Uma brasileira residente de Nova Iorque acaba de entrar
em um ramo pouco explorado pelos imigrantes brasileiros. Vinho. Mesmo que o
mercado seja promissor, Paola Sordoni diz que não pretende que sua empresa se
transforme em uma grande produtora de vinho. Ela apenas quer oferecer o melhor
vinho possível.
A empresa Daienite, que fabrica os vinhos JuneRay não
tem uma vinha no estado de Nova Iorque. A produção é toda terceirizada de Napa
Valley, Califórnia.
A brasileira já tinha um gosto especial por vinhos,
mas a paixão aconteceu depois de uma visita que ela vez a Napa Valley. Ainda à
procura de um emprego, depois de se graduar no meio da recessão econômica de
2008, Paola se mudou com o marido para Nova Iorque e decidiu começar o próprio
negócio de vinhos após fazer uma pesquisa de mercado.
A empreendedora
fez uma parceria com uma butique de vinho em Napa e a primeira safra do JuneRay
Wines saiu em 2011.
Trabalhando com um apertado horário para cuidar dos
negócios e do filho de 14 meses, ela viaja duas vezes por ano para Napa para
escolher as uvas. Uma vez em outubro e outra em janeiro, quando se encontra com
os produtores.
O vinho é feito de frutas da região de St. Helena e
Coombsville em Napa, pois ela diz que “cria uma equilíbrio especial,
especialmente se as uvas são da videira certa”.
O lançamento do vinho
Ashlow, da JuneRay, recebeu 91 pontos pelo crítico de vinho James Suckling e foi
finalista em uma competição de Cabernet em São Francisco.
De acordo com
a brasileira, a competição tem como juízes tanto homens como mulheres e o vinho
teve alta pontuação entre os dois, o que não acontece normalmente. “O
comum é que os vinhos que as mulheres gostam, os homens não”, disse ela.
JuneRay Wines vende exclusivamente pela internet cerca de 50 a 100
caixas por ano. Eles estão disponíveis apenas no Ferrante, um restaurante
italiano em Stanford, CT.
A brasileira diz que deseja manter o seu
produto exclusivo e que se um dia for colocado à venda em lojas de vinho, será
apenas uma ou duas garrafas. “Nós enviamos pelo correio para todo o país”,
explica ela.
Paola diz que a empresa vai de encontro a atual tendência
de vinhos com alto teor alcoólico e baixa acidez. “Eles não se equilibram bem,
não envelhecem bem e não combinam com comida”, disse acrescentando que tenta
oferecer um vinho mais balanceado, o que é difícil de encontrar no mercado. “Nosso vinho envelhece bem por 30 anos e cada ano ele fica ainda melhor,
além de combinar bem com carne vermelha”.
O vinho Ashlow, da JuneRay é
vendido por $97 a garrafa e Paola diz para seus clientes que o valor é pela
qualidade e pelo custo de investimento no produto, nenhum dinheiro, segundo ela,
é gasto em campanhas publicitárias ou para ter um grande lucro. “Nosso objetivo
é fazer o melhor vinho que podemos oferecer aos consumidores e nós não
economizamos para isso”, diz.
Fonte: www.comunidadenews.com
