quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os 12 melhores vinhos degustados em 2011 (James Suckling é um cara de sorte!)


Já no primeiro ano de seu site pessoal, James Suckling testou muitos vinhos (quase 6.000), muitos deles grandiosos! É o maior número de amostras degustadas por ele em quase 30 anos como crítico profissional de vinhos. Dentro destas milhares de garrafas, ele escolheu uma espetacular seleção de vinhos para montar uma caixa (de 12) com o melhor que ele degustou em 2011. Veja quais foram:

2006 Casanova di Neri Brunello di Montalcino Tenuta Nuova (100 points)
 
2009 Chateau Cos d’ Estournel St.-Estèphe (100 points)

2009 Jasper Hill Shiraz Heathcote Georgia's Paddock (100 points)
2004 Penfolds Cabernet Sauvignon Barossa Valley Kalimna Block 42 (100 points)

2007 Roberto Voerzio La Serra Barolo (100 points)

2007 Sine Qua Non Grenache Central Coast Dangerous Birds (100 points)
2007 Sine Qua Non Syrah Central Coast Dangerous Birds (100 points)
2008 Tenuta dell'Ornellaia Toscana Masseto (99 points)

2009 Chateau La Fleur-Petrus Pomerol (99 points)
2009 Chateau Leoville Las Cases St.-Julien (99 points)
2008 Colgin Cellars Napa Valley IX Estate (99 points)
2008 Scarecrow Vineyards Napa Valley (99 points)

Vinhos caem no gosto dos brasileiros e volume de vendas cresce 35,7%


De acordo com os números pesquisados pela Nielsen para a Abras, a venda da bebida cresceu 35,7% nos primeiros 10 meses de 2011.
"O vinho foi o item que apresentou maior crescimento em 2011, e deve continuar crescendo en razão das festas de final de ano", afirma o presidente da entidade, Sussumu Honda.

Fora de casa
Ainda de acordo com o presidente, óleo, arroz e café em pó apresentaram queda nas vendas. Para ele esse é um sinal de que o brasileiro está comendo mais fora de casa.
"Dá para notar que produtos usados para a produção de comida em casa estão vendendo menos nos supermercados. Com relação ao café, por exemplo, sabemos que o consumo aumentou, mas foi o consumo em cafeterias, e não em casa", explica.

Preços
"Embora os preços da cesta Abras Mercado tenham subido 8,11% na comparação entre outubro de 2011 com outubro de 2010, a perspectiva é que os preços caiam mais de dois pontos percentuais até o final do ano", disse Honda.
"A redução dos preços e o aumento do salário mínimo no início de 2012 devem elevar o consumo nos mercados no começo do próximo ano", finaliza.

Fonte: InfoMoney

15 Champagnes Extra Dry recomendados pela Decanter Magazine!


A categoria de Champagnes Extra Dry está crescendo em popularidade (pessoalmente, são meus preferidos), mas estes vinhos espumantes são muito mais que apenas Champagnes com menor teor de açúcar, na opinião do especialista Michael Edwards, consultado pela Decanter Magazine, eles tem nuances bem particulares.
Ele selecionou 15 deles com avaliações entre 3 e 5 estrelas. Conheça-os e prove-os na primeira oportunidade:

Bollinger, La Grande Année Rosé Brut 2002
Magnificent rosé, on the cusp of extra-brut. With a crushed cardinal hue, this has seamless orchard and woodland fruits, a rich vinosity and perfect uplifting acidity. 18.5pts/20 - Drink: 2012–2022.

Ayala, Perle d’Ayala Nature Brut 2002
Lemon green-gold colour, lovely scents of citrus fruit and white flowers, then richer tones of white peaches. Invigorating drive and energy clothed in a silky caressing texture. Great purity, bone-dry, and in no way astringent. Class. 18pts/20 - Drink: 2011–2013.

Jacquesson Millésime, Brut 2002
Welsh gold hue in colour, this has an exquisite medley of Pinot-led notes of peach and quince, with creamy, spicy Chardonnay. The naturally rich fruit is balanced by taut freshness. Dosage 3g/l. 18pts/20 - Drink: 2012–2022.

Larmandier–Bernier, Vielle Vigne de Cramant, Grand Cru Extra Brut 2005
Aromas of green olives and sage. A savoury palate that is much more ample than the 2004. A gastronomic wine. 17.5pts/20 - Drink: 2011–2013.

Pierre Gimmonet Cuvée Oenophile, Extra Brut 2004
Racy blanc de blancs showing the verve and dash of 2004 – a fine Chardonnay year. Much old-vine Cramant in the blend. 17.5pts/20 - Drink: 2011–2013.

Veuve Fourny, Brut Nature NV
Benchmark Chardonnay Brut Zéro, from old vines in Monts Ferrés and Vertus. Delicate green fruits with a hint of lime. Lovely mouthfeel, crunchy yet refined. 17.55pts/20 - Drink: 2011–2013.

Benoît Lahaye, Brut Essentiel NV
Mainly grand cru Pinot Noir. Vivid gold with a hint of pink at rim. Seductive nose of cherries and raspberries; sumptuous palate of Bouzy richness; check of minerality. Dosage 6g/l. 17pts/20 - Drink: 2011–2013.

Jacquesson, Cuvée 734, Brut NV
Shimmering gold. A fine, supple, flowing Champagne based on the subtly rich and elegant 2006. Clear, firm, Pinot-led orchard fruits, spicy Meunier and top-grade Chardonnay. Dry and savoury. Dosage 3g/l. 17pts/20 - Drink: 2011–2013.

Jérôme Prévost, La Closerie Les Béguines, Brut Extra-Brut NV
Though officially a non-vintage, this is always the wine of a single year. The most exotic Meunier in Champagne. Burnished gold; toasty, spicy aromas; tastes like brioche straight from the oven. Masterly use of oak. 17pts/20 - Drink: 2011–2013.

J-L Vergnon, Brut, Grand Cru 2004
Made by Christophe Constant, a rising star. A crystalline expression of grand cru Côte des Blancs. On the cusp of extra-brut (dosage 7g/l). Great value. 17pts/20 - Drink: 2011–2013.

Larmandier-Bernier, Terre de Vertus Premier Cru, Non-Dosé
A 2006 in all but name. Fine scents of nature, linden, white flowers. Brisk Chardonnay drive, perfectly balanced. 17pts/20 - Drink: 2011–2013.

Billecart–Salmon, Extra Brut NV
Actually a brut nature and a very assured take on it. Burnished gold. Riot of natural ripe flavours: honey, figs, unctuous but not cloying. 16.5pts/20 - Drink: 2011–2013.

Joseph Perrier, Cuvée Royale, Brut NV
Ripe Pinot fruit, a hint of spice, incisive, Chardonnay-led freshness. More precise thanks to a lowered dosage of 7g/l. Exemplary. 16.5pts/20 - Drink: 2011–2013.

Pol Roger, Pure, Brut NV
A bone-dry Champagne with not a gram of sugar. Quite different from Pol Roger’s outstanding White Foil. Very fruity primary scents, pure, super-clean yet round. 16pts/20 - Drink: 2011–2013.

Tarlant, Zero Brut Nature NV
This is a broader expression of Champagne, reflecting the terroir. Ripe black-grapey style but lifted by fine Chardonnay, too. 16pts/20 - Drink: 2011–2013. 

Fonte: Decanter Magazine

Os 12 melhores vinhos do século 20: Château Cheval Blanc 1947 (e seu sucessor Château Lafleur 1982)!


Continuando com a apresentação dos vinhos da postagem "A Caixa Perfeita: Os 12 melhores vinhos do século 20", apresento o 7º vinho da série de 12 vinhos escolhidos pela Wine Spectator.
Considerando a raridade e os preços praticamente inacessíveis destes vinhos, a própria Wine Spectator elegeu também seus sucessores, ou seja, vinhos de safras mais recentes e acessíveis que seriam os substitutos imediatos destes mitos vínicos do século 20.
Seguindo a ordem cronológica, a lista prossegue com o Château Cheval Blanc 1947 (e seu sucessor, o Château Lafleur 1982):


Château Cheval Blanc 1947 (WS100)
Preço no lançamento: US$4
Preço atual de mercado: US$2.000
 
Para muitas pessoas, o Château Cheval-Blanc 1947 pode ser o maior vinho já produzido. Mais parecido com Porto Vintage do que com um vinho de mesa, é um vinho "monstruoso", com uma enorme estrutura de taninos concentrados e um conjunto completo de sabores de frutas carnudas. Elaborado com cerca de 2/3 de Cabernet Franc e1/3 de Merlot, é um monumento aos vinhos suntuosos da denominação de St.-Emilion e aos melhores tintos da região de Bordeaux.

Estranhamente, muitos produtores da região acreditam que ninguém se atreveria a fazer um vinho semelhante hoje. O Cheval-Blanc 1947 esteve muito perto do limite de uma vinificação ruim. Ele foi feito com uvas ultramaduras, quase passificadas e com altíssimo teor de açúcar, resultado de uma colheita feita no último momento possível. Isso resultou num vinho com quase 15% de álcool, 2% a mais que o normal (naquela época). Além disso, a fermentação ocorreu de modo quente e furioso, quase fora de controle, produzindo altos níveis de acidez volátil. O vinho ficou estável, mas no limite.
Outros vinhos de 1947, foram menos afortunados. Talvez por isso, o estilo "no limite" do Cheval-Blanc seja tão absurdamente vistoso e emocionante para beber.

Veja o que James Suckling disse quando o provou: "embora o vinho provado não tenha sido de uma garrafa perfeita, mostrou notável concentração de frutas supermaduras, com um caráter subjacente de terra outonal. O vinho tem uma textura sensual, com sua combinação de taninos aveludados e espessa glicerina decorrente do teor de álcool. Outras garrafas que tive a chance de provar estavam ainda mais concentradas e doces ao paladar".

Château Lafleur 1982 (WS99)
Preço no lançamento: US$30
Preço atual de mercado: US$2.000

A safra 1982 em Bordeaux também foi uma colheita extremamente quente, produzindo tintos muito ricos e perfumados. O vinho desta minúscula propriedade do Pomerol, o Château Lafleur, foi o melhor de toda a safra. É um caldo espesso como um vinho do Porto, com toneladas de aromas de frutas vermelhas doces e notas de tabaco, com taninos maciços e aveludados. Lembra muito o estilo do Cheval-Blanc 1947 e deve tem uma vida muito longa.

Biblioteca: Chefs e Châteaux, um passeio pelos Restaurantes e Châteaux da França!


Esta semana começou a venda online do livro Chefs e Châteaux, produzido pelo franco-brasileiro Antônio Goulart, um grande apaixonado pelas culturas enogastronômicas internacionais. Reunindo um vasto material, com fotos, receitas e dicas de vinhos, a obra é fruto das andanças de Goulart por alguns dos principais restaurantes e châteaux da França.

Com uma linguagem simples e dinâmica, Antônio Goulart consegue envolver os leitores com histórias marcantes, potencializadas pela sua paixão pelo tema abordado. Ao longo do livro, o autor retrata experiências adquiridas em alguns dos principais châteaux do mundo, como o Haut- Brion, o d`Yquem, a Moet & Chandon, Ausone. A obra é um prato cheio para quem aprecia bons vinhos e vem recheado de fotos das belas vinícolas e adegas.

Para ter uma prévia do livro, acesse o link do Google Books:

O livro que está sendo vendido na Fnac, Saraiva e Livraria Cultura, pode ser adquirido com 30% de desconto (frete já incluído) diretamente no site do projeto:

Fonte: STWS - Assessoria de Imprensa
(41) 3014-9654

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Essa é para as mulheres: tomou vinho e ficou com os lábios manchados? Veja o que fazer!



As festas de fim de ano estão chegando. Junto com elas, roupas novas, maquiagens, presentes, comidas e bebidas diferentes e novas ideias para 2012.
Na maioria das ceias de épocas festivas o vinho é um elemento coringa. E também pode ser o vilão para quem acaba de engatar num namoro e não quer fazer feio na frente do parceiro com os dentes e a boca sujos de roxo.
Os pigmentos do vinho, que costumam impregnar com facilidade e rapidez na pele, podem ser retirados com um truque básico que o dermatologista Marcelo Bellini ensinou ao site "M de mulher": colocar um pouco de açúcar na palma da mão, acrescentar água até formar uma pasta e passar delicadamente sobre os lábios, retirando todo o resíduo vermelho.

3 vinhos e... 170 anos de história!


Como apreciador convicto de vinhos evoluídos, fiquei muito contente em conseguir colocar as mãos nestas 3 garrafas de vinho espanhol, no mínimo "históricas", vinhos cuja soma das idades das safras chega aos 170 anos!
Curiosamente, depois que adquiri as garrafas, praticamente nada encontrei sobre estes vinhos, mesmo vasculhando minuciosamente a internet. O site do produtor é pouco esclarecedor e incompleto, além de parecer desatualizado. Mesmo assim, não desisti e mandei um e-mail para o produtor pedindo informações sobre o vinho e as safras. Para minha grata surpresa, recebi a resposta rapidamente e, preenchendo esta lacuna, divido com vocês os dados detalhados sobre estes vinhos.

Os 3 vinhos em questão (foto acima) são o Palacio de Arganza 1948, Palacio de Arganza 1958 e Señorio de Arganza 1964, produzidos pelo Palacio de Arganza, em Villafranca del Bierzo (León) com as castas Mencia e Tempranillo (no caso do Señorio de Arganza, a CS também entra no corte).
Estes vinhos são elaborados de maneira extremamente tradicional, chegando a passar mais de uma década na garrafa, depois de estagiar por 24 meses em grandes tonéis de carvalho americano. São exemplos perfeitos de um estilo de vinificação que a "velocidade" do mundo de hoje praticamente extinguiu.

Como eles já esperaram tempo demais para serem apreciados, neste final de semana eles conhecerão o seu "destino final". Em seguida, publicarei as notas de degustação.


Palacio de Arganza 1948
Castas: Mencia e Tempranillo
Crianza: 24 meses em carvalho americano e 192 meses (16 anos) em garrafa.

Palacio de Arganza 1958
Castas: Mencia e Tempranillo
Crianza: 24 meses em carvalho americano e 120 meses (10 anos) em garrafa.


Señorio de Arganza 1964
Castas: Mencia, Tempranillo e Cabernet Sauvignon
Crianza: 24 meses em carvalho americano e 60 meses (5 anos) em garrafa.

Espero que Baco tenha cuidado bem deles durante todo esse tempo!
No domingo, conto como eles estavam...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os 20 Champagnes de melhor custo x benefício para as festas de fim de ano (Wine Spectator)


Nenhuma festa de fim de ano é completa sem uma boa garrafa de espumante, e neste quesito, não há nada melhor que o espumante mais famoso e nobre de todos: o Champagne.
Em recente avaliação de Champagnes com custo inferior a US$50 (no mercado americano), a Wine Spectator selecionou os 20 melhores, todos eles "non-vintage", ou seja não são safrados (millesimes). A maioria deles é composta de blends das safras de 2006, 2007 e 2008.
Conheça cada um deles (infelizmente, nem todos estão disponíveis no Brasil*):

Para ter uma noção aproximada de preço por aqui, multiplique o valor em dólar por 4...

GUY CHARLEMAGNE Brut Blanc de Blancs Champagne Réserve NV Score: 92 $39
Fresh and focused, with a panoply of flavors-ripe fruit notes of mango, tangy quince and tangerine, joined by a minerally sublayer of smoke, stone and spice. This shows firm structure and intensity, but the overall juiciness of the acidity makes this very appealing right now. Drink now through 2018.

GUY CHARLEMAGNE Brut Rosé Champagne NV Score: 92 $45
Bright and lively, offering notes of fresh-cut pink grapefruit, black cherry and peach, with hints of spice cake, tea rose and fresh ginger. There's good intensity to this, but with the refined bead the wine seems elegant overall. Delicious. Drink now through 2020.
NICOLAS FEUILLATTE Brut Champagne NV Score: 92 $36
Rich and creamy, showing the dried fruit, nut and spice notes of fruitcake, with lemon meringue, quince and honey flavors. Clean citrusy acidity integrates beautifully and provides an elegance to this refined Champagne. Drink now through 2020.

GOSSET Brut Champagne Excellence NV Score: 92 $45
Refined and creamy, with delicate acidity that finds fine balance with the layers of poached apple and pear, lemon cake, ground ginger, smoke and almond cream flavors. Very elegant. Drink now through 2020. 10,000 cases imported.

A.R. LENOBLE Brut Blanc de Blancs Champagne NV Score: 92 $49
Spiced with ground ginger and clove, delivering a finely layered mix of roast nut, apple pastry, golden raisin, pastry and verbena. Very harmonious, with vibrant acidity throughout. Drink now through 2018. 200 cases imported.

JOSEPH PERRIER Brut Champagne Cuvée Royale NV Score: 92 $50
Elegant, with delicate acidity framing subtle notes of white peach, fresh flowers, dried pineapple and biscuit. Very refined in texture, with a lingering, spiced finish. Drink now through 2020. 30,000 cases made.

AGRAPART & FILS Brut Blanc de Blancs Champagne Les 7 Crus NV Score: 91 $45
Spiced with licorice snap, pickled ginger and clove, this is firm and focused, with flavors of green apple, white peach and lemon peel. The mineral undercurrent pushes through on the finish. Drink now through 2018.

BESSERAT DE BELLEFON Brut Champagne Cuvée des Moines NV Score: 91 $50
Well-balanced and lively, with a fine, creamy mousse and subtle Gala apple, smoke, ginger, honey and lemon meringue flavors. Ends with a lingering, mineral-tinged finish. Drink now through 2018. 1,000 cases imported.

GUY CHARLEMAGNE Extra Brut Champagne NV Score: 91 $35
Crisp, with a stony mineral undertow and subtle notes of pippin apple, lemon zest, ginger and smoke. Lightly juicy and well-focused throughout. Drink now through 2016.

R.H. COUTIER Brut Rosé Champagne NV Score: 91 $48
Elegant and pretty, with floral accents to the black cherry pie, blackberry coulis and spiced plum flavors. This is lightly creamy, with fine balance and a lingering, mineral-tinged finish. Drink now through 2016. 500 cases made.

PASCAL DOQUET Brut Blanc de Blancs Chardonnay Champagne NV Score: 91 $50
The light-grained texture supports flavors of raw almond, fresh pear and cream that show a hint of whole-grain toast and a touch of candied orange peel. Vibrant acidity provides focus, but finds fine balance. Drink now through 2016. 400 cases made.

CHARLES ELLNER Brut Champagne Réserve NV Score: 91 $45
A dry, minerally style, with lightly chalky acidity framing the frothy bead and flavors of biscuit, quince, candied lemon peel and fresh ginger. Lightly juicy and mouthwatering through to the finish. Best from 2013 through 2018. 448 cases imported.

NICOLAS FEUILLATTE Brut Rosé Champagne NV Score: 91 $48
Like a basket of fresh-picked strawberries on the nose, subtly mixing on the palate with notes of ripe plum, violet, spice and graphite. Shows fine harmony, with a long, smoke-tinged finish. Drink now through 2016.

GATINOIS Brut Champagne NV Score: 91 $45
The color of a very pale rosé, this stylish Champagne is well-meshed, with focus and balance. Citrusy acidity enlivens flavors of black cherry, Gala apple, cassis and biscuit, leading to the lightly chalky finish. Drink now through 2016. 2,100 cases made.

PIERRE MONCUIT Brut Rosé Champagne NV Score: 91 $49
Bright and juicy, with a spicy base supporting notes of red currant, black cherry, tea rose, licorice and orange zest. Well-knit and lightly creamy, with a smoke-tinged finish. Drink now through 2016. 833 cases made.

R.H. COUTIER Brut Champagne NV Score: 90 $45
Bright and crisp, with crunchy green apple and pear, anise, chalky mineral and lemon curd flavors that are focused by firm acidity. The finish is fresh, with a light grain to the texture. Drink now through 2016. 2,500 cases made.

DELAMOTTE Brut Champagne NV Score: 90 $50
A hint of yeasty bread dough accents flavors of pippin apple, smoke, Meyer lemon and stony mineral. Firm and focused, with a note of raw almond on the moderate finish. Drink now through 2015. 5,000 cases imported.

CHARLES ELLNER Brut Rosé Champagne NV Score: 90 $48
Lively, with tangy acidity and flavors of white cherry, smoke, black raspberry and lemon zest. Fresh, with a moderate finish. Drink now through 2014. 336 cases imported.

MOUTARD PÈRE & FILS Brut Champagne Grande Cuvée NV Score: 90 $40
Spiced, with juicy roast apple, Meyer lemon, fruitcake, anise and smoke notes, followed by a firm finish. Razor sharp acidity focuses this streamlined Champagne, so try with food, such as fish or pork. Best from 2012 through 2017. 18,500 cases made.

PLOYEZ-JACQUEMART Brut Champagne Extra Quality NV Score: 90 $45
Bright and lively, with crisp notes of Granny Smith apple, white cherry, graphite and honeysuckle. Very approachable for its fine balance and integration, this is refreshing for the hints of lemon and verbena that linger on the finish. Drink now through 2015. 1,000 cases imported.

Os 12 melhores vinhos do século 20: Château Mouton-Rotschild 1945 (e seu sucessor 1990)!


Continuando com a apresentação dos vinhos da postagem "A Caixa Perfeita: Os 12 melhores vinhos do século 20", apresento o 6º vinho da série de 12 vinhos escolhidos pela Wine Spectator.
Considerando a raridade e os preços praticamente inacessíveis destes vinhos, a própria Wine Spectator elegeu também seus sucessores, ou seja, vinhos de safras mais recentes e acessíveis que seriam os substitutos imediatos destes mitos vínicos do século 20.
Seguindo a ordem cronológica, a lista prossegue com o Château Mouton-Rothschild 1945 (e seu sucessor, o 1990):

Château Mouton-Rothschild 1945 (WS100)
Preço no lançamento: US$3
Preço atual de mercado: US$9.000

Não há nada como o Mouton-Rothschild 1945. Talvez seja a surpreendente juventude deste vinho depois de mais de 60 anos na garrafa. Ou talvez seja o mentolado único do vinho, com aromas e sabores de groselha preta e as quantidades luxuriantes de fruta madura e taninos redondos. Poderia ser também pelo fato de tere sido feito no final da Segunda Guerra Mundial, tornando-o o "vintage da vitória*". Independentemente das razões, é um vinho surpreendente. 
As dificuldades para fazer este vinho foram certamente inigualáveis. A colheita de 1945 foi uma das mais difíceis da história de Bordeaux. Não só pela produção de uvas minúsculas, mas devido ao pobre cultivo das vinhas durante a guerra, alé de uma temporada extremamente quente e seca durante o período de crescimento das uvas.
Para completar, havia muito poucas pessoas disponíveis para trabalhar na colheita e fazer os vinhos. Ainda assim, o ditado que diz "um grande vinho faz-se por si mesmo" foi comprovada. O 1945 continua a ser a referência para safras de Bordeaux, e o Mouton permanece o sucesso supremo do ano.

O Mouton-Rothschild não era sequer classificado como 1er Grand Cru Classé na época (distinção que veio apenas em 1973), embora este Pauillac sempre tivesse feito vinhos de primeira classe. O 1945 certamente provou isso.

*Este rótulo de Mouton-Rothschild é muito conhecido por ostentar o símbolo (V) da vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial.


Château Mouton-Rothschild 1990 (WS97*)
Preço no lançamento: US$60
Preço atual de mercado: US$350

* Avaliação feita em 2001. Mas, estranhamente, este vinho já foi avaliado outras vezes pela revista, com variações de notas entre 87 e 97 pontos (?).

Se 1990 será considerada uma safra grandiosa em Bordeaux, como a de 1945, é uma questão de tempo, mas o Château Latour 1990 certamente tem potencial para se igualar ao seu equivalente de 1945. Desde a primeira degustação ainda no barril na adega da propriedade, este 1990 encantou pela concentração, muito semelhante ao clássico Latour em taninos firmes e ótima acidez. Continua a ser um clarete de referência e deve estar em seu auge entre 2005-2035.

Gigante chinês da NBA lança vinho de R$ 540 a garrafa!



O astro chinês do basquete Yao Ming acaba de lançar uma linha de vinhos. O ex-jogador da NBA aposta no grande crescimento do mercado chinês. Entre 2008 e 2010, o mercado de vinhos importados teve alta de 240%, segundo dados do setor.
Produzido na Califórnia, nos EUA, o vinho Yao Ming é fabricado especialmente para o mercado de luxo asiático. Cada garrafa está sendo vendida por US$ 289 (cerca de R$ 540). O vinho é feito com uvas cabernet sauvignon de Napa Valley, da safra de 2009.
Além dos vinhos, Yao Ming investe em outros tipos de negócios. Ele possui uma equipe de basquete profissional na China, o Sharks Xangai, e também é dono de um site de música.

Fonte: UOL Economia

Vídeo: La Massa, a trajetória de um vinho com personalidade!

A Sotheby's tem sua própria loja de vinhos!


Pelo menos em New York, a Sotheby's é tanto uma casa de leilões como comerciante de vinhos no varejo, com uma bela loja no saguão do prédio onde fica a sede da Sotheby's, na rua 72 com York.
A atual Sotheby's Wine, conhecida antigamente como Aulden Cellars, é uma subsidiária da famosa Sotheby's e que desde maio de 2009, combina as atividades de loja de vinhos e casa de leilões,  oferecendo uma gama completa de serviços de compra e venda em ambos os canais.

Quando estiver em New York, não deixe de fazer uma visita!

domingo, 27 de novembro de 2011

Direto da Taça: Dog Point Section 94 Sauvignon Blanc 2008, o melhor do ano!


O ano vai acabando e depois de centenas de vinhos degustados, me deparo com este Sauvignon Blanc espetacular, que só havia degustado apenas uma vez muitos anos atrás. O Dog Point Section 94 Sauvignon Blanc 2008 é daqueles raros vinhos que mesmo fugindo da tipicidade da casta, encanta e causa um grande impacto nos sentidos
Produzido em Marlborough, na Nova Zelândia, com uvas 100% Sauvignon Blanc este vinho fez sua fermentação em tanques de aço inox, mas com um diferencial, amadureceu 18 meses em barricas de carvalho francês usadas, algo que não funciona para um SB qualquer.

Impressões de degustação:
Apresentando uma bela cor amarelo palha, o vinho encantou de imediato com seus aromas de frutas tropicais (abacaxi, melão), com notas florais e levemente cítricas, deixando transparecer também uma discreta presença de madeira. No paladar, uma exuberante complexidade e elegância surpreende a língua e o palato, finalizando com uma refrescante acidez e longo final. Um espetáculo de branco! Nota: 95 pontos (Viníssimo).

Humor: Alguns "mitos" do vinho podem ser constrangedores...


Moral da história: Não leve ao "pé da letra" tudo que lhe dizem sobre vinho...

Os 12 melhores vinhos do século 20: Inglenook Cabernet Sauvignon Napa Valley 1941 (e seu sucessor Ridge Monte Bello 1994)!


Continuando com a apresentação dos vinhos da postagem "A Caixa Perfeita: Os 12 melhores vinhos do século 20", apresento o 5º vinho da série de 12 vinhos escolhidos pela Wine Spectator.
Considerando a raridade e os preços praticamente inacessíveis destes vinhos, a própria Wine Spectator elegeu também seus sucessores, ou seja, vinhos de safras mais recentes e acessíveis que seriam os substitutos imediatos destes mitos vínicos do século 20.
Seguindo a ordem cronológica, a lista prossegue com o Inglenook Cabernet Sauvignon 1941 (e seu sucessor, o Ridge Monte Bello 1994):

Inglenook Cabernet Sauvignon Napa Valley 1941 (WS100)
Preço no lançamento: US$1,49
Preço atual de mercado: US$12.000 (em leilão)

Além de Bordeaux, o Napa Valley é um dos locais onde a Cabernet Sauvignon atinge seu ápice. A grande e antiga propriedade de Inglenook, em Rutherford, ajudou a estabelecer as credenciais da Cabernet Sauvignon do Napa Valley nos anos 1930 e 1940, com uma sequência incrível de vinhos ricos, densos e capazes de envelhecer muito bem.
As uvas de Inglenook foram cultivadas em solos ricos e argilosos, bem na frente ao belo palácio de pedra que, durante anos, foi conhecido como Home Vineyard. Os enólogos John Daniel Jr. e George Deuer, eram difíceis de agradar, estabelecendo padrões elevados de qualidade para os vinhos, sendo um dos poucos na Califórnia que desclassificavam seus vinhos, vendendo-os por preços baixos, a granel ou em garrafas, se a qualidade não fosse a desejada. 

Há muitos locais em Napa Valley, onde a Cabernet se dá bem, mas com certeza, é na área de Rutherford onde a casta é mais consistente. Os solos são provenientes de encostas desmoronadas e são profundos e bem drenados. Durante a época de crescimento, a Cabernet amadurece uniformemente e com facildade, como dias quentes e longos e noites frescas e arejadas.

O Inglenook Cabernet Sauvignon 1941 realmente amadureceu completamente, pois o nível de álcool está bem acima de 14%. Ao contrário do seria feito hoje, o vinho não amadureceu em barricas, pois Daniel e George preferiram colocar o vinho em grandes tonéis, que permitiu ao vinho um envelhecimento mais lento do que se tivesse sido mantido em recipientes menores. O Inglenook 1941 é provavelmente 100% Cabernet, mas não sabe ao certo, pois era comum na época misturar outras uvas para dar cor ou tanino. Em várias degustações, este vinho nunca deixou de surpreender. É escuro e muito concentrado, com uma ampla gama de sabores maduros, notas de passas, sálvia, groselha e cereja, além de um bouquet maravilhoso que enche o ambiente. Estima-se que 5.000 caixas tenham sido produzidas.

 
Ridge Monte Bello Santa Cruz Mountains 1994 (WS93)
Preço no lançamento: US$84
Preço atual de mercado: US$110

A verdade é que inúmeras safras do Ridge Monte Bello poderiam ter se unido essa lista de vinhos fantásticos baseados na Cabernet da Califórnia. A safra de 1994 é especial porque tem "um pouco mais" de tudo, como a maioria dos Cabernets deste ano.
Provado um ano antes de ser lançado, ele estava jovem e compacto, maravilhosamente concentrado, mas muito duro de beber ainda. Sua pontuação deverá melhorar com os anos*. 

*Curiosamente, isso não aconteceu. Degustado anos depois foi "rebaixado" para 92 pontos. A safra de 2006 alcançou resultado o melhor score até hoje: 95 pontos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Clube do Barolo: O Piemonte é aqui, outra vez!

Cacho de Nebbiolo pronto para a colheita na vila de Barolo

Em mais uma edição anual do Clube do Barolo, organizado em Vitória pelo médico e enófilo Jesse Tabachi, tive a oportunidade de degustar um conjunto de ótimos exemplares deste magnífico vinho feito no Piemonte com a tânica casta Nebbiolo.
Para quem já leu as duas postagens anteriores sobre os Crus de Barolo e as Safras de Barolo, fica muito mais fácil compreender as nuances que estão por trás deste sofisticado vinho italiano que encanta uma legião de enófilos.
No painel deste ano, a temática girou em torno dos aromas particulares que o Barolo pode oferecer, desde os vinhos oriundos de exemplares mais maduros e elaborados de maneira mais tradicional (em grandes botti de carvalho eslavônico) até os Barolos mais modernos e recentes que utilizam barricas francesas, conferindo um caráter mais frutado e diferenciado ao vinho.
Ainda em relacionado com o tema aromas, alguns vinhos foram decantados com períodos de tempo diferentes, variando de 12 horas antes até a decantação feita na hora. A experiência mostrou resultados bem interessantes, com vinhos alcançando grande expressão aromática enquanto outros permanecer tímidos e fechados.

Veja os vinhos degustados:

Giacomo Borgogno Riserva 1997

Renato Ratti Rocche 2004

Aldo Conterno Bussia Cicala 2005

La Spinetta Vigneto Campe 2005

Giacosa Fratelli Vigna Mandorlo 2004

Ceretto Bricco Rocche Brunate 2004

Massolino Margheria 2004

Renatto Ratti Marcenasco 2004

Elio Grasso Ginestra Casa Maté 2006

Na sequência das postagens do fim de semana, falarei com mais calma sobre cada um deles...