Vinhedos no Magreb
O mundo está cheio de novas videiras em lugares "estranhos". Nas duas últimas décadas, o número de viticultores que estão tentando cultivar uvas para produção de vinhos fora da zona das latitudes dos paralelos 32-52 º e 28-46 º só tem aumentado. Assim como o mercado de vinhos se globaliza, isso também ocorre com as áreas de produção, estendendo a produção de vinhos dos trópicos à Escandinávia. Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que vêem um imenso potencial para capitalizar mercados emergentes como a China ou a Índia.
Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.
Nesta 3ª parte da série, é justamente a Tunísia e seus vinhos sobre os quais falaremos:
Separada do continente europeu apenas pelo Mar Mediterrâneo, a Tunísia foi por um longo período de tempo, considerada pela França como uma extensão de suas vinhas.
Mas, antes deles, e até mesmo dos romanos, foram os cartagineses que iniciaram a elaboração de vinhos na região, cerca de 2.000 anos atrás.
A Tunísia sempre teve o terroir adequado para a produção de tintos robustos, e a França importou seus vinhos do final do século XIX até a independência do país em 1950. Daí em diante, com as vinícolas sob controle do Estado, houve um certo declínio na qualidade e produção. De acordo com o Atlas Mundial do Vinho, ao lado da Argélia e Marrocos, a Tunísia é responsável por 2/3 das exportações africanas de vinho. Após décadas de dormência, a produção e o investimento em vinho de alta qualidade aumentou, mas a grande maioria do que é produzido, é consumido no mercado turístico local.
Fonte: adaptado de The Drinks Business
Château Mornag, o mais famoso vinho do país
A Tunísia sempre teve o terroir adequado para a produção de tintos robustos, e a França importou seus vinhos do final do século XIX até a independência do país em 1950. Daí em diante, com as vinícolas sob controle do Estado, houve um certo declínio na qualidade e produção. De acordo com o Atlas Mundial do Vinho, ao lado da Argélia e Marrocos, a Tunísia é responsável por 2/3 das exportações africanas de vinho. Após décadas de dormência, a produção e o investimento em vinho de alta qualidade aumentou, mas a grande maioria do que é produzido, é consumido no mercado turístico local.
Fonte: adaptado de The Drinks Business

