quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Brasileira faz sucesso nos EUA produzindo vinhos na Califórnia!



Uma brasileira residente de Nova Iorque acaba de entrar em um ramo pouco explorado pelos imigrantes brasileiros. Vinho. Mesmo que o mercado seja promissor, Paola Sordoni diz que não pretende que sua empresa se transforme em uma grande produtora de vinho. Ela apenas quer oferecer o melhor vinho possível. 

A empresa Daienite, que fabrica os vinhos JuneRay não tem uma vinha no estado de Nova Iorque. A produção é toda terceirizada de Napa Valley, Califórnia. 

A brasileira já tinha um gosto especial por vinhos, mas a paixão aconteceu depois de uma visita que ela vez a Napa Valley. Ainda à procura de um emprego, depois de se graduar no meio da recessão econômica de 2008, Paola se mudou com o marido para Nova Iorque e decidiu começar o próprio negócio de vinhos após fazer uma pesquisa de mercado. 

A empreendedora fez uma parceria com uma butique de vinho em Napa e a primeira safra do JuneRay Wines saiu em 2011. 

Trabalhando com um apertado horário para cuidar dos negócios e do filho de 14 meses, ela viaja duas vezes por ano para Napa para escolher as uvas. Uma vez em outubro e outra em janeiro, quando se encontra com os produtores. 

O vinho é feito de frutas da região de St. Helena e Coombsville em Napa, pois ela diz que “cria uma equilíbrio especial, especialmente se as uvas são da videira certa”. 

O lançamento do vinho Ashlow, da JuneRay, recebeu 91 pontos pelo crítico de vinho James Suckling e foi finalista em uma competição de Cabernet em São Francisco. 

De acordo com a brasileira, a competição tem como juízes tanto homens como mulheres e o vinho teve alta pontuação entre os dois, o que não acontece normalmente. “O comum é que os vinhos que as mulheres gostam, os homens não”, disse ela. 

JuneRay Wines vende exclusivamente pela internet cerca de 50 a 100 caixas por ano. Eles estão disponíveis apenas no Ferrante, um restaurante italiano em Stanford, CT. 

A brasileira diz que deseja manter o seu produto exclusivo e que se um dia for colocado à venda em lojas de vinho, será apenas uma ou duas garrafas. “Nós enviamos pelo correio para todo o país”, explica ela. 

Paola diz que a empresa vai de encontro a atual tendência de vinhos com alto teor alcoólico e baixa acidez. “Eles não se equilibram bem, não envelhecem bem e não combinam com comida”, disse acrescentando que tenta oferecer um vinho mais balanceado, o que é difícil de encontrar no mercado. “Nosso vinho envelhece bem por 30 anos e cada ano ele fica ainda melhor, além de combinar bem com carne vermelha”. 

O vinho Ashlow, da JuneRay é vendido por $97 a garrafa e Paola diz para seus clientes que o valor é pela qualidade e pelo custo de investimento no produto, nenhum dinheiro, segundo ela, é gasto em campanhas publicitárias ou para ter um grande lucro. “Nosso objetivo é fazer o melhor vinho que podemos oferecer aos consumidores e nós não economizamos para isso”, diz. 

Fonte: www.comunidadenews.com