Vinhedo protegido contra a ameaça de geada
O mundo está cheio de novas videiras em lugares "estranhos". Nas duas últimas décadas, o número de viticultores que estão tentando cultivar uvas para produção de vinhos fora da zona das latitudes dos paralelos 32-52 º e 28-46 º só tem aumentado. Assim como o mercado de vinhos se globaliza, isso também ocorre com as áreas de produção, estendendo a produção de vinhos dos trópicos à Escandinávia.
Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que enxergamum imenso potencial para capitalizar mercados emergentes (China ou Índia, por exemplo). Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.
Nesta 5ª parte da série, apresentaremos os improváveis vinhos da Irlanda:
Rótulo de vinho irlandês
Essa talvez seja a mais estranha das esquisitices, pois na Irlanda não há tradição vinícola para ser redescoberta, seja uma velha influência francesa, portuguesa ou cartaginesa. No entanto, a Irlanda tem uma longa e influente história na vinificação, e não apenas em seu próprio solo. "Irish Wine Geese" (traduzindo ao pé da letra, Gansos irlandeses do vinho) foi o nome dado aos milhares de soldados católicos que abandonaram a Irlanda no final do século XVII e se estabeleceram em Bordeaux, no Vale do Loire e em Cognac, muitos dos quais viriam a trabalhar no comércio do vinho.
Atualmente, um pequeno grupo de corajosas vinícolas está produzindo vinhos em Lusk e Cork, mas é difícil saber até onde elas irão, já que o clima irlandês é úmido e imprevisível (houveram poucos verões adequados nos últimos anos e, portanto, pouco vinho foi produzido). Desse modo, os vinhos da Irlanda permanecem na categoria de raridades relativamente caras.
Fonte: adaptado de The Drinks Business

