terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Luigi Bosca lança aplicativo para iPhone, iPad e iPod Touch!



A Bodega Luigi Bosca acaba de lançar um aplicativo para iPhone, iPad e iPod Touch que já se encontra disponível para download na AppStore totalmente gratuito.
A aplicação, intuitiva, rápida e amigável, inclui o porfolio de produtos da Bodega, com fotos que permitem visualizar com perfeição as fichas completas de informações sobre cada um dos vinhos. Além disso, tem uma seção dedicada as harmonizações e diversas receitas desenvolvidas para cada varietal produzida pela vinícola.
Finalmente, o aplicativo também conta com uma roda de aromas com os descritores de cada vinho e um glossário especialmente desenvolvido para se entender o ABC do mundo do vinho.

Fonte: traduzido de Planeta Joy

Mais uma edição do Grand Cru Experience em fevereiro!



A Grand Cru em 2012 comemora dez anos no Brasil e, para comemorar, preparou uma série de ações de marketing e eventos especiais. Para abrir o calendário, a importadora anuncia a degustação temática mensal Grand Experience, que acontecerá em diversas unidades da rede e reúne uma seleção de rótulos com ótima relação qualidade x preço. Em São Paulo, a degustação acontece sempre às segundas e terças-feiras de cada mês, na unidade da Rua Bela Cintra. A edição de fevereiro acontece no dia 14, das 18h às 22h, e terá brancos, rosés e espumantes pontuados. O investimento é de R$ 70 por pessoa, que serão convertidos em crédito para compras de vinhos no dia da degustação.

Veja os vinhos da wine list de fevereiro:

Espumantes
Cava Castelroig Brut RP 88 – R$ 57,00
Ruggeri Rose di Pinot Brut – R$ 65,00

Argentina
La Flor de Pulenta Sauvignon Blanc 2012 – R$ 44,00

Chile
Matetic Coralillo Sauvignon Blanc 2012 – R$ 47,00
Santa Rita Medalla Real Grand Reserva Chardonnay 2009 – R$ 77,00
Tabali Reserva Rose 2009 – R$ 35,00

Estados Unidos
Hayes Ranch Pinot Grigio 2009 – R$ 45,00

Itália
Broglia – Gavi DOCG La Meirana 2010 – R$ 68,00
Massolino Langhe Doc Chardonnay

Espanha
Don Olegário Albariño 2010 90 RP – R$ 79,00

Portugal
Quinta Nova Grainha Branco Douro DOC 2010 – R$ 89,00

França
Delas Côtes Du Rhone Blanc Saint Esprit 2009 – R$ 55,00
Henri Borgeois Sancerre les Baronnes 2009 – R$ 97,00

A Ação acontece nas unidades da Bela Cintra (São Paulo – SP), Alphavile (Barueri – SP), Jardim Botânico (Rio de Janeiro - RJ), Ribeirão Preto (SP) e Porto Alegre (RS).

Serviço:
Grand Experience Grand Cru
Local: Grand Cru Bela Cintra – Rua Bela Cintra, 1799 – Cerqueira César
Data: 14 de fevereiro de 2012 (terça-feira)
Horário: das 18h às 22h
Investimento: R$ 70,00 convertidos em crédito para compras
RSVP: Tiago Santos – tiago@grandcru.com.br
Informações e reservas: 3062-6388
http://www.grandcru.com.br/

Fonte: Camila Perossi
camila.perossi@uol.com.br
9230-4844 / 7896-7527

Nova substância permite que alérgicos bebam vinho sem restrições!



As pessoas alérgicas ao vinho vão passar a poder beber sem constrangimentos, com uma descoberta feita por uma equipe de investigação que dispensa o anidrido sulfuroso, anunciou hoje a Universidade de Aveiro.
O segredo do vinho antialérgico é "a adição, durante a sua produção, de um polissacarídeo chamado quitosana, que é extraído, por exemplo, das cascas dos caranguejos e dos camarões, podendo também ser extraído de fungos", explica Manuel António Coimbra, responsável pela equipe.

O anidrido sulfuroso, que é adicionado nas várias etapas da vinificação para evitar a proliferação de microrganismos que degradam o vinho e as oxidações que o acastanham, é um composto químico que pode provocar reações alérgicas em algumas pessoas, que se vêm por isso impedidas de o consumir.

O método descoberto pelos investigadores do Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA), que pode vir a revolucionar a indústria vinícola, permite produzir vinho sem recurso à adição de anidrido sulfuroso, mantendo as práticas enológicas comuns a todas as adegas.

A equipe de investigação desenvolveu uma película à base de quitosana que, quando posta em contato com os vinhos brancos, os preserva a nível microbiológico e mantém as suas características sensoriais, seja no sabor, seja no aroma, e que não causa reações alérgicas, podendo assim o vinho ser consumido quaisquer pessoas.
"Estou convencido de que daqui a algum tempo mais ninguém vai ouvir falar em excesso de anidrido sulfuroso nos vinhos porque esta tecnologia é barata e, à exceção do uso das películas em substituição da adição de anidrido sulfuroso, não requer práticas diferentes de vinificação em relação àquelas que já usam todos os produtores de vinho", antevê Manuel António Coimbra.

As películas à base de quitosana foram desenvolvidas pensando-se em todos os tipos de vinhos, principalmente nos brancos, que são os que mais anidrido sulfuroso levam durante a sua produção e a patente deste novo método já foi registrada.

Será o fim das falsificações? Cientistas desenvolvem método de identificação das castas do vinho na garrafa!


Investigadores da Universidade de Vila Real desenvolveram um método de identificação de castas recorrendo à extração de DNA do vinho de uma garrafa, no mosto no lagar ou ainda na videira, um processo que permite detectar falsificações.
Paula Lopes, do departamento de Genética e Biotecnologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), disse à Agência Lusa que o método, já patenteado, permite confirmar se o rótulo corresponde ao que está no interior da garrafa de vinho, detectando falsificações ou fraudes.
A responsável referiu que este processo de identificação de castas está a despertar o interesse de empresas, grandes produtores e até de outros países, como a China.
"Na última visita que fizeram à UTAD, os chineses revelaram interesse na patente e estão agora a analisá-la, uma vez que seria muito importante para controlar as importações de vinho", salientou.
O processo mais complicado é o de extração do vinho, porque se trata, explicou, de um produto já vinificado e transformado.
Depois de recolhida a amostra, é congelada, se não for imediatamente utilizada, e depois é trabalhada no laboratório, recorrendo a processos de centrifugação e de extração dos vários componentes destinados também aos vários constituintes da matriz que se está a utilizar.

Para saber mais, clique no link.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Direto da Adega: Château Rauzan-Ségla 2004, uma autêntica personalidade de Margaux!


A partir desta semana, celebrando o fato de que minha nova adega finalmente ficou pronta, vou postar semanalmente minhas impressões de degustação sobre uma garrafa especial nela contida.
Para começar, vou apresentar o primeiro vinho aberto desde que a adega foi plenanente abastecida com meus vinhos (já que uma boa parte deles estava "dormindo" nas adegas de amigos), o Château Rauzan-Ségla 2004,  um 2ème Cru Classé do Médoc, produzido na comuna de Margaux.

Um pouco de história

A história recente do Château Rauzan-Ségla começou a mudar quando a Maison CHANEL assumiu o controle da propriedade em 1994, começando um imediato e completo programa de renovação. As vinhas foram drenadas (uma rede de 15 quilômetros de extensão passa sob elas), duas parcelas de Petit Verdot foram plantadas e 3 hectares de videiras foram enxertadas com Merlot.
Hoje, 51 hectares estão em produção, gerando cerca uma média de 200.000 garrafas anuais (Château Rauzan-Ségla e seu 2º vinho, o Ségla).

A adega foi reformada e as cubas grandes foram progressivamente substituídas por tanques de menor capacidade. A partir da safra de 2004, as uvas passaram a ser classificadas em duas mesas vibratórias de 10 metros de comprimento, de modo que cada bago é verificado antes de entrar na cuba.
As caves de maturação foram completamente renovadas e uma nova sala para as máquinas de acondicionamento e rotulagem foi construída, tornando o Château Rauzan-Ségla totalmente autônomo em seu processo produtivo.

Finalmente, graças a uma restauração cuidadosamente realizada de acordo com os planos originais de 1904, o Château Rauzan-Ségla se parece novamente como ele era há um século atrás. Assim, após uma existência de três séculos e meio, ele está aparelhado com todos os quesitos necessários para permanecer fiel à sua reputação.

Impressões de degustação:
Diante de um jovem robusto de Bordeaux com apenas 8 anos de idade, não haveria outra expectativa senão encontrar uma bela rubi escura e profunda, muito límpida e brilhante. No olfato, exalou aromas intensos de frutas negras, baunilha e notas minerais remetendo ao grafite. No paladar, taninos ainda se organizando, com algumas arestas pedindo tempo de polimento. Acidez bastante agradável, balanceada com um corpo médio e bem definido. Final de boca bem firme e marcado pela austeridade tânica de margaux.O conjunto demonstra que o vinho já está apto para ser bebido, mas ganhará maior brilho em mais uns 3 ou 4 anos. Nota: 90 pontos (adquirido en primeur na World Wine).

Conheça 10 dos melhores Borgonhas tintos de 2010 (Decanter Magazine)


Depois de apresentar um panorama geral da safra 2010 na Borgonha e comparativo com a excelente 2009, trago a seleção de 10 dos melhores vinhos degustados por Stephen Brook durante a minuciosa avaliação feita para a revista inglesa Decanter.

 Cathiard, Vosne-Romanée Premier Cru Reignots
Lush, seductive, opulent cherry and raspberry nose. Rich and broad, juicy and succulent, fine acidity too, very elegant and pure, with a glittering finish. Very long. 18.5pts/20 - Drink: 2015-2030.

 
Arnoux-Lachaux, Vosne-Romanée Suchots
Lustrous, intense, oaky nose. Very concentrated and spicy, but opulent too, more black fruits than red, has power and weight yet very polished and long. Superb quality. 18.5pts/20 - Drink: 2015-2030.

Drouhin, Chambertin Clos de Beze
Ripe cherry nose, perfumed. Fresh compact, very elegant, firm tannins and vibrant acidity, the usual understated Drouhin style but harmonious, energetic, and long. 18pts/20 - Drink: 2014-2028.

Groffier, Bonnes Mares
Intense cherry nose, minty and poised. Fresh attack, concentrated and lively, with lovely cherry and raspberry fruit and a ripe tannic backbone. Harmonious and long with a light touch. 18pts/20 - Drink: 2014-2025.

Lamarche, Vosne-Romanée Malconsorts
Perfumed and stylish red-fruits nose. Medium-bodied but concentrated, with fine-grained tannins, spicy and pungent, assertive and long. 18pts/20 - Drink: 2014-2028.

Bouchard Père et Fils, Nuits St Georges Les Cailles
Opulent, smoky, cherry nose. Very rich, full-bodied and concentrated, suave, spicy and complex, with a refreshing cut. Very long. 18pts/20 - Drink: 2014-2025.

Denis Mortet, Marsannay ‘Longeroies’
Ripe, fleshy red-fruits nose. Broad and fleshy, concentrated but voluptuous, has depth and succulence. Good acidity and length. A serious wine at a sensible price. 17.5pts/20 - Drink: 2014-2022.

Fourrier, Chambolle-Musigny
Sweet, juicy red fruits nose, has intensity and purity. Lean, fresh, and quite oaky, intense and racy, but has ripe tannins and ample grip and length. Excellent value. 17.5pts/20 - Drink: 2014-2022.

Domaine de la Vougeraie, Gevrey-Chambertin ‘Evocelles’
Sweet, oaky cherry nose. Rich, rounded, and compact, with ample tannic structure. For a Village wine, this has complexity, depth, and character. 17.5pts/20 - Drink: 2014-2020.

Arnoux-Lachaux, Bourgogne Rouge ‘Pinot Fin’
Ripe, smoky, black cherry nose. Suave and concentrated, quite tannic and robust, may lack finesse but has tremendous fruit for Bourgogne. Quite good length. 17pts/20 - Drink: 2014-2018.

Borgonha 2010: Será uma safra tão boa quanto 2009?

Stephen Brook, crítico da Decanter e especialista em vinhos da Borgonha, traçou um perfil inicial da safra 2010 na região. Para alguns, tão boa quanto 2009, para outros, ainda é preciso mais tempo para tirar conclusões. Veja a análise dele sobre o que encontrou nos inúmeros vinhos que degustou:
Quando, há alguns meses atrás, especialistas em vinhos da Borgonha sugeriam que 2010 poderia ser uma safra ainda melhor do que a de 2009, era difícil não ser cético. Afinal, o clima em 2010 foi terrível, e, como em 2008, os produtores estavam temendo um ano desastroso até o final de agosto.
Mais uma vez, o clima ideal no mês de setembro salvou a colheita. As fermentações maloláticas foram muito lentas, o que dificultou a avaliaçãopreliminar dos vinhos, mas uma vez que elas se acabaram, ficou claro que 2010 seria uma safra muito melhor do que todos esperavam.

Os brancos estão emocionantes, mas não uniformemente bons. As condições de frio ao longo do ano mantiveram os níveis de acidez elevados, e os melhores vinhos mostram todo seu brilho e riqueza. Em comparação com 2009, havia a mesma riqueza, mas não a excepecional acidez. Eles lembram muitos dos vinhos de 2008, mas com um "peso" adicional de frutas. Os Chablis estão maravilhosos, e é por isso que escolhi um bom número deles para minha lista de recomendações.

No entanto, a verdadeira surpresa de 2010 é a boa qualidade dos vinhos tintos. Novamente, eles dificilmente poderiam ser mais diferentes do que os voluptuosos 2009. Um ou dois comerciantes acreditam que os tintos são superiores aos brancos, mas não estou totalmente convencido, embora em um ano ou mais, estaremos em uma melhor posição para julgar essa proposição.
É algo raro na Borgonha encontrar uma safra igualmente boa para os tintos e os brancos, mas 2010 parece ser um exemplo. São vinhos de imensa fragrância e charme, mas os melhores têm estrutura firme e devem envelhecer bem, em muitos casos melhor do que seus irmãos de 2009.

Fonte: traduzido e adaptado de Decanter.com

A Expedição Wine World Adventure já começou!


Para quem ainda não sabe do que se trata, leia a postagem sobre este ambicioso projeto enoturístico em 4 rodas. 
Segundo o blog da IVECO, uma das patrocinadoras da avemtura, a caravana do Wine World Adventure já passou pelas cidades de Varginha (MG), Foz do Iguaçu (PR), São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Camboriú (SC), Bento Gonçalves (RS), Gramado (RS), Canela (RS) e Três Coroas (RS).
A viagem prevê 120 mil quilômetros de estrada, passando por 170 regiões produtoras de vinho ao redor do mundo.
Para acompanhar toda a aventura, clique no link e viaje junto com eles:

domingo, 29 de janeiro de 2012

Direto da Taça: Bodegas LAN Reserva 2005, um Rioja clássico!


Apesar de produzir um vinho considerado clássico, a Bodegas LAN, cujo nome advém das iniciais das três províncias que compõem a "denominación de origen calificada" Rioja: Logroño (atualmente La Rioja), Álava e Navarra, iniciou suas atividades apenas em 1972, elaborando desde vinhos focados nos estilos da Rioja (Crianza, Reserva e Gran Reserva) até vinhos de finca, feitos em vinhedos selecionados e especiais.

O LAN Reserva 2005 é um exemplar típico da região, produzido dentro das exigentes especificações da denominação, com um corte tradicional de Tempranillo, Garnacha e Mazuelo e amadurecimento em barricas e na garrafa (veja ficha abaixo). 

Impressões de degustação:
Bela cor vermelho granada bastante translúcida. Aromas iniciais bastante marcados pela madeira, que se dissiparam após uma longa aeração no decanter, seguidos de aromas de frutas vermelhas silvestres e notas sutis de couro e baunilha. Na boca, mostrou um caráter elegante, com taninos ainda precisando ser domados, acidez muito refrescante, configurando-se num vinho de bastante tipicidade e bom equilíbrio. certamente vai melhorar com mais uns 5 ou 6 anos de guarda na adega. Nota: 90 pontos (R$95,00 - Magnum).

LAN Reserva 2005

A lucrativa mania do investimento em vinhos!


Entre os diversos produtos de investimento, qual será o mais lucrativo? Um relatório divulgado pela bolsa de valores de vinhos em Londres indica que os vinhos franceses de Bordeaux, na França, possuem a maior taxa de valor agregado, deixando para trás os produtos de investimento tradicionais como ouro, petróleo, ações, antiguidades e diamantes.

"Traz os vinhos do Château Lafite da safra 1982."
O que você está ouvindo é um trecho de diálogo de um filme de Hong Kong. Anos se passaram, o filme já foi esquecido, deixando apenas o nome Lafite, considerado pelos chineses, sinônimo do vinho mais respeitável e mais representativo em todo o mundo.
Ma Jingqiao, tem uma adega privada nos arredores de Beijing. Como investidor, ele coleciona quase todos os tipos de vinho, incluindo o luxuoso Lafite Rothschild.
"A cave tem vinhos de todas as principais regiões de produção do mundo. A maioria da minha coleção é da França. Para mim, os vinhos representam a expressão de romance."
O vinho, muito além de ser romântico, virou um alvo bem concorrido entre os investidores chineses. O Lafite do ano de 1982 é vendido atualmente a um preço acima de 50 mil yuans. Ma Jingqiao tem duas garrafas de Lafite.
"Este foi comprado em 2008 por 30 mil yuans. O outro, cujo preço foi de aproximadamente 7 mil, já subiu para 15 mil."
Além do prestigiado vinho Lafite Rothschild, que vem das vinhas com a idade média de 40 anos, o Château produz também outro vinho com o rótulo Carruades de Lafite, feito com vinhas jovens. Em 2006, para celebrar a construção da cave, Ma Jiangqiao adquiriu dezenas de caixas de Carruades de Lafite com preço de 800 yuans por cada garrafa. Em cinco anos, o valor do vinho foi multiplicado por cinco. Para fazer face ao desequilíbrio entre escassez de oferta e excessiva demanda, Ma se lançou ao mercado de vinho à prazo.

De acordo com estatísticas, o investimento nas 10 variedades de vinhos de Bordeaux gerou um lucro de 150% em três anos, 350% em cinco anos e 500% em dez anos. Dados repassados pela Associação de Vinhos de Bordeaux indicam que em 2010, a China já superou Grã-Bretanha e Alemanha, se tornando o maior destino de vinhos Bordeaux, com volume total de importações de 90 milhões de euros. Com o grande entusiasmo dos chineses na coleção e investimento em vinho, a primeira bolsa de vinho na Ásia entrou recentemente em funcionamento após passar um período de teste de meio ano: a bolsa de vinho de Shanghai. Gu Guang, criador da bolsa, está satisfeito com o volume negociado por dia na plataforma.
"O volume diário de negócios fica entre 6 milhões de 7 milhões de yuans. A cada dia temos cem ou duzentos novos clientes."

Em comparação com investidores ocidentais, que possuem mais experiência no mercado de vinho e apostam nos lucros de longo prazo, as atividades dos investidores chineses parecem mais com especulações. Assim, os vinhos Carruades de Lafite, produtos da segunda linha da fazenda Lafite Rothschild, têm um preço incrívelmente acima de vinhos de superior qualidade de outros Châteaux franceses.
Especialistas alertam para o risco de bolhas especulativas, como o famoso episódio histórico de mania de tulipas nos Países Baixos. Em 1635, o preço de bulbos de tulipas de variedades raras cresceram 20 vezes devido às especulações. No seu auge, uma tulipa poderia ser negociada por um preço equivalente a uma casa. As tulipas deixaram de ser uma flor de apreciação e se tornaram um produto de investimento procurado. Muitas pessoas até venderam propriedades, como terras, jóias, casas, enquanto outras pediram créditos ao banco para adquirir tulipas. Mas, em 1636, com a oferta abundante, o preço da tulipa caiu 90%.

Para evitar os efeitos da mania de tulipas, o investimento em vinhos exige decisões mais sensatas. Diferente de ouro, o vinho tem prazo de validade, que geralmente é de 20 anos. Além disso, somente 0,1% dos vinhos da produção mundial merece ser colecionado por longo prazo.

Vinho: pesquisa brasileira avalia seu efeito protetor para o coração!


Há alguns anos que pequenos estudos apontaram para um fato curioso: a possível associação do consumo de vinho com um menor risco de doenças coronarianas e enfarte. Pesquisadores ao redor do mundo tentam esclarecer, confirmando ou não, se existe realmente um fator protetor no vinho, como, por exemplo, as substâncias antioxidantes.
Em nosso meio, um grande estudo foi desenvolvido no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo, pelo médico cardiologista e professor titular da USP, Protásio da Luz, para investigar essa provável relação. O estudo recebe, entre os médicos do Incor, o carinhoso apelido de Estudo da Confraria.
O professor Protásio foi convidado para proferir uma palestra no Congresso Mundial de Cardiologia em Dubai sobre o estado atual da pesquisa e do conhecimento sobre o vinho, o suco de uva e o coração. A seguir, a conversa com ele.

CartaCapital: Quais são os resultados científicos que levam a crer na ação protetora do vinho?

Protásio da Luz: Nos estudos sobre vinho demonstramos que, em coelhos submetidos a uma dieta gordurosa, o consumo concomitante de vinho tinto ou de uva diminui muito a formação de placas de aterosclerose na aorta. Isso ocorreu sem redução dos níveis de colesterol no sangue dos animais. Isso demonstra que é possível atuar sobre o processo aterosclerótico independente dos lípides plasmáticos.

CC: E nos pacientes?

PL: Em pessoas com colesterol aumentado, observamos que a ingestão de vinho tinto ou suco de uva melhora a capacidade de dilatação das artérias; isso é muito importante porque a dilatação das artérias é fundamental para a circulação do sangue. Ultimamente fizemos um estudo sobre função e envelhecimento vascular em ratos. Aí mostramos que o vinho e o resveratrol, que é uma substância encontrada nas cascas da uva, protegem contra o envelhecimento do sistema cardiovascular. Assim, os animais tratados com vinho tinto ou resveratrol tinham melhor capacidade de exercício e maior capacidade de dilatação arterial. Curiosamente, apesar desses dados, a sobrevida total dos animais testados não foi significativamente diferente daquela dos animais não tratados. Isso implica que, enquanto vivos, os animais tratados tinham maior capacidade física.

CC: E o Estudo da Confraria no Incor?

PL: Agora, estamos analisando os resultados desse estudo em que comparamos indivíduos bebedores habituais de vinho tinto com abstêmios em relação ao envelhecimento e à situação das artérias coronárias, avaliados por angiotomografia computadorizada. Ainda não temos resultados definitivos, mas esse estudo deverá dar informações, em homens, sobre o possível efeito do vinho no sistema cardiovascular, especialmente nas coronárias.

CC: Como podemos classificar a relação entre o vinho ou o suco de uva e o coração, na luz do conhecimento atual?

PL: Os benefícios gerais sobre o sistema cardiovascular são, provavelmente, verdadeiros. Agora existe grande interesse sobre a questão do envelhecimento. A única intervenção que reduz o envelhecimento, em macacos, por exemplo, é a restrição calórica. Mas esta é difícil de conseguir na prática em seres humanos. Porém, componentes do vinho tinto exercem efeitos metabólicos virtualmente idênticos à restrição calórica. Carece saber se isso de fato ocorre no homem. Essa é uma área de pesquisa importante.

CC: Com a experiência do senhor sobre o conhecimento atual, o que tem sugerido a seus pacientes?

PL: Acho que o importante na prevenção de doenças cardiovasculares é um conjunto de atitudes que representam o estilo de vida sadio. Essas incluem peso adequado, exercícios regulares, não fumar, manter dieta saudável e ingerir pequenas quantidades de vinho tinto. Outro aspecto importante é o psicossocial; é importante ter uma situação de conforto nos vários aspectos da vida: trabalho, família, equilíbrio emocional.Hoje, isso também é muito valorizado. E aqui a interação entre psicologia e medicina é fundamental.

Foto: Fabio Ingrosso/WikiCommons
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/saude/vinho-protetor-do-coracao/

sábado, 28 de janeiro de 2012

O Vinho e a Taça: as belezas (e as tragédias) que você não vê...


Costuma-se dizer que o vinho é capaz de estimular todos os nossos sentidos: dos óbvios paladar e olfato, até aos menos evidentes tato e audição. Mas é a visão que pode oferecer grandes momentos ao degustador, ainda que eles não sejam fáceis de ser percebidos pelo olho humano. 
Para captar e apreciar estes tênues e efêmeros momentos, precisamos da ajuda de um outro tipo de olho, no caso, as objetivas de uma câmera fotográfica capazes de capturar momentos instantâneos como esses:

O serviço

A simetria do brinde

O brinde "no limite"

Quando a taça é girada muito além do limite...

O descarte do vinho

e as imagens que jamais desejamos ver...



Para finalizar, saiba quando você já bebeu demais...
  

Quais são os vinhos de melhor relação preço x qualidade (Parker) disponíveis no Brasil?


Publiquei alguns dias atrás uma lista dos vinhos tintos (2005-2010) e brancos (2007-2010) que, segundo a avaliação da Wine Advocate (Parker), apresentam a melhor relação entre preço e qualidade, ou seja, tem excelentes notas da crítica (superiores a 93 pontos) e custam menos de US$25 (algo entre R$100 e R$125, no Brasil).
O leitor e também blogueiro Alex Araújo (Vinobits) ficou curioso e foi instigado a procurar quais destes vinhos realmente estavam disponíveis no mercado brasileiro (e a que preço). Pelas buscas dele, só encontrou 8 tintos e 1 branco, num universo de pouco mais de 100 vinhos listados.

Vejam o resultado:
Tintos
Ventoux Château Pesquié les Terrasses R$ 43,00
Celler Besllum R$ 65,00
Château Pesquié Côtes du Ventoux Quintessence R$ 98,00
Cotes du Roussillon Villages R$ 100,32
Château Puech Haut Prestige rouge R$ 122,32
Kangarilla Road R$ 126,66
Le Sughere di Frassinello R$ 139,12
Torbreck Woodcutters R$ 133,00
Brancos
Pazo de Señorans Albariño R$120,00

Complementando o trabalho de pesquisa dele, fui pesquisar e encontrei mais alguns:
Tintos
Jimenez Landi Sotorrondero R$ 156,00
Luca Laborde Double Select (aprox. R$100,00)
Maycas Syrah Reserva Especial (R$59,90) *Está no Bota-fora World Wine por R$39,90
Raul Perez Ultreia St Jacques R$65,00
Brancos
Pegasus Bay Proprietary White R$118,50
Selbach-Oster Graacher Domprobst Riesling Spatlese R$77,43

Se alguém encontrar mais algum, me informe para que eu possa acrescentar à lista!
No mais, façam suas escolhas e boas compras!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

#PortDay: no dia do Vinho do Porto, conheça os melhores Vintages dos últimos 25 anos! (Wine Spectator)


Como todos já devem saber, hoje, 27 de janeiro é o dia do Vinho do Porto, data comemorativa criada pelo Center for Wine Origins, estabelecido em Washington DC (EUA) e fundado pelo Instituto do Vinho do Douro e Porto (IVDP) em parceria com a região da Champagne (França), para divulgar seus produtos naquele que é o maior mercado consumidor do mundo.
Para celebrar a data, nada melhor do que degustar um Vintage desse grande estilo de vinho fortificado (ainda que isso seja uma tarefa árdua no calor do verão brasileiro...). E para ajudar na escolha, conheça os melhores Vintages produzidos no Douro português nos últimos 25 anos (1994-2009), vinhos que obtiveram notas iguais ou superiores a 95 pontos, segundo a avaliação da revista americana Wine Spectator.
Se não der para saborear um desses, já que poucos estão no momento ideal e custam bem caro por aqui, tente um bom LBV (Late Bottled Vintage) e celebre o dia deste magnífico vinho de Portugal!

Vinho - Safra - Avaliação - Preço no lançamento (US$)

Dow Vintage Port 2007 100 $80
Amazing aromas of lilac, violet, crushed blueberry and mineral that turn to black pepper and spices follow through to a full-bodied, medium-sweet palate, with a long, chewy finish. Evolves to tar and asphalt. Really held back, yet powerful grip slaps you—and makes you happy. This is mind-blowing in texture. The greatest Dow ever made. Best after 2022. 6,200 cases made.

Fonseca Vintage Port 1994 100 $55
Hold on to your hat. This is the best Fonseca since 1977, and it's probably even better than that classic vintage--more like the breathtaking 1948. Mind-blowing, with masses of color, aroma and fruit flavor. Smells like fermenting berries, boasting loads of crushed grape, violet and berry character. Big, full-bodied and very sweet, with tons of tannins and a sweet finish. Tannic and huge, it's a long-term, great Port. Best after 2012. 8,000 cases made.

Quinta do Noval Vintage Port Nacional 1994 100 $400
Toffee aromas leads to a complex array of fig, mineral, iron and dark fruit flavors that are rich and intense. The long, caressing finish features spicy notes, with hints of fresh mint. Amazingly elegant.—Non-blind Quinta do Noval Nacional retrospective (February 2011). Drink now through 2025. 250 cases made.

Taylor Fladgate Vintage Port 1994 100 $55
In a word, superb. It's full-bodied, moderately sweet and incredibly tannic, but there's amazing finesse and refinement to the texture, not to mention fabulous, concentrated aromas of raspberries, violets and other flowers. Perhaps the greatest Taylor ever, it's better than either the '92 or the '70, though it's very like the '70 in structure. Best after 2010. 10,000 cases made.

Graham Vintage Port 2000 98 $80
Smells like freshly picked orchids, with loads of ripe, clean fruit. Full-bodied, medium sweet and very powerful and racy. It lasts for minutes on your palate. Yet there's a balance and class to this young Vintage Port. This is the greatest glass of Graham I have ever tasted, young or old. Best after 2014. 9,000 cases made.

Quinta do Noval Vintage Port Nacional 1997 98 $750
Powerfully rich, delivering plush fig, dark cherry and plum confit flavors. Very silky, with plenty of grip and a long, fruity finish filled with effusive pepper and spice notes.—Non-blind Quinta do Noval Nacional retrospective (February 2011). Drink now through 2030. 250 cases made.

Quinta do Vesuvio Vintage Port A Capela 2007 98 $125
Intense blackberry, spice and stem aromas turn slightly floral. Full-bodied and medium sweet, with wonderfully integrated tannins and a finish of black pepper and spice. Beautifully balanced, with gorgeous fruit. A new small-production, single-vineyard Port from Vesuvio, one of the great Port estates of the Douro Valley. Best after 2020. 250 cases made.

Dow Vintage Port 1994 97 $NA 
A blackstrap, powerful Port. Black, with intense aromas of raspberries, raisins, flowers and stems. Full-bodied and medium sweet, with a long, rich finish. Tannins pull at your palate. A wine for the future.--Dow vertical. Best after 2008. 13,000 cases made.

Martinez Vintage Port Quinta da Eira Velha 1994 97 $30
The sleeper of the vintage. A stunning, huge, amazingly young Port that makes your mouth pucker in delight. Full-bodied and medium-sweet, with masses of fruit and tannins. Best after 2012. 1,000 cases made.

Quinta do Noval Vintage Port 1997 97 $85
Black color, with intense black pepper, spice and dark chocolate character, with raisins. Full-bodied, medium sweet and superconcentrated, with powerful tannins and a long raisin, coffee and vanilla bean finish. Still a baby. Superb bottle. '77/'85/'97 blind Port retrospective. Best after 2012.

Quinta do Noval Vintage Port Nacional 2000 97 $795
A very fruity aroma leads to concentrated flavors of raspberry, iron, fig, dark plum, slate and smoke. Refined and unctuous, with a deep well of molten chocolate. Long finish.—Non-blind Quinta do Noval Nacional retrospective (February 2011). Best from 2012 through 2032. 200 cases made.

Quinta de Roriz Vintage Port 2003 97 $60
Aromas of licorice, blackberries and flowers follow through to a full-bodied palate, with light sweetness and an incredible core of gorgeous raspberry fruit. Long finish. Another 1865 Roriz in the making? Best after 2014. 1,500 cases made.

Taylor Fladgate Vintage Port Quinta de Vargellas Vinha Velha 2007 97 $230
Dark and brooding, with blackberry, wet earth, spice and blueberry notes, turning to flowers. Full-bodied and medium sweet, with a fabulous depth of fruit and layered ripe tannins. Goes on for minutes on the palate. Such finesse and elegance, yet also power. Best after 2020.

Croft Vintage Port 1994 96 $50
The essence of grapes. Full-bodied and tannic, yet very classy and refined. It's got grip, but rather than smashing you over the head with structure, it seduces gently with its wonderful, well-toned muscles. Best Croft since '45. Best after 2010. 3,500 cases made.

Croft Vintage Port 2003 96 $70
Gorgeous aromas of blueberries and dried flowers follow through to a sweet, full-bodied palate. Velvety and round, with lovely fruit. Long finish. Best after 2015. 6,500 cases made.

Fonseca Vintage Port 2003 96 $92
Lots of grape and raisin on the nose. Full-bodied, chewy and lightly sweet. Serious concentration, with lots of grip on the finish. Just what to expect from a young Vintage Port. Best after 2012. 12,000 cases made.

Graham Vintage Port 2007 96 $90
Rich and chewy, with masses of blueberry, blackberry and raisin character. Full-bodied and very sweet, with a long, powerful finish. Big and juicy, with ultraripe fruit. Racy and full of class. Like cashmere in texture. Best after 2018. 6,000 cases made.

Niepoort Vintage Port 1997 96 $45
Thick and jammy, with loads of blackberry and plum character. Full, very sweet and round. Caresses your palate. Very fruit-driven, but lots of tannin structure as well. Sneaks up on you with the power. Was a bodybuilder, but now a long distance runner. Love it. '77/'85/'97 blind Port retrospective. Best after 2012. 4,000 cases made.

Quinta do Noval Vintage Port 2000 96 $80
Very fine young Port. Fascinating aromas of crushed fruit, tar and wet earth. Turns floral. Full-bodied, medium sweet, with chewy, velvety tannins and a long finish. Grips your mouth. A balanced and caressing Noval. Best after 2012. 1,500 cases made.

Quinta do Noval Vintage Port 2003 96 $95
What a nose. Ripe fruit, with chocolate, blackberries and raisins. Full-bodied and medium sweet, with velvety tannins. Finish goes on and on. Layered and wonderful. Best after 2014. 1,500 cases imported.

Quinta do Noval Vintage Port Nacional 2003 96 $800
Sauve and silky, with peppery overtones to the intense plum confit, dark currant, cherry and chocolate flavors, with hints of licorice. Vibrant, with plenty of youthful grip. The powerful finish is long and well-spiced.—Non-blind Quinta do Noval Nacional retrospective (February 2011). Best from 2015 through 2040.

Taylor Fladgate Vintage Port 2007 96 $100
This is a giant of a wine lurking behind fresh flowers and ripe fruit. Starts off in a friendly way, then takes hold of the palate, with intense blueberry and blackberry fruit and chewy yet fine tannins. Mouthpuckering, but impressively complex and long. Really kicks in on the finish. The best Taylor since 1994. Best after 2020.

Quinta do Vesuvio Vintage Port 1994 96 $40
Terrific aromas of berries and violets, with a hint of mint. Full-bodied and lightly sweet, with fine, silky tannins that build on the palate and caress the tongue. Outstanding concentration and harmony. Greatest Vesúvio this century. Best after 2010. 5,000 cases made.

Churchill Vintage Port 2000 95 $89
This young Port shows intense aromas of black licorice and berries. It's full-bodied, with superfine tannins and a long, long finish. Seductive. Fantastic young Port from Churchill. Best ever. Best after 2012. 2,000 cases made.

Churchill Vintage Port Quinta da Gricha 2003 95 $75
Intense grape flavor, with crushed fruits and light raisins. Full-bodied and lightly sweet, with a big, tannic structure. A mouthpuckering blockbuster. This has grip! Best after 2015. 500 cases made.

Cockburn Vintage Port 2003 95 $65
Fantastic aromas of blackberries and tar. Lightly stemmy, which is the sign of a great young Vintage Port. Full-bodied, with wonderfully integrated tannins and a lasting finish. Lots of plums and raspberries. The new 1927? Best after 2012. Tasted twice, with consistent notes. 3,000 cases made.

Delaforce Vintage Port 2003 95 $60
A fabulous nose of cassis and berries, with hints of licorice. Full-bodied and lightly sweet, with supersexy tannins and a long, long finish. Very classy. Superb for Delaforce. Best after 2012. 4,500 cases made.

Delaforce Vintage Port Quinta da Corte 1997 95 $78
Wonderful aromas of blackberry, lilac and a bit of stems. Full-bodied, with silky tannins, medium sweetness and a long finish. Solid. Needs a little time still. Seems to be coming together now. '77/'85/'97 blind Port retrospective. Best after 2008. 3,100 cases made.

Gould Campbell Vintage Port 2003 95 $50
Loads of licorice and berries on the nose follow through to a full-bodied palate, medium sweetness and masses of fruit. Long finish. Very layered. What a deal. Best after 2014. 2,600 cases made.

Graham Vintage Port 1994 95 $50
A big, tough, young vintage Port that's closed and difficult to taste. Emits lovely aromas of chocolate, berry and plum, and is full-bodied with lots of sweet, fruit flavors and masses of velvety tannins. Long, sweet finish. Best after 2010. 11,000 cases made.

Graham Vintage Port 1997 95 $78
Plum and blackberry on the nose, with hints of dried violets. Wet earth. Full-bodied, medium-sweet, very chewy and rich. Long and caressing. Still very tight. Give it time. Very layered and structured. Much better than I remember. Impressive. '77/'85/'97 blind Port retrospective. Best after 2010. 3,100 cases imported.

Martinez Vintage Port 1994 95 $30
A classy young Port, full-bodied and brimming with fruit flavor and silky, fine tannins that kick in on the finish. A subtle, young wine that takes you by surprise. Best after 2010. 2,150 cases made.

Niepoort Vintage Port 2003 95 $84
Dark color. Intense aromas of blackberries, licorice and iodine. Full-bodied and lightly sweet, with wonderfully integrated tannins. Long and caressing, yet wonderfully structured. Sexy. Best after 2015. 3,330 cases made.

Niepoort Vintage Port 2007 95 $75
Very enticing aromas of violet, blueberry and sandalwood follow through to a full body, with medium sweetness, ultrarefined tannins and a very long finish. This just coats the mouth with fabulous fruit and supersilky tannins. Chewy, yet friendly and harmonious. So fine. Best after 2017. 2,200 cases made.

Quinta do Noval Vintage Port 1994 95 $50
Muscular and ripe, showing fabulous potential. The best Noval in decades, it's full-bodied, with a fruity character, well-integrated, chewy tannins and a medium finish. A long-term wine that needs age to mellow. Best after 2010.

Quinta do Noval Vintage Port Nacional 1996 95 $533
Supple, with rich chocolate and dark plum flavors balanced by fresh, ferrous notes. A touch closed now, and filled with plenty of rich smoky and inky notes that take on an almost oily consistency. Very firm finish.—Non-blind Quinta do Noval Nacional retrospective (February 2011). Best from 2015 through 2030. 250 cases made.

Quinta de Roriz Vintage Port 2000 95 $54
This is really fantastic. Wonderful aromas of grapes, berries and cherries. Full-bodied, medium sweet, with wonderfully refined tannins and a long, long finish. A gorgeous wine. Best after 2014. 2,000 cases made.

Smith Woodhouse Vintage Port 2000 95 $52
Now we are talking. Wow. Aromas of licorice, flowers and crushed blackberries. Full-bodied and medium sweet, with lovely smooth, fine tannins and a long, sweet fruit finish. Greatest young Vintage Port of Smith Woodhouse I have ever tasted. Best after 2014. 4,000 cases made.

Taylor Fladgate Vintage Port Quinta de Vargellas Vinha Velha 1995 95 $NA
A gloriously crafted young Port, new from Taylor. Ancient vines from Vargellas. Inky-colored, with wonderful spice, plum and berry aromas. Full-bodied, medium sweet, with silky tannins and a long, long, sweet fruit finish. Best after 2008.

Taylor Fladgate Vintage Port 2000 95 $84
Beautiful aromas of honeysuckle, violets, citrus and berries, plus hints of fresh herbs. Full-bodied and chewy, with refined tannins and a long finish. Lasts for minutes on the palate. An elegant, yet powerful and fruity style of young Taylor. Best after 2012. 14,000 cases made.

Quinta do Vesuvio Vintage Port 1995 95 $60
A ripe and rich '95 boasting a remarkable essence of crushed berries, this is classic Port. It's full-bodied and quite sweet, with the velvetiest of tannins and a long, long ripe fruit finish. At its best after 2008. 3,000 cases made.

Quinta do Vesuvio Vintage Port 2003 95 $70
Complex aromas of crushed berries, pepper and spices. Full-bodied, with medium sweetness and layers of polished tannins. Masses of berry, plum and citrus character. This single-vineyard Port is always superb. Best after 2014. 2,500 cases made.

Warre Vintage Port 1994 95 $45
A great surprise for the vintage. Displays fabulous concentration and complex character with it's layers of very sweet fruit, chocolate and cherry aromas and flavors. Full-bodied, with velvety tannins. Long finish with plenty of grip. Beautiful wine. Best after 2008. 13,000 cases made.

Warre Vintage Port 2007 95 $75
Offers lovely perfumed aromas and beautiful raspberry and blackberry character, turning to tar, black truffle and wet earth. Full-bodied and medium sweet, with a balance of very chewy tannins and sugary fruit at the finish. This goes on and on. The great 1994 again? Best after 2020. 6,500 cases made.

Venda online de vinhos ganha impulso e prova ser um bom negócio!


A venda de vinhos pela internet provou seu potencial. Uma das principais empresas do setor, que atua apenas por e-commerce, faturou R$ 36 milhões só no ano passado, segundo uma matéria divulgada no Estadão. Para alcançar essa cifra, foram necessários anos de atuação e o investimento em tecnologias específicas, além da comercialização consultiva.

Até o consumo da bebida aumentou no Brasil, após a maior oferta dos produtos, proporcionada pelo comércio eletrônico. A principal vantagem das vendas remotas é ter, geralmente, à disposição um profissional especializado (sommelier) para fornecer dicas para a perfeita harmonização do cardápio que servirá de acompanhamento à degustação do vinho escolhido. Nesse momento, vídeos que agucem o desejo de compra podem dar um impulso aos negócios.

O empreendedor interessado em entrar no promissor mercado, no entanto, precisa se adequar para atender as especificidades do setor. Funcionalidades que permitam a indicação do melhor tipo de vinho para perfis diferentes de consumidor, a formação de kits de presentes e filtros avançados ajudam a reforçar as vendas.

De acordo com Daniel Ribas, coordenador de novos negócios da JET Tecnologia, "a venda de vinhos é bastante específica, porém totalmente aderente ao canal on-line". A melhor notícia é que ainda existe muito espaço a ser explorado nesse campo de negócios, onde não pode faltar diferenciais, bom atendimento (fundamental na pré-venda) e ainda uma logística que compense a escolha pelo comércio eletrônico. Aí dá para ser criativo. O importante é se certificar com o uso de embalagens que protejam a fragilidade das garrafas de vidro.

Os vinhos brancos de melhor relação preço x qualidade segundo Parker (2007-2010)


Completando a lista dos vinhos tintos com melhor relação de preço x qualidade (custo x benefício, se preferir) baseadas nas avaliações da  Wine Advocate (Parker), conheça os vinhos brancos que, entre 2007 e 2010, conseguiram a façanha de receber notas entre 93 e 95 pontos da Wine Advocate, custando no máximo, US$25 (cerca de R$100 nos parâmetros do mercado brasileiro):

Safra - Vinho - Avaliação - Estágio de Consumo - Preço (US$)

2007 Pegasus Bay Proprietary White 95 25
2009 Calera Viognier Estate 94 Mature 18
2008 Cape Mentelle Chardonnay Margaret River 94 Early 25
2008 Lamothe-Guignard 94 Early 19-24
2009 St Urbans-Hof Ockfener Bockstein Riesling Spatlese 94 Early 20-26
2008 A J Adam Dhronhofberger Riesling Kabinett 93 Early 21
2009 Adega Algueira Algueira Blanco Barrica 93 24
2008 Alta Maria Vineyards Chardonnay 93 Mature 25
2008 Breggo Cellars Pinot Gris Wiley Vineyard 93 Mature 25
2010 Chapoutier St Peray Lieu Dit Hongrie 93 25
2009 Domaine Sigalas Assyrtiko 93 Early 24
2008 Fess Parker Chardonnay Ashley's Vineyard 93 Early 20
2007 Gerard Morin Sancerre Chene Marchand 93 Early 25
2008 Jorge Ordonez & Co Victoria 93 Early 25
2007 Kiona Ice Wine 93 25
2008 Markus Molitor Zeltinger Himmelreich Riesling Kabinett 93 Early 18
2007 Martina & Dr Randolf Kauer Oberdiebacher Furstenberg Riesling Spatlese 93 25
2009 Melville Viognier Estate Verna's 93 Old 20-24
2010 Michel Gassier Lou Coucardie 93 22
2009 Palmina Malvasia Bianca Larner Vineyard 93 24
2009 Pascal Janvier Jasnieres Cuvee du Silex 93 Early 21
2009 Pazo de Senorans Albarino 93 Mature 18-27
2010 Pazo de Senorans Albarino 93 Mature 16-27
2009 Selbach-Oster Graacher Domprobst Riesling Spatlese 93 Early 21-28
2009 Selbach-Oster Zeltinger Himmelreich Riesling Anrecht 93 Early 22-30
2009 Sheridan Vineyard La Belle Blonde 93 25
2009 Spreitzer Riesling Spatlese Winkeler Jesuitengarten 93 Early 25
2010 The Foundry Grenache Blanc 93 Early 22

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Você conhece a taça desenvolvida especialmente para o espumante brasileiro?

Para um produto especial como o espumante brasileiro, é fundamental a expressão de todas as suas qualidades, seja de cor, aroma ou paladar. Assim, foi necessário o desenvolvimento de uma taça com características adequadas, que possibilite acompanhar cada detalhe da degustação, apresentando originalidade, funcionalidade e qualidade estética. Fundamental neste projeto foi a adequação do formato para potencializar as características específicas do produto brasileiro, de sabor fino e refrescante.
Confeccionada artesanalmente em fino cristal, a Taça do Espumante Brasileiro apresenta linhas finas e elegantes, um bojo sinuoso que valoriza a formação do perlage (borbulhas), uma boca estreitada que concentra a liberação de aroma e um encaminhamento da nobre bebida para o prazer dos consumidores.

Desenvolvendo a Taça
O desenvolvimento da taça contou com o conhecimento das parceiras Embrapa Uva e Vinho, a Associação Brasileira de Enologia e a Cristallerie Strauss, que se dedicaram não apenas em utilizar todo o conhecimento técnico de suas equipes, em suas áreas de atuação: pesquisa, enologia e confecção de cristais, mas também reuniram e ouviram a opinião dos principais agentes envolvidos na elaboração, comercialização e promoção do espumante brasileiro.
Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e Diretor de Degustação da ABE, Mauro Zanus, um dos idealizadores da ideia, não bastava desenvolver a taça e apresentar para o setor vitivinícola. “Além de desenvolver uma taça adequada as características do espumante nacional, tinha-se que promover um processo de legitimação do produto, algo que fosse discutido e validado pelo setor vitivinícola”, comenta.

A arte da confecção da taça
A Taça do Espumante Brasileiro é feita manualmente por artesãos extremamente habilidosos formados na própria indústria. A matéria-prima utilizada para a confecção do cristal é criteriosamente selecionada, desde a areia, bem como os componentes químicos que farão parte da sua composição (Bórax, Carbonato de Sódio, Carbonato de Potássio, Nitrato de Potássio, Óxido de Arsênico e Litargírio 24% PbO).
A fusão plena destes elementos acontece a uma temperatura de aproximadamente 1460ºC. Estando pronta a fundição, inicia-se o processo de fabricação do produto, onde o profissional colhe o material do forno por intermédio da cana de vidreiro que será soprado em um molde específico de acordo com o design da peça.
As fases seguintes serão a confecção da haste e a colocação da base da taça. Estas peças irão passar por um forno de alívio de tensões, ou seja, que irão acomodar as moléculas que se encontram desarranjadas em sua composição, evitando assim que ocorram os devidos choques térmicos em seu manuseio.
Os procedimentos de beneficiamento acontecem logo após o corte da capa, as bordas internas e externas das peças são suavemente lixadas e polidas por profissionais hábeis e qualificados para este serviço.

Fonte: http://www.embrapa.br/

Vinho do Porto celebra 70 anos do craque português Eusébio!


Para celebrar o 70º aniversário do craque português Eusébio, que brilhou na Copa do Mundo da Inglaterra (1966), a @drink-business e a Quinta das Gregoças lançaram uma série limitada e numerada de 638 garrafas magnum (número correspondente ao total de gols marcados pelo jogador no Benfica) de seu “Very Old Port Wine – 70 Anos de Eusébio”, envelhecido em pipas de madeira, com todos os rótulos assinados pelo Eusébio. O preço de cada garrafa é de 335 euros.

Os vinhos tintos de melhor relação preço x qualidade segundo Parker (2005-2010)


Com frequência, eu divulgo as listas dos vinhos com melhor relação de preço x qualidade (custo x benefício, se preferir) baseadas nas principais publicações internacionais (Wine Advocate, Wine Spectator e Decanter). Esta de agora foi resultado do instigante post de meu amigo Mário Trano (Mondovinho) sobre o Château Pesquié Les Terrasses 2010, que foi avaliado com 94 pontos por Robert Parker. Diga-se de passagem, ele sempre dá altas notas para os vinhos desse produtor (destacados em amarelo).

Veja abaixo, cerca de 70 vinhos tintos que conseguiram a façanha de receber notas entre 93 e 95 pontos da Wine Advocate, custando no máximo, US$25 (cerca de R$100 nos parâmetros do mercado brasileiro):

Safra - Vinho - Avaliação - Estágio de Consumo - Preço (US$)

2007 Domaine Constant-Duquesnoy Cotes du Rhone Villages Vinsobres In Fine 95 Early 24
2010 Domaine Vindemio Cotes du Ventoux Imagine 95 Early 23
2008 Oakville Ranch Zinfandel Field Blend 95 Early 25
2007 Saint Jean du Barroux L'Argile 95 Early 25
2010 Chateau Pesquie Cotes du Ventoux Cuvee des Terrasses 94 Mature 15-20
2007 Domaine les Grands Bois Cotes du Rhone Villages Rasteau Cuvee Marc 94 24
2008 J C Cellars Smoke And Mirrors 94 Early 25
2006 Mollydooker The Boxer (Shiraz) 94 22
2008 Thurston Wolfe Petite Sirah Reserve Zephyr Ridge Vineyard 94 Young 25
2005 Andrew Hardy Wines Shiraz Little Ox 93 Early 17
2007 Beau Mistral Cotes du Rhone Villages St Martin 93 Mature 24
2008 Bedrock Wine Co Syrah 93 Early 18
2008 Bodegas Jimenez Landi Sotorrondero 93 Early 22
2007 Bodegas Los Aljibes Cabernet Franc 93+ Young 25
2006 Casanova della Spinetta Il Colorino di Casanova 93 Early 24
2008 Celler Besllum Besllum 93 Young 12-15
2005 Chateau Pesquie Cotes du Ventoux la Quintessence 93 Early 25
2007 Chateau Pesquie Cotes du Ventoux la Quintessence 93 Early 25
2009 Chateau Pesquie Quintessence 93 Early 17-25
2009 Chateau Puech-Haut Coteaux de Languedoc Prestige 93 16-20
2005 Corrina Rayment Shiraz Revolution 93 Old 20
2009 Daniel Bouland Morgon de Lys Vieilles Vignes 93 25
2008 Daniel Bouland Morgon Vieilles Vignes 93 Early 22
2007 Daniel et Denis Alary Cairanne le Font d'Estevenas 93 Early 25
2007 Domaine Constant-Duquesnoy Cotes du Rhone Villages Vinsobres Confidance 93 Early 23-25
2009 Domaine de Fondreche Cotes du Ventoux Cuvee Persia 93 Early 19-24
2008 Domaine de la Pertuisane Le Nain Violet 93 Mature 24
2009 Domaine la Colliere Cotes du Rhone Villages Rasteau la Fontaine 93 Early 24
2005 Domaine la Tour Vieille Collioure Cuvee Puig Oriol 93 25
2009 Domaine les Aphillanthes Cotes du Rhone Villages Cairanne l'Ancestrale Vignes Centennaires 93 Early 25
2007 Domaine les Grands Bois Cairanne Cuvee Maximilian 93 Early 18
2007 Domaine les Grands Bois Cotes du Rhone Villages Cuvee Gabrielle 93 Mature 19
2007 Domaine les Grands Bois Cotes du Rhone Villages Cuvee Philippine 93 Mature 20
2009 Domaine les Grands Bois Cotes du Rhone Villages Rasteau Cuvee Marc 93 Early 24
2009 Domaine Roche La Bousquette Cairanne 93 22
2005 Domaine St Antonin Faugeres Magnoux 93 Mature 22
2009 Domaine Vindemio Cotes du Ventoux Amadeus 93 Early 24
2008 Finca la Luz Callejon del Crimen Petit Verdot Gran Reserva 93 25
2009 Giorgio Pelissero Barbera d'Alba Piani 93 Early 25
2008 Glenelly Grand Vin de Glenelly 93 Early 25
2008 Hecht & Bannier Cotes du Roussillon Villages 93 Early 22
2009 Jean Paul Brun Fleurie 93 Early 13-25
2005 Jean-Louis Tribouley Les Bacs Vieilles Vignes 93 16
2008 Jean-Louis Tribouley Les Bacs Vieilles Vignes 93 Early 25
2005 Kaesler Cabernet Sauvignon Old Vine 93 Mature 25
2006 Kangarilla Road Shiraz / Viognier 93 Early 25
2006 Killibinbin Cabernet Sauvignon 93 Early 25
2005 L'Oustal Blanc Minervois 93 Mature 25
2006 La Peira Coteaux du Languedoc les Obriers Terrasses du Larzac 93 Mature 25
2006 Luca Laborde Double Select 93 Early 25
2008 Maison Bleue La Montagnette Grenache 93 25
2007 Maycas Syrah Reserva Especial 93 Early 22
2006 Melville Syrah Verna's 93 Mature 24
2010 Michel Gassier Cotes du Rhone Villages Visan Cercius 93 Mature 14-15
2007 Muri-Gries Lagrein Riserva Abtei Muri 93 Early 22
2009 Novy Family Wines Syrah Santa Lucia Highlands 93 Early 17
2009 Occhipinti Aleatico Monte Maggiore 93 Mature 24
2006 R Wines Chris Ringland Cr Shiraz 93 15
2005 R Wines Marquis Philips Shiraz Tabla 93 20
2005 Radford Dale Shiraz 93 Early 22
2006 Raul Perez Ultreia St Jacques 93 Young 20
2008 Raul Perez Ultreia St Jacques 93 24
2009 Rocca di Frassinello Le Sughere di Frassinelo 93 Early 16
2005 Rolf Binder Wines Grenache / Mourvedre / Shiraz Heinrich 93 Mature 25
2008 Rustenberg John X Merriman 93 Young 18-24
2009 Sadie Family Sequillo Swartland 93 Young 21-26
2007 Syncline Syrah 93 25
2005 Torbreck Woodcutters Red 93 Mature 20
2007 Villa Symposia Coteaux du Languedoc l'Equilibre 93 22
2007 Whitestone Vineyard & Winery St Vincent's Meritage 93 Young 23
2007 Xanadu Wines Cabernet Sauvignon 93 25

O vinho ecológico traduz o verdadeiro "sabor da terra"!


A globalização que tudo unifica também chegou ao mundo do vinho. O uso de uma infinidade de produtos químicos sintéticos fez com que vinhos procedentes de diversos países e continentes tenham o mesmo aroma, cor e textura.
Para o enólogo e viticultor Francisco Cambronero, proprietário das adegas Vinos Cambronero S. L., quando alguém come uma fruta ecológica, se dá conta de que ela tem um sabor mais natural. "Se não utilizarmos agrotóxicos para cultivar uvas, obteremos frutas de melhor qualidade, que dará um vinho com sabores mais autênticos."
É o que Cambronero chamou "o sabor da terra", que se consegue manter com o uso de adubos naturais, alguns orgânicos produzidos por animais que se criam também de forma ecológica, assim como fermentos que tenham sua origem na mesma região.

Um vinho para cada terra e clima
Em sua opinião, o vinho resulta da peculiar simbiose que se estabelece entre a terra e o clima do determinado local onde é elaborado. Essas duas condições são as que fornecem a cada bebida as qualidades específicas que as diferencia, e que são tão apreciadas por seus admiradores.
"Não podemos mudar o clima, mas se mantivermos as condições do terreno de maneira artificial, com água e adubos, faremos com que os vinhos sejam menos originais e haja poucas diferenças entre um e outro. Cada solo tem uma composição distinta, assim como o clima. Dessa forma, o terreno perde as características particulares", destacou o viticultor.

A normativa da Sociedade Espanhola de Agricultura Ecológica determinou que a produção de vinho ecológico deve diferir da produção de vinho convencional em vários aspectos tanto no cultivo da uva como na posterior elaboração do vinho.
Em primeiro lugar, a produção ecológica proíbe o uso de agrotóxicos e adubos de origem química de síntese. Em seu lugar, para se adequar às normas estabelecidas, apresentam-se as práticas alternativas baseadas na fertilização com materiais de origem orgânica, como a compostagem, os adubos verdes e os resíduos de colheitas. A vantagem é que outros agricultores podem aproveitar o restante das produções originais.

"A novidade é o não ecológico"
Embora o ecológico esteja na moda, devido a uma maior conscientização quanto aos problemas ambientais do planeta, o vinho ecológico não é nenhuma novidade. "Eu sempre digo que é o método que meu avô tinha de cultivar. Há muita gente que, quando se fala de agricultura ecológica, acha que se está falando de uma coisa nova. Mas, na realidade, a novidade é o não ecológico", ressaltou Cambronero.
Além dos prejuízos causados pelos produtos químicos nas características dos vinhos tão apreciadas tradicionalmente, existem outros mais graves que afetam a saúde dos seres humanos.

Francisco Cambronero, que possui uma adega familiar no município de Fuentealbilla (leste da Espanha) produtora de vinhos ecológicos, explicou: "nós não utilizamos produtos orgânicos de síntese porque, por não serem naturais, não sabemos os efeitos que eles têm a longo prazo sobre a saúde".
"Muitas vezes o aumento de câncer, alergias ou outras doenças podem ser associadas a esses produtos. Mas essas relações são muito difíceis de ser estudadas por causa das altas quantidades de produtos químicos que utilizamos na elaboração dos alimentos que consumimos que se relacionam uns com os outros", explicou o enólogo.
O uso de agrotóxicos também contribui para contaminar a natureza, a ponto de danificar seriamente águas e terras, impedindo-as de serem usadas pelas gerações futuras.
"Se utilizamos agrotóxicos, estamos contaminando o terreno, e uma contaminação deste tipo pode permanecer por milhares de anos. Temos de pensar no que deixamos para as gerações posteriores. Há muita água que já não pode ser bebida devido ao nível de nitritos que contém decorrente dos adubos utilizados, motivo pelo qual o uso destes começa a ser proibidos em algumas regiões", acrescentou.

Fonte: Izabel Martinez Pita em  http://culinaria.terra.com.br/

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Direto da Taça: Mitolo G.A.M. Shiraz 2007, pura tradução da suculência da casta símbolo da Austrália!


A Mitolo é uma vinícola de porte familiar, fundada no Mclaren Vale em 1999 pelo casal Frank e Simone Mitolo. A proposta vinícola foi baseada em pequenas produções de vinhas especiais, capazes de expressar a pureza da fruta, a elegância e ao mesmo tempo, toda sua complexidade, riqueza e corpo.
Para atingir este objetivo, a Mitolo conta com a experiência do enólogo Ben Glaetzer, um dos mais conceituados da Austrália, que se associou à empresa em 2001. Desta forma, as uvas são obtidas em vinhedos cuidadosamente cultivados e colhidas em seu melhor ponto de maturidade, assegurando taninos finos e maduros, além da presença marcante da fruta, elementos que são a chave do sucesso da Mitolo. A vinificação se faz de forma cuidadosa, com amadurecimento em barricas de carvalho francês de granulação fina.

A sigla G.A.M. que dá nome ao vinho, vem das primeiras letras dos nomes dos filhos do casal Mitolo: Gemma, Alexander e Marco. Os vinhedos utilizados em sua elaboração estão localizados no distrito Willunga, no extremo sul do McLaren Vale. Após a colheita cuidadosa, cada parcela do vinhedo é fermentada durante 10 dias com temperaturas controladas, alternando frio e calor. A temperatura fria faz com que o vinho ganhe um final de boca mais elegante, enquanto a temperatura quente contribui com a melhoria de sua estrutura. A posterior maturação é feita em barris de carvalho por 16 meses, sendo que 70% deles são uma mistura de 80% carvalho francês e 20% americano de primeiro uso e os outros 30% são uma mistura de carvalho francês e americano de segundo e terceiro uso.

Impressões de degustação:
Bela cor púrpura quase negra e impenetrável, típica da Shiraz australiana. No olfato, mesmo depois de uma hora de decantação, o vinho exalou aromas intensos de geléias de frutas negras (ameixa e cassis), muito chocolate e algum caráter herbáceo. Na boca, toda a sedutora maciez da fruta perfeitamente madura se fundiu com uma acidez mediana, mas suficientemente balanceada. Um sabor frutado e levemente adocicado, conduz a um fim de boca sedoso e persistente. Uma típica delícia proveniente da casta emblemática do país. Se comparado ao 2006, degustado alguns meses atrás, fica um pouco aquém, mas nada que o desmereça. Nota: 91 pontos (Wine Store, R$168,50).