terça-feira, 23 de outubro de 2012

10 novas e atípicas regiões que entraram no mapa do vinho: Holanda!

Holanda: na terra dos moinhos de vento e das tulipas, as vinhas também florescem...

O mundo está cheio de novas videiras em lugares "estranhos". Nas duas últimas décadas, o número de viticultores que estão tentando cultivar uvas para produção de vinhos fora da zona das latitudes dos paralelos 32-52 º e 28-46 º só tem aumentado. Assim como o mercado de vinhos se globaliza, isso também ocorre com as áreas de produção, estendendo a produção de vinhos dos trópicos à Escandinávia. Os avanços na tecnologia e, infelizmente, as mudanças climáticas, realmente vem empurrando o cultivo de uvas viníferas para fora das fronteiras vitícolas tradicionais, além do impulso dado por investidores "aventureiros", que vêem um imenso potencial para capitalizar mercados emergentes como a China ou a Índia. 
Em alguns países, como é o caso da Tunísia, não chega a se tratar de uma "nova fronteira", mas sim de desenterrar um antigo patrimônio vinícola há muito esquecido.

Nesta 2ª parte da série que percorrerá 10 regiões vinícolas inusitadas, apresentamos a Holanda e seus vinhos:


Apesar de estar imprensada entre dois gigantes do vinho (França e Alemanha), a Holanda, em seu pequeno recanto ao norte da Europa, não têm uma variedade de climas e solos muito favoráveis para o desenvolvimento de vinhedos, em outras palavras, é muito frio e úmido. 

Recentemente, ou seja, nas duas últimas décadas, isso tem mudado bastante, pois o número de vinícolas cresceu e já passa de 100. Os produtores estão tendo sucesso com novos cultivares vindos da Áustria e Alemanha, resistentes ao frio e ao bolor, como a Johanniter e a Solaris. Apesar do modesto sucesso dos vinhos em competições europeias, os produtores admitem que o grande obstáculo ainda é o alto custo de produção.

Fonte: adaptado de The Drinks Business