quarta-feira, 24 de outubro de 2012

10 novas e atípicas regiões que entraram no mapa do vinho: Cabo Verde!


O mundo está cheio de novas videiras em lugares "estranhos". Nas duas últimas décadas, o número de viticultores que estão tentando cultivar uvas para produção de vinhos fora da zona das latitudes dos paralelos 32-52 º e 28-46 º só tem aumentado. Assim como o mercado de vinhos se globaliza, isso também ocorre com as áreas de produção, estendendo a produção de vinhos dos trópicos à Escandinávia. Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que vêem um imenso potencial para capitalizar mercados emergentes como a China ou a Índia. 
Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.

Nesta 4ª parte da série, apresentaremos o exótico arquipélago de Cabo Verde e seus vinhos:


Vinhedo de Cabo Verde em pleno "campo de lava"

Este arquipélago ao largo da costa oeste do norte de África é sem dúvida o mais próximo que você vai chegar de um viticultura "lunar". A Ilha de Fogo, uma das que compõem o arquipélago de Cabo Verde, ainda é vulcão ativo, e nela, dentro de uma antiga cratera cinza e digna de uma paisagem lunar, vivem cerca de 1.000 pessoas, sem água corrente, nem eletricidade. Dentro dela, duas cooperativas conseguem produzir cerca de 160.000 garrafas por ano de vinhos rosés e brancos, feitos com a casta Moscatel e um tinto frutado feito com variedades tradicionais portuguesas. apesar dos solos vulcânicos, dias quentes e secos, noites frescas e úmidas, ideais para as uvas, parece estranho ver videiras plantadas em uma paisagem tão exótica ao olhar dos visitantes.

Fonte: adaptado de The Drinks Business
Fotos: F. H. Mira