macquin, Berliquet e Monbousquet até outros nem tanto como o Château Croix de Labrie e o Clos St. Martin, os vinhos da degustação só eram conhecidos na medida em que iam sendo "eliminados" pelos degustadores, gerando as habituais "surpresas" entre os participantes (como o Pavie Macquin 2000 em 5º lugar).

De maneira geral, todos os vinhos degustados apresentaram-se muito bem, graças a qualidade média das safras provadas (especialmente da mítica 2000) e ao fato de que eles já terem atingindo um ponto de evolução no qual pudessem começar a expressar todo seu potencial vínico. Aliás, vejo nisso um aspecto bastante interessante a ser observado pelos apreciadores dos vinhos de Bordeaux, especialmente os menos pacientes, já que normalmente a Margem Direita (St-Émilion e Pomerol) com sua combinação de Merlot e Cabernet Franc oferece vinhos cujo apogeu é de 8 a 10 anos mais precoce que na Margem Esquerda (Médoc).

A classificação final dos vinhos no painel trouxe um retrato bastante fidedigno do momento que eles vivem, ainda cheios de jovialidade frutada e trazendo as primeiras nuances da complexidade aromática e gustativa que fizeram a fama desses vinhos.

Na minha avaliação pessoal, ligeiramente fora da média do grupo, destaquei como os três melhores do painel: Château Croix de Labrie 2000, Château Barde-Haut 2001 e Clos St. Martin 2000. Veja a seguir o resultado geral dos vinhos com sua composição (blend) e notas da crítica especializada:     

8º lugar: Château Berliquet 2001 (RP89/WS88)
70% Merlot, 25% Cabernet Franc e 5% Cabernet Sauvignon

7º lugar: Thunevin Clos Badon 2001 (RP87/WS84)
50% Merlot e 50% Cabernet Franc

6º lugar: Château Ferrand-Lartigue 1999 (RP89)
85% Merlot e 15% Cabernet Franc

5º lugar: Château Pavie Macquin 2000 (RP95/WS92)
70% Merlot, 25% Cabernet Franc e 5% Cabernet Sauvignon

4º lugar: Château Croix de Labrie 2000 (RP91/WS90)
75% Merlot e 25% Cabernet Franc

3º lugar: Château Monbousquet 2000 (RP93/WS89)
60% Merlot, 30% Cabernet Franc e 10% Cabernet Sauvignon

2º lugar: Clos St-Martin 2000 (WS91)
75% Merlot e 25% Cabernet Franc

1º lugar: Château Barde-Haut 2001 (RP88/WS90)
90% Merlot e 10% Cabernet Franc

Depois de alguns painéis focados nos vinhos do "Velho Mundo", a próxima parada da Desconfraria será nos potentes tintos da Argentina. A seleção irá reunir rótulos de safras com 12 anos ou mais (2000 a 2002) de amadurecimento, buscando observar o comportamento desses vinhos após um bom tempo de guarda. Fiquem de olho!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Catad'Or Santiago 2014: conheça os melhores vinhos chilenos premiados no evento!


O Catad'Or chega a sua 19ª edição mantendo-se como uma das mais importantes competição de vinhos do Chile, cumprindo seu compromisso de difundir mundialmente a excelência do vinho chileno, através de uma competição que confere aos premiados, uma grande distinção perante o mercado consumidor internacional. 

A edição deste ano, ocorrida entre os dias 4 e 6 de julho, teve o privilégio de ter o júri internacional presidido pelo brasileiro Carlos Cabral, notório especialista em vinhos, que coordenou a avaliação de mais de 400 rótulos chilenos inscritos no evento.

Conheça a seguir, todos os vinhos premiados nesta edição, especialmente aqueles agraciados com a menção "Best in Show", os melhores nas principais categorias da premiação:

Best in Show Late Harvest: La Reserva de Caliboro Erasmo Late Harvest 2010
Best in Show Cabernet Sauvignon: La Torina 2007
Best in Show Blend: El Aromo Dogma Reserva CS-Syrah 2011
Best in Show Syrah: Viña Quilipín Alto Quilipín Reserva Syrah 2010
Best in Show Carmenère: Carta Vieja Club del Sommeliers Gran Reserva Carmenère 2010
Best in Show Chardonnay: Carta Vieja Since 1826 Gran Reserva Chardonnay 2011
Best in Show Sauvignon Blanc: Casas del Bosque Reserva Sauvignon Blanc 2014

Para ver todos os demais vinhos premiados no evento, basta clicar nos links abaixo:

terça-feira, 15 de julho de 2014

Direto da Taça: Faustino I Gran Reserva 2001, o vinho número 1 da Decanter em 2013!

Faustino I Gran Reserva 2001
 

Estar na lista dos 50 melhores vinhos do ano da revista inglesa Decanter já é um grande privilégio, mas ser o primeiro nela é realmente algo para se orgulhar. Essa façanha foi obtida no final do ano passado pelo Faustino I Gran Reserva 2001, um rótulo bastante conhecido da Rioja. Veja a lista completa dos Top 50 neste link.
 
Selecionado entre mais de 3200 vinhos provados pelos degustadores da revista ao longo do ano de 2013, o Faustino I se sobressaiu entre os demais por ter sido capaz de oferecer ao consumidor uma grande qualidade olfativa e gustativa (merecendo 97 pontos da Decanter) por um preço bastante atraente (pouco mais de 20 euros na Europa) e com grande disponibilidade, já que quase 125 mil garrafas foram produzidas.
 
De minha parte, depois de ter provado algumas safras recentes (94, 96 e 99) e antigas (70 e 73), posso atestar que esse reconhecimento não foi por acaso, já que sempre obtive muita satisfação com ele. Considerando a excepcional qualidade da safra 2001 na Rioja, o destaque desse Faustino I ficou ainda mais facilitado.
 
Impressões de degustação:
Coloração vermelho rubi muito cristalina, repleto de aromas refinados de frutas vermelhas, folhas secas, grafite e defumados. Paladar complexo, elegante e cheio de vivacidade. Final sedutor e duradouro. Um vinho que flui sem esforço pelo palato, deixando um sabor delicado e duradouro. Pronto para ser bebido e com capacidade para ir muito além. Excelente Rioja!