sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012! Aprenda como beber champanhe em seis passos...


As pessoas passam boa parte da vida ouvindo que a champanhe é uma bebida para as ocasiões especiais, mas a grande maioria não tem ideia de como adquirir uma até o momento. A primeira justificativa é o preço da bebida, que não é barata, outra, é que há quem não saiba como apreciar o champanhe.

Pensando nas pessoas que não tem o costume de degustar a bebida, o jornal norte-americano The Huffington Post listou seis dicas para beber como um profissional:

Primeiro, o básico
Antes de estourar a garrafa é preciso saber o que está bebendo. A palavra "champanhe" tem sido usada como sinônimo de vinho espumante, o que realmente irrita os produtores da bebida. Champanhe é um produto protegido pelo governo que só pode ser produzido na região francesa de Champagne e é feito com uvas Pinot Noir, Chadornnay e Pinot Meunier.

Conheça as marcas importantes
As marcas mais importantes da região de Champagne são Moët&Chandon, Cristal, Veuve Cliquot, Krug, entre outras, e a maioria é de propriedade do conglomerado LVMH, que também é dono de grifes como Dior e Louis Vuitton. Mas há muitas outras empresas na região além destas, que são as mais populares.

Procure grandes vinícolas
As maiores casas de champagne compram as uvas diretamente dos produtores e alguns chegam a produzir a própria bebida, indicando no rótulo a sigla RM (Récoltant-Manipulant ou produtor-agricultor), o que torna suas bebidas mais em conta do que as de grandes marcas.

Envelhecimento
Muitas casas que vendem champanhe oferecem a bebida não envelhecida, que é bem mais em conta do que as vintage. Fique de olho nas safras entre 1996 e 2002, que têm um bom preço e sabor incrível. As maiores garrafas também são melhores para o envelhecimento da bebida por causa da maturação mais lenta e a menor concentração de oxigênio por volume de vinho.

Impressione os amigos
Você certamente pode pedir uma taça de champanhe com ostras, mas por que não com hambúrguer? Se Marilyn Monroe pode beber o frisante francês com batatinha frita, você pode apreciá-lo com hot dog, já que a champanhe não deve ser reservada apenas às refeições rebuscadas. Saiba que a bebida é ótima com pratos salgados ou fritos, mas não vai bem com doces.

Finja bem
Você já sabe bastante para fingir ser um profissional. Champanhe de verdade é caro. Você pode beber uma alternativa mais barata de espumantes feitos em outros países, como o prosecco e os frisantes, que melhoraram bastante nos últimos anos. Só não pode, sem dúvidas, é deixar de iniciar 2012 com uma bebida borbulhante em mãos para fazer aquele brinde especial.

Fonte: Terra Brasil

Especialistas ensinam como escolher o espumante certo para a ceia de final de ano


É hora de comemorar a chegada de 2012 e as borbulhas dos espumantes não ficam de fora da festa. Este vinho refrescante, perfeito para o verão está presente tanto na hora do brinde quanto acompanhando os pratos da ceia.
Mas, diante de tantas opções no mercado, qual bebida escolher na hora da ceia e na hora do brinde da virada?

A resposta vem de três experientes sommeliers, de três regiões diferentes do país: Dionísio Chaves, dos restaurantes Duo e Bottega del Vino, no Rio de Janeiro, Luciene Odilia Carneiro, da Adega Tio Sam, em Salvador, e Clara Mei, do restaurante Santovino, em São Paulo.
Os especialistas recomendam rótulos de até R$ 100, para não doer no bolso no final da festa. Mas antes de sair para as compras é preciso diferenciar saber champanhe de espumantes e proseccos.
O mais conhecido e grande referência para os produtores mundiais é o champanhe. Mas recebe este nome apenas a bebida feita na região de Champagne, na França. Em sua composição só é permitido o uso das uvas pinot noir, pinot meunier e chardonnay, e a segunda fermentação da bebida, que proporciona as borbulhas, acontece na própria garrafa.

Espumante é o vinho submetido duas vezes à fermentação, ensina a especialista Lis Cereja, em seu livro “Superdicas para Entender de Vinho”. A primeira fermentação transforma o suco da uva em vinho. A segunda pode ser feita em garrafa (método conhecido como Champenoise) ou em tanques (método Charmat).

O Prosecco, bem conhecido dos brasileiros, é o espumante feito exclusivamente com a uva prosecco (atualmente denominada glera), original da região do Vêneto, na Itália.
“O espumante é uma bebida versátil, que pode harmonizar uma refeição completa”, diz Luciene Carneiro. Isso se deve aos seus variados estilos, que vão de acordo com as uvas que são utilizadas, a região onde é produzido, o método de elaboração e até a quantidade de açúcar presente no espumante.

O Brasil também é referência na produção de espumantes, de uvas e estilos variados. Só no Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha, foram comercializados 12,5 milhões de litros em 2010. E este ano os produtores do Estado esperam vender mais de 14 milhões de litros, segundo o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

Diante de tantas variedades, sugerimos que os sommeliers recomendassem os espumantes para harmonizar com pratos de Ano-Novo segundo a quantidade de açúcar final da bebida, que é determinada pelo enólogo quando se adiciona o licor de expedição, uma mistura de vinho ou aguardente vínica e açúcar, depois da segunda fermentação.

Entre as categorias mais comuns no Brasil estão:
- Brut Nature (sem adição de licor de expedição, tem baixo teor de açúcar, é bem seco e de acidez elevada)
- Brut (com até 15 gramas de teor de açúcar por litro)
- Demi-Sec (de 33 a 50 gramas de teor de açúcar por litro)
- Doce (acima de 50 gramas de teor de açúcar por litro)

Os pratos indicados foram cordeiro, leitão e porco (pernil ou lombo), bacalhau, lentilhas, arroz com amêndoas, salada verde e sobremesas com uva e romã, pratos que geralmente estão presentes nas ceias da virada.
Para variar um pouco o sabor da bebida, pedimos também para combinar com espumante rosé brut, que tem maior contato com as cascas das uvas tintas. E para fechar o ano com estilo, um rótulo para brindar na hora da virada e começar 2012 com o pé direito.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vídeo: Caminhos de Portugal, a tradição dos vinhos lusos! (3ª parte)


O Bom Dia Brasil apresentou nesta manhã, a terceira e última matéria da série produzida pela jornalista Sandra Moreyra em Portugal. Neste programa, ela visita a Herdade do Esporão (Alentejo) e passeia por Estremoz e Évora, a mais importante cidade da região.

Leia o texto da reportagem e assista o vídeo no link abaixo:

Em vinhedos e olivais, bandos de ovelhas pastam à sombra de oliveiras, cheias de azeitonas e sobreiros, as árvores da cortiça. As planícies, com ligeiras ondulações, seguem até onde a vista alcança, num horizonte sem fim. Estamos no Alentejo, a maior das regiões de Portugal, no centro-sul do país, onde as estradas atravessam a história.

Por onde passamos, algumas quintas e muitas herdades. Este é o nome das propriedades rurais do país. As quintas são mais comuns no norte, acima de Lisboa; e as herdades ao sul, no Alentejo. São todas fazendas de criação de animais e plantação de vinhedos, oliveiras e cereais.

Quando Portugal se libertou do domínio dos mouros, no século XII, os cavaleiros que lutaram e expulsaram os invasores ficaram com as terras. No norte, o rei fez um acordo com seus nobres: a coroa ficaria com um quinto da produção das terras.
No sul, as terras eram menos férteis. Os nobres chiaram e o rei concordou. Elas seriam passadas de pai para filho como herança, sem imposto. Nasceram as Herdades.
Uma das mais antigas é a do Esporão, em Monsaraz. Os limites da herdade foram estabelecidos em 1267. A torre principal resiste até hoje. Nessas terras, desde o tempo dos romanos, o povo cultiva vinhedos. Há 40 anos, a herdade foi comprada para a produção de vinho em nível industrial. Hoje é um mar de videiras.

Mas a história no Alentejo não fica só campo. Nas cidades, castelos, conventos, templos e fortalezas preservam historias de invasões e batalhas por território. Um castelo em Estremoz foi a residência de reis e rainhas. Nesse castelo, viveu Isabel de Aragão, a Rainha Santa. A fortaleza é de 1258, construída sobre as muralhas romanas. A torre domina toda a região. Quando as tropas de Napoleão invadiram Portugal, ocuparam e saquearam Estremoz, em 1808.

Em Évora, no coração do Alentejo, o registro da passagem de séculos: cada povo que viveu lá – romanos, bárbaros, mouros e cristãos – deixou sua marca. As ruínas do templo romano ocupam o alto da colina. É o templo de Diana, a deusa da caça, que ficava no centro da cidade romana que havia aqui.
Ao lado, a igreja e o antigo convento dos Lóios, transformado em pousada histórica, já são construções da Idade Média. O convento é o que sobrou do terremoto que atingiu Lisboa em 1755, pois os tremores foram tão fortes que chegaram também no Alentejo. Nem a chuva fina tira a beleza de Évora e de suas ruas sinuosas. A cidade foi declarada patrimônio da Humanidade em 1986 pela Unesco.
Na praça, parece que os relógios pararam e o tempo deu uma pausa para a gente visitar outras épocas. O vendedor de temperos, carregado com maços de louros nas costas, para pra conversar. A névoa da manhã se mistura à fumaça que sai da carrocinha de Estelita. O cheiro das castanhas portuguesas assadas invade o ar.

É dia de São Martinho, de comer castanhas e de tomar o vinho, dizem os alentejanos. E por que não?

Vinho comprado antes de 2011 está livre de selo fiscal!


Vinhos e espumantes comprados antes de 1º de janeiro de 2011 por comerciantes estão dispensados da obrigação de possuir selo de controle fiscal, de acordo com instrução da Receita Federal publicada hoje no Diário Oficial da União. A partir do dia 1º, vinhos nacionais e importados, adquiridos a partir de janeiro de 2011, terão de apresentar esse selo de controle.
Os estabelecimentos comerciais devem manter controle individualizado e notas fiscais dos vinhos comprados antes de 2011. Produtos que não atendam a essas exigências podem ser apreendidos pela Receita.

O vinho era a única bebida classificada como "quente" que era comercializada no País sem o selo de controle. As bebidas classificadas como frias, como cervejas e refrigerantes, são submetidas a outro tipo de controle, com medidores de vazão instalados nas fábricas.
O uso do selo de controle tem como objetivo inibir práticas ilegais de comércio, como adulteração do vinho, com a diluição do produto, e contrabando, principalmente de países de fronteira como Argentina e Uruguai, sem pagamento do imposto de importação.

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Vídeo: Caminhos de Portugal, a tradição dos vinhos lusos! (2ª parte)


O Bom Dia Brasil apresentou a segunda matéria da série produzida pela jornalista Sandra Moreyra em Portugal. Neste programa, ela visita a Quinta Dona Maria (Alentejo), a Quinta da Bacalhôa (Península de Setúbal), a Casa Agrícola Horácio Simões (especializada em vinhos moscatéis) e a tradicional José Maria da Fonseca, produtora do conhecido Periquita.

Leia o texto da reportagem e assista o vídeo no link abaixo: 
  
A casa coberta de folhas de parreira tem a nobreza das antigas mansões. Os jardins, cercados de palmeiras e tamareiras, são quase orientais, resquício da presença dos mouros na região.
É a Quinta Dona Maria, presente de Dom João V de Portugal à sua amante em meados do século 18. É ela que dá nome aos vinhos produzidos pela família de Julio Bastos.
Fileiras de vinhedos, todos cobertos por tubos de plástico verde. É preciso ter cuidado com cada vinha. Os tubos impedem que lebres e fuinhas comam as raízes e danifiquem a plantação. É assim em toda a Herdade Grande, mais uma produção familiar. A família de Antonio Lança faz vinho há cem anos e ainda é um empreendimento quase artesanal.
O que Antonio criou por intuição e experimentação, hoje a filha Mariana, engenheira agrônoma com mestrado em Enologia, faz com estudo e técnica.

A tradição permanece como legado histórico. Mais ao norte, já na península de Setúbal, a Quinta da Bacalhoa é um palácio imponente, com seus jardins em forma de labirinto e salões monumentais. Tudo parece criado para encantar os visitantes. É onde acontece mais uma prova de vinhos, à mesa como convém.
Para quem não conhece, passar uma semana de vinícola em vinícola, viajando, que estão provando vinhos de cada lugar pode parecer diversão e prazer. Claro que é divertido e prazeroso, mas é também uma atividade séria para os profissionais do ramo. Às 10h, o pessoal está pronto para começar mais uma degustação. Vão ser, pelo menos, cinco vinhos diferentes – e vai ser assim três vezes por dia.

Dito e feito. Foram seis na Casa Agrícola Horácio Simões, uma das mais conhecidas produtoras de uma joia portuguesa, um vinho que vai do dourado ao quase castanho feito de uvas que vieram de longe no tempo e no espaço.
Da uva moscatel, de Alexandria, eles fazem o Moscatel de Satúbal; da variante roxa, o Moscatel Roxo, um vinho mais escuro e perfumado. São os chamados vinhos generosos, de sobremesa. A última parada foi na Casa José Maria da Fonseca, que tem tradição de exportar vinhos para o Brasil desde os tempos do Império.
O fundador da vinícola em 1884 mandou alguns tonéis de moscatel de Setubal para o Brasil. Como não conseguiu vender todo o vinho, alguns voltaram. Ele reparou que o passeio de navio até o Atlântico Sul melhorou o gosto dos moscatéis. Chamou esses vinhos especiais de torna viagem. Hoje só colecionadores têm tais vinhos.

Assista a matéria no link:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Miolo vende espumantes nas praias do Rio de Janeiro!


A Miolo Wine Group levará neste verão seus espumantes para as orlas de Ipanema, Copacabana, Barra e Reserva. A empresa acertou uma parceria com a Orla Rio para vender em quatro quiosques das praias espumantes das linhas Cuvée Tradition, Terranova e Almadén. As vendas iniciam na última semana de dezembro e encerram em 25 de fevereiro. “A ação de levar espumantes para a orla carioca é muito importante para divulgar a marca e a bebida entre frequentadores e turistas do Brasil e do mundo e mostrar o quanto pode ser agradável e acessível consumir na beira da praia uma bebida refrescante e sofisticada”, afirma o diretor comercial, Alexandre Miolo.

Conforme Miolo disse, a empresa vai oferecer os espumantes a preços competitivos, a partir de R$ 13. Quem optar pelo Cuvée Tradition ganhará de brinde uma ice bag para manter sua bebida bem gelada nas areias quentes da capital.
“O consumo de espumantes à beira mar é um novo canal que veio para ficar. A Miolo Wine Group, atenta a essa demanda, está levando os seus espumantes refrescantes e sofisticados à praia.” afirma. Os espumantes serão vendidos por promotores treinados que oferecerão também todo o serviço de consumo.

Confira os quiosques do RJ que terão os carrinhos da Miolo:
Barra – Naná
Copacabana – Champanheira/Drinkeria Copacabana
Ipanema – Ponto Saúde
Reserva - Pesqueiro

Fonte: Sabrina Silveira
Moglia Comunicação Empresarial

Os melhores e mais emocionantes vinhos do ano (por Rui Falcão)


Apresentados por ordem alfabética de acordo com a região, começamos então pelo blog 2009*, do Alentejo, um vinho que sabe conciliar de forma especialmente feliz a potência com nobreza, vigor com harmonia, sabedoria com juventude. Sim, a estrutura é férrea, os taninos apresentam-se firmes, a acidez é generosa, o volume impressiona e a amplitude intimida... mas o que sobressai no final é a pureza e finura, o talento de conseguir colocar uma luva de veludo num punho de aço.


O Quinta dos Roques Reserva 2007, do Dão, é um tinto imenso, titânico na amplitude e dimensão, um caso sério de rigor e vigor, de potência controlada e austeridade bem medida. Visceralmente clássico no estilo, sem ceder a modernidades de gosto duvidoso, é um tinto enorme que impressiona pela pujança tranquila que transmite, pela serenidade de quem sabe que não é preciso gritar para ser ouvido. Um tinto que poderá perfeitamente ser esquecido na garrafeira durante os próximos vinte anos. Um clássico!

O Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2009, do Douro, emociona desde o primeiro segundo, seduzindo pela delicadeza da madeira, pela amplitude de uma fruta certinha e tão bem definida, pela métrica perfeita da boca, pelo ritmo endiabrado do palato e pela sofisticação subtil do final de boca. Preciso, fino, harmonioso, sólido sem nunca ser agressivo, firme nos taninos mas aveludado e sedutor, elegante mas bravo no vigor e imperial na estrutura, é um grande tinto do Douro.

O Quinta do Infantado Reserva 2008, igualmente do Douro, emociona pela dimensão e precisão aromática, pelos taninos firmes mas finos, pela quase perfeição da boca, pelos rendilhados aromáticos e pela firmeza do final de boca. Um Quinta do Infantado notável, naquele que é, muito provavelmente, o melhor Quinta do Infantado Reserva de sempre. Notável!

A novidade do ano da Niepoort, o duriense Ultreia 2007 riscado pelo enólogo galego Raul Peréz, apresenta-se misteriosamente austero e profundo, preciso e rigoroso, duro e intransigente, num estilo que o torna impróprio para principiantes ou amantes da fruta gulosa. Rijo e imperial na estrutura óssea, carnudo e musculado, consegue ser simultaneamente seco e suave, rígido e sedoso, tenso e dócil, terminando quase interminável.

De Lisboa surge o Ex Aequo 2008, da Quinta do Monte d"Oiro, repleto de rendilhados aromáticos que sobrevêm numa cadência vertiginosa, espraiando-se entre cerejas, violetas, cravos, lima, alfazema e pimenta, sustentando um ritmo endiabrado que a boca suave logo se encarrega de serenar. Sedoso e sedutor, meigo nos taninos mas firme na estrutura, termina longo e melodioso, brindando com uma sensação de paz e conforto.

Também nascido em Lisboa, em Mafra, o Quinta de Sant"Ana Alvarinho 2010 espanta pela timidez inesperada do nariz, prontamente ressarcida por uma boca eléctrica que consagra um vinho incrivelmente mineral e tenso, seco e mastigável, vivo e cheio de nervo, com um final empolgante de firmeza, nervo, tensão e audácia.

O Cavalo Maluco 2008, da Península de Setúbal, apregoa um tsunami de proporções bíblicas, de emoções comandadas por uma boca felina, num corrupio doido de taninos imperiais, acidez feroz, fruta bem comportada e estrutura hercúlea que o conduzem para um final absolutamente apoteótico. Por ora deixe-o a repousar na garrafeira, mas saiba que tem vinho para os próximos quinze anos.

Por fim o HM Borges 40 Anos Malvasia, um Vinho da Madeira que alarma logo pela profundidade da cor, pelas tonalidades castanhas mogno a tender para o chocolate. O nariz revela um misto de delicadeza e brutalidade, alternando entre os apontamentos de caril, noz-moscada, nozes, caramelo e uma leve pincelada de limão. Mas é a boca que consagra a estocada final, subjugada pela acidez voluntariosa, espevitando mas não espantando, oferecendo um final fresco e apoteótico, capaz de limar qualquer excesso de açúcar. Um vinho colossal de que se encheram somente mil garrafas.

* Não posso terminar sem fazer uma declaração de interesses, pois não será certamente irrelevante para os leitores que o enólogo responsável pelo vinho blog 2009 seja Susana Esteban, minha mulher. Sei que a condição não me tolda a apreciação, mas não ficaria bem com a minha consciência se não vos informasse desta circunstância.

Você sabe quantas uvas são necessárias para produzir uma garrafa de vinho?


Dentre os muitos números que cercam a produção do vinho (rendimento por hectare, número de vinhas por hectare, quantos cachos devem permanecer em cada videira, etc...), sabemos que é necessário algo entre 1 e 1,1 quilos de uva, em média, para produzir uma garrafa padrão de vinho (750ml). Mas quanto isso representa em número de uvas? Confesso que não sabia, mas descobri que são necessárias em torno de 600 uvas para gerar uma garrafa. Talvez um pouco mais que o número de uvas da foto acima...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Direto da Taça: Parés Baltà Calcari 2009, um exótico varietal de Xarel-lo!


O Parés Baltà Calcari é produzido no Penedès, tradicional região produtora de Cavas, o melhor espumante da Espanha, e me chamou atenção não somente por seu cultivo orgânico, mas por ser um vinho varietal de Xarel-lo, uma das uvas do corte utilizado na produção de Cavas (Xarel-lo, Macabeo e Parellada). Uma interessante novidade para mim, que sempre procuro descobrir e reconhecer a tipicidade das castas.
O vinho foi elaborado através de uma rápida maceração durante 4 horas, com suave prensagem das uvas e que foram fermentadas em tanques de aço inox durante 3 semanas. Em seguida, amadureceu por 4 meses em contato com as borras em tanques de inox, com battonage diário.

Impressões de degustação:
Cor amarelo palha com reflexos verdeais e muito transparente. Aromas medianos de frutas brancas (pêra, melão), leve herbáceo e notas calcáreas de boa persistência. Na boca, mostrou todo seu exotismo, fugindo do lugar comum de outros brancos, com um pouco menos de acidez, mas rico em mineralidade, conferindo-lhe um paladar elegante e equilibrado, perfeito para acompanhar aperitivos. Uma bela descoberta! Nota: 88 pontos (Porto Mediterrâneo, R$61).

Espumantes pelo mundo: escolha o seu preferido!


Quase toda região produtora de vinhos da Europa e do Novo Mundo produz vinho espumante. Mas as regiões frias e menos ensolaradas são as que permitem obter uvas com as características ideais para a elaboração de espumantes (alta acidez, pouco açúcar: baixo potencial alcoólico).
A mais importante e histórica região dedicada aos espumantes é a Champagne, no nordeste central da França. Além dos Champagnes, há outras denominações conhecidas e afamadas.

Na própria França, há vins mousseaux em diversas regiões, como os famosos Crémant de Bourgogne (de Chardonnay), de Bordeaux (Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle) e do Loire, baseados na Sauvignon Blanc e Melon de Bourgogne. Na Provence, ao sul, há o ancestral Blanquette de Limoux, tratado pelos seus produtores como o decano dos vinhos espumantes, antecessor dos Champagnes.

A Alemanha e Áustria denominam seus espumantes de Sekt e usam a esplêndida uva branca Riesling para a sua elaboração. São excelentes, com grande mineralidade, aromas de petróleo e pedra de isqueiro, típicos da uva germânica por excelência.

Na Espanha, são famosos os Cava, uma denominação catalã para o vinho espumante feito de uvas locais, Xarel-lo, Macabeo e Parellada. Há cavas de elevada qualidade e reputação. A produção e exportação são enormes.

São também muito conhecidos os vinhos espumosos italianos, principalmente os da região nordeste do país, o Vêneto. Os mais conhecidos são os da uva Glera (D.O.C Prosecco), da sub-região de Conegliano/Valdobiadenne, que estão se tornando sinônimo de vinho espumante em muitos restaurantes pelo Brasil. A expressão: "o sr. aceita um prossequinho" é uma constante, mesmo quando o vinho que está sendo servido é um espumante brasileiro, por exemplo. Sua qualidade varia muito, havendo desde fornecedores de massa, com vinhos medíocres, a casas sofisticadas, que elaboram seus vinhos pelo método clássico, de maior qualidade.

Ainda no Vêneto, uma minúscula região se destaca, a Franciacorta (França curta, pequena, no dialeto que originou a denominação), com espumantes feitos pelo método clássico de altíssima qualidade, capazes de rivalizar em qualidade e preço com os Champagnes.
Muito conhecidos e populares são os Lambrusco, também o nome de uma uva tinta, da Emilia-Romagna. São vinhos tintos, alguns doces (até muito doces). Prefira os secos, para tomar sem compromisso.

Portugal não se destaca singularmente pelos espumantes, mas tem lá seus bons produtores, em diferentes regiões, especialmente no Douro e na Bairrada.

No Novo Mundo, o melhor produtor de espumantes é o Brasil. Chile, Argentina, Austrália, Califórnia e África do Sul têm áreas vinícolas em geral muito ensolaradas, com clima que favorece a produção de vinhos tintos. Já a Serra Gaúcha, responsável por mais de 90% dos vinhos finos brasileiros, tem clima e terra adequados à produção de uvas para vinhos espumantes.

Os espumantes brasileiros não rivalizam diretamente com os de Champagne por oferecerem um caráter diverso, individualizado, com mais importância aos aromas primários, da fruta. Mas têm grande frescor, uma elaboração, tanto pelo método clássico quanto pelo método Charmat, muito cuidadosa e criativa. Em concursos e competições internacionais, os vinhos brasileiros espumosos, degustados às cegas, têm sido frequentemente reconhecidos como de altíssima qualidade, tendo sido agraciados com significantes medalhas e diplomas de certificação.

É quase consenso internacional que, depois da celebrada região de Champagne, alguns dos melhores espumantes do mundo são os brasileiros, superando na média os Proseccos e muitas cavas.

Fonte: adaptado de Eduardo Viotti em http://lazer.hsw.uol.com.br/

As garrafas de vinho mais "estranhas" da Argentina!


As vinícolas fazer todo o possível para se destacar de seus concorrentes e uma forma de fazer a diferença é através da embalagem. Neste artigo, mostramos as garrafas, os rótulos e contra-rótulos mais raros e peculiares, diferentes formatos e materiais não-tradicionais de elementos externos que buscam chamar sua atenção.

Tikal Locura
Como o próprio nome indica, esta foi uma idéia louca de Ernesto Catena, que colocou dentro de uma bola de "pato" (jogo similar ao pólo), 1,5 litros de uma mistura de três uvas de diferentes regiões: Malbec (sul), Bonarda (oeste) e Torrontés (norte). Um vinho tão rico que os apreciadores do vinho se esforçam tanto para conseguí-lo quanto os jogadores deste esporte nacional argentino. A garrafa custa 1.270 pesos.


Palo Domingo
Este vinho de produção limitada da Domingo Hermanos foi batizado em homenagem a uma importante família dos proprietários e um tipo de vestuário da região: a embalagem evoca a um poncho, com padrões típicos da região de Yacochuya. Custa 485 pesos (safra 2003).

Catena Estiba Reservada
Mistura de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec. Como não poderia deixar de ser, o vinho mais amado pela família está vestido com uma capa em tecido elegante. De acordo com Alejandro Vigil, enólogo-chefe da vinícola, depois de 10 anos de guarda, começa a desfrutar de seu momento de glória. Preço: a partir de 750 pesos, dependendo da safra.

Cuyucha Mansa
Muitos de nós gostariam de ter uma obra assinada pelo artista argentino Helmut Ditsch e, embora não seja uma pechincha em comparação com as obras deste artista, este está ao alcance do nosso bolso. O vinho tem um desenho e sua assinatura na garrafa. Custa cerca de 70 pesos.


Siesta Adobe
Também de Ernesto Catena, esta garrafa é guardada dentro de um tijolo de adobe feito com o barro de Mendoza, porque para garantir a qualidade de seus vinhos, seus criadores pensaram em suas terras. O tijolo funciona como uma adega individual para cada garrafa, como uma casa de adobe protege do frio e calor as famílias da região. É apenas uma questão de "descascar" o bloco e desfrutar de um bom vinho. Custa 300 pesos.

Special Blend Del Fin del Mundo
Apresenta um logotipo na forma de uma placa de metal triangular. Mistura sabor frutado e aroma intensos num vinho de bom potencial de envelhecimento. Seu custo é de 150 pesos.


Luigi Bosca Gala
Desta vez, a distinção não é na etiqueta, mas na cortiça, com um anel de metal gravado com o nome da vinícola. O buraco central poderia simular um alvo convidativo para colocar o saca-rolhas e fazer uma retirada impecável. Custa entre 150 e 360 pesos, dependendo do corte e da apresentação.


Primogénito
Este vinho da Bodega Patritti traz sob a cápsula, uma novidade, o "Cork Tester" para verificar o seu estado. Trata-se de um adesivo de borracha que, ao ser retirado, permite acompanhar a condição da rolha de cortiça ao longo do tempo e, com base no seu estado, determinar o tempo máximo de guarda. Ele é vendido por 69 pesos (Cabernet e Malbec) e por 79 pesos (Merlot e Pinot Noir).

Privada Jorge Rubio
Esta "bodega de autor" diferencia seus quatro vinhos tops com uma etiqueta de couro. Ela foi a pioneira neste tipo de etiqueta com o Rodas, que cobria quase toda a garrafa. Custa 40 pesos.


Arte que encapsula
Marta Minujín juntou-se a Ernesto Catena para o lançamento desta edição limitada de 100 garrafas. Uma mistura de Malbec (60%), Cabernet Franc (20%), Petit Verdot (10%) e Syrah (10%), especialmente selecionadas pela equipe da adega. O desenho foi feito pela artista na Argentina, que numerou e assinou cada exemplar. A idéia é decidir se quer manter o o trabalho de Minujín ou rompê-la para beber vinho.

Don Valentin Lacrado
O clássico e lendário vinho da vinícola Bianchi (que por muitos anos definiu a tendência de decorar as garrafas com elementos não convencionais) não seria o Don Valentin Lacrado se não tivesse, além do logotipo da vinícola, um pequeno livro que destaca seus pontos fortes. Custa 27 pesos.

San Felipe
A adega La Rural, traz outro clássico  de anos atrás, com sua garrafa "caramañola" consegue ser claramente diferenciada das demais. Um recipiente fora do comum, que é identificado a olho nu. Custa 22 pesos.

Kripta
Este não é argentino. A cava espanhola "Kripta", da Agusti Torello, vem acondicionada em uma garrafa cuja base é oval, que não pode parar de pé sobre a mesa. Boa maneira de forçar-nos a mantê-lo sempre em uma champanheira para preservar a temperatura ideal. Custa 730 pesos.

Fonte: Daniel Rosa (Planeta Joy) 

Vídeo: Caminhos de Portugal, a tradição dos vinhos do Alentejo!


O Bom Dia Brasil apresentou a primeira de uma série de matérias produzidas pela jornalista Sandra Moreyra em Portugal. O vídeo percorre uma quinta no Alentejo, no caso, a Herdade da Malhadinha Nova. Uma jovem vínicola alentejana que demonstra que aliar tradição e modernidade é o melhor caminho para os vinhos da região.
Assista a matéria no link:

Brasil volta ao "Top 10" dos destinos de vendas do vinho do Porto!


O Brasil regressou ao "Top 10" dos principais mercados compradores de vinho do Porto. Segundo as estatísticas do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), nos primeiros onze meses do ano o Brasil foi o 10º maior mercado e o 9º destino de exportações, registando um crescimento de 3,4% face ao período de janeiro a novembro do ano passado.

Os dados do IVDP revelam que até novembro os produtores de vinho do Porto exportaram 4,88 milhões de euros para o mercado brasileiro, ou seja, 1,5% do total de vendas do tradicional produto português. Globalmente, juntando as vendas no mercado interno e as exportações, o vinho do Porto facturou mais de 319 milhões de euros até ao final de novembro.

O maior comprador de vinho do Porto é a França, ainda que este ano os franceses estejam a gastar menos 6,3%. Portugal, apesar de uma quebra de 8,3%, mantém a posição de segundo maior comprador de vinho do Porto. Do "Top 10" fazem parte ainda o Reino Unido, a Holanda, a Bélgica, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Dinamarca, além do Brasil.

Em outubro o Brasil estava posicionado como o 11º comprador de vinho do Porto, registando uma descida de 5,9% face aos primeiros dez meses do ano passado, segundo o IVDP. Em setembro o Brasil ocupava a 10ª posição na lista de destinos do vinho do Porto, com um crescimento homólogo de 2,8%.

Agora, apenas com o mês de dezembro por apurar, as vendas globais de vinho do Porto, nos 319 milhões de euros, estão a descer 3,4% face a 2010. Dos dez maiores mercados, apenas o Brasil, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido registam crescimento. Já as vendas em Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Canadá e Dinamarca sofreram nos primeiros onze meses do ano descidas face a 2010.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Artistas transformam rolhas de vinho em obras de arte!


São impressionantes as diversas possibilidades para reutilizar materiais que a maioria das pessoas considera lixo. Atentos a este fato, artistas criam infinitas peças a partir de rolhas de cortiça. Conheça quatro trabalhos feitos com tais produtos.



Jan Elftman é considerada a rainha das rolhas. Em uma de suas criações, ela colocou dez mil rolhas de vinho em volta de uma caminhonete. A ideia faz parte de uma série de trabalhos de arte em carros. As rolhas de cortiça foram recolhidas no restaurante em que ela trabalhou por 13 anos. Se a moda pegasse, o material seria útil para o automóvel, uma vez que tem a vantagem de ser impermeável.

A artista também desenvolve arte educacional para crianças e museus. Seu trabalho é feito em Minneapolis e St. Paul, nos Estados Unidos. “Uma parte importante do meu processo é recolher os componentes. As pessoas colaboram com o meu trabalho desde o início. O público também me ajuda a coletar os objetos que veem no meu trabalho”. Algumas pessoas entregam os produtos pessoalmente, enquanto outros deixam na porta da casa da artista ou colocam em sua caminhonete e há também os que enviam de vários cantos do país.


O designer alemão Wiese Gabriel prefere focar em trabalhos que tenham utilidades mais reais e assim criou uma cadeira feita a partir de rolhas. Com a ajuda de barras de aço, ele conseguiu fixar todo o material no móvel. A poltrona tem um design muito diferente e é aparentemente confortável. O objetivo dele é transformar uma simples rolha de cortiça em um objeto de arte. Gabriel já fez tapetes, tabuleiros de xadrez, entre outros projetos.

Na Albânia, um estilista criou uma incrível obra de arte com 230 mil rolhas de vinho. A peça, que fica exposta na cidade, mostra uma mulher tocando violão e tornou-se uma atração turística no país (foto inicial). Há outros trabalhos interessantes deste artista, um deles é a criação de uma peça de 25 metros quadrados usando grãos de café. Ele também já fez mosaicos com palitos de dente e pregos. Suas obras lhe renderam vários recordes mundiais.


O designer americano Scott Gundersen substitui os pincéis convencionais por rolhas de cortiça. Através de sua técnica inovadora, ele consegue um resultado excelente em suas obras ao reproduzir, por exemplo, uma fotografia com nuances de tonalidade e sombra que impressionam, pois teve apenas um esboço em lápis antes de ser coberto.
Fonte: Ciclo Vivo, com informações do GreenDiary.

Wine World Adventure: Enófilo aposentado vai conhecer países produtores de vinho em casa sobre rodas!


Um engenheiro aposentado de Varginha vai embarcar em uma viagem que mistura aventura e paixão pelos vinhos. Horácio Barros vai viajar por 24 países que tem tradição na produção da bebida. O mais interessante é que ele vai visitar esses países em uma casa sobre rodas junto com dois filhos. A paixão que o aposentado tem pelos vinhos começou após ele fazer um curso em 2001. Desde então ele se dedica à paixão e junto com os filhos idealizou a volta ao mundo para conhecer vinículas e aprender mais sobre a arte.

Antes de começar a aventura, o aposentado, que mora em Belo Horizonte, esteve em Varginha com a motorhome, que chamou a atenção dos moradores. A casa é uma atração a parte. Tem cozinha com fogão, geladeira, microondas, TV, banheiro e quarto de casal com armários embutidos. Sobre as poltronas do motorista e do passageiro ainda há espaço para mais uma cama e se for necessário, a mesa da cozinha também vira cama. O veículo foi projetado na Itália e fabricado em Sete Lagoas (MG). O motor é de caminhão e tem também outras duas fontes de energia. Na cabine, há um GPS e um compartamento para máquina fotográfica, para que todos os momentos sejam registrados.

A viagem pelo mundo tem previsão de durar cerca de dois anos e meio. Ao todo, serão mais de 120 mil quilômetros percorridos. Para isso o aposentado investiu R$ 250 mil. Ele também recebeu patrocínio de algumas empresas e um primo da área de telecomunicações vai estar estar em contato com o grupo durante todo o percurso.

A Wine World Adventure, nome dado ao projeto da viagem, começa no dia 1º de janeiro de 2012. No roteiro estão países da América do Sul, América do Norte, Europa, Oceania e África. A última parada será na África do Sul. A previsão de retorno ao Brasil é entre maio e junho de 2014, época da Copa do Mundo.

Veja o vídeo da reportagem no link:

Será o fim das altas notas de vinhos da Argentina e da Espanha?


Com a "saída de cena" de Jay Miller como crítico de vinhos da Wine Advocate, fica no ar a expectativa sobre o desempenho dos vinhos argentinos e espanhóis diante da avaliação de um novo critico, no caso, Neal Martin, recém-escalado para a função.
Antes de deixar em definitivo seu papel de avaliador na Wine Advocate, Jay Miller pontou inúmeros vinhos da Argentina com altas notas, inclusive conferindo ao Achaval Ferrer Finca Altamira 2009, 99 pontos! Pontuação obtida até então apenas uma única vez na Argentina, com o Cobos Malbec Marchiori Vineyard 2006.
Vamos observar com atenção as próximas avaliações destes vinhos...

Veja as suas derradeiras avaliações dos vinhos argentinos, publicadas no dia 23 de dezembro deste ano:


Miolo é citada como “pioneira” no aclamado Pocket Wine Book 2012 de Hugh Johnson!

O respeitado crítico britânico Hugh Johnson abriu espaço para os vinhos brasileiros na edição de 2012 de seu Pocket Wine Book. Escritor e especialista em vinhos, Johnson é considerado o autor mais vendido sobre o assunto no mundo.
Na edição de 2012, Hugh Johnson destaca que o Brasil é o terceiro maior produtor de vinhos da América do Sul com uma surpreendente influência europeia na vinificação na região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), graças à imigração italiana.

O escritor aponta “impressionantes" tintos brasileiros como merlot, e tannat. Além disso, aconselha ficar de olho em vinícolas como a “pioneira” Miolo. Outro aclamado crítico britânico, Oz Clarke, também citou o Brasil em seu Pocket Wine Book 2012. Clarke destacou o país como promissor na elaboração de espumantes.

Fonte: Sabrina Silveira
Moglia Comunicação Empresarial

Celebridades investem na compra de vinhas e na produção de vinho!


Comprar sua vinha e produzir seu próprio vinho. Essa tem sido a nova moda entre celebridades e famosos. Fazer isso em propriedades luxuosas no sul da França ou na região de Napa Valley, na Califórnia, têm se tornado uma atividade prazerosa e rentável para as estrelas.


Entre os mais novos proprietários de vinhas estão Brad Pitt e Angelina Jolie, David e Victoria Beckham, Johnny Depp, Antonio Banderas e Kate Moss.


Brad Pitt comprou sua vinha por conta da paixão de Angelina pelo sul da França. Já Victoria, David Beckham e Kate Moss foram movidos pelo amor ao vinho. Johnny Depp quis dar um presente a namorada. Antonio Banderas pensou no lado comercial do investimento. A propriedade do ator espanhol produz 1,5 milhões de garrafas por ano.

Guia Copo e Alma 2012 (Aníbal Coutinho): Os 319 melhores vinhos de Portugal! (em PDF para download)

Conheça a seleção dos melhores vinhos portugueses do ano, elaborada pelo prestigiado crítico Aníbal Coutinho, e tenha um panorama completo da riqueza e diversidade qualitativa dos vinhos de Portugal. 
Guia Anibal Coutinho 2012

Vídeo: Conheça em detalhes a belíssima Bodega Catena Zapata!

Faça um passeio minucioso em alta definição, pelas áreas internas e externas de uma das mais belas e emblemáticas vinícolas da Argentina: a Catena Zapata.

Guia Peñin 2012: Os 20 melhores vinhos da Espanha em 2011!


José Peñín é um reconhecido jornalista e crítico de vinhos. Fundou em 1975 um dos primeiros "clubes de vinho" da Espanha, o “Cluve”. Cinco anos mais tarde, lançou a primera revista de vinhos espanhóis, a “Bouquet” e o “Manual de los vinos españoles”. Atualmente, preside o Grupo Peñín, que edita anualmente o influente “Guía Peñín de los Vinos de España”.

Segundo a nova edição, estes foram os 20 melhores (El Pódio) vinhos da Espanha, degustados em 2011:
1. La Bota de Manzanilla Pasada “Bota Punta” (Bota nº 20), 99 puntos.
2. Contador 2008, 98 puntos
3. La Faraona 2007, 98 puntos
4. Viña el Pisón 2008, 98 puntos
5. Alvear PX 1830 PX Reserva, 98 puntos
6. La bota de Fino (Bota nº 18), 98 puntos
7. La bota de fino amontillado (Bota nº 24), 98 puntos
8. La bota de Palo Cortado (Bota nº 21), 98 puntos
9. La bota de amontillado (Bota nº 23), 98 puntos

10. Castillo Ygay 2001 Gran Reserva, 97 puntos
11. L’Ermita 2007, 97 puntos
12. Vega Sicilia Edición Especial Cosechas 91/94/98, 97 puntos
13. Aquilón 2007, 97 puntos
14. Dominio de Atauta Valdegatiles 2008, 97 puntos
15. Cantos del Diablo 2008, 97 puntos
16. Victorino 2008, 97 puntos
17. Alonso del Yerro María 2006, 97 puntos
18. Venerable VORS PX, 97 puntos
19. Osborne Rare Sherry Solera BC 200, 97 puntos
20. Cirsión 2007, 96 puntos