Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que enxergam um imenso potencial para capitalizar mercados emergentes (China ou Índia, por exemplo). Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.
Na 7ª parte desta série, atravessamos novamente o mundo para conhecer os vinhos da gelada Suécia, na Escandinávia:
Vários países reivindicam o título de detentores dos vinhedos mais a norte do mundo, incluindo a Letônia e a Alemanha, todos eles a apenas alguns graus acima da "mágica" latitude 50-52ºN, além da qual a viticultura é considerada inviável. Mas essa distinção deve ser dada para a Suécia, com uma insólita vinícola nos arredores da cidade de Flen, 100 quilômetros a oeste de Estocolmo, localizada na incrível latitude 59º N.
Como era de se esperar, apenas as novas variedades resistentes ao frio, Solaris para os brancos e Rondo para os tintos, conseguem prosperar. Com a produção comercial crescendo em outras três ou quatro vinícolas concentradas no sul do país, os produtores suecos ainda terão que esperar que as leis mudem. Atualmente eles só podem servir os vinhos em seus próprios restaurantes ou lutar para eles cheguem nas prateleiras da rede estatal de lojas de bebidas.
Fonte: adaptado de The Drinks Business

