sexta-feira, 26 de outubro de 2012

10 novas e atípicas regiões que entraram no mapa do vinho: Myanmar (Birmânia)!

Myanmar Vineyard

O mundo está cheio de novas videiras em lugares "estranhos". Nas duas últimas décadas, o número de viticultores que estão tentando cultivar uvas para produção de vinhos fora da zona das latitudes dos paralelos 32-52 º e 28-46 º só tem aumentado. Assim como o mercado de vinhos se globaliza, isso também ocorre com as áreas de produção, estendendo a produção de vinhos dos trópicos à Escandinávia.

Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que enxergam um imenso potencial para capitalizar mercados emergentes (China ou Índia, por exemplo). Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.

Chegamos a 6ª parte da série, onde atravessamos o mundo para conhecer os vinhos da longínqua Myanmar (Birmânia):


Enquanto a vizinha Tailândia vem ganhando a atenção da imprensa com seus "vinhos das novas latitudes", a Birmânia talvez não fique muitos quilômetros para trás. Existem duas vinícolas mais estruturadas que estão produzindo seus vinhos contra as probabilidades climáticas: a Red Mountain Estate e a Myanmar Vineyard.

Essas vinícolas são conduzidas por equipes de franceses e alemães, respectivamente. Os solos calcários e o microclima das grandes altitudes (1.000 metros acima do nível do mar) ajudaram bastante na produção de Sauvignon Blancs e Syrahs bem razoáveis, que no futuro, poderiam competir em um cenário internacional. Por enquanto, não é nenhuma surpresa ouvir elas tem a China como o mercado potencial para seus vinhos.

Fonte: adaptado de The Drinks Business