terça-feira, 31 de julho de 2012

Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Rhône (Revista Adega)


Se houvesse disponibilidade de garrafas e, principalmente, de recursos financeiros, todos os enófilos mais aficionados e grandes colecionadores adorariam ter em sua adega pessoal os maiores ícones da vitivinicultura mundial. Sendo assim, o editor Luiz Gastão Bolonhez, da revista Adega, elaborou uma lista irretocável que explica por quê estes são os vinhos realmente colecionáveis, ou seja, que podem ser adegados por longo tempo e, habitualmente, tornarem-se ainda melhores.

Nesta 3ª parte, conheça os magníficos vinhos do Rhône, na França, lar das denominações de Côte-Rôtie, Hermitage e Chateauneuf-du-Pape, que dão as castas tintas Shiraz, Grenache e Mourvèdre, e as brancas Viognier, Marsanne e Roussanne, um brilho único:


Domaine E. Guigal - La Mouline, La Landonne e La Turque
Domaine E. Guigal, em Côte Rotie, produz os mais brilhantes Syrah de vinhedos únicos do mundo, o "Trio LaLaLa", como carinhosamente são chamados os tintos La Mouline, La Landonne e La Turque. Eles superam, em algumas safras especiais, os Premier Grand Cru Classé de Bordeaux. Os três tintos da safra 1999 são a expressão máxima dos tintos do Rhône. Vinhos para a eternidade.

Domaine E. Guigal Côte Rotie La Mouline
O 1987 foi degustado na visita ao Château d'Ampuis. Foi uma das estrelas do grande jantar servido para todas as comissões do mundo em 2001. Safras 1987, 1997, 1999 e 2003.

Domaine E. Guigal Côte Rotie La Landonne
Safras 1989, 1990 e 1998 são verdadeiras obras-primas. O 1990 é fabuloso. Rico, intenso e de extrema complexidade. Delicioso para consumo hoje.

Domaine E. Guigal Côte Rotie La Turque
O mais charmoso do trio. Um tinto único, exclusivo. O 1989 é o mais espetacular tinto do Rhône já provado. Recentemente, provamos o La Turque 1996. Um vinho que precisa ainda de garrafa para chegar ao ápice. Sugestão: mais três a cinco anos de adega. Safras 1989, 1987 e 1996.

Hermitage
Cerca de 50 km aos sul de Côte Rotie, está a DOC Hermitage, nas cercanias da cidade de Tain L'Hermitage. Dessa DOC temos grandes vinhos elaborados a partir de Syrah. Vale ressaltar que, no início do século do XX, esses eram os únicos vinhos que rivalizavam com os grandes tintos de Bordeaux, algumas vezes superando-os em preços. Nessa região há três fenomenais produtores.

Paul Jaboulet Ainé Hermitage La Chapelle
O Hermitage La Chapelle da casa Jaboulet é um vinho de enorme carga histórica. O 1961 foi considerado pela Wine Spectator como um dos 12 melhores vinhos do século passado. Além do raríssimo 1961, merecem destaque o La Chapelle 1996, uma delícia. Já está chegando ao ápice. Mas estará excelente ainda por mais 5/6 anos. Aliados a essa dupla temos o 2003 como o mais recente grande vinho da casa. Espera-se muito do 2009, ainda não provado.

Jean Louis Chave
O Ermitage Cuvée Cathelin de Jean Louis Chave é o mais caro de todo o Rhône, superando os "LaLaLa" de Guigal.

Chapoutier
A casa Chapoutier tem uma série de grandes vinhos, mas três são dignos de muitos colecionadores: os Ermitage (sem o H) Le Pavillon, Le Méal e L'Ermite. Os mais espetaculares são o Le Méal e o Pavillon. Vale a pena destacar aqui que o L'Ermite é grande, mas caríssimo. Dos inesquecíveis, mais uma vez os dois Pavillon e Le Méal, brilharam na safra 1996. O Pavillon é o melhor vinho do Rhône dessa safra, suplantando, por pouco, o La Chapelle 1996. O Pavillon 1999 é digno também de estar na coleção de qualquer enófilo.

Châteauneuf-du-Pape
Essa DOC faz tintos fenomenais. São inúmeros os produtores que elaboram grandes vinhos, mas vale destacar cinco:

Château de Beaucastel
Quando visitamos o Château de Beaucastel em 2002 tivemos a oportunidade de provar 16 vinhos, sendo 14 tintos. Uma experiência fabulosa. Na ocasião, marcaram muito o 1989 e 1998. São esses os dois mais espetaculares tintos do sul do Rhône já provados. Do novo milênio, tivemos a oportunidade de degustar todos os Beaucastel. Todos, com exceção do 2002, são de excelente à extraordinários. Os destaques são 2001, 2005, 2006 e 2007. O Châteauneuf-du-Pape Homage a Jacques Perrin é fabuloso e muito caro.

Domane de Beaurenard Boisrenard
Excelente Domaine. Quem tiver a oportunidade de adquirir uma garrafa do 2003, pegue-a correndo. Sensacional.

Château Rayas
O mais marcante e inesquecível foi o 1995. Um tinto de potência e elegância para evoluir por muitos anos.

Clos des Papes
Obras de arte são produzidas nessa casa. O 2005 é colecionável. Um tinto que, quando degustado em 2008, marcou muito. Para guarda.

Domaine de la Mordorée La Reine des Bois
Esse Domaine vem despontando com vinhos reluzentes. O 2005 é algo de tirar o fôlego.

Quer investir em vinhos? Pétrus é eleito o melhor investimento!


O Pétrus, o mais famoso vinho do Pomerol, foi considerado o rótulo mais confiável para em termos de retorno sobre o investimento em vinhos finos, de acordo com MW Anthony Hanson, da Christie's. Dirigindo-se os participantes do curso Fine and Rare Wine Specialist, no Palais Coburg de Viena, Hanson analisou o desempenho dos preços de uma série de rótulos colecionáveis ​​antes de declarar: "O rei, definitivamente, tem sido o Pétrus". Continuando, ele disse: "Ele rendeu uma taxa de retorno média anual de 14% ao longo dos anos, seja em períodos de Bull (alta) ou Bear (baixa) market, isso é incrivelmente confiável para qualquer château." Ele acrescentou ainda que o "Pétrus produziu muitas grandes colheitas de 1989 em diante", elogiando a propriedade pela criação de vinhos de "grande pureza e riqueza, sem serem dominados pelo carvalho novo."

Ampliando o horizonte sobre "o que comprar", Hanson salienta a necessidade dos investidores em vinhos finos se concentrarem nos "10 grandes" de Bordeaux: os 5 Premiers Crus do Médoc (Lafite, Mouton-Rothschild, Latour, Margaux e Haut-Brion) adicionados de Pétrus, Cheval Blanc, Ausone, Le Pin e Lafleur.
Além desses, ainda dentro Bordeaux, pode-se incluir o Léoville Las cases (que ele descreve como "o primeiro dos segundos"), o Léoville Poyferré, o Léoville-Barton, o Montrose e o Cos d'Estournel.

Fonte: The Drinks Business

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A influência das pequenas diferenças geográficas no vinho segundo Mouton-Rothschild...


Esta é uma história "verídica" (ou não) contada e recontada ao longo dos anos, que pode exemplificar com bom humor as razões que tornam pequenas diferenças geográficas tão importantes na elaboração dos grandes vinhos.


Consta que, certa noite, anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris e pediu uma garrafa de "Mouton Rothschild", safra 1928.
O sommelier, em vez de trazer a garrafa para mostrar ao cliente, traz o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar.
O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir o aroma, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente: - Isto aqui não é um Mouton de 1928!
O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é.
Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de cuisine e o gerente do hotel, que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um
Mouton de 1928.
De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.
- O meu nome é Philippe de Rothschild, diz o cliente modestamente, e fui eu que fiz esse vinho.
Consternação geral...
O sommelier então, de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:
- Desculpe, mas não consegui suportar a idéia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal, o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido:
- Quando voltar para casa esta noite peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha dois orifícios do corpo dela muito próximos um do outro e faça um teste de olfato. Você perceberá a sutil diferença que pode haver numa pequeníssima distância geográfica....

Direto da Taça: degustando os espetaculares vinhos brancos de Didier Dagueneau!

As rolhas dos 5 magníficos Sauvignon Blancs de Didier Dagueneau

Se você é um apreciador de vinhos brancos e ainda não degustou pelo menos um dos vinhos de Didier Dagueneau, precisa colocá-los em sua lista de prioridades. Caso não dê muita atenção aos vinhos brancos, certamente irá "rever seus conceitos" ao prová-los.

Neste fim de semana, reunido com os membros de minha confraria, tive a grata oportunidade de apresentar e degustar 6 de seus maravilhosos vinhos (5 brancos do Loire e 1 branco de sobremesa do Jurançon): Pur Sang 2008, Le Mont Damné 2007 e 2008, Silex 2007, Buisson Renard 2007 (todos eles Sauvignon Blanc) e o raro Les Jardines de Babylone 2007, feito com a casta Petit Manseng.

Como havia mencionado no post anterior, Didier Dagueneau, o mais cultuado produtor da região francesa do Vale do Loire, faleceu precocemente num acidente de avião em 2008, poucas semanas antes da colheita daquele ano. Mas sua herança, os Sancerres, Poully-Fumés e um Jurançon de sobremesa, sobreviveram à ele, continuando a nos maravilhar e figurar no seleto grupo dos melhores (e caros) vinhos brancos do mundo.

Impressões de degustação:


Começamos pelo Pur Sang 2008, um Pouilly-Fumé cheio de elegância, com aroma delicados de frutas cítricas e expressiva mineralidade. Na boca, exibiu incrível acidez e mais uma vez, uma pureza "mineral" e um toque salgado, que o destaca entre os demais vinhos que já provei da região. Nota: 92 pontos (Casa Flora, R$490,00).


Na sequência, provamos o Le Mont Damné 2008, um Sancerre radicalmente diferente do vinho anterior,  repleto de aromas de pêssego, damasco e flores brancas. Na boca, mostrou-se muito sedoso, sem que isso escondesse sua ótima acidez, e com uma untuosidade impressionante. Um dos melhores do painel. Nota: 94 pontos (Casa Flora, R$590,00).


O terceiro vinho foi o Le Mont Damné 2007, o último feito por Didier Dagueneau, e que demonstrou com clareza as diferenças que uma safra pode causar num vinho. Neste ano, o vinho mostrou-se muito diverso do 2008, a untuosidade praticamente não existia, mas foi compensada por uma maior expressão mineral e um exótico sabor frutado (pêras e pêssegos). Na boca, exibiu um conjunto mais "tradicional" e similar aos demais Sancerres, com ótima acidez e um delicioso sabor cítrico. Nota: 92 pontos (Casa Flora, R$490,00).


O próximo da série foi o mais conhecido de seus vinhos, o Silex 2007, provavelmente o maior de todos os Pouilly-Fumés, um vinho cujos aromas multidimensionais impressionam logo no primeiro contato: ervas,  flores, frutas brancas e o indescritível traço mineral de silex (daí seu nome), a pedra que domina o solo da região. O "grand cru" dos Dagueneau é a perfeita expressão de um vinho de terroir, cujas características parecem ser impossíveis de reproduzir. Magnífico! Nota: 95 pontos (Casa Flora, R$620,00). 


O último dos Sauvignon Blancs foi o Buisson Renard 2007, outro "cru " dos Dagueneau, rico em aromas de frutas tropicais (mais parecido com os SB's da Nova Zelândia) sem que isso diminua sua expressão mineral. Na boca, trouxe um pouco daquela untuosidade que me encantou no Le Mont Damné 2008, levando-me a considerá-lo o vinho mais "completo" de todos. Nota: 96 pontos (Casa Flora, R$520,00).

Em resumo, se há uma referência a seguir e admirar em termos de Sauvignon Blanc, ela passa seguramente pelos vinhos do "bruxo" Didier Dagueneau. Ao que parece, ele ensinou direitinho os "feitiços" para seu filho Louis Benjamin.

O sexto vinho, o Les Jardins de Babylone, feito com a casta Petit Manseng no Jurançon, em parceria com Guy Pautrat, será tema de um post exclusivo, escrito a seguir.
 

domingo, 29 de julho de 2012

Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Bordeaux (Revista Adega)


Se houvesse disponibilidade de garrafas e, principalmente, de recursos financeiros, todos os enófilos mais aficionados e grandes colecionadores adorariam ter em sua adega pessoal os maiores ícones da vitivinicultura mundial. Sendo assim, o editor Luiz Gastão Bolonhez, da revista Adega, elaborou uma lista irretocável que explica por quê estes são os vinhos realmente colecionáveis, ou seja, que podem ser adegados por longo tempo e, habitualmente, tornarem-se ainda melhores.

Nesta 2ª parte, alguns dos mais famosos châteaux do mundo, os grandes tintos de Bordeaux, na França:

Bordeaux (margem direita: Saint-Emilion e Pomerol)

Petrus
É do vilarejo de Pomerol, o maior rival do Romanée-Conti quando se trata de procura, preço, charme e requinte. O Petrus, diferentemente de muitos outros bordaleses que são produzidos há mais de 200 anos, nasceu no final século XIX. Ele é feito, quase sempre, a partir de 100% da uva Merlot e é, sem dúvida, um dos tintos mais longevos do mundo. Para se ter uma ideia, o 1970, em 2002 (quando o provamos), ainda não estava pronto.

Nos leilões tanto da Sotheby's quanto da Christie's, os Petrus estão sempre entre os mais disputados. As safras de 1921, 1929 e 1945 são raríssimas e restam pouquíssimas garrafas no mundo. As safras mais recentes como 1982, 1985, 1989, 1990, 1995, 1998, 2000, 2003, 2005, 2008 e 2009 estão entre as mais afamadas e desejadas por colecionadores. O preço básico de lançamento da extraordinária safra 2009 superou US$ 5 mil no mercado americano.

Outros colecionáveis da margem direita

Château Ausone
Os vinhos do outro Premier Grand Cru Classé "A" de SaintÉmilion ao lado do Cheval Blanc sempre devem estar em foco. 1982 e 1990 foram grandes safras.

Château Cheval Blanc
Seu vinho 1947 é considerado uma lenda. Cheval Blanc reúne força e elegância. Pierre Lurton, que também é responsável pelo Château d'Yquem, está por trás de seus vinhos. Safras 1982, 1983, 1990, 1995 e 2000 são especiais.

Château Angélus
Grandes safras: 1985, 1989, 1995 e 2009. Seu vinho 2009 foi o campeão da prova de 80 tintos degustados em meados deste ano durante a visita da Union des Grands Cru de Bordeaux ao Brasil, para lançamento da safra.

Le Pin
O mais Garage Wine de todos. 100% Merlot. Atinge preços estratosféricos. Safras de destaque: 1982 e 1985.

Château Pavie
Um Château que passou por controvérsias após aquisição de Gérard Perse em 1998, recebendo excelentes pontuações de Parker. Possui, junto com Ausone, um dos vinhedos mais antigos de Saint-Émilion. Olho nas safras 1990 e 2005.

Margem esquerda


Os cinco Premier Cru: Château Mouton Rothschild, Château Lafite-Rothschild, Château Latour, Château Margaux e Château Haut-Brion
Na margem esquerda estão os cinco grandes vinhos denominados Premier Grand Cru Classé da classificação de 1855. São eles o Mouton e Lafite Rothschild, Margaux e Latour, do Médoc, e o Haut-Brion, de Pessac-Léognan. Todos esses tintos são produzidos a partir da casta Cabernet Sauvignon (sempre predominante) com quantidades importantes de Merlot, Cabernet Franc e, em alguns casos, pequenas quantias de Petit Verdot.

Esse quinteto é quem manda em leilões de vinhos ao redor do mundo. Por sua tradição, requinte e qualidade, são vinhos fabulosos e que todo o colecionador quer ter ao menos uma garrafa. Justamente pela procura, a qualidade da safra influencia muito no preço. Escolher uma boa safra é importante, principalmente com relação à longevidade. Vale ressaltar que esses vinhos nunca são médios, são sempre excelentes, pois, se não forem, não são engarrafados por seus produtores em safras não destacadas.

Safras especiais
Margaux 1982, 1983, 1986, 1990 (uma das maiores joias que Bordeaux já viu), 1993 e 2000 (o mais aromático tinto bordalês já degustado).
Latour 1945, 1961, 1990 e 2000 (o melhor Premier Grand Cru Classé da monumental safra de 2000).
Mouton Rothschild 1945, 1959, 1982, 1988, 1995 e 1996 (o melhor Mouton dos últimos 40 anos).
Lafite 1982, 1985, 1990, 1996 e 2000 (sólido, firme e com o estilo Lafite de ser).
Haut-Brion 1961, 1985 (foi provado em abril de 2012 - um dos mais especiais já degustados - pronto para ser apreciado) e 1989.

Outros colecionáveis da margem esquerda

Château Montrose
O Montrose 1982 foi o grande campeão de uma vertical com oito vinhos desse Château. Um primor de tinto, com taninos impecavelmente integrados. Pronto para consumo. Safras 1982, 1989, 1990, 2000, 2001, 2003, 2004 e 2005.

Château Cos d'Estournel
O melhor Cos d'Estournel da história é o 2009. Um tinto de extrema força, mas com uma elegância e uma fruta diferenciados. Seu rival é o Cos 2000. Safras 1985, 1986, 1990, 1995, 1996, 2000, 2003, 2005 e 2009.

Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande
Uma das maiores personagens de sempre do mundo do vinho, Madame May Eliane de Lencquesaing, ex-proprietária desse Château - recentemente vendido para a família Roederer de Champagne - esteve no Brasil para um vertical de seis Pichon Lalande e, na ocasião, os destaques foram os celebres 1985 e 1986. Dois vinhos inesquecíveis, ao lado dos também fabulosos 1982 e 1995. Safras 1982, 1985, 1996, 1995, 2000, 2005 e 2009.

Château Pichon-Longueville Baron
Talvez o mais subestimado Château de Pauillac. Seus vinhos são sempre espetaculares e com preços mais competitivos que os rivais. O 1989 é um dos mais extraordinários já provados de Bordeaux. É, sem dúvida, o melhor de todos, incluindo os Premier Grand Cru Classé dessa espetacular safra. O 1995 é sensacional e o 2009 superou o "irmão" Pichon Lalande em horizontal realizada no Brasil em meados de 2012, na visita da Union des Grands Crus de Bordeaux. Safras 1982, 1989, 1995, 1999, 2000, 2005 e 2009.

Château Ducru-Beaucaillou
Um clássico Saint-Julien. Talvez o mais regular e constante dessa DOC. São vinhos impecáveis, que tiveram um salto de qualidade na década de 1990. Os mais extraordinários são 1995 e 1996. Safras 1982, 1988, 1990, 1995, 1996, 2003 e 2005.

Château Leoville Las Cases
O mais prestigiado, procurado, caro e raro dos Deuxièmes Crus de Bordeaux (candidato a ser um Premier Grand Cru Classé). São vinhos muito profundos e, na maioria das vezes, demoram muito tempo para mostrar todo seu potencial. Para quem aprecia vinhos de longa guarda, é uma dica. Um show, mesmo em safras difíceis. O 1990 degustado recentemente ainda não está pronto. O 1988 e 1999, de safras mais difíceis, são verdadeiros achados. Safras 1982, 1988, 1990, 1996, 1999, 2000, 2003 e 2005.

Château Léoville-Poyferré
Especial vinho de Saint-Julien. Preços muito mais módicos que o "irmão" Las Cases. Fica sempre pronto antes. O 1990 é inesquecível. As safras do novo milênio estão reluzentes. Tente o 2004, degustado recentemente. Um grande tinto para longa guarda. Uma surpresa. Safras 1982, 1990, 2000, 2003, 2004 e 2005.

Château Smith-Haut-Lafitte
Um tinto fabuloso. Vem melhorando ano a ano e o 2009 é, sem dúvida, o melhor de sempre. Um vinho para comprar duas caixas e degustar uma garrafa por ano nos próximos 24 anos. Safras 1998, 2000, 2004, 2005 e 2009.

Château Haut-Bailly
Um Graves de renome. Mais um que brilhou em 2009. Vale a pena pelo extrato de fruta e equilíbrio. Inesquecível e para longa guarda. Talvez o melhor custo-benefício de toda a região de Pessac-Léognan. Safras 1990, 1996, 2000, 2003, 2005 e 2009.

Château La Mission Haut-Brion
Compete de igual para igual com o glorioso Haut-Brion. Os proprietários são os mesmos. O 1971 foi um dos mais marcantes Bordeaux com mais de 30 anos já provados. Um primor de vinho. O 1989 é o maior rival do Pichon Baron como o melhor dessa extraordinária safra na região. Vinhos impecavelmente produzidos e que ficam prontos sempre antes do Haut-Brion. Safras 1971, 1989, 1990, 1995, 2000, 2005.

sábado, 28 de julho de 2012

Didier Dagueneau e seus tesouros do Loire!

Seleção dos cultuados vinhos brancos de Didier Dagueneau

Didier Dagueneau, o mais cultuado produtor da região francesa do Vale do Loire, nos deixou muito cedo, após falecer num trágico acidente de avião em 2008. Sua herança, porém, os Sancerres, Poully-Fumés e até um Jurançon de sobremesa, continuam a nos maravilhar e figurar como alguns dos melhores vinhos brancos do mundo.

A partir de um pequeno vinhedo de 11 hectares, cuidados com extremo rigor por uma equipe especializada de 12 pessoas (mais de 1 por hectare), Didier e seu filho Louis Benjamin, que agora está no comando, vem produzindo vinhos poderosos e densamente concentrados, feitos com uvas selecionadas com extremo rigor. 

Para reverenciar este magnífico vigneron, nada melhor do degustar alguns dos últimos vinhos que ele elaborou (2007) em conjunto com os primeiros feitos sob a supervisão de seu filho (2008), e que agora, após uma breve ausência, voltam a ser importados para o Brasil.

Conheça os rótulos que serão degustados logo mais:

Sancerre Le Mont Damné 2007

Sancerre Le Mont Damné 2008

Buisson Renard 2007

Silex 2007

Pur Sang 2008

Jurançon Les Jardins de Babylone 2007

Amanhã trarei minhas impressões de degustação destes cultuados vinhos do Loire...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

B-Cubo aporta sua "Armada Espanhola" de vinhos em Vitória!

Os 11 rótulos da degustação

A jovem importadora B-Cubo, sediada em Brasília, trouxe para Vitória uma pequena parte de sua "Armada Espanhola", com vinhos procedentes das principais regiões produtoras do país, tais como: Rioja, Toro, Ribera del Duero, Navarra, Somontano e Penedés.

Foram apresentados 11 vinhos, sendo 1 espumante, 2 brancos, 2 rosés e 6 tintos, listados a seguir:


Mestres Cava 1312 (Penedés): corte de Macabeo, Xarel-lo e Parellada de ótima qualidade, frutada e excelente frescor, feita para brilhar entre os melhores Cavas da Espanha.


Inurrieta Orchidea Sauvignon Blanc 2010 (Navarra): 100% SB, boa expressão aromática e destacado caráter mineral, lembrando os vinhos do Loire. Boca agradável e refrescante.


Laus Flor de Chardonnay 2010 (Somontano): 100% Chardonnay, cuja principal característica é o frescor da fruta, já que apenas 20% dele passa por barrica, fugindo do caráter "amanteigado" que predomina nos chardonnays deste segmento. Aromas frutados de abacaxi, pêras e um leve toque queimado. Na boca, exibiu um delicioso frescor e delicada untuosidade. Muito interessante.


Inurrieta Mediodia Rosé 2010 (Navarra): Corte de Garnacha e Merlot. Leve, frutado (cerejas) e com um leve traço picante.


Laus Flor de Merlot 2010 (Somontano): Corte dominado pela Merlot adicionado com pequenas parcelas de CS e Syrah. Linda cor rubi clara, com aromas abundantes de frutas vermelhas frescas (morango e framboesa) e muito vigor no paladar, mostrando um caráter mais tânico que o habitual em rosés, mas sem nenhuma perda de acidez. Um rosé que me surpreendeu muito bem.


Breton Iuvene 2010 (Rioja): 100% Tempranillo. Leve e franco, feito para o consumo diário.


Inurrieta Sur 2008 (Navarra): Blend de Garnacha, Syrah e Graciano. Bons aromas de frutas vermelhas maduras, leve herbáceo e um caráter "Novo Mundo", com taninos ligeiramente doces e acidez mediana.


Diaz Bayo Dardanelos 2010 (Ribera del Duero): 100% Tempranillo. Aromas intensos de fruta vermelha, baunilha, caramelo e um pouco de madeira em excesso. Na boca, exibiu boa acidez e taninos ainda um pouco duros que devem melhorar com mais algum tempo de guarda.

Laus Roble 2010 (Somontano): Blend de merlot, CS e Tempranillo. Caracteríscas semelhantes ao vinho anterior, boa fruta, notas defumadas e de tabaco, acidez adequada e taninos macios, pecando apenas pela presença excessiva de madeira que o deixa um pouco desequilibrado.


Breton Loriñon Crianza 2008 (Rioja): 100% Tempranillo, com passagem em barricas de carvalho durante 14 meses. Bela cor rubi, aromas refinados de frutas vermelhas frescas, baunilha, cedro e leve mentolado. Boca bem estruturada, com taninos finos e acidez refrescante. Final enxuto e duradouro. Um Crianza típico!


Carmen Rodriguez Carodorum Issos 2008 (Toro): 100% Tinta de Toro. Finalizamos com este belo vinho, rico em aromas de frutas negras, chocolate e alcaçuz. O alto teor alcoólico (15%) traz uma nota licorosa deliciosa e que se ajusta muito bem com seus potentes taninos. A acidez consegue acompanhar bem esta "riqueza" e dá um ótimo balanço ao vinho. Final de boca pleno e muito sedoso. O vinho da noite!

Maiores informações sobre os vinhos podem ser encontradas em www.b-cubo.com.br. 

Vídeos divertidos sobre vinho: Mr. Bean ensina como celebrar seu aniversário e respeitar a "Lei Seca"...

video

O impagável Mr. Bean vai ao restaurante e dá um show na celebração do próprio aniversário. De quebra, ensina a tocar "Happy Birthday to you" com as taças e a respeitar a Lei Seca. Imperdível!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os vinhos que todo enófilo gostaria de beber e colecionar: Borgonhas (Revista Adega)


Se houvesse disponibilidade de garrafas e, principalmente, de recursos financeiros, todos os enófilos mais aficionados e grandes colecionadores adorariam ter em sua adega pessoal os maiores ícones da vitivinicultura mundial. Sendo assim, o editor Luiz Gastão Bolonhez, da revista Adega, elaborou uma lista irretocável que explica por quê estes são os vinhos realmente colecionáveis, ou seja, que podem ser adegados por longo tempo e, habitualmente, tornarem-se ainda melhores.

Nesta 1ª parte, alguns dos mais raros e desejados deles, os grandes clássicos da Borgonha, na França:

Romanée-Conti
Número um dos tintos colecionáveis no mundo. Sua procura cresce a cada safra. Essa joia da Borgonha está acima de tudo, até de avaliações ruins. Além do 1985, que é unanimidade em termos de procura, as safras mais recentes de 1990, 1996, 1999, 2002, 2004, 2005 e 2009 são excepcionais. Para se ter uma ideia de preço, é difícil, nos Estados Unidos, encontrar uma garrafa dessas safras por menos de US$ 10 mil.
Um vinho que tem uma aura incrível. Já tivemos a oportunidade de visitar a Domaine de la Romanée-Conti (DRC) duas vezes. Seu vinho top, o Romanée-Conti é sempre excelente. Em uma das visitas provamos o 1975, uma safra difícil na Borgonha, mas o vinho é impecável, firme e com muita complexidade. O 1996 é talvez o melhor de todos os provados. Um vinho com estrutura para continuar evoluindo em garrafa por muitas décadas. Vale ressaltar que em 2004 não tivemos um grande ano na Côte de Nuits, mas o Romanée-Conti brilhou sobremaneira. Tanto 2005 quanto 2009 despontam como sombras dos impecáveis 1985, 1990 e 1996.

DRC La Tache, Richebourg e Montrachet
Além do "sagrado" Romanée-Conti, a Domaine de la Romanée-Conti produz outros sete vinhos, sendo três deles, os tintos La Tache e Richebourg, seguidos do branco Montrachet, também colecionáveis.

O La Tache é talvez o mais sensual vinho da DRC e é mais curinga que o Romanée-Conti. A razão para isso é ele ser sempre mais "forward", ou seja, fica mais pronto que o top da casa. O La Tache 1996 é seguramente um dos vinhos mais impressionantes já provados. O 1997, de safra também pouco reluzente na região, é um primor de vinho. Degustado quatro anos atrás, mostrava um perfume extraordinário de frutas vermelhas mescladas com toques de carvalho, formando um buquê delicioso. Dos mais antigos, o 1976 é uma joia. Um tinto que, às cegas, derrotou todos os vinhos da DRC dessa safra.

O Montrachet, um Chardonnay 100%, é o mais imponente e disputado vinho branco seco do mundo, de extrema longevidade, podendo ser envelhecido por 20 anos ou mais. É um vinho que sempre rouba a cena, mesmo com tintos ao seu redor, incluindo o Romanée-Conti. Isso aconteceu na visita do proprietário da casa, Aubert de Villaine, ao Brasil, no lançamento da safra 1998. Todos os tintos dessa safra foram apresentados e, ao final, provamos o DRC Montrachet 1983. Um momento inesquecível, pois foi o vinho mais espetacular da noite. As uvas nesse Grand Cru na safra 1983 tiveram ataque de Botrytis, o que concedeu ao vinho uma característica única. Além do 1983, merecem destaque 1969, 1974, 1990 e, por último, 2000, o que mais perto chegou de 1983.

Outros colecionáveis da Borgonha

Tintos
Domaine Leroy - Romanée Saint Vivant
Os biodinâmicos de Leroy fazem vinhos em nove vinhedos Grand Cru na Borgonha. Destaca-se seu Romanée Saint Vivant (observe com carinho a safra 2002).

Domaine Comté Georges de Vogué Musigny
São mais de 500 anos de história desse Domaine nas mãos de uma mesma família, que hoje está na 20a geração. Ele é certamente o maior nome da região de Chambolle. Seu Musigny vive sendo aclamado no mundo todo pela crítica. A safra 1990 foi especial.

Domaine Méo-Camuzet Richebourg e Clos de Vougeot
Étienne Camuzet, parlamentar francês e fundador da casa, começou a selecionar grandes vinhedos, incluindo Clos de Vougeot (do qual foi o último proprietário do Château, antes de doá-lo a Confrérie des Chevaliers du Tastevin). O Domaine produz vinhos grandiosos como Richebourg (olho na safra 1990) e Clos de Vougeot (especiais anos em 2004, 2005 e 2006).

Domaine Dujac Clos de la Roche (1996 e 1999)
Georges Roumier Bonnes Mares (1996 e 2005)
Armand Rousseau Chambertin (1996, 1997 e 1999)
Dominique Laurent Clos de Vougeot (1999) e Échezeaux (2008)
Denis Mortet Chambertin (2006)

Brancos
Domaine Leflaive Chevalier-Montrachet (1997) e Batard-Montrachet (1995)
Domaine Drouhin Montrachet (2003)
Domaine Comté Georges de Vogué Blanc (2006)
Philippe Pacalet Mersault (2007) e Corton-Charlemagne (2010)
Domaine Bonneau du Martray Corton-Charlemagne (1997 e 2003)

Na sequência, os grandes vinhos de Bordeaux...

O que você faria com 10.000.000 de garrafas (vazias) de vinho? Eis uma ótima sugestão!


Quantos garrafas de vinho, somando todos nós, são descartadas no lixo todos os dias? Certamente algumas centenas de milhares e, quem sabe, até milhões delas. Surfando na onda politicamente correta da sustentabilidade e da reciclagem de materiais, encontrei esta hábil e criativa solução para o reuso desta enorme quantidade de garrafas: um templo budista feito inteiramente com garrafas de vidro (em sua maioria de cerveja, mas nada impediria que fossem de vinhos). Reconheço que é necessária uma paciência "budista" para executar esta obra, o que a torna ainda mais genial! As imagens falam por si:






Enoturismo em Mendoza: curta os melhores vinhos argentinos hospedado em alto estilo!


Se você pretende visitar a capital do vinho argentino, Mendoza, ponto de partida para apreciar os melhores vinhos do país e conhecer de perto as excelentes vinícolas da região, por que não fazer isto usufruindo do máximo em conforto e das melhores vistas da região, podendo até mesmo hospedar-se em meios aos vinhedos? Pois é isso que oferecem uma série de pousadas, hotéis e wine resorts de luxo instalados nos arredores da cidade.

Conheça a seguir os dez mais visitados e bem equipados da região, onde as diárias podem variar de 150 a 600 (mais impostos):

Cavas Wine Lodge: o pioneiro
Localizado em Alto Agrelo, cerca de 35 quilômetros ao sul da cidade, tem o mérito de ser o primeiro hotel rural de luxo de Mendoza. São apenas 14 viñetas independentes instaladas no meio dos vinhedos, com cerca de 90 m2, considerando a área da varanda, e um serviço de hotel 5 estrelas. 
Para passar uma noite entre outubro e maio, o custo é de US$605 + IVA. De junho a setembro, cai quase pella metade: US$360. Entre outras coisas, oferece spa com tratamentos a base de vinho, degustações privadas, jantares privados na varanda, caminhadas pelos Andes e campo de golfe.

Entre Cielos: para pernoitar nas alturas
Este “small luxury wine resort” foi inaugurado em julho do ano passado. Localizado na cidade de Vistalba, a cerca de 15 quilômetros de Mendoza, dispõe de 16 quartos com preços a partir de US$380 +IVA até a mais cara: a "limited edition", um quarto no alto dos vinhedos plantados com Malbec.
A vedete do hotel é o Hamam et Spa, um circuito de estilo oriental que oferece tratamentos de beleza, vinho, banhos de ervas, massagem tailandesa, Shiatsu e muito mais. A culinária é outra atração: um Beef Club e Wine House, que oferece um cardápio novo a cada semana, complementado pelo elegante Entre Cielos, dedicado à cozinha internacional.

Posada Robles de Besares: cálido e familiar
Esta bela pousada está situado no coração de Chacras de Coria, a 12 km de Mendoza. Tem apenas quatro quartos e um preço médio US$ 180. Desde 2006, o casal Laura e Charles Willink e seus filhos, cuidam dos serviços. Lindamente decorada e com camas confortáveis, oferece ainda um spa com jacuzzi e massagem, piscina e quadra de tênis.

Lares de Chacras: madeira e pedra
As paredes de pedra andina e as grandes travessas de madeira diferenciam a Lares de Chacras dos demais hotéis da área. Um hotel design que tem uma adega subterrânea que pode ser visto através de um vidro no chão. Inaugurado em 2005, está localizado na área residencial (e centro gastronômico) Chacras de Coria, a dois quarteirões da praça principal. Tem dez quartos espaçosos e taxas que variam entre US$160 (baixa temporada) e US$ 210 (alta temporada).

Posada Vistalba: minimalismo e elegância
A Pousada da Bodega Vistalba tem apenas dois quartos, originalmente destinados a clientes e viajantes relacionados ao negócio do vinho, mas que ao longo do tempo também foram procurados ​​por turistas. Localizado a 20 quilômetros da capital, no coração de Vistalba, oferece uma tarifa de US$400 por noite. "O que nos diferencia é a flexibilidade", disse Cecilia Pizarro, encarregada de cuidar dos hóspedes. "Oferecemos um lugar para relaxar com atendimento personalizado." É a experiência de estar dentro das instalações de uma adega e a poucos passos do estrelado restaurante La Bourgogne. Os quartos são muito espaçosos, com amplas janelas com vista para a Cordilheira dos Andes e as vinhas.

Tupungato Divino: o pleno "sabor” do campo
Um "Wine Hotel" na Route 89, no próspero coração do Valle de Uco, a 85 quilômetros da cidade de Mendoza e onde se desenvolvem as novas tendências do vinho argentino. Com apenas dois quartos (e mais dois que serão inaugurados em breve), cobra diárias que variam de 120 a 180 dólares, dependendo da estação.

Casa Glebinias: o "jardím do Edén"
Um local cheio de árvores centenárias e flores delicadas cumprimenta s visitantes da Casa Glebinias, um canto escondido de Mendoza, onde só chegam estrangeiros e alguns poucos locais. A casa existe há 30 anos e era uma residência particular, recentemente transformada em hotel. Com apenas 4 quartos (duas suites para duas pessoas e dois apartamentos duplex para quatro), tem preços entre 170 e 190 dólares (suíte) e US$310 (apartamento).

Finca Adalgisa: antigos vinhedos
A 15 quilômetros da cidade, este hotel está localizado no terreno da tradicional família Furlotti, rodeado por vinhedos de Malbec plantados em 1916. Tanto a vinha como o jardim são lugares perfeitos para o descanso dos visitantes, podendo até participar da colheita e elaboração dos vinhos lá produzidos. A propriedade tem 11 quartos em duas casas e um restaurante de luxo que concentra o seu menu em tapas, queijos, carnes e, claro, vinho. Passar uma noite lá custa entre US$260 e US$340, com direito a café da manhã e uma taça de vinho com tapas.

Postales del Plata: prazer mediterrâneo
Localizado em Chacras de Coria, um dos pontos mais atrativos da Ruta del Vino, este é um dos hotéis da bodega Altos del Plata, em estilo mediterrâneo e cercado por um grande jardim. Ele tem seis quartos e uma suite, bem como um restaurante especializado em cozinha francesa, clássicos argentinos e, obviamente, com uma grande adega. Fecha durante o inverno, portanto, espere até setembro e vá conhecê-lo. Vale a pena!

Casa Lilla: conforto residencial
Uma opção urbana em um dos bairros residenciais mais bonitos da cidade, a 5ª sección, onde você pode caminhar por alguns dos lugares mais importantes de Mendoza. Este é um Bed & Breakfast composto de apenas quatro quartos duplos e um living onde é servido o almoço, incluído na tarifa (custa 540 pesos por noite).

Fonte: traduzido e adaptado de Gabriela Malizia (Planeta Joy)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Wine Run: prepare-se para a Meia Maratona do Vinho!


O que esperar de uma meia maratona em Bento Gonçalves? Claro que esta corrida estaria ligada ao vinho. No dia 15 de setembro, a cidade recebe a Wine Run, que passará pelo Vale dos Vinhedos, onde ficam as principais produtoras da bebida da cidade.

Durante os 21 km da prova, o vinho é apenas o cenário da competição, com largada marcada para as 9h. Ele só vai fazer parte do evento após cruzar a linha de chegada, com uma programação que promete entreter os participantes e suas famílias. Às 11h, começa a Festa do Espumante, que receberá os corredores na área de dispersão da competição. Às 20h, chega o momento do Jantar de Massa e Vinho, que serão oferecidos nas vinícolas participantes do evento.

As inscrições para o evento irão até o dia 9 de setembro ou até preencherem as 1.500 vagas, 500 delas são para o revezamento, que será dividido em trechos de 9 km e 12 km. Além da prova e acesso à programação pós-evento, o corredor inscrito também tem direito a um kit e ao traslado de alguns pontos da cidade para o local da largada. Para mais informações, confira o site da prova: http://www.winerun.com.br/.

Fonte: http://esportes.terra.com.br

Dom Perignon lança edição especial com rótulos assinados pelo cineasta David Lynch!

Um design com a "marca" de David Lynch  

David Lynch, o aclamado diretor de filmes com Veludo Azul, o Homem Elefante e da mini-série Twin Peaks, revelou seu design para uma série especial de champagnes Dom Perignon. "The Power of Creation" é uma edição limitada feita por ele para as safras de Dom Perignon 2000 e 2003 (na versão Rosé).

Na segunda-feira à noite, em Los Angeles, Lynch e o chef de cave da Dom Perignon, Richard Geoffroy lançaram o novo design em uma festa, junto com um curta-metragem de Lucas Gilford. De acordo com a Dom Perignon, a gift box é como um "teatro mágico" que só David Lynch poderia ter imaginado.

Além das garrafas citadas, Lynch também desenhou os rótulos de 10 garrafas de jeroboams de Dom Pérignon Vintage 2000 e Dom Pérignon Rosé 1998. Os conjuntos de edição limitada estarão disponíveis no Reino Unido em meados de outubro, com preços em torno de £120 para o Dom Perignon 2003, e cerca de £240 para a versão Rosé 2000.

Fonte: Decanter.com

Encontro Mistral 2012: conheça as "verdadeiras" pérolas da ilha de Mallorca!


Aqui no Brasil, quando ouvimos falar de Mallorca (ou Maiorca), a maior ilha do arquipélago das Baleares, pertencentes a Espanha, a primeira coisa que nos vem a mente são as famosas bijouterias feitas com imitações de pérolas. Mas o que pouca gente sabe, mesmo entre enófilos, é que as verdadeiras "pérolas" de Mallorca são tintas, quase negras... Essas pérolas vem de uma pequena e preciosa vinícola chamada Ànima Negra!

Tive a oportunidade de degustar duas destas pérolas: o ÀN Anima Negra 2007 e o ÀN/2 2008, ambos elaborados majoritariamente com castas autóctones da região (o ÀN/2 tem um percentual de 20% de CS e Syrah). O Anima Negra 2007 é feito com a casta nativa Callet (95%) e uma minúscula porção das castas Fogoneu e Mantonegro (5%), produzindo a ínfima quantidade de 3.000 garrafas, decorrência do irrisório rendimento de 300 gramas de uvas por videira.

O Ànima Negra matura em barricas novas de carvalho francês por 17 meses, enquanto o ÀN/2 passa por barricas francesas (65%) e americanas (35%), sendo 1/3 novas. A combinação de castas nativas e maturação em barricas, resulta em vinhos de grande qualidade e tipicidade, de cor rubi quase púrpura, ricos em aromas de frutas negras, tabaco e especiarias. No caso do Ànima Negra, um agradável caráter amadeirado também se faz presente. Na boca, a potência e a concentração destes vinhos impressiona,  equilibrando-se perfeitamente com uma exuberante acidez. Para fechar com chave de "pérola", um fim de boca muito prolongado e sedoso fazem jus ao termo. Fascinantes! Nota: 91 pontos (ÀN/2) e 94 pontos (Ànima Negra). US$64,50 e US$111,90, respectivamente.