Mario nasceu no Chile e vive entre os dois países, embora considere que seu trabalho mais significativo tenha sido feito aqui, onde há mais de 30 anos fundou a Vinícola Geisse. Recentemente sua busca por ampliar fronteiras o levou a produzir um champanhe Premier Cru - feito a quatro mãos com Phillipe Dumont, em Chigny-les-Roses, na França. É uma edição limitada de só 1,5 mil garrafas. Chega ao mercado nos próximos dias, a R$ 260.
Engenheiro agrônomo especializado em enologia, Mario Geisse chegou ao Rio Grande do Sul, em 1976, para dirigir a Chandon Brasil, em Garibaldi. Iria ficar só dois anos. "Mas me enamorei da região, que acho extraordinariamente bela", argumenta, para justificar a compra de terras, logo em 1978, onde se impôs o desafio de ser o "melhor produtor de uvas da região", ainda sem pensar na v inícola. A empresa viria logo depois, primeiro como uma produção pessoal e depois como negócio.
Com um pedaço de solo nas mãos, que acaba de arrancar de uma encosta no fundo da casa, Mario mostra a particularidade do terreno - uma terra cortada em fatias, cheia de fissuras. "Veja o grau de temporalização
deste basalto. Olha como a rocha está degradada: dá pra quebrar com as mãos. Isto é o que dá personalidade ao espumante." A explicação deixa entrever que ele se considera mais viticultor do que enólogo. "Não sou melhor, sou diferente. Não faço blend da Serra Gaúcha, mas blend do terroir", completa, sem modéstia.


