sábado, 31 de janeiro de 2015

Direto da Taça: Il Poggione 2006, um Brunello di Montalcino que ilustra bem o sofisticado charme da Toscana!

Il Poggione Brunello di Montalcino 2006

Quando alguém me pergunta sobre um Brunello di Montalcino de ótima qualidade e preço razoável, esse sempre é o rótulo que surge em minha mente. Desde a safra de 1999, a primeira com a qual tive contato e pude degustar, sempre obtive ótimas impressões dele e com esse 2006 não foi diferente.

Elaborado com vinhas de pelo menos 20 anos de idade oriundas do norte da região de Montalcino, em Santo Angelo in Colle, esse legítimo Brunello (100% Sangiovese Grosso) amadurece em grandes tonéis de carvalho francês (com 30 a 50 hectolitros de capacidade) por um período médio de 36 meses, seguido de mais alguns meses de afinamento nas garrafas, perseguindo o estágio ideal de maturação antes de ser levado ao mercado.

Impressões de degustação:
Antes mesmo que se possa prestar atenção em sua bela cor rubi translúcida, esse Brunello enche nossas narinas com seu sublime perfume de frutas vermelhas frescas e flores que se complementa com notas de defumados, ervas finas como o endro e madeira (cedro). Boca maravilhosamente equilibrada, com acidez vibrante, discreta presença de madeira e taninos perfeitamente polidos. O final de boca é suave e muito marcante. Um vinho que poderia ser usado como referência clássica do que é, ou deveria ser, um legítimo Brunello di Montalcino.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Humor "tinto": Para "refrescar" a sexta-feira...

Em tempos de crise hídrica, seja sustentável e responsável: poupe água e beba vinho!

Pinocchio Barrique Bottle: A garrafa para vinhos (e outras bebidas) projetada para reproduzir uma barrica de carvalho!

Pinocchio Barrique 

A ideia por trás dessa "revolucionária" garrafa fabricada com carvalho lançada no site de captação de fundos (crowdfunding) Kickstarter é torná-la capaz de reproduzir os mesmos efeitos do amadurecimento dos vinhos e outras bebidas como o whisky, o cognac ou a cachaça, nas tradicionais barricas de madeira. 

A Bottle Pinocchio Barrique foi projetada para ser construída com carvalho europeu e abrigar bebidas com pelo menos 12% de álcool, prometendo envelhecê-las e melhorar o seu sabor. Seus idealizadores alegam que 10 dias de permanência na Pinnochio são suficientes para proporcionar os mesmos benefícios obtidos com seis meses de amadurecimento num barril de carvalho.

Antes de utilizar a garrafa, o usuário deve primeiro preenchê-la com água morna durante 12 horas para inflar todos os poros da madeira e garantir a estanqueidade necessária para receber a bebida. Em média, um período entre  3 e 15 dias já é suficiente para obter bons resultados, mais o tempo de permanência pode ser ainda maior, de acordo com a preferência pessoal.

Caso o projeto lançado no Kickstarter seja bem sucedido, a Pinocchio Barrique Bottle  poderá entrar entrar em produção nos próximos meses.

Trailer sobre a Pinocchio Barrique Bottle

Fonte; The Drinks Business

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Winetube: Depois do Julgamento de Paris, chegou a vez do "Julgamento do Everest"...


Imagine a cena... Um dos poucos homens a possuir o cobiçado título de Master of Wine (são pouco mais de 300 no mundo) decide degustar alguns dos grandes vinhos do mundo onde outros poucos homens já estiveram (nesse caso, bem mais de 300...): o acampamento base situado a mais de 5.000 metros de altitude usado para escalar o Monte Everest, a montanha mais alta do mundo.

O objetivo de James Cluer, o intrépido Master of Wine que decidiu encarar tal aventura (realizada em 2013) era avaliar as possíveis alterações de aromas e sabores de um vinho no ar rarefeito, atendendo um desafio proposto por um de seus grandes clientes, a companhia aérea Qatar Airways. 

Golpe de Marketing ou não, Cluer levou para essa tremenda altitude uma seleção de grandes vinhos: um tinto de Bordeaux, um branco da Borgonha, um Sauternes, um tinto de Napa Valley (afinal ele é americano) e um Champagne.

As conclusões dele? Assista o vídeo e descubra...

Para saber mais, acesse o link da entrevista concedida por ele para a revista Travel + Leisure.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Spa do Vinho abre oficialmente a vindima 2015 com jantar harmonizado “História do Vale dos Vinhedos”!


A Abertura Oficial da Vindima 2015 no Vale dos Vinhedos ocorre neste fim de semana e seu primeiro evento comemorativo será promovido pelo Spa do Vinho, na noite de sexta-feira (30/01), às 20h. Música, teatro e imagens fazem parte de um jantar temático no Spa do Vinho contando a saga dos imigrantes italianos desde a difícil partida da Itália até o sucesso das grandes vinícolas gaúchas. 

O jantar harmonizado “História do Vale dos Vinhedos” tornou-se tradição entre as atividades do período da colheita no Spa do Vinho, que além de hotel é o também o primeiro condomínio vitivinícola D.O. do país.


O jantar é aberto ao público durante todas as sextas-feiras do mês de fevereiro, ao preço de R$ 150,00 por pessoa. O menu é harmonizado com vinhos brasileiros. O evento de abertura desta sexta-feira está reservado apenas para a imprensa e autoridades convidadas da Diretoria do Spa do Vinho.

O chef Felipe Pinelli comanda a gastronomia do Spa do Vinho e é o autor do menu especial do Jantar Temático “História do Vale dos Vinhedos”. “É uma uma viagem às raízes da gastronomia italiana”, explica o Chef paulista. “Minha principal inspiração foi a região do Vêneto, origem da maioria dos imigrantes que vieram para o Brasil em 1875. Embora a diversidade da paisagem - serras, vales e mar - se reflita no rebuscamento da culinária vêneta, a polenta de farinha de milho sempre se manteve como prato base, por isso revisitei clássicos como o Bacallà a Vicentina. 

Fonte: .doc 
Fotos: Mell Helade

Produtor do Piemonte diz que os taninos elevados e a cor tênue da Nebbiolo não são mais "inimigos" dos vinhos da região!


Durante o evento "The Three Kings of Italy" realizado em Londres, cujo título que faz alusão aos três grandes vinhos da Itália (Barolos, Brunellos e Amarones), o enólogo italiano Pio Boffa (da vinícola Pio Cesare) afirmou que os altos níveis de taninos e a coloração clarinha, traços típicos da Nebbiolo, não são mais "inimigos" dos produtores de Barolos, Barbarescos e outros vinhos feitos a partir dela. 

Boffa afirmou que os vinhos da região passaram por diversas mudanças nos últimos 30 anos, focadas sobretudo nas técnicas para amaciar os elevados níveis de taninos da Nebbiolo e incrementar a coloração mais clara que ela possui quando comparada com outras castas tintas. 

"Fizemos verdadeiras loucuras para atenuar a aspereza dos taninos e para intensificar a cor de nossos vinhos. No entanto, esses dois elementos não são mais inimigos; são características importantes que gostaríamos de destacar novamente em nossos vinhos", disse Boffa.

Ele ressaltou que as mudanças observadas nos Barolos, por exemplo, são fruto da evolução da viticultura. "As maiores e melhores mudanças ocorreram nas vinhas, com clones de Nebbiolo mais saudáveis ​​e melhor selecionados, muito mais confiáveis do que alguns anos atrás."

Em resumo, ele disse que a referência comum aos melhores vinhos da Itália sempre foi o fato deles serem elaborados com "uvas de personalidade muito forte", sugerindo que era imprudente que os enólogos tentassem dissimular as características  inerentes dessas variedades emblemáticas do país.

Viva a Itália!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Direto da Taça: Dog Point Section 94 2008, um dos mais espetaculares brancos já feitos na Nova Zelândia!

Dog Point Section 94 2008

Quem diria que três anos depois eu voltaria a falar desse excepcional Sauvignon Blanc da Nova Zelândia da safra 2008... Quando ele foi degustado (pela segunda vez apenas) em 2011, já havia me encantado a ponto de considerá-lo o melhor branco provado naquele ano, merecendo um elogioso post sobre ele. Aliás, acho que ele é o primeiro vinho que está tendo o "privilégio" de ser comentado novamente num post exclusivo deste blog.

Nesta nova prova, o encantamento não foi menor, o vinho manteve-se no altíssimo padrão de frescor, complexidade e equilíbrio dos anos anteriores, alcançando uma façanha pouco comum em vinhos feitos com a Sauvignon Blanc. Apenas um poucos brancos produzidos nas apelações de Pouilly-Fumé e Sancerre, no Vale do Loire (França), conseguem se manter em alto nível após cinco anos ou mais. 

Esse vinho parece que ficou "congelado" no tempo, sem transparecer quase nenhuma evolução desde que o provei pela última vez. Possivelmente, apenas a discreta presença de madeira percebida nas ocasiões anteriores tenha desaparecido. Um vinho surpreendente e espetacular!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Volta às origens? Concha y Toro planeja voltar a fazer vinhos ao estilo dos anos 1970!


Numa tentativa de resgatar o velho estilo dos vinhos da Concha y Toro, com menor teor alcoólico e menos presença de madeira, Marcelo Papa (um dos enólogos da vinícola) está experimentando fazer a uma vinificação e amadurecimento em botti italianos de 5.000 litros, habitualmente usados na elaboração de Barolos e Barbarescos no Piemonte.

Marcelo Papa adquiriu 50 desses botti de 5.000 litros de um fabricante sediado em Asti e os utilizou em uma parte do vinho Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon da safra 2013, previsto para ser lançado em março deste ano.

Típico botte de 5000 litros usado no Piemonte

O objetivo final pretendido pelo enólogo da Concha y Toro é que 50% desse vinho, feito de uvas Cabernet Sauvignon da região de Puente Alto, seja envelhecido nestes botti e que outra metade estagie nas barricas de carvalho francês tradicionais.

Segundo Massimo Leonori, coordenador de degustações da Concha y Toro, eles estão buscando diminuir a influência do carvalho no vinho ao mínimo, algo que os botti proporcionam com maestria. "Queremos voltar para o estilo dos vinhos que a Concha y Toro fazia nos anos 1970, quando as uvas eram colhidas no início de abril e os vinhos tinham algo em torno dos 12,5% de álcool. O mercado atual quer vinhos mais frescos e que sejam mais fáceis de beber e nós temos que atender a isso", completou ele.

Fonte: The Drinks Business

Winetube: Verdade do Vinho < Episódio 11 > Espumantes


Depois de percorrer nos 10 primeiros episódios da série Verdade do Vinho as principais regiões produtoras de vinho em Portugal, neste 11º episódio os apresentadores do programa seguem para desvendar os segredos de um tipo de vinho que tem um estilo muito particular de vinificação e que agrada a grande maioria dos paladares: o espumante!

Se você achava que Portugal não era pródiga neste tipo de vinho, assista o programa e surpreenda-se com a riqueza dos "brutos" que o país se orgulha de produzir...  

domingo, 25 de janeiro de 2015

Conheça o vinho mais antigo do mundo, com quase 1700 anos de idade!


Descoberta em 1867 durante uma escavação numa ruína mortuária romana situada na cidade de Speyer, na Alemanha, essa garrafa foi a única dentre as várias encontradas que resistiu ao tempo e preservou aquilo que se considera o vinho mais antigo do mundo.

Estima-se que a garrafa remonte ao ano de 325 d.C, ou seja, teria quase 1700 anos de idade. Única sobrevivente entre as 16 encontradas, ela tem uma capacidade equivalente a uma magnum atual (1,5 litros) e foi colocada na tumba para acompanhar um casal de nobres romanos em sua jornada na outra vida. 

Os pesquisadores que analisaram a garrafa acreditam que ela foi produzida na área circundante do que hoje é a Alemanha em algum momento durante o século IV (ela foi datada entre 325 e 350 d.C). 

Depois de sua descoberta, a garrafa passou por uma primeira análise por químicos alemães durante a Primeira Guerra Mundial e desde então encontra-se conservada e exposta no Museu Histórico de Pfalz, onde especialistas debatem sobre a possibilidade de abrir a garrafa e analisar novamente o seu conteúdo. 

Uma coisa é certa: não deve estar nem um pouco palatável...