Há alguns anos atrás, um amigo esteve hospedado no belo e exótico Palácio do Buçaco, construído no rebuscado estilo manuelino e localizado no coração de uma floresta na região da Bairrada. Lá ele descobriu os exclusivos vinhos produzidos nos vinhedos dos arredores do hotel, provou sua qualidade e trouxe algumas garrafas preciosas para o Brasil. Esta foi uma delas...
Os vinhos do Buçaco são fruto da visão pioneira de Alexandre de Almeida, fundador da cadeia de Hotéis que leva seu nome, quase 100 anos atrás. Entendendo o grande prestígio que uma adega privada recheada com vinhos próprios e exclusivos traria para seus hotéis, ele utilizou as vinhas de sua família, localizadas no sopé da Serra do Buçaco, para produzir os vinhos que fazem a fama da adega do hotel.
Entre 1915 e 1922 foram realizados os trabalhos e ensaios iniciais para vinificar uma linha completa de vinhos (brancos, tintos, rosés, espumantes) e até a típica aguardente de uva, a bagaceira. Desde então, a vinificação segue os métodos tradicionais da região, fermentação em lagares de pedra e longo estágio tonéis de madeira.
A produção anual dos vinhos do Buçaco gira em torno de 30.000 garrafas (majoritariamente brancos e tintos) e utilizam as castas típicas da região: basicamente a Baga e a Touriga Nacional (tintos) e Encruzado, Bical e a Maria Gomes (brancos).
Os vinhos do Buçaco são fruto da visão pioneira de Alexandre de Almeida, fundador da cadeia de Hotéis que leva seu nome, quase 100 anos atrás. Entendendo o grande prestígio que uma adega privada recheada com vinhos próprios e exclusivos traria para seus hotéis, ele utilizou as vinhas de sua família, localizadas no sopé da Serra do Buçaco, para produzir os vinhos que fazem a fama da adega do hotel.
Entre 1915 e 1922 foram realizados os trabalhos e ensaios iniciais para vinificar uma linha completa de vinhos (brancos, tintos, rosés, espumantes) e até a típica aguardente de uva, a bagaceira. Desde então, a vinificação segue os métodos tradicionais da região, fermentação em lagares de pedra e longo estágio tonéis de madeira.
A produção anual dos vinhos do Buçaco gira em torno de 30.000 garrafas (majoritariamente brancos e tintos) e utilizam as castas típicas da região: basicamente a Baga e a Touriga Nacional (tintos) e Encruzado, Bical e a Maria Gomes (brancos).
A bela fachada do Hotel Palácio do Buçaco
Segundo o site do hotel, quando ainda está na juventude, o Palácio do Buçaco Branco oferece uma cor amarela clara que evolui com o passar do tempo, para uma cor que vai do amarelo palha ao ouro velho. Este, com 11 anos de vida, exibiu uma cor amarela ouro muito brilhante e límpida. No olfato, trouxe aromas complexos e evoluídos de frutas secas (nozes e avelãs), compota de frutas brancas e ricas notas de mel. Na boca, exibiu um grande refinamento que se traduziu num misto de frescor exótico e discreto sabor de madeira velha e mel. Final de boca peculiar, longo e enxuto, que o qualifica a ser considerado como um "irmão gêmeo" dos míticos brancos da Viña Tondoñia da Rioja. Quem já os bebeu sabe do que estou falando. Belíssimo vinho! Não é à toa que ele seja tão admirado por Hugh Johnson, que o considera um dos maiores brancos de Portugal e de toda a Península Ibérica.
Uma última particularidade sobre os vinhos do Palácio do Buçaco: apesar de serem vendidos apenas no hotel, nós, brasileiros, temos o privilégio de poder adquirir algumas safras destes vinhos brancos e tintos na Mistral (entre US$120 e US$160), a única importadora do mundo que conseguiu importar e comercializar seus vinhos até hoje.
Ah! O meu amigo me presenteou com uma garrafa do tinto da safra 2001. Vamos ver por quanto tempo eu resisto a tentação de abri-lo...
