segunda-feira, 30 de abril de 2012

Em busca dos tesouros vínicos da Argentina: Lagarde Semillón 1942, o mais antigo vinho da América do Sul disponível para venda!

Lagarde Semillón 1942, plena forma aos 70 anos de idade

Estive em Buenos Aires durante alguns dias acompanhando o "Malbec World Day" e bancando o "Indiana Wines", procurando por alguns tesouros vínicos da Argentina. Além do já mencionado Weinert Malbec Estrella 1977 , também estava atrás do Lagarde Semillón 1942, provavelmente o vinho da safra mais antiga disponível para venda de toda a América do Sul.

Este era outro vinho que me arrependia de não ter comprado na única vez que me deparei com ele, pois é coincidentemente o ano de nascimento de meu pai. Procurei-o, sem sucesso, por diversas lojas de vinho em Buenos Aires e estava disposto a comprá-lo "de olhos fechados", sem levar em consideração o seu provável elevado preço, mas no ano em que meu pai fará 70 anos, não estava preocupado em economizar. O único problema era encontrá-lo! Cheguei até a cogitar em buscá-lo na própria Lagarde, mas não fiz...

Estojo de madeira com Semillón 1942

Parecia que mais um dos "tesouros vínicos" argentinos iria ficar fora do meu alcance, mas desta vez, Baco estava do meu lado. Pela primeira vez, estava retornando ao Brasil pelo Aeroparque, o aeroporto doméstico de Buenos Aires e, vasculhando displicentemente as prateleiras de vinhos no seu pequeno Free Shop, qual não foi a minha surpresa ao ver um pequeno e solitário estojo de madeira fechado dentro de um armário com portas de vidro (aí tem coisa boa...). Chamei a vendedora e perguntei-lhe que vinho estava ali e quanto custava. Ela abriu o armário, passou o pequeno código de barras colado na caixa pelo scanner e... voilá! Era o Lagarde Semillón 1942!!! Como disse antes, tapei os olhos e os ouvidos e paguei o preço pedido (US$229,00)...

A história deste vinho é bem interessante, pois ao adquirirem a propriedade onde hoje está a Lagarde, os novos donos encontraram um pequeno tonel de 1800 litros de carvalho francês repleto com este Semillón, que amadureceu dentro dele por cerca de 50 anos. Engarrafado na década de 1990, este precioso vinho branco argentino rendeu pouco mais de 2000 garrafas e tem um estilo similar a um Jerez (segundo seu contra-rótulo).

Em dezembro de 2012, quando for a ocasião de abrí-lo com meu pai, espero que ele possa oferecer muito prazer e permanecer vinho na memória dos que o provarem pelo resto de suas vidas...

Para finalizar a série, vou falar das magníficas garrafas que consegui de meu vinho preferido da Argentina: adivinhem qual é?

domingo, 29 de abril de 2012

Comitê Econômico Europeu manifesta-se sobre o pedido de salvaguardas!

Para quem tem pressa: Riojas Reservas, os vinhos que dispensam adega!


Em artigo publicado pelo crítico Eric Asimov, do New York Times, ele aborda a questão dos vinhos que chegam ao mercado prontos para o consumo, mas não vinhos básicos e de pouca complexidade, mas vinhos de grande qualidade e que são refinados e amadurecidos previamente pelas vinícolas. O melhor exemplo destes vinhos no mercado, segundo ele, são os reservas de Rioja. Leia o texto a seguir e veja os fundamentos que o levaram a esta conclusão...

Já é senso comum, nos dias de hoje, que a maior parte dos consumidores de vinho não tem dinheiro, espaço nem paciência para esperar por anos a fio até que suas garrafas amadureçam. Eles esperam que os vinhos estejam prontos, ou ao menos aproveitáveis, imediatamente após a compra.

Estamos a uma notável distância dos velhos tempos, quando nossos ancestrais amantes do vinho jamais imaginavam abrir, digamos, um Bordeaux decente antes que ele tivesse completado doze a quinze anos. Com isso, muitos produtores em todo o mundo mudaram seus métodos de produção, esforçando-se para fazer vinhos mais acessíveis enquanto ainda jovens.

Isso não quer dizer que não se encontrem ainda vinhos novos que amarram a boca com seus taninos adstringentes. Há muitos deles por aí, como os barolo. Embora as pessoas digam que eles estão menos hostis hoje em dia, não os aprecio quando novos. Na verdade, se você tiver dinheiro, adega e paciência, muitos vinhos de todo o mundo ainda ganham muito com um envelhecimento prolongado.
Nem por isso as pessoas querem se encarregar disso, mas, se alguns restaurantes tomam para si a tarefa de envelhecer os vinhos, eles o fazem em geral a preços proibitivos.

Evidentemente, esse estado de coisas deve deixar frustrados muitos amantes do vinho: quem de nós não gostaria da oportunidade de tomar vinhos envelhecidos sem ter de pagar uma fortuna, ou de esperar? Que tal hoje? Ofereço, se permitem, uma boa solução: os reservas de Rioja.

Esses vinhos não são necessariamente muito envelhecidos antes de serem vendidos. Por lei, um rioja pode ser rotulado como reserva se tiver ao menos três anos (ao menos um deles em barris de carvalho) antes de ser comercializado. Na prática, você pode encontrar agora nas lojas muitos reservas de Rioja da safra de 2007 – em geral do tipo fresco, minimamente envelhecido.

Ainda assim, é estimulante que alguns produtores de Rioja não se dobrem aos padrões de envelhecimento mínimo para os reservas. Abençoados sejam esses que vão muito acima e além do que é exigido. Isso quer dizer, felizmente, que nas lojas também não é difícil encontrar reservas de mais de dez anos. Estes são lançamentos correntes e, considerados num panorama mais amplo, não custam tanto assim; em geral de trinta a quarenta dólares, metade do que você pagaria por um cabernet medíocre do vale do Napa.

O painel de vinhos degustou recentemente vinte vinhos reserva de Rioja de uma gama de colheitas disponíveis nas lojas. Descobrimos que os melhores eram, de longe, aqueles já bem envelhecidos quando os compramos, em geral da safra de 2001.

Para a degustação, Florence Fabricant e eu fomos acompanhados por Ashley Santoro, a diretora de vinhos do restaurante Casa Mono, e Victoria Levin, gerente geral do bar de vinhos The Tangled Vine.

A Rioja, claro, não é a única região com exigências de envelhecimento mínimo. A região toscana de Montalcino, para ficar num exemplo, exige que os brunellos envelheçam quatro anos antes de serem vendidos, e cinco no caso dos riservas. Ainda assim, mesmo quando são vendidos, eles em geral demandam mais anos de envelhecimento antes que fiquem realmente apreciáveis.

Em Rioja é diferente. A velha tradição era que os produtores envelhecessem os vinhos até que estivessem prontos para ser abertos, muito além do tempo mínimo. Apenas algumas poucas vinícolas ainda oferecem esse serviço. Mas, a julgar pela nossa degustação, a diferença é bem clara. Nossas quatro melhores garrafas eram todas de reservas bem envelhecidos de produtores que continuam a seguir esta prática tradicional.

O primeiro lugar foi do La Rioja Alta Viña Ardanza de 2001, um vinho que está, hoje, absolutamente delicioso, mas também muito mais que isso. Com toques de fruta levemente apimentados, suavizados pelo longo envelhecimento em barris antigos de carvalho americano, foi um exemplo brilhante de rioja clássico, dotado de complexidade e finesse. A safra de 2001 é amplamente considerada como uma das grandes, e o produtor, La Rioja Alta, gostou tanto desse vinho que o chamou de Reserva Especial – e foi apenas a terceira vez que seus vinhos conquistaram essa designação, após os de 1964 e 1973.

O segundo lugar ficou com outro 2001, o Reserva Señorio de P. Pecina da Hermanos Pecina, um vinho pungente e puro, mais poderoso nas frutas que o Viña Ardanza, embora não fosse tão complexo.

Os seguintes colocados foram, ambos, da R. López de Heredia, o grande bastião do Rioja feito segundo as regras tradicionais. Um deles, o Viña Tondonia 2001, em quarto lugar, era ainda jovial. Seus sabores de fruta muito diretos ainda têm anos de evolução pela frente. Hoje, esse vinho está terroso e suave, embora ainda não excessivamente complexo.

Em contraste, o terceiro colocado, o Viña Bosconia, era da safra de 2003, um ano estranho, marcado por calor excessivo em toda a Europa. Esse vinho não mostra, no entanto, nenhum sinal aparente da safra. É extremamente delicado, o que é incomum nos Bosconia, e muito amável agora, mas dificilmente envelhecerá tanto quanto o Tondonia.

O resto dos nossos dez mais era todo mais novo, com duas garrafas para cada um dos anos de 2004, 2005 e 2007 – todas elas luminosas.

Durante anos, os vinhos de Rioja demonstraram uma completa divisão entre o tradicional e o moderno, caracterizada por uma densidade e um poder retintos, e pelo evidente uso de pequenos barris de carvalho francês. Ainda é possível encontrar desses vinhos muito modernos, embora talvez seja apressado identificá-los como riojas. Mas mesmo os melhores entre os vinhos modernos na nossa degustação traziam os sabores e texturas característicos da região. É justo dizer que, hoje, em vez de uma lacuna entediante, há uma diversidade de estilos claramente identificáveis como rioja.
Como disse Victoria, "eu esperava muito branco e preto, e fiquei contente em encontrar tantos tons de cinza".

Entre estes havia reservas mais novos, como o Unica de 2007 da Sierra Cantabria, que trazia frutas ricas e maduras, sem ser muito denso ou pesado, e o Muga de 2007, que trazia frutas e carvalho, mas ainda precisava de alguns anos para atingir a sua harmonia.
Mesmo reservas envelhecidos são, de certo modo, vinhos de entrada que meramente sugerem a expressão última dos gran reservas tradicionais de Rioja. Esses vinhos precisam ser envelhecidos por seis anos após a colheita, e não desabrocham até que, como jovens adultos, cheguem aos vinte anos. Mas essa é outra história, e a espera vale a pena.

Fonte: Erick Asimov (http://www.24horasnews.com.br/)
Foto: Evan Sklar/New YorkTimes

sábado, 28 de abril de 2012

Isso explica muita coisa... Brasileiros devem gastar R$ 5,57 bilhões com cerveja, vinho e espumantes em 2012!


Os gastos dos brasileiros com bebidas fermentadas (cerveja, vinho e champanhe) devem atingir R$ 5,57 bi este ano, de acordo com o Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do IBOPE Inteligência. A classe B tem maior potencial de consumo: R$ 2,54 bi. Na sequência vêm a classe C, com R$ 2,09 bilhões, a classe A, com R$ 670 milhões e a DE, com R$ 270 milhões.

A classe B, responsável por 24,45% dos domicílios urbanos do país, é a que apresenta maior potencial de consumo neste segmento: 45,51%. A classe A, com 2,60% dos domicílios em áreas urbanas, responde por 12,11%. Já a classe C (52,38% dos domicílios) tem potencial de 37,48% e a DE (20,58% dos domicílios), de apenas 4,91%.

Regiões de consumo
Ao analisar o consumo por regiões, o Pyxis Consumo mostra que a região Sudeste é a que apresenta maior potencial para consumo de bebidas fermentadas, com 50,27%. Nesta região, o consumo per capita (consumo dividido pelo total da população), de acordo com o estudo, é de R$ 37,13.
O cruzamento de dados por região e classe social mostra que a classe B do Sudeste tem maior potencial, com R$ 1,42 bilhão, e a classe DE do Centro-Oeste o menor, com R$ 10 milhões.

Anualmente, o Pyxis Consumo gera estimativas de potencial de consumo para o varejo em 50 diferentes grupos de produtos. A estimativa para os gastos com bebidas fermentadas incluem número de domicílios em área urbana e potencial de consumo per capita, por região e por classe social.


Produtores globais de vinho se unem para questionar protecionismo do Brasil! (Estadão)


Os maiores exportadores de vinho do mundo levam queixas às reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o Brasil, que anunciou recentemente estudar a imposição de salvaguardas contra o vinho importado. Produtores nacionais já indicaram que esperam que a medida seja válida por três anos.

Uma coalizão de países que inclui Chile, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, além de países europeus, cobrou respostas por parte do Brasil ontem, em Genebra, apelando para que as investigações realizadas no País estejam em conformidade com as leis internacionais e exigindo explicações sobre o motivo da medida protecionista.

Não se trata ainda de uma disputa nos tribunais da OMC, e não haverá, por enquanto, um processo judicial. Mas a decisão dessa série de governos de levar o assunto a um encontro na entidade serviu de recado ao governo brasileiro de que esses países vão defender seus interesses, inclusive nos fóruns internacionais.

Essa é a primeira vez, porém, que as críticas vêm tanto de países ricos quanto de outros emergentes. O Brasil anunciou a abertura de uma investigação para estabelecer salvaguardas contra vinhos de qualquer origem, exceto dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai).

Produtores nacionais não escondem que a meta da barreira é a de permitir que o setor nacional possa ganhar competitividade e a esperança é a de que sejam estabelecidas cotas. O que se quer evitar é que o crescente mercado consumidor de vinho nacional acabe dominado por marcas estrangeiras. Dados oficiais indicam que, em 2010, o Brasil importou 75,3 milhões de litros de vinho. Desse total, 26,5 milhões de litros vieram do Chile, ante 18 milhões da Argentina, 13 milhões da Itália e 8 milhões de Portugal.

Briga. Na sexta-feira, 27, não por acaso, os chilenos foram os maiores queixosos. Segundo a delegação de Santiago, suas exportações seriam as mais afetadas, lembrando que seus principais concorrentes - Argentina e Uruguai - ficarão isentos da barreira por serem parte do Mercosul.

A Europa também questionou o Brasil. Segundo a missão europeia, Bruxelas tem pelo menos quatro preocupações. A primeira é o fato de que apenas um tipo de vinho está sob investigação, e cobra explicações sobre o motivo pelo qual esse segmento foi escolhido. Bruxelas ainda alerta que não houve um aumento drástico na exportação de vinhos para o Brasil nos últimos dois anos, insinuando que não haveria motivo para a salvaguarda.

A UE ainda alertou que a presença do vinho estrangeiro no mercado nacional, mesmo que represente 80% do consumo, teria pouco impacto na produção nacional e não haveria sinais de prejuízos aos fabricantes brasileiros. Segundo os europeus, os produtores nacionais estão "desfrutando de altas vendas e lucros".

A Europa ainda criticou o fato de a Argentina ter ficado isenta da barreira, apesar de ser um dos principais exportadores de vinhos ao Brasil.

A União Europeia já havia manifestado ao Brasil preocupação em relação à atitude. O comissário de Agricultura europeu, Dacian Ciolos, enviou uma carta às autoridades brasileiras no dia 15 de março, justamente alertando que a barreira não seria justificável. Na Europa, produtores vêm enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada do vinho do "Novo Mundo", e o fechamento do mercado brasileiro seria mais um golpe.

Ontem, na OMC, o governo americano também alertou ao Brasil que está "monitorando o caso" e diz "compartilhar as preocupações" de outros exportadores.

O governo brasileiro, como vem adotando em outras disputas, afirmou que está convidando as delegações de Austrália, Chile, África do Sul e Estados Unidos a participar de consultas bilaterais e investigações em curso no Brasil.

Fonte: Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Safra 2012 fica entre as três melhores dos últimos 50 anos!

Não fossem as salvaguardas, seria uma ótima notícia...

A safra de uva este ano no Rio Grande do Sul deve somar cerca de 700 milhões de quilos, segundo projeção do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) divulgada nesta quinta-feira (26/4), último dia da ExpoVinis 2012, em São Paulo. “Sofremos perdas em consequência do granizo que atingiu os parreirais no Estado, responsável por cerca de 90% da elaboração brasileira de vinhos e 55% da produção de uvas, mas, por outro lado, ocorreu um aumento na área cultivada que compensará estes prejuízos”, avaliou o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalla Molle. Na safra passada, o RS colheu a maior safra da sua história, com 707,2 milhões de quilos de uvas tiradas das videiras gaúchas.

Os especialistas são unânimes em afirmar que a safra 2012 de uvas entra definitivamente para a história do setor vitivinícola na região Sul do país. “O cultivo foi o mesmo do ano passado, por exemplo, que registrou uma safra menos expressiva em termos de qualidade. Isso não significa que houve alguma falta de cuidado em 2011, pois os produtores fizeram exatamente a mesma coisa agora, em 2012. A diferença é que, desta vez, as condições naturais colaboraram”, explica o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), segmento Uva e Vinho, Celito Guerra, 48 anos.

Para o estudioso, há 22 anos na entidade, seguramente a safra 2012 nos dois estados do extremo sul brasileiro fica entre as três melhores dos últimos 50 anos, em qualidade equivalente às emblemáticas colheitas de 2005 e 1991. “Só saberemos quão boa foi esta safra quando vierem os vinhos elaborados a partir de suas uvas. Mas, com certeza, a qualidade foi muito elevada. Pode até ter havido safras muito boas nos anos 1970, por exemplo, mas naquela época não tínhamos uvas decentes nem tecnologia de ponta, como agora”.

A alta qualidade desta safra pode ser comprovada pela análise do Grau Babo de 280 amostras coletadas pela Divisão de Enologia as Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa). A uva merlot, por exemplo, teve uma graduação média de 18,02 este ano, enquanto em 2005 foi de 18,13 e no ano passado de 16,12. A chardonnay registrou 17,08 de graduação média, ante 17,44 de 2005 e 16,78 de 2011. “Esta é a melhor safra que o Vale dos Vinhedos já viu”, afirma o diretor-técnico da Aprovale, Daniel Dalla Valle. “Esta é a melhor safra que pude acompanhar em 30 anos no Brasil”, declara Carlos Abarzua, diretor em viticultura da ABE (Associação Brasileira de Enologia).

Fonte: Globo Rural

Quais serão os 10 maiores consumidores de vinho no mundo em 2014?


Em recente artigo, a revista The Drinks Business foi atrás desta resposta, afinal, nos últimos anos a direção do consumo de vinhos tem se deslocado para fora dos países consumidores (e produtores) tradicionais. A estimativa é de que 3/4 do crescimento previsto no consumo de vinhos no mundo até 2014 esteja concentrado em três países: EUA, China e Rússia.
Baseado nos números obtidos na última Vinexpo, em Bordeaux, enquanto o consumo vem caindo continuamente na Europa, ele crescerá cerca de 10% nos EUA até 2014. Estas constatações levam a crer que os maiores consumidores de vinho ao final deste período serão os seguintes:

1º - EUA
2º - Itália
3º - França
4º - Alemanha
5º - Reino Unido
6º - China
7º - Argentina
8º - Espanha
9º - Rússia
10º - Romênia

Blog ou Site de Vinhos: existe uma diferença plausível?


Esta indagação que apresento aqui, é decorrência de um breve diálogo que assisti durante a Expovinis: o diretor de uma relevante importadora está apresentando um renomado articulista de vinhos para um famoso produtor de Portugal...

Importador para o produtor: - Este é fulano de tal, do?...
Importador para o articulista: - Blog ou Site?
Articulista (sem pestanejar) para o importador: - Site!

Ouvindo isso, fiquei a me perguntar se não havia naquela resposta um certo "preconceito" com os blogs e resolvi questionar: atualmente existe uma diferença relevante e plausível?

Em busca de respostas, fui pesquisar sobre o assunto e uma das respostas que me pareceu mais objetiva foi esta, transcrita do blog Heitor Alves:

[...] Tanto um site quanto um blog são páginas disponíveis na internet para acesso livre. Normalmente os sites são focados para empresas sejam elas de produtos e/ou serviços e os Blogs são destinados a expressão de opiniões pessoais ou de grupos ao redor de assuntos específicos.
A principal diferença entre sites e blogs é que usualmente os sites são feitos sob demanda, com layouts e programações específicas. Já os blogs são feitos em plataformas prontas e possuem limitações em termos de cadastramento de informações e principalmente aspectos de layout.

Atualmente muitas empresas se interessam por Blogs. Seja criando um para divulgar seus produtos, seja fazendo uma varredura nos Blogs alheios para saber as vontades e preferências de seus futuros consumidores para que assim possam desenvolver produtos cada vez mais ajustados.

O que o Site tem?
• É o modelo tradicional de páginas web,
• Paginação ligada em hiperlinks,
• A comunicação com o leitor normalmente é feita via e-mail ou página de formulário de contato,
• Necessita-se de conhecimento mínimo em HTML,
• Normalmente tem a homepage, um ponto inicial para outras páginas.
• A definição de conteúdo é trabalhosa, pois os clientes entendem que o site é algo muito formal. Em muitos casos definir textos para sites, por exemplo, é muito trabalhoso,
• A atualização é feita em períodos longos, espaçados.

O que o Blog tem?
• Interatividade direta com o público através dos (Comentários),
• Atualizações periódicas que normalmente são divulgadas (Arquivo),
• Opinião do autor sobre algum tema específico ou não (Posts),
• Não precisa de conhecimento de tecnologia para criar um blog, qualquer pessoa pode criar um com alguma facilidade, pois existem ferramentas que fazem a estrutura do blog (Blogger, Blig, WordPress…),
• Dispensa conhecimento em qualquer linguagem de programação (HTML, ASP…).
• A atualização é constante e em muitos casos,
• A linguagem adotada é mais light e menos formal,
• O modelo estrutural também é diferente, no blog temos várias páginas empilhadas (um post embaixo do outro), podendo navegar entre elas sem precisar ficar voltando,
• O conteúdo pode ser classificado por categoria, data ou tags,
• Cada página ou assunto é chamado de “post” (postar),
• O autor do blog normalmente é identificado e conhecido, tornando mais humano a relação autor e leitor.

Diante do exposto, parece-me que dentro do assunto Vinho, estas pequenas diferenças praticamente existem ou, se existem, não tem nenhuma importância, me levando a arriscar e dizer que os blogs hoje alcançam um público superior aos dos "sites" sobre o tema. Gostaria de ouvir a opinião dos leitores e de outros blogueiros sobre esta questão. O que acham?


Boscato Anima Vitis 2005: degustando o vinho tinto mais caro do Brasil!

Boscato Anima Vitis 2005

Quem já leu o post sobre os vinhos mais caros do Brasil sabe de quem estamos falando: o Anima Vitis 2005, produzido pela Boscato custa hoje R$278,60 na Vinhos Web (chegou a custar incríveis R$321,75 na pesquisa de 2011). Apesar de ter evitado circular pelos stands de vinhos brasileiros devido a polêmica das salvaguardas, quando me deparei com ele na Expovinis não resisti a tentação de degustá-lo e ver se o preço justificava o "benefício".

O Anima Vitis foi elaborado com um corte não especificado de uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Ancellotta, Refosco e Alicante Bouschet que amadureceram por 13 meses em barricas de carvalho (não há informação sobre sua origem, francesa ou americana, e seu estágio de uso, novas ou usadas) e que afinaram por mais 28 meses em garrafa, buscando alcançar o equilíbrio ideal antes de chegar no mercado.

Impressões de degustação:
A garrafa provada foi aberta quase 3 horas antes do momento em que o degustei. O vinho apresentou uma bela cor granada e muito brilhante, com bons aromas de frutas vermelhas e um leve toque de pimenta negra e couro. Na boca porém, o vinho não encantou, apesar de ter um bom equilíbrio entre acidez, taninos e álcool, mostrou-se pouco expressivo e sem muita persistência no paladar, resultando num vinho fácil de beber mas com pouca complexidade gustativa e aromática que justificasse seu elevado preço, mesmo se ele fosse um vinho importado. Nota: 88 pontos.

Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Mas nem tudo estava perdido... Ali, ao lado do Anima Vitis estava a verdadeira "jóia" da Boscato: o Merlot Gran Reserva 2005, um vinho muito mais verdadeiro e expressivo que seu pretensioso e caríssimo irmão.
Elaborado com 100% Merlot, passou por um estágio em barricas de carvalho (tempo não declarado) e afinou por mais 12 meses na garrafa, resultando num vinho de intensa cor rubi escura, com ótima expressão aromática de frutas negras, chocolate e ervas finas. Na boca, confirmou a exuberância do nariz, com taninos firmes, acidez viva e conjunto bem equilibrado e de ótimo final de boca. Um ótimo trabalho do enólogo Clóvis Boscato! Nota: 90 pontos (pena que custe cerca de R$90, se fosse algo em torno de R$50, eu compraria de caixa, como diz o mestre Schiffini...)


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Wine Criptex: Proteção máxima para seu vinho mais precioso ou um presente enlouquecedor?

Vino Vault Wine Criptex

Se você já leu o livro de Dan Brown "O Código Da Vinci" ou melhor, assistiu o filme, você é capaz de compreender o que é um Criptex. Ele é basicamente um cofre portátil que funciona de modo semelhante a um cadeado de combinação, daqueles que usamos em malas e bicicletas. A diferença é que no Criptex as combinações para a senha são feitas com 5 anéis de letras que, perfeitamente alinhados,  abrem o Criptex e liberam o acesso ao seu conteúdo. 

Mas idéia central por trás do Criptex é não é "proteger" a garrafa de "bicões" que possam surrupiar o seu conteúdo, mas presentear uma garrafa de vinho trancada dentro do Criptex Vino Vault e ver seus amigos tentarem adivinhar a senha de 5 letras para abrir a garrafa de vinho. Você poderá se divertir provocando-os lentamente com pistas que levem a senha correta. Mas a diversão não acaba aí, porque eles podem redefinir a senha e presentear outra pessoa com uma garrafa de vinho.


Infelizmente o Criptex Vino Vault não está disponível no Brasil, podendo ser encomendado apenas pelo site www.vino-vault.com por U$S29,95. Já pensou, ganhar um grande vinho de presente e não conseguir abrí-lo?


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vídeos divertidos sobre vinho: Florent Peyre, o Maior Sommelier do Mundo?


Conheça Florent Peyre, auto-intitulado o "maior e mais divertido sommelier do mundo"...


Direto da Taça: Blandy's Terrantez 1976, um raro e exuberante elixir da Ilha da Madeira!

Blandy's Terrantez 1976

Posso me considerar um enófilo de sorte! Tive o prazer de degustar o raríssimo Terrantez duas vezes em duas edições consecutivas da Expovinis. Nesta última ocasião, o Terrantez entrou de "surpresa" substituindo um Bual 1980 na degustação premium de vinhos de Portugal. Mais uma vez, a Blandy's exibiu esta jóia da enologia mundial, um vinho absolutamente cativante!

A Blandy's figura entre as mais antigas e importantes produtoras de vinho na Madeira, tendo completado no ano passado 200 anos de história. Produzindo vinhos fortificados com todas as castas da região: dos secos feitos com Sercial até os doces Malmsey (Malvasia) e um das pouquíssimas que pode oferecer um vinho feito com Terrantez, casta praticamente extinta na ilha, que tem um caráter intermediário entre a Verdelho (meio-seco) e o Bual (meio-doce).

Impressões de degustação:
Típica cor marrom acobreada com halo "esverdeado" e exibindo grande viscosidade na taça com seus 20º de álcool. No olfato, toda a sedução de aromas oxidativos se mesclaram com notas de figo e marmelo em calda e melado de cana de grande intensidade. No paladar, exibiu grande riqueza e densidade, alcançando um equilíbrio perfeito entre seus 90 gramas de açúcar por litro e sua intensa acidez. Final de boca absolutamente interminável. Nota: 98 pontos (Mistral, US$589,50).

terça-feira, 24 de abril de 2012

Eleitos os melhores vinhos: Top 5 Encontro de Vinhos e Top 10 Expovinis!

Mettler Zinfandel 2008

O dia de ontem, 23 de abril, deu a largada para a grande semana do vinho no Brasil com o Gambero Rosso Road Show, pela primeira vez no Brasil, e o já tradicional Encontro de Vinhos. Hoje é o dia da Expovinis, evento que vai reunir todos os segmentos ligados ao vinho no Expo Center Norte em, São Paulo.
Como sempre ocorre nestes eventos, a eleição dos melhores vinhos gera grande expectativa entre o público e os expositores. Duas destas "eleições" ocorreram ontem: o Top 5 do Encontro de Vinhos e o Top 10 da Expovinis. Conheça os vencedores:

Top 5 Encontro de Vinhos

1º - Mettler Zinfandel 2008 (Smart Buy Wines)
2º - Bogle Pinot Noir 2008 (Wine Lovers)
2º - Cesari Jema 2005 (Max Brands)
4º - Adolfo Lona Orus (Adolfo Lona)
4º - Carlos Reynolds 2006 (Casa do Porto)
4º - Perla Negra 2005 (Vinho Sul)
4º - Pierre Chauvi Les Marcottes 2010 (sem importador)

Top 10 Expovinis

Categoria Rosé: Château de Pourcieux Côtes de Provence 2011 (Divinum) França
Categoria Tinto Novo Mundo: Bellingham – The Bernard Series Small Barrel 2009 (sem importador) África do Sul
Categoria Tinto Nacional: Testardi Syrah 2010 (Miolo Wine Group)
Categoria Tinto Velho Mundo: Casa de Santa Vitória Touriga Nacional 2008 (CVR Alentejo) Portugal
Categoria Espumante Nacional: Quinta Don Bonifácio Habitat Brut (Quinta Don Bonifácio)
Categoria Espumante Importado: Champagne Lanson Brut Rosé (Barrinhas) França
Categoria Branco Velho Mundo: Trimbach Riesling Cuvée Frederic Émile 2004 (Zahil) França
Categoria Branco Novo Mundo: Undurraga T.H. Sauvignon Blanc 2001 (Abflug) Chile
Categoria Branco Nacional: Sanjo Maestrale Integrus 2010
Categoria Doces e Fortificados: Henriques & Henriques Medium Rich Single Harvest 1998 (Zahil) Portugal

domingo, 22 de abril de 2012

Bordeaux 2011: avaliação dos vinhos de Graves e Pessac-Léognan (Decanter)

Château Haut-Brion

Para uma safra considerada "mediana" em Bordeaux, as primeiras avaliações da Decanter demonstram que a maioria dos vinhos está ótima. Se o radical corte de preços anunciado se confirmar, pode voltar a valer a pena adquirir estas preciosidades vínicas da margem esquerda de Bordeaux.

Conheça a seguir as avaliações dos vinhos tintos de Graves e Pessac-Léognan:

Chateau Haut-Brion, 1er Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Deep velvety red, wild roses bouquet, taffeta smooth texture, great precision and clarity, restrained and aristocratic. Drink 2020-2040. (18.5 points)

Chateau la Mission Haut-Brion, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Earthy, even smoky nose, lots of grippy vigour now, richness and depth to come through. Drink 2018-2035. (17.5 points)

Chateau La Louviere, Pessac-Leognan 2011
Well-extracted, slightly earthy blackcurrant fruit, good ripeness and good natural concentration. Very good medium term. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Domaine Allary Haut-Brion, Pessac-Leognan 2011
Lovely fragrant violets and wild roses nose, lovely texture and fruit, expression without exaggeration, quite forward style. Drink 2015-2020. (16.5 points)

Chateau Latour-Martillac, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Very attractive cassis nose with Graves elegance and ripe, slightly tobacco-y fruit on the palate. Quite classy and classic. Drink 2015-2025. (16.5 points)

La Chapelle de la Mission-Haut-Brion, Pessac-Leognan 2011
Floral summer fruits, clarity and purity. Quite vigourous, it needs time to soften. Drink 2016-2025. (16.5 points)

Chateau Olivier, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Good black summer fruits, quite broad and open style, but vineyard elegance will show more in the medium term. Drink 2015-2028. (16.5 points)

Chateau Malartic-Lagraviere, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Finely concentrated Cabernet cassis with a leafy lift, tannins a bit green, but good depth of elegant aromatic fruit to show through. Drink 2016-2030. (17 points)

Chateau Pape-Clement, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Fragrant and lifted black summer fruits, very good natural ripeness and rather tough tannins that need time to show elegance and polish for the long term. Drink 2017-2035. (17 points)

Chateau Smith-Haut-Lafitte, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Well-extracted cassis fruit, slight gamey edge that adds character, firm fruit with a tobacco leaf lift. An elegantly concentrated palate with a good future. Drink 2015-2030. (17 points)

Le Clarence de Haut-Brion, Pessac-Leognan 2011
Rich, spicy, slightly exotic nose, lovely smooth palate, rich yet restrained. Drink 2016-2028. (17 points)

Chateau Bouscaut, Cru Classe Graves, Pessac-Leognon 2011
Nicely concentrated Cabernet cassis nose, good depth and clarity of fruit and firm tannins for the future. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau Haut-Bailly, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Concentrated, slightly spicy and earthy black fruits, fine ripeness and great vineyard expression, tannins are still a bit raw but the rich middle fruit will dominate. Drink 2017-2035. (17.5 points)

Domaine de Chevalier, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Elegant black berry fruits, lightly expressed concentration, lovely texture and depth, strong tannins already blending in and a long life in front of it. Drink 2016-2035. (17.5 points)

Chateau les Carmes Haut-Brion, Pessac-Leognan 2011
Deeply concentrated black summer fruits, rich extraction and slightly raw tannins, but the ripeness of fruit will dominate in time. Drink 2017-2027. (16-plus points)

Chateau Rahoul, Graves 2011
Lifted blackcurrant fruit, still a little green, but good depth of fruit is there for the medium term. Drink 2015-2020. (15.5 points)

Chateau Couhins, Pessac-Leognan 2011
Attractive crushed summer berries bouquet, good ripeness and natural acidity. Has freshness, purity and depth for the medium term. Drink 2015-2022. (16-plus points)

Chateau Le Thil Comte Clary, Pessac-Leognan 2011
Fine violetty/tobacco leaf nose, good fruit, good grip and good future. Drink 2015-2022. (16 points)

Chateau Branon, Pessac-Leognan 2011
Lifted cassis fruit, good clarity and depth but a shows a little greenness. Drink 2015-2020. (15.5 points)

Chateau Haut-Bergey, Pessac-Leognan 2011
Nicely concentrated cassis with a lifted leafiness, good grippy concentration on the palate but it needs time to lose the greenness. Drink 2016-2024. (16 points)

Chateau Picque-Caillou, Pessac-Leognan 2011
Nicely concentrated warm summer fruits, supple and quite forward with charm and elegance for the medium term. Drink 2015-2022. (16 points)

Chateau Ferrande, Graves 2011
Good black berry fruits, good clear fruit, still a touch of green. Drink 2014-2018. (15 points)

Chateau Cantelys, Pessac-Leognan 2011
Good clear fruit and nice balance. Drink 2014-2018. (15.5 points)

Chateau de France, Pessac-Leognan 2011
Nicely expressed blackcurrant fruit, slightly smoky, good firmness but a bit on the lean side. Drink 2015-2022. (15.5 points)

Chateau de Chantegrive, Graves 2011
Very dense colour, rich blackcurrant nose with tobacco hints, good ripeness, smooth texture and supple tannins. An attractive wine. Drink 2014-2018. (16 points)

Les Hauts de Smith, Pessac-Leognan 2011
Good cassis/tobacco leaf nose, smoothness and nice length. Drink 2014-2019. (16 points)

Chateau Gazin-Rocquencourt, Pessac-Leognan 2011
Fine cassis/tobacco leaf nose, good clarity and depth of fruit and quite tannic. Good future. Drink 2015-2022. (16-plus points)

Chateau Brown, Pessac-Leognan 2011
Cassis fruit, good modern style with charm and some class. Drink 2014-2018. (15.5 points)

Chateau Carbonnieux, Cru Classe Graves, Pessac-Leognon 2011
Good crushed berry fruit, lifted and fragrant and has suppleness and charm for the medium term. Drink 2015-2020. (16-plus points)

Chateau de Fieuzal, Cru Classe Graves, Pessac-Leognan 2011
Concentrated black fruits, quite robust, slightly gamey, lots of flesh and well-extracted tannins. Good, if chunky, style. Drink 2015-2025. (16-plus points)

Chateau La Garde, Pessac-Leognan 2011
Very good concentration of ripe vineyard fruit. A classy impression. Drink 2014-2020. (16-plus points)

Chateau Larrivet Haut-Brion, Pessac-Leognan 2011
Nicely concentrated cassis fruit, fragrant with a hint of tobacco and good supple personality with nice firmness for the future. Drink 2015-2025. (16-plus points)

Chateau Ferran, Pessac-Leognan 2011
Ripe Merlot dominated fruit, good supple elegance and length. Drink 2014-2019. (16 points)

Chateau Haut-Nouchet, Pessac-Leognan 2011
Cassis and tobacco leaf nose, nice complexity, elegance and depth. Drink 2014-2020. (16 points)


Presorvac, mais um acessório para a conservação de vinhos abertos!


Enquanto continuo os testes com o promissor winesave, acabo de ler na Revista de Vinhos de Portugal sobre o lançamento do Presorvac, um aparelho que permite conservar o vinho depois de aberto durante duas semenas (14 dias).
O Presorvac é um equipamento de conservação profissional destinado para vinhos tranquilos e espumantes, e que está voltado para restaurantes, hotéis, adegas e mesmo consumidores finais.
O vinho é conservado de forma natural a partir da garrafa, sem utilização de gases ou similares. O conceito do equipamento é a extração de todo o ar das garrafas depois de abertas, mas conservando o gás dos espumantes. Em Portugal, o Presorvac é comercializado pela Brilato (http://www.brilato.pt/) e custa 329€ + IVA.

sábado, 21 de abril de 2012

Don Julio, um restaurante decorado com os vinhos que o cliente degusta e autografa!

Don Julio, em Palermo Soho

Estive visitando Buenos Aires durante a semana passada e descobrindo as novidades ligadas ao vinho naquela bela cidade portenha. Um dos locais que ainda não conhecia e que me chamou a atenção foi o restaurante Don Julio, em Palermo Soho (Guatemala, 4691).

Mosaico de garrafas

Além das excelentes carnes locais preparadas no braseiro e de uma ótima carta de vinhos, o grande diferencial do restaurante fica por conta de sua decoração, feita com milhares de garrafas de vinhos consumidas pelos clientes e que escrevem nelas mensagens e testemunhos de sua passagem pela casa.

Val de Flores 2006 "autografado"

Como não poderia deixar de ser, meu vinho, um Val de Flores 2006, devidamente "autografado" pelos presentes, foi para em algum lugar deste gigantesco mosaico de garrafas de vinhos espalhadas pelo restaurante. Um verdadeiro diário do que já foi consumido ali... 

Agenda: Wine Tour Interfood/Todovino acontece no início de maio!


A importadora Interfood (e seu site eletrônico Todovino) já estão com tudo pronto para a realização de sua primeira feira que acontece no dia 2 de Maio em São Paulo e 3 de Maio no Rio de Janeiro.
Durante a feira, serão apresentadas novidades do portfólio da importadora. O evento contará com importante presença de produtores de vinhos de países como França, Itália, Espanha, Portugal, Argentina, Chile, Uruguai, Austrália e África do Sul. São eles:

Itália: Fattoria dei Barbi, Schiopetto, Bortolo Nardini, Fantinel, Rocca di Montegrossi, Chianti Melini, Feudo MonaciBolla, Sella & Mosca, Planeta, Giuseppe Cortese, Rocche dei Manzon, iAnella Andreani, Tommasi, Elio Grasso.
França: La Chablisienne, Chateau D’Esclans, Cattier, Dampierre, Armand de Brignac e Barton & Guestier.
Argentina: Trapiche, Finca La Celia, Septima e Navarro Correas.
Chile: Santa Helena e Misiones de Rengo.
Portugal: Aveleda, Dão Sul, Porto Cálem e Companhia das Quintas.
Espanha: Marqués de Riscal, Codorníu e Quixote
Uruguai: Família Deicas
África do Sul: JC Le Roux e Durbanville Hills
Austrália: Rosemount Penfolds

Informações:
São Paulo: Dia 2 de Maio de 2012, das 15:00 às 21:00 – Hotel Tivoli – Al. Santos, 1437 – Jardins
Rio de Janeiro: Dia 3 de Maio de 2012, das 15:00 às 21:00 – Clube Naval Piraquê- Av. Borges de Medeiros, 2364 – Lagoa

Ingressos: R$150,00
Não serão vendidos nos locais do evento, somente através do telefone 11 2602-7266.
E-mail para assuntos referente a feira: winetour@todovino.com.br

 

Bordeaux 2011: avaliação dos vinhos de Saint-Julien (Decanter)

Château Léoville Las Cases

Para uma safra considerada "mediana" em Bordeaux, as primeiras avaliações da Decanter demonstram que a maioria dos vinhos está ótima. Se o radical corte de preços anunciado se confirmar, pode voltar a valer a pena adquirir estas preciosidades vínicas do Médoc.

Conheça a seguir as avaliações dos vinhos de Saint-Julien:

Clos du Marquis, Saint-Julien 2011
Superb expression of Cabernet cassis, great purity, depth, length and precision. A Pauillac-Saint Julien. Drink 2016-2028. (17 points)

Chateau Saint-Pierre, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Very good floral but firm fruit-- a very good expression of Saint-Julien from a château that is on top form. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Lagrange, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Good depth of blackcurrant fruit, quite open style, but will gain complexity. Drink 2015-2024. (16.5 points)

Chateau Beychevelle, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Well-expressed Cabernet fruit and typical Beychevelle restrained elegance, with more fruit and depth to show as it matures. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau Gloria, Saint-Julien 2011
Fine aromatic blackcurrant nose, broad fruit with good weight, quite velvety tannins and good future. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau Ducru-Beaucaillou, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Strikingly floral Cabernet ripeness, finesse and purity, lovely texture, beautifully expressive almost Margaux style, total opposite to Las Cases. Drink 2017-2030. (18 points)

Chateau Branaire-Ducru, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Very good depth of Cabernet-cassis fruit, good middle sweetness and firm natural tannins. Will show very well. Drink 2015-2028. (16.5 points)

Chateau Leoville-Las-Cases, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Dense colour, nose still shut in yet the richness is there and the fruit will come out, a real statement of vineyard style, a superb long-term wine. Drink 2020-2050. (17 points)

La Croix de Beaucaillou, Saint-Julien 2011
Good density of quite restrained fruit, elegantly seductive style. Drink 2015-2022. (16.5 points)

Chateau Leoville Barton, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Finely expressed intensity of fruit and a firmness of structure over natural aromatic ripeness to give it an assured future. Drink 2017-2035. (17.5 points)

Chateau Leoville Poyferre, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Well-extracted blackcurrant Cabernet fruit, very good ripeness and good tannins, an impression of power with elegance to come later. Drink 2017-2035. (17.5 points)

Chateau Gruaud-Larose, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Rich, supple, slightly spicy fruit, attractive touch of oak, seductively forward but will age well. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Langoa Barton, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Very good depth of Cabernet fruit and velvety smooth texture plus charm, depth and class. Drink 2015-2028. (17 points)

Chateau Talbot, Grand Cru Classe, Saint-Julien 2011
Fine spicy cassis fruit and already showing smooth and elegant ripeness. It will open early but also keep well. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Les Ormes, Saint-Julien 2011
Good clear fruit but a slightly raw finish. Drink 2014-2018. (15 points)

Chateau Moulin de la Rose, Saint-Julien 2011
Good firm fruit; it needs time to round out. Drink 2015-2020. (15.5 points)

Chateau la Bridane, Saint-Julien 2011
Good fleshy cassis fruit, balance and length. Drink 2014-2020. (16 points)

Le Petit Lion du Marquis de Las Cases, Saint-Julien 2011
Good fragrant fruit and depth with lifted elegance and class. Drink 2015-2022. (16 points)

Chateau du Glana, Saint-Julien 2011
Good fruit, solid Saint-Julien but a rather hard finish. Drink 2014-2020. (15 points)

Chateau Teynac, Saint-Julien 2011
Good clean Saint-Julien with some elegance and depth. Drink 2014-2019. (15.5 points)



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Maison Armand de Brignac planeja lançar o mais caro Champagne feito exclusivamente com Pinot Meunier!


A Armand de Brignac, famosa por sua embalagem em negrito e associada com celebridades, especialmente do rapper americano Jay-Z, pretende elaborar uma nova cuvée especial utilizando apenas uvas Pinot Meunier de uma vinha chamado Clos Yons Clos, inteiramente plantada com a casta.

O diretor comercial Philippe Bienvenu disse que o Clos possui um terroir "específico e maravilhoso para Pinot Meunier." As uvas do vinhedo de apenas 1,1 hectares são utilizadas atualmente no Armand de Brignac Brut (mix de várias safras). Como a safra de 2011 não foi boa o suficiente, a expectativa é que ele seja lançado em 2012. Levando-se em conta que um Brut gasta pelo menos cinco anos de envelhecimento em contato com as borras e mais seis meses de repouso nas caves antes, é improvável que esta cuvée de Pinot Meunier chegue ao mercado antes de 2017.

O projeto deve reforçar uma reavaliação do potencial da Pinot Meunier como uva de qualidade, às vezes injustamente marginalizada como componente da mistura dos Champagne, devido à sua capacidade de amadurecer mais rápido do que a Pinot Noir e a Chardonnay. No entanto, a Pinot Meunier pode fazer vinhos de alta qualidade para o blend do Champagne, sendo um componente chave na Krug Grand Cuvée Krug por muitos anos.

A produção total da marca atualmente é de 50.000 garrafas, compostas de 35.000 garrafas de Brut, 10.000 de Brut Rosé e 5.000 de Blanc de Blancs.

Fonte: traduzido e adaptado de The Drinks Business

Winesave: finalmente chega ao Brasil a melhor solução para conservação de garrafas abertas de vinho!


Tenho a satisfação de anunciar em primeira mão, a confirmação oficial da chegada do Winesave ao Brasil trazido pelas mãos da importadora e clube de vinhos Winelands. Até então só era possível conseguí-lo em poucos países no exterior. Para quem ainda não ouviu falar sobre ele, trata-se de uma das mais brilhantes e simples soluções para preservar vinhos após a abertura das garrafas.
De acordo com o site brasileiro do produto, o "Winesave® mantém o vinho em seu auge durante semanas ou até meses depois de ter sido aberto, pois protege os vinhos e espumantes porque é elaborado 100% com o gás Argônio que é puro, não tem cor, cheiro ou gosto e por isso não altera as características dos vinhos, espumantes e até sucos de frutas naturais. O Argônio é amplamente reconhecido pelos produtores e enólogos como a melhor solução para proteger o vinho da oxidação.

O Argônio é 2 ½ vezes mais pesado do que o ar, ele atravessa o ar e repousa sobre qualquer coisa que se encontre abaixo. Inserido em uma garrafa aberta, ele cai e se estabelece em toda a superfície do vinho formando uma barreira entre o líquido e o ar não possibilitando o contato com o oxigênio protegendo assim as suas características complexas de cor e sabor e evitando a oxidação.

Para o apreciador de vinhos, isso significa que você pode desfrutar do luxo de degustar vinhos em taça na sua própria casa. Isso também significa que você nunca mais vai desperdiçar seus vinhos devido a oxidação, nem nunca mais se sentirá obrigado a terminar uma garrafa só porque ela foi aberta.

Para aqueles que servem vinhos em taça em restaurantes, bares, cafés e salas de degustação, winesave® irá garantir que cada taça seja tão pura como a primeira, mesmo que a garrafa tenha sido aberta dias ou mesmo semanas antes.

Já estou de posse de uma pequena amostra para realizar alguns testes e dentro de alguns dias, postarei no blog os resultados de minhas observações sobre a eficiência deste produto, cuja promessa é ser capaz de resolver um dos maiores problemas que um enófilo pode enfrentar. Aguarde!

Preço sugerido do produto: R$149,00 (capacidade para 100 aplicações)
www.winesave.com.br

Bordeaux 2011: avaliação dos vinhos de Saint-Estèphe (Decanter)

Château Cos d'Estournel

Para uma safra considerada "mediana" em Bordeaux, as primeiras avaliações da Decanter demonstram que a maioria dos vinhos está ótima. Se o radical corte de preços anunciado se confirmar, pode voltar a valer a pena adquirir estas preciosidades vínicas do Médoc.

Conheça a seguir as avaliações dos vinhos de Saint-Estèphe:

Chateau Calon-Segur, Grand Cru Classe, Saint-Estephe 2011
Wonderful purity and elegance. Fresh, fragrant and long with fine, silky tannins. Less opulence than the 2010 but analytically the same. Drink 2020-2035. (18 points)

Chateau Cos d'Estournel, Grand Cru Classe, Saint-Estephe 2011
Rich blackcurrant fruit, slightly exotic Cos spiciness, structured smoothness and lovely elegant length. Drink 2017-2035. (18 points)

Chateau Capbern Gasqueton, Saint-Estephe 2011
Good depth of fruit, expressively classy wine with earthy length. Drink 2015-2024. (16.5 points)

Chateau Lafon-Rochet, Grand Cru Classe, Saint-Estephe 2011
Very well extracted blackcurrant fruit, rich yet firm, still showing some hard edges, but very good middle fruit for the future. Drink 2016-2028. (17 points)

Chateau Montrose, Grand Cru Classe, Saint-Estephe 2011
Lovely restrained fragrance of Cabernet fruit with an iron backbone, classic depth and firmness of a great Montrose. Drink 2018-2040. (18 points)

Chateau Phelan-Segur, Saint-Estephe 2011
Well-extracted, slightly spicy-gamey black fruits and very good smooth ripe tannins. It shows elegance, depth and class. Drink 2014-2025. (16.5 points)

Chateau Meyney, Saint-Estephe 2011
Good cassis fruit and lots of earthy grip. Drink 2015-2020. (16-plus points)

Chateau Tronquoy-Lalande, Saint-Estephe 2011
Good cassis fruit and length. A classy polished wine with a good future. Drink 2015-2022. (16-plus points)

Chateau le Boscq, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Good cassis fruit, ripeness and depth. A fine plummy Saint-Estèphe. Drink 2014-2020. (16 points)

Chateau Ormes-de-Pez, Cru Bourgeois Exceptionnel, Saint-Estephe 2011
Finely expressed cassis fruit, slightly leathery and firm, good ripe middle palate and will show well. Drink 2014-2022. (16-plus points)

Chateau Lilian Ladouys, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Floral cassis nose, good middle fruit and quite a supple finish. Drink 2014-2018. (16 points)

Marquis de Calon, Saint-Estephe 2011
Round and fleshy with a fairly powerful tannic frame. Quite gourmand in style. The majority of Calon-Ségur's Merlot used here. Drink 2016-2024. (16 points)

Chateau Serilhan, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Good spicy cassis fruit, freshness, depth and grip. Drink 2014-2020. (16 points)

Chateau Petit Bocq, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Good Merlot-dominated smoky, spicy fruit, good depth. Drink 2015-2022. (16 points)

Chateau de Pez, Cru Bourgeois Exceptionnel, Saint-Estephe 2011
Precise, quite briary fruit, good precision and potential complexity but still a bit shut in. Drink 2015-2024. (16 points)

La Dame de Montrose, Saint-Estephe 2011
Good depth and good clarity of fruit. A good minor Montrose. Drink 2014-2020. (16 points)

Chateau de Come, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Good fruit and unexpected charm for Saint-Estèphe. Drink 2014-2019. (16 points)

Tronquoy de Sainte-Anne, Saint-Estephe 2011
Good ripe fruit and supple extraction for Saint-Estèphe. Drink 2014-2018. (15.5 points)

Chateau Andron-Blanquet, Saint-Estephe 2011
Good lifted fruit and nice vineyard length. Drink 2014-2020. (16 points)

Chateau Beau-Site, Cru Bourgeois, Saint Estephe 2011
Better extracted fruit than in the past, showing good depth and elegance. Drink 2014-2020. (16 points)

Chateau Clauzet, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Good cassis fruit, supple middle, balance and length. Drink 2015-2020. (16 points)

Chateau Cos Labory, Grand Cru Classe, Saint-Estephe 2011
Plummy blackcurrant fruit and good balance and ripe tannins. Good medium term drinking. Drink 2015-2022. (16 points)

Chateau Tour de Pez, Saint-Estephe 2011
Well-expressed fruit with nice weight and structure. Drink 2015-2020. (15.5 points)

Chateau Tour des Termes, Cru Bourgeois, Saint-Estephe 2011
Good depth of fruit, but rather severe tannins. Drink 2015-2020. (15.5 points)

Em busca dos tesouros vínicos da Argentina: Weinert Malbec Estrella 1977!

Weinert Malbec Estrella 1977 e Weinert Cabernet Estrella 1994

Estive em Buenos Aires durante alguns dias acompanhando o "Malbec World Day" e bancando o "Indiana Wines", procurando por alguns conhecidos (e outros desconhecidos) tesouros vínicos da Argentina. O Malbec Estrella 1977 da Bodega Weinert certamente é o mais famoso e conhecido deles. Provei-o uma única vez  (satisfatoriamente) e queria ter uma garrafa na adega.

Arrependido de não tê-lo comprado da última vez que me deparei com ele, fui diretamente na pequena loja onde o havia deixado para trás. Para minha agradável surpresa, ainda haviam garrafas desta relíquia da vinicultura argentina para venda, porém, tomei um susto com seu preço absurdo: 3.000 pesos! (veja a foto). Convertendo em reais daria algo em torno de R$1.300 (quase US$700). Mesmo com toda inflação existente no país, em 2009 deixei de comprá-lo por 1.000 pesos (R$550 na época). Outro vinho da casa, menos badalado, mas muito bom também, o Cabernet Estrella 1994 está custando 1.000 pesos (500 pesos em 2009...).
Com estes preços, minhas buscas "arqueovínicas" começaram mal, apesar de ter localizado a preciosa garrafa desejada, não a levei pois sabia que outras preciosidades me aguardavam. Apresentarei-as a seguir...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lo de Joaquin Alberdi, uma das lojas de vinho mais bacanas de Buenos Aires!

Lo de Joaquin de Alberdi

Diferentemente das grandes redes de lojas de vinhos da Argentina voltadas para turistas (Ligier, Winery, Tonel Privado e Frappé), a Lo de Joaquin de Alberdi, localizada em Palermo Soho, oferece um atendimento muito mais personalizado, com uma seleção de vinhos bastante completa e faz algo, absolutamente trivial nas boas lojas brasileiras, oferece vinhos para o cliente degustar, algo que não é comum em Buenos Aires.


Foi numa destas ocasiões de degustação que conheci o vinho argentino pelo qual me encantei: o Lopez Montchenot, em suas versões 15 e 20 años. Desta vez, fui apresentado ao interessantíssimo Malbec (foto acima) De Angeles, resultado de uma mínuscula produção de vinhas velhas de Lujan de Cuyo, em Mendoza.


Ontem, durante as comemorações do Malbec World Day, a loja promoveu uma série de degustações de Malbecs para os clientes, reforçando seu compromisso de oferecer os melhores vinhos do país com um atendimento muito especial. Recomendo!

Endereço: Calle Jorge Luis Borges, 1772
Palermo Soho - Buenos Aires
info@lodejoaquinalberdi.com  

terça-feira, 17 de abril de 2012

Bordeaux 2011: avaliação dos vinhos de Margaux (Decanter)

Chateau Margaux

Para uma safra considerada "mediana" em Bordeaux, as primeiras avaliações da Decanter demonstram que os vinhos estão ótimos. Se o radical corte de preços anunciado se confirmar, pode voltar a valer a pena adquirir estas preciosidades vínicas do Médoc.

Conheça a seguir as avaliações dos vinhos de Margaux:

Chateau Palmer, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Dense colour, ripe red and black fruits, superb concentration and controlled power, very polished and intensely expressive, 1st Growth quality. Drink 2017-2035. (18.5 points)

Chateau Margaux, 1er Cru Classe, Margaux 2011
Floral cassis fruit, lovely florality and perfect texture, beautifully harmony of expression above concentrated natural tannins. Drink 2017-2035. (18.5 points)

Pavillon Rouge du Chateau Margaux, Margaux 2011
Beautiful fragrant purity of fruit, crystal clear, a feminine style of wine with taffeta, lissom texture and length for the future. Drink 2016-2026. (17.5 points)

Chateau Brane-Cantenac, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Fine fragrance of Cabernet cassis fruit, fine middle sweetness, fine natural concentration behind the lifted, elegant facade, great potential complexity. Drink 2015-2030. (17.5 points)

Alter Ego de Palmer, Margaux 2011
Lovely perfumed and floral aromas. Beautiful structure elegance, purity and definition and charm to come later. Drink 2015-2025. (17.5 points)

Chateau Giscours, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Fine blackcurrant Cabernet fruit, good structure and aromas that flow through to the palate, an elegantly expressive wine. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau d'Issan, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Good purity of Cabernet cassis fruit, some florality, good tannins for the future, very Margaux. Drink 2016-2026. (17 points)

Chateau Boyd Cantenac, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Very deep Cabernet cassis fruit, lots of well-extracted ripe flavours, stong tannins, very good future. Drink 2017-2030. (17 points)

Chateau Kirwan, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Well-extracted black summer fruits, quite robust structure, but Margaux expression dominates with good fruit and complexity. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Lascombes, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Well-extracted and polished cassis fruit, good depth on the palate and smooth tannins in the robust Lascombes style. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Malescot-Saint-Exupery, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Strikingly aromatic blackcurrant fruit, very good natural richness of flavour, a slight greenness that will blend out, good potential and good length. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Siran, Cru Bourgeois Exceptionnel, Margaux 2011
Finely expressed cassis fruit, good concentration and depth, very well made wine that shows class above its (non) classification. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Rauzan-Segla, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Very good concentration of blackcurrant Cabernet fruit, lots of energy and vineyard length, a beautifully extracted wine with elegance and depth, classic Margaux. Drink 2016-2030. (18 points)

Segla, Margaux 2011
Well-expressed, almost crunchy, fruit, clear and refreshing flavours; a charmingly elegant Pauillac. Drink 2015-2025. (17 points)

Chateau Durfort-Vivens, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Wild violets and cassis nose, very attractive taffeta texture and elegant future. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau du Tertre, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Well-concentrated blackcurrant fruit, quite rich and slightly earthy, fine clarity of expression and the vigourous fruit will show well. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau Prieure-Lichine, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Well-expressed cassis fruit, elegance and charm, a lovely expression of Margaux in quite a forward style. Drink 2015-2022. (16.5 points)

Chateau Dauzac, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Ripe cassis fruit, good concentration, robust and slightly earthy, but has very good definition and potential. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau Pouget, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Big cassis nose, good rich structure and fleshy grip, elegance to come later. Drink 2016-2025. (16.5 points)

Chateau Marquis d'Alesme-Becker, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Well-concentrated cassis fruit, with ripeness and richness and good supple density. Drink 2015-2024. (16.5 points)

Clos des Quatre Vents, Margaux 2011
Very good fruit, structure and depth, still a bit rough, will be long-lived. Drink 2016-2030. (16.5 points)

Chateau Tayac-Plaisance, Margaux 2011
Floral cassis fruit, lovely texture and finishes with Margaux clarity and elegance. Drink 2015-2025. (16.5 points)

Chateau Soussans, Margaux 2011
Good elegant Margaux with balance and length. Drink 2014-2019. (16 points)

Chevalier de Lascombes, Margaux 2011
Broad, fragrant fruit, supple and elegant. Very attractive. Drink 2014-2018. (16 points)

Villa des Quatre Soeurs, Margaux 2011
Well-concentrated yet supple fruit, good clarity and fine tannins. Drink 2014-2020. (16 points)

Chateau Chantelune, Margaux 2011
Good fragrant fruit with both lift and depth. Drink 2015-2025. (15.5 points)

Chateau d'Arsac, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Good floral, quite easy fruit, nice easy Margaux. Drink 2014-2019. (15.5 points)

Chateau Deyrem-Valentin, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Good but rather tough fruit, quite long-term. Drink 2015-2022. (15.5 points)

Chateau Ferriere, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Attractively fragrant fruit, very Margaux in style, but rather hollow on the palate. Drink 2014-2020. (15.5 points)

Chateau la Tour de Bessan, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Solid fruit, intense for Margaux, with good length but needs time. Drink 2015-2022. (15.5 points)

Chateau la Tour de Mons, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Good ripeness of Cabernet fruit; a good broad Margaux. Drink 2014-2020. (15.5 points)

Chateau Marsac-Seguineau, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Good clarity of Margaux fruit with quite an elegant finish. Drink 2014-2018. (15.5 points)

Chateau Paveil de Luze, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Good lifted Margaux fruit; elegant mid-term wine. Drink 2014-2018. (15.5 points)

Chateau Monbrison, Margaux 2011
Fine aromatic expression and good precise fruit, well-defined elegance and persistence. Drink 2015-2025. (16 points)

Chateau la Gurgue, Margaux 2011
Very good clarity and precision of fruit with enough depth for the future. Drink 2015-2022. (16 points)

Chateau Labegorce, Margaux 2011
Good ripe blackcurrant fruit, richly textured and well-balanced, combining elegance and power. Drink 2015-2025. (16 points)

Chateau La Bessane, Margaux 2011
Very good fragrance and lifted fruit and spice from 22% Petit Verdot, and a good, firm finish. Drink 2014-2019. (16 points)

Chateau Cantenac-Brown, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Richly concentrated blackcurrant fruit, good extract and some florality, but tannins on the raw side. Drink 2015-2025. (16 points)

Chateau Desmirail, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Good fragrance and depth of fruit, lifted and in the feminine style of Margaux, more elegance than power, but good texture of fruit, balance and length. Drink 2015-2025. (16 points)

Blason d'Issan, Margaux 2011
Lovely cassis fruit, good balance, length and charm. Drink 2014-2018. (16 points)

Chateau Rauzan-Gassies, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Good smooth fruit, lively vigour and some depth, just a little hollow in the middle for a Second Growth. Drink 2015-2022. (16-plus points)

Chateau d'Angludet, Margaux 2011
Good natural vineyard concentration of black berry fruit, good richness of flavour, a hint of leather and is robust yet elegant. Has a good future. Drink 2015-2025. (16-plus points)

Chateau Marquis de Terme, Grand Cru Classe, Margaux 2011
Good blackcurrant fruit, quite broad and chunky, firm but ripe tannins, quite a masculine Margaux. Drink 2015-2025. (16 points)

Chateau Pontac Lynch, Cru Bourgeois, Margaux 2011
Good Cabernet fruit with grip and length. Drink 2015-2020. (15.5 points)