Von Simmern Eltviller Riesling Kabinett 2010
Há tempos queria testar esta provável combinação e diante de um festival de lagosta realizado pelo excelente restaurante Timoneiro, na Praia da Costa, encontrei o momento perfeito!
Já é quase uma garantia de sucesso aliar as moquecas com bons Sauvignon Blancs, mas imaginava algo mais ousado, harmonizando um vinho que reunisse características similares a esta moqueca específica, procurando combinar o frescor mineral da Riesling e o discreto dulçor de um Kabinett alemão, com uma moqueca que tem a presença marcante do coentro e do tomate de um lado, mas é complementada pelo leve sabor adocicado da carne da lagosta.
Escolhi para esta experiência, um riesling jovem, aromático e naturalmente pouco alcoólico, o Von Simmern Eltviller Kabinett 2010 (importado pela Interfood), refrescado até a temperatura estimada em 8ºC.
Provei uma primeira taça "solo" para observar suas características essenciais e aguardar a chegada do prato fumegante (quem já viu uma moqueca feita em panela de barro entende o que quero dizer...). Confirmando as expectativas, lá estava um branco muito mineral, com aromas discretos de cítricos e um típico aroma de querosene, mas bastante discreto, e um final de boca ligeiramente adocicado.
Chegou a hora da verdade para a harmonização quando a moqueca de lagosta (ainda nas cascas) veio à mesa. Uma colher de arroz branco, um pouco do suculento pirão de peixe e uma "rabeta" de lagosta, temperada com duas gotas de molho de pimenta fresca e... Voilá! Os intensos aromas do coentro (sem o qual não há moqueca) se mesclaram muito bem com o frescor mineral do vinho, enquanto o sabor rústico, marinho e levemente doce da lagosta se ajustou perfeitamente ao caráter cítrico, leve e com um discreto açúcar residual. Uma harmonização perfeita!
Pode ser que outros vinhos equivalentes não cumpram tão bem o papel quanto este, mas se cumprirem, tenho certeza que todos ficarão muito satisfeitos.
Moqueca de lagosta coberta com coentro fresco
Provei uma primeira taça "solo" para observar suas características essenciais e aguardar a chegada do prato fumegante (quem já viu uma moqueca feita em panela de barro entende o que quero dizer...). Confirmando as expectativas, lá estava um branco muito mineral, com aromas discretos de cítricos e um típico aroma de querosene, mas bastante discreto, e um final de boca ligeiramente adocicado.
Chegou a hora da verdade para a harmonização quando a moqueca de lagosta (ainda nas cascas) veio à mesa. Uma colher de arroz branco, um pouco do suculento pirão de peixe e uma "rabeta" de lagosta, temperada com duas gotas de molho de pimenta fresca e... Voilá! Os intensos aromas do coentro (sem o qual não há moqueca) se mesclaram muito bem com o frescor mineral do vinho, enquanto o sabor rústico, marinho e levemente doce da lagosta se ajustou perfeitamente ao caráter cítrico, leve e com um discreto açúcar residual. Uma harmonização perfeita!
Pode ser que outros vinhos equivalentes não cumpram tão bem o papel quanto este, mas se cumprirem, tenho certeza que todos ficarão muito satisfeitos.