Jacques Prieur Musigny Grand Cru 2001
Devido a seu alto custo (especialmente no Brasil), não dá para beber um Musigny todos os dias, principalmente de um produtor da qualidade de Jacques Prieur. Assim, quando a ocasião surge, temos de apreciá-lo com o máximo de atenção.
Classificado como Grand Cru desde 1936, o vinhedo Le Musigny possui apenas 10 hectares nos arredores de Chambolle-Musigny (Cote de Nuits) e está localizado no cruzamento das comunas de Flagey-Echézeaux e Vougeot. Por suas condições particulares de terroir, com encostas ricas em calcário e relativamente íngremes, é um dos dois únicos Grand Crus da Borgonha a produzir vinhos tintos e brancos.
Estabelecido em Mersault desde o final do século XVIII, o Domaine Jacques Prieur possui cerca de 21 hectares nos mais prestigiados Crus da Borgonha. Do Le Montrachet ao Le Chambertin, passando por Le Corton, Les Echézeaux e, finalmente, o Le Musigny, uma das denominações míticas da Côte d'Or. Focado em extrair a máximo qualidade de seus vinhedos, o Domaine não abre mão de adotar as práticas de cultivo e vinificação mais sustentáveis e orgânicas possíveis.
Impressões de degustação:
Cor rubi média com leve halo alaranjado de evolução. Aromas intensos de cereja fresca, framboesa e pitadas de ervas finas, madeira, cogumelos e mel. Paladar refinado, com taninos envolventes e macios que quase não acompanham sua vigorosa acidez. Final de boca persistente e levemente adstringente. Os elementos do vinho estão tão bem integrados, que me arrisco a dizer (só bebi uns 3 ou 4 Musignys antes) que ele está no apogeu, naquele procurado e desejado instante em que seus "astros estão alinhados". Simplesmente majestoso!