Se houvesse disponibilidade de garrafas e, principalmente, de recursos financeiros, todos os enófilos mais aficionados e grandes colecionadores adorariam ter em sua adega pessoal os maiores ícones da vitivinicultura mundial. Sendo assim, o editor Luiz Gastão Bolonhez, da revista Adega, elaborou uma lista irretocável que explica por quê estes são os vinhos realmente colecionáveis, ou seja, que podem ser adegados por longo tempo e, habitualmente, tornarem-se ainda melhores.
Nesta 7ª parte, finalizando com os grandes vinhos do "Novo Mundo", apresentamos os ícones do Chile e Argentina, certamente os mais conhecidos e degustados dentre todos já apresentados anteriormente. Conheça aqueles que você não deve perder a chance de degustar (se ainda não o fez):
Almaviva
Projeto conjunto dos Rothschild com a Concha y Toro. A primeira safra do Almaviva foi 1996, que até hoje é uma das mais espetaculares. O maior rival desse tinto é o Almaviva 2001, o melhor produzido até hoje.
Clos Apalta
Rivaliza com o Almaviva como o maior projeto vitivinícola do Chile, mais uma joint-venture, entre a família chilena (Rabat) e a família Marnier-Lapostolle da França. O único de todos os colecionáveis chilenos que não é Cabernet Sauvignon predominante (tem mais Carménère). Teve sua primeira safra em 1997, com um grande vinho. Depois vieram os extraordinários 1999, 2000, 2001, 2005, 2006 e 2007. Apesar do 2005 ter mais estrutura para guarda, 2006 e 2007 estão em um patamar muito equalizado. O Clos Apalta 2005 é mais famoso, pois foi consagrado em 2008 como o primeiro e único vinho da América do Sul a receber o laurel de Wine of the Year pela Wine Spectator.
Santa Rita Casa Real
Um dos mais clássicos e emblemáticos Cabernet Sauvignon do Chile. Degustamos quase todas as safras. Mais uma vez, o melhor de todos foi o 2001. 1995, 1997 e 2007 também estão entre os grandes.
Seña
Esse vinho nasceu na década de 1990 da parceria entre Robert Mondavi e Eduardo Chadwick. A primeira safra foi 1995. O 1996 foi o melhor do século passado. O 2001 é o melhor Seña já produzido, mas ganhou um rival recentemente, com o grandíssimo e fenomenal 2007. Tanto o 2001 quanto o 2007 são muito longevos.
Viñedo Chadwick
Atualmente o vinho mais caro do Chile. Sua primeira safra foi 1999. Grandíssimo. Depois desse ícone de Eduardo Chadwick, as safras mais destacadas foram 2001 e 2005.
Argentina
Nicolas Catena Zapata
Um tinto de fabulosa estrutura que, em degustações às cegas, sempre atrapalha grandes ícones do mundo quando o assunto é um bom tinto à base de Cabernet Sauvignon. O mais consistente vinho argentino. Das inúmeras safras degustadas, as mais brilhantes são 1999, 2004 e 2007. O 1999 está entre os mais complexos e profundos vinhos de nosso continente.
Noemia
Esse Malbec 100% da Patagônia é uma síntese do que se pode obter em qualidade de taninos para um Malbec. Delicioso. 0 2006 é inesquecível. Para ser apreciado nos próximos 10 anos.
Cheval des Andes
O grande projeto da LVMH na América do Sul. A primeira safra foi 1999. Esse tinto brilhou com as safras 2002, 2004, 2005 e, principalmente, 2006, que foi o melhor de todos até hoje. Grandíssimo. Com predominância de Malbec de vinhas velhas. Uma joia argentina com alma francesa.
Achaval Ferrer Malbec Finca Mirador (Altamira e Bellavista também)
Um show de vinho (Malbec). Mais para o clássico do que para o moderno. O 2006 é um fenômeno. Talvez entre os grandes tintos da Argentina.
Luigi Bosca Icono
Malbec e Cabernet Sauvignon em partes quase iguais. Excelente em 2005.

