Didú Russo, o notório escritor, colunista, videomaker, degustador e crítico de vinhos, criou em seu renovado site www.didu.com.br, uma nova seção chamada Wine Actor's Studio, numa criativa analogia com o programa de TV americano sobre grandes atores. Na versão dele, são apresentadas breves entrevistas com personalidades que atuam no mundo do vinho, gente do gabarito de Adolfo Lona, Renato Frascino, Luiz Gastão Bolonhez, Lis Cereja, Nicola Massa, Luciano Percussi, entre outros.
De vez em quando, o Didú dá uma "colher de chá" (ou de vinho, se preferir) e faz a mesma entrevista com "wine actors" coadjuvantes como eu. Uma honra da qual não declinei. É essa pequena entrevista que transcrevo a seguir, onde falo um pouco sobre minha trajetória em torno do vinho...
Luiz Cola é editor do www.vinhosemaisvinhos.com, pessoa de conhecimento no vinho e principalmente pessoa de grande generosidade, eram dele as oito garrafas de Marco Daniele (as primeiras oito garrafas produzidas pelo artesão), que degustamos em Brasília no último Vinum Brasilis. Pedi a ele que respondesse as questões do Wine Actor’s Studio para você poder conhece-lo melhor. Acompanhe seu site que tem qualidade.
Como começou no mundo do vinho?
Luiz Cola: Apesar de minha origem italiana, como sempre morei no quente e úmido litoral do Espírito Santo, meu consumo de bebidas alcoólicas estava restrito praticamente a uma cerveja ocasional durante minha juventude. Apenas no início da década de 1990, com maior acesso aos produtos importados, comecei a comprar alguns vinhos estrangeiros que surgiam nas prateleiras dos supermercados e das delicatessens. Bebi também muito Liebfraumilch (aquele da garrafa azul) nas festas da faculdade. Naquele tempo, de pura descoberta, o preço era o fator determinante.
O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?
Luiz Cola: Divulgar e aprender continuamente sobre a cultura do vinho, colecionando amigos enófilos como eu, além de ter tido a oportunidade de visitar algumas regiões produtoras na França, Espanha, Itália, Chile, Argentina e Brasil.
O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?
Luiz Cola: O pedantismo e a soberba! Acho que todo mundo já viu muito disso por aí…
Velho ou Novo Mundo?
Luiz Cola: O “Mundo”! Temos muita coisa boa em todo lugar (e muita porcaria também…).
Qual seu vinho inesquecível?
Luiz Cola: Recentemente tomei um Madeira Malvasia 1879 que me encantou pela longevidade, mas inesquecíveis mesmo foram dois “goles” que dei num Mouton-Rothschild 1982 e num Cheval Blanc 1953, no belo restaurante Locanda della Mimosa em 2000, fruto de uma generosa oferta de um colecionador carioca que os tinha adquirido em leilão.
O que pretende degustar que ainda não degustou?
Luiz Cola: Como sou de 1967, um ano bem ruim na maioria das grandes regiões, desejo beber o Château d’Yquem 1967, o único grande vinho da minha safra. Um desejo que pretendo realizar para celebrar meus 50 anos!
O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?
Luiz Cola: Participar de uma colheita e acompanhar o vinho da fermentação até o seu engarrafamento.
Cite alguém que admira na história do vinho.
Luiz Cola: Euclides Penedo Borges, meu primeiro “professor” de vinhos, pela erudição e elegância ao abordar o tema.
Qual seu vinho do dia-a-dia?
Luiz Cola: Um vinho leve (tinto ou branco), macio e com boa acidez, perfeito para acompanhar a refeição descompromissada.
O que nunca pode faltar em sua adega?
Luiz Cola: VINHO!
Fonte: www.didu.com.br

