terça-feira, 30 de outubro de 2012

10 novas e atípicas regiões que entraram no mapa do vinho: Venezuela!


Vinhedos da Bodega Pomar

O mundo está cheio de novas videiras em lugares "estranhos". Nas duas últimas décadas, o número de viticultores que estão tentando cultivar uvas para produção de vinhos fora da zona das latitudes dos paralelos 32-52 º e 28-46 º só tem aumentado. Assim como o mercado de vinhos se globaliza, isso também ocorre com as áreas de produção, estendendo a produção de vinhos dos trópicos à Escandinávia.

Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que enxergam um imenso potencial para capitalizar mercados emergentes (China ou Índia, por exemplo). Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.

Na 8ª parte desta série, voltamos para as Américas para conhecer os vinhos da equatorial Venezuela, ao noroeste da América do Sul:


A produção de vinho na Venezuela sintetiza bem a expressão "onde há vontade, há um caminho". O cultivo de uvas em uma região tropical onde a bebida alcoólica preferida é o rum, tem um mercado limitado para o vinho, mas e daí?

A principal vinícola do país chama-se Bodegas Pomar e produz a maior parte das 900 mil garrafas anuais da  Venezuela. Mesmo pequena, tal quantidade só é possível, graças a falta de inverno, que possibilita duas colheitas por ano. Localizada a 450 km a oeste de Caracas, a Pomar produz Petit Verdot, Syrah e Tempranillo, bem como um espumante blanc de blancs.

Fonte: adaptado de The Drinks Business