Cavas de Weinert 1983 e Montchenot 20 años 1978
A degustação de grandes vinhos evoluídos é sempre um grande prazer, principalmente quando são compartilhados com bons amigos e verdadeiros apreciadores. Pois foram nestas circunstâncias que pude compartilhar com mais 3 amigos estes dois belos vinhos argentinos das bodegas Lopez e Weinert, reconhecidas por seu trabalho na produção de vinhos com longa capacidade de amadurecimento.
Montchenot 1978 em detalhes
Começamos o "duelo" de degustação pelo Montchenot 1978, vinho que passou por uma hora de aeração no decanter antes de ser servido. Elaborado com o corte tradicional de CS, Merlot e Malbec, passou por 10 anos de afinamento em grandes tonéis de carvalho e outros 10 anos em garrafa. Na taça, apresentou a típica cor vermelho atijolada de um vinho com 34 anos de amadurecimento, límpida e cristalina. No olfato, exalou aromas exuberantes e intensos de frutas secas, couro, madeira velha, café e leves notas de torrefação. No paladar, taninos finíssimos mas bem marcados, acidez perfeita e discreto traço de carvalho se combinaram para oferecer um vinho cheio de personalidade, longo e extremamente refinado. O mais antigo e um dos melhores Montchenots que já degustei. Incrivelmente complexo! Nota: 96 pontos.
Cavas de Weinert 1983 em detalhes
Em seguida passamos para o delicioso Cavas de Weinert 1983, também produzido com o corte de CS (60%), Malbec (30%) e Merlot (10%) e afinamento de 3 anos em madeira. Na taça, apesar de ser apenas 5 anos mais novo, exibiu uma cor vermelho escuro que "escondia" seus 29 anos de vida. No olfato, exibiu ótimos aromas de figos secos, licor de groselhas, café e com notas de ervas finas. Na boca, confirmou a concentração indicada pela cor. Taninos ainda potentes e bastante sedosos que se integraram muito bem com sua acidez, garantindo um equilíbrio muito bom ao vinho. Final de boca longo e refinado. Outro exemplar que alcançou um grande nível de qualidade e pode aguentar mais alguns anos ainda. Nota: 94 pontos.