quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Direto da Taça: Mitolo G.A.M. Shiraz 2007, pura tradução da suculência da casta símbolo da Austrália!


A Mitolo é uma vinícola de porte familiar, fundada no Mclaren Vale em 1999 pelo casal Frank e Simone Mitolo. A proposta vinícola foi baseada em pequenas produções de vinhas especiais, capazes de expressar a pureza da fruta, a elegância e ao mesmo tempo, toda sua complexidade, riqueza e corpo.
Para atingir este objetivo, a Mitolo conta com a experiência do enólogo Ben Glaetzer, um dos mais conceituados da Austrália, que se associou à empresa em 2001. Desta forma, as uvas são obtidas em vinhedos cuidadosamente cultivados e colhidas em seu melhor ponto de maturidade, assegurando taninos finos e maduros, além da presença marcante da fruta, elementos que são a chave do sucesso da Mitolo. A vinificação se faz de forma cuidadosa, com amadurecimento em barricas de carvalho francês de granulação fina.

A sigla G.A.M. que dá nome ao vinho, vem das primeiras letras dos nomes dos filhos do casal Mitolo: Gemma, Alexander e Marco. Os vinhedos utilizados em sua elaboração estão localizados no distrito Willunga, no extremo sul do McLaren Vale. Após a colheita cuidadosa, cada parcela do vinhedo é fermentada durante 10 dias com temperaturas controladas, alternando frio e calor. A temperatura fria faz com que o vinho ganhe um final de boca mais elegante, enquanto a temperatura quente contribui com a melhoria de sua estrutura. A posterior maturação é feita em barris de carvalho por 16 meses, sendo que 70% deles são uma mistura de 80% carvalho francês e 20% americano de primeiro uso e os outros 30% são uma mistura de carvalho francês e americano de segundo e terceiro uso.

Impressões de degustação:
Bela cor púrpura quase negra e impenetrável, típica da Shiraz australiana. No olfato, mesmo depois de uma hora de decantação, o vinho exalou aromas intensos de geléias de frutas negras (ameixa e cassis), muito chocolate e algum caráter herbáceo. Na boca, toda a sedutora maciez da fruta perfeitamente madura se fundiu com uma acidez mediana, mas suficientemente balanceada. Um sabor frutado e levemente adocicado, conduz a um fim de boca sedoso e persistente. Uma típica delícia proveniente da casta emblemática do país. Se comparado ao 2006, degustado alguns meses atrás, fica um pouco aquém, mas nada que o desmereça. Nota: 91 pontos (Wine Store, R$168,50).