terça-feira, 31 de maio de 2011
#Winebar Vinhos do Brasil: Espumante e Tinto já estão na adega!
Chegaram ontem os 2 vinhos brasileiros (1 espumante e 1 tinto) enviados pelo IBRAVIN, para a degustação virtual do #winebar no próximo dia 3 de junho (sexta-feira), que faz parte das comemorações do Dia do Vinho e vai encerrar o workshop "O Impacto das Redes Sociais no Mercado de Vinho".
Para acompanhar o evento, basta acessar o site www.winebar.com.br e ouvir os comentários dos especialistas, podendo inclusive, trocar idéias online com eles. A degustação será apresentada por Jefferson Sancineto Nunes, sommelier e presidente da FSI Brasil e pelo blogger Daniel Perches (Vinhos de Corte).
Além dos degustadores "presenciais", teremos mais alguns blogueiros convidados de várias partes do Brasil (nos quais me incluo) que abrirão as garrafas recebidas para manifestar suas impressões de degustação.
Os vinhos apresentados serão: Pizzato Brut (espumante) e Lídio Carraro Grande Vindima Merlot 2005 (tinto), dois belos representantes do potencial vitivinícola do Brasil.
Não perca!
Dia: 3 de junho (sexta-feira)
Horário: 19:30 hs
Acesso: http://www.winebar.com.br/
Os vinhos de Portugal no Desafio Ibérico 2004: Quinta do Crasto Vinhas Velhas, Gloria Reynolds, Quinta do Noval, Chryseia e Secret Spot
Realizada no último sábado, a degustação Desafio Ibérico (Portugal x Espanha) 2004, reuniu 5 grandes vinhos de cada país. Degustados separadamente, foi possível comprovar a alta qualidade dos vinhos selecionados. Nesta 2ª postagem vou apresentar em detalhes os 5 vinhos de Portugal que dela participaram:
Quinta do Crasto Vinhas Velhas Reserva 2004
Elaborado com uma miscelânea de 30 castas, todas de vinhas velhas com idade média de 70 anos, plantadas no típico solo xistoso da região do Douro. O vinho foi fermentado em cubas de inox com temperatura controlada e amadureceu 18 meses em barricas novas de carvalho francês.
Impressões de degustação:
Cor rubi média, aromas de ameixa seca, pimenta negra e notas de terra úmida com boa intensidade. Na boca, um vinho muito encorpado (14,5º de álcool) com ótimo equilíbrio entre seus taninos finos e a acidez marcante. Vinho no apogeu, prontíssimo, que deve se manter assim por mais uns 4 a 5 anos. Nota: 91 pontos (Qualimpor, R$178,50 - safra 2008).
Gloria Reynolds 2004
Elaborado pela Julian Cuellar Reynolds na Herdade da Figueira de Cima, no Alentejo, o Gloria Reynolds só é produzido nos melhores anos, com um corte de Alicante Bouschet e Trincadeira que fermenta em tonéis de carvalho e amadurece parcialmente por 24 meses em barricas de carvalho novo.
Impressões de degustação:
Cor rubi escura, com aromas destacados de frutas em compota (ameixa e cereja) e notas achocolatadas. Muito elegante e macio na boca, com ótimo corpo e um leve dulçor característico da Alicante Bouschet. Delicioso! Nota: 93 pontos (Casa do Porto, R$490).
Quinta do Noval 2004
Elaborado por um dos mais renomados produtores de vinho do Porto do Douro, este Quinta do Noval "não fortificado" foi feito com uvas Touriga Nacional (70%), Tinta Cão (20%) e Touriga Francesa (10%), que amadureceram por tempo não divulgado em barricas de carvalho francês novo.
Impressões de degustação:
Cor granada escuro e brilhante, aromas de frutas vermelhas escuras (amora e cassis) e notas marcantes de chocolate amargo de média intensidade. Na boca, muito macio e estruturado, formando um conjunto muito agradável e com ótimo final. Tem um claro potencial para evoluir ainda mais. Nota: 91 pontos (Grand Cru, R$390).
Chryseia 2004
Elaborado pela associação do francês Bruno Prats e do português Dominic Symington, Chryseia é a tradução grega da palavra "Douro", que vem de dourado. Utilizam-se em sua confecção, um blend de uvas Touriga Nacional e Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão, que amadurecem em barricas de carvalho francês de 400 litros.
Impressões de degustação:
Rubi escuro, repleto de aromas de ameixas em compota e toques de terra úmida e tabaco de grande persistência. Na boca, muito encorpado e com taninos estruturados e sedosos. Excelente final de boca! Nota: 93 pontos (Grand Cru e outros, R$390).
Secret Spot 2004
Secret Spot é um projeto do viticultor Gonçalo Sousa Lopes e do enólogo Rui Cunha, cujo objetivo é produzir vinhos utilizando uma vinha única e que apresente potencial para originar um vinho de qualidades especiais.
Neste 2004, utilizaram uvas de vinhas de baixíssimo rendimento (cerca de 200 g por planta) com mais de 70 anos de idade. Depois de fermentar em lagar de pedra e pisa a pé, o mosto foi amadurecido por 14 meses em barricas novas de carvalho.
Impressões de degustação:
Um dos vinhos que mais me impressionou em toda a degustação. Cor rubi escura, quase negra. Aromas intensos de compota de frutas negras, café torrado, alcaçuz e notas apimentadas de grande complexidade. Na boca, muito frutado, com taninos poderosos e intensos, mas devidamente balanceados pela correta acidez. Exuberante em todos os quesitos e com vários anos pela frente. O melhor português do painel! Nota: 95 pontos (Casa do Porto, R$350).
Amanhã falaremos dos espanhóis...
Vídeo: Programa "E por falar em vinhos" (Canal Rural) - 2° episódio
Assista o 2º programa "E por falar em vinhos" produzido por Irineu Guarnier Filho e apresentado pelo Canal Rural. Neste programa iremos conhecer os novos empreendedores do setor: empresários, médicos, pecuaristas que decidiram investir na atividade. Conheça a Ravanello, a Laurentia e a Rastros do Pampa, todas localizadas no Rio Grande do Sul.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Degustação de Borgonhas e Wine Dinner com Châteauneufs du Pape na Grand Cru!
O mês de junho começa com grandes representantes da Bourgogne e do Rhône na Grand Cru. Isso porque a importadora receberá em São Paulo, nesta quinta-feira (2), Christophe Bristiel, diretor-geral do Chateau La Nerthe, Thierry Brouin, diretor-geral de Clos de Lambrays e François de Nicolay, diretor-geral do Chandon de Briailles. Os representantes dos renomados chateaux de Bourgogne e do Rhône comandarão degustações nas lojas da Bela Cintra e de Moema, respectivamente.
Na unidade da Bela Cintra, a degustação acontece a partir das 16h e será dirigida a profissionais da área. Já na franquia de Moema, a partir das 20h, haverá degustação para clientes seguida de wine dinner com pratos do chef Julio Laudísio, que assina o menu do charmoso bistrô localizado no interior na loja.
Confira a programação:
Degustação Bourgogne
Clos de Lambrays Grand Cru 2008
Clos de Lambrays Grand Cru 2009 (Safra do Século)
Chandon des Brailles Sauvigny lês Beaune 1er Cru 2005
Chandon des Brailles Volnay 1er Cru 2006
Chandon des Brailles Corton Blanc 2004
Wine Dinner
Primeiro Prato: Lombo de Javali com risoto de courgette e lâminas de pêra
Chateauneuf du Pape La Nerthe Blanc 2008 - RP 92
Segundo Prato: Entrecote ao molho de Grenache acompanhada de polenta cremosa aos cogumelos mistos
Chateauneuf Du Pape Nerthe Cuvee des Cadettes 2005 – RP 96
Sobremesa: Suflê de goiaba com mascarpone e mel
Vinho: Surpresa da Noite
Serviço: Grandes ícones da França na Grand Cru
Degustação para profissionais
Grand Cru Bela Cintra – Bela Cintra, 1799 – Jardins
Telefone: 3062-6388
Data: 2 de Junho de 2011 (quinta-feira)
Horário: 20h
RSVP: patrícia_marketing@grandcru.com.br
Degustação seguida de Wine Dinner
Grand Cru Moema – Alameda dos Nhambiquaras, 614 – Moema
Data: 2 de Junho de 2011 (quinta-feira)
Horário: 20h
Investimento: R$ 240,00 por pessoa
Telefone: 3624-5819
RSVP: Eduardo@grandcrumoema.com.br
Assessoria de Imprensa
Camila Perossi / Carla Italia
Direto da Taça: Desafio Ibérico 2004 (Portugal x Espanha), 10 vinhos que mereciam 10!
Em mais uma excepcional degustação de uma das confrarias que participo, degustamos um painel de grandes vinhos de Portugal e da Espanha, elaborados na majestosa safra de 2004. Do lado português, 4 vinhos do Douro e 1 do Alentejo; do lado espanhol, 3 vinhos de Ribera del Duero, 1 de Castilla y Leon e 1 da Rioja. Apesar da aparente vantagem da "seleção" espanhola, a qualidade dos vinhos foi equivalente.
Conheça os vinhos que participaram da degustação e a avaliação da Wine Advocate (Parker) e da Wine Spectator (estas avaliações serão objeto de polêmica em postagem futura):
PORTUGAL
Gloria Reynolds 2004 (Alentejo) RP89
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2004
(Douro) RP94/WS93
Quinta do Noval 2004 (Douro) RP93/WS93
Chryseia 2004 (Douro) RP93/WS87
Secret Spot 2004 (Douro) RP85
ESPANHA
La Viña de Andrés Romeo 2004 (Rioja) RP98/WS89
Quinta Sardonia 2004 (Ribera del Duero) RP96/WS86
Aalto PS 2004 (Ribera del Duero) RP98/WS95
Emilio Moro Malleolus de Sancho Martin 2004
(Ribera del Duero) RP98/WS97
Vega Sicilia Valbuena 5º año 2004
(Castilla y Leon) RP94/WS89
Analisem as notas dadas pelos críticos e observem as discrepâncias, que em um caso, chegou aos 10 pontos!
As impressões de degustação e a discussão sobre estas avaliações tão discrepantes, serão postadas ao longo da semana. Aguardem!
Os melhores destinos de enoturismo, segundo site internacional de hotelaria
Confira as recomendações da HotelsCombined.com para visitar os melhores destinos enoturísticos do mundo e desfrutar "in loco" os vinhos lá produzidos.
Você receberá a atenção de enólogos e sommeliers e poderá apreciar verdadeiros banquetes harmonizados como o vinho. E não se esqueça de deixar bastante espaço na mala para a viagem de volta para casa...
1. Champagne, França
De acordo com a lei francesa, somente o espumante produzido com uvas cultivadas nessa região e engarrafado de acordo com as normas mais rigorosas podem ser rotulados como "Champagne". Aqui, você pode "estourar" (sugiro que não faça isso) a rolha das marcas mais conhecidas da França, incluindo a Dom Perignon, Perrier Jouet, Veuve Clicquot e Moët & Chandon. Para aqueles mais aventureiros, podem experimentar a arte milenar do sabrage (ato de tirar a rolha de uma garrafa usando uma espada de cavalaria).2. Toscana, Itália
Esta região entre Florença e Siena produz alguns dos vinhos mais comercializados no país, o mais conhecido deles é o Chianti Classico, elaborado com a casta Sangiovese e vendido com a marca do "Gallo Nero". O Chianti Clássico é ideal para apreciar a paisagem toscana, com colinas suaves e vinhedos até onde a vista alcança. Acomode-se com uma garrafa e um pedaço de queijo e aprecie um belo pôr do sol.3. Napa Valley Wine Country, Califórnia
Em 1976, esta região ganhou aclamação mundial em Paris, quando alguns vinhos do Napa Valley superaram respeitáveis Bordeaux franceses em uma degustação às cegas. Hoje, existem mais de 500 vinícolas nos condados de Napa e Sonoma, especializados nas mais diversas castas. Se você alugar uma moto e sentir-se um pouco tonto, pegue a West Dry Creek Road, conhecida por ser o caminho "mais seguro" sobre o qual se pode cair de uma moto.4. La Rioja, Espanha
Com mais de 500 "bodegas" para visitar, tem na cidade de Haro, seu quartel-general, onde em 29 de junho acontece um festival anual de vinho,. conhecido como a "Batalla de Vino", onde a arma escolhida é o vinho tinto disparado com pistolas de água. Uma muda de roupa é recomendada!5. Marlborough, Nova Zelândia
O Sauvignon Blanc de Marlborough com seus aromas frutados, frescos e com notas de ervas que saltam da taça é um ícone de classe mundial. As grandes planícies da região abrigam cerca de 70 vinícolas. Conheça-a e desfrute de um passeio de carro, de bicicleta ou faça uma visita guiada.6. Hunter Valley, Austrália
Uma visita a essa região vinícola da Austrália, de vinhas muito antigas (algumas centenárias) é uma experiência verdadeiramente especial. Com mais de 120 vinícolas, o Hunter Valley produz um sedutor Semillon e Shiraz muito maduro. Visite as adegas de alguns dos vinhos de "sangue azul", como McGuigan, Tyrrell e Drayton, cujas famílias vem produzindo vinho à gerações. Algumas vinícolas boutique também valem ser visitadas.7. Mendoza, Argentina
Aqui reinam a Malbec, uma varietal tinta de corpo médio e a nativa Torrontés, base de um branco muito aromático. Inúmeras companhias em Maipu alugam bicicletas e scooters elétricos, tornando uma excursão livre pela área, um passeio excelente (certifique-se apenas de fazer uma pequena pausa antes de voltar à estrada).A região de Mosel-Sarr-Ruwer apresenta alguns dos mais íngremes vinhedos do mundo (até 65° graus de inclinação), onde as uvas Riesling reinam e são escolhidas a dedo. Não deixe de visitar a J.J. Prum.
9. Stellenbosch, África do Sul
Passe algum tempo no centro histórico da região vinícola de Stellenbosch, lar de mais de 140 vinícolas. Com tantas para escolher, recomendamos uma visita as vinícolas Villiera, Neethlingshof e Hartenberg. Experimente o Pinotage local, feito de um cruzamento de uvas pela qual a África do Sul é muito conhecida no mundo.10. Valle de Colchagua, Chile
Com cerca de 20 vinícolas abertas ao público, o Vale do Colchagua é a maior e mais bem estabelecida região vitivinícola do Chile. A Carmenère é a varietal de destaque no Chile, mas alguns Malbecs superiores também podem ser encontrados ali.* Em minha opinião, não incluir o vale do Rio Douro, em Portugal, entre estes 10 é uma grande injustiça, mas a lista não é minha....
Fonte: traduzido e adaptado de http://www.hotelscombined.com/
domingo, 29 de maio de 2011
Especialista esclarece mitos e verdades sobre os benefícios do vinho para a saúde
Algumas pessoas não resistem a um bom vinho durante as refeições, em reuniões com os amigos e principalmente em ocasiões especiais. Além dos bons momentos que ele proporciona, o vinho se torna ainda mais prazeroso por ser conhecido como um aliado da saúde. Mas entre tantas qualidades, você sabe o que realmente é verdade?
O médico e especialista em vinhos Jairo Monson de Souza Filho esclarece ao eBand os mitos e verdades sobre a influência do vinho para a nossa saúde.
O vinho realmente faz bem para a saúde?
Verdade. O vinho é hoje, sem dúvida, entre todas as bebidas, a mais favorável à saúde. Isso se bebido regularmente junto com as refeições, com moderação e por quem não tem contraindicação à ingestão de bebidas alcoólicas.
Os polifenóis - componentes naturais encontrados na casca e na semente da uva - possuem importante ação antibiótica, efeito antioxidante, ajudam a prevenir a formação de placas de gordura nas artérias, reduzem o colesterol ruim (LDL) e aumentam o chamado colesterol bom ( HDL).
Além disso, junto com a dose baixa de álcool, os polifenóis são os grandes responsáveis pelos benefícios do vinho para a saúde.
Vinho tinto é melhor que o vinho branco para a saúde?
Verdade. Os vinhos tintos (que são fermentados na presença da uva) têm cerca de 10 vezes mais polifenóis que os vinhos brancos. É por isso que os tintos, como regra, têm mais virtudes para a saúde e reduzem em 36% as chances de desenvolvimento de algum problema cardiovascular.
O vinho é benéfico somente para o coração?
Mito. A ingestão moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo de vinho, diminui as doenças cardíacas e circulatórias e as mortes por estas causas entre 40 e 60%. Mas estudos também associam o vinho a possíveis efeitos benéficos para evitar doenças respiratórias, cerebrais, digestivas e urinárias, além de anemia, diabetes e problemas nos ossos e na visão.
O álcool existente no vinho também faz bem?
Mito. No vinho já se identificaram cerca de 1.000 substâncias e a única que reconhecidamente pode ser danosa ao organismo é ele. O álcool é o problema do vinho. Ele quando ingerido em quantidade superior à que o organismo pode metabolizar é tóxico, principalmente para o fígado, cérebro e coração.
Suco de uva tem os mesmos benefícios para a saúde que o vinho?
Mito. Imagine agora uma taça com suco de uva e outra com vinho com a mesma quantia de polifenóis. Teremos mais benefícios bebendo o vinho porque, na presença do álcool, o organismo absorve mais os polifenóis.
O vinho ajuda na prevenção do câncer?
Verdade. As pessoas que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente junto com as refeições têm 20% menos chance de desenvolver câncer de qualquer tipo. E essa proteção se deve aos polifenóis que agem bloqueando tanto o início como o crescimento e disseminação da doença.
A quantidade ideal de consumo para cada pessoa é a mesma?
Mito. Pode-se responder de duas maneiras a essa pergunta. Primeiro, a quantia depende da capacidade de cada organismo de metabolizar o álcool. Segundo, há diferença entre homens e mulheres. Um homem pode consumir até 300 ml de vinho por dia e o recomendado para as mulheres são 200 ml diários, o que equivale a menos de uma taça por dia.
Vídeo: A História do Vinho do Porto - 4ª parte
O vinho do Porto é um ícone da vitinicultura de Portugal, um vinho de estilo único, desejado e largamente copiado ao redor do mundo. Complexo, longevo e exuberante, são apenas alguns adjetivos capazes de descrevê-lo. Assista na 4ª e última parte deste fantástico documentário, todos os detalhes da rica história desta verdadeira jóia vínica portuguesa.
sábado, 28 de maio de 2011
ESPM-Sul faz curso intensivo de Negócios e Mercado do Vinho!
A ESPM-Sul recebe inscrições para o curso intensivo “Negócios e Mercado de Vinho”. Com aulas aos sábados, o programa tem o objetivo de preparar os executivos, profissionais, estudantes e interessados a atuar de forma competitiva no mercado internacional. Entre os pontos a serem tratados, o panorama do mercado brasileiro e mundial de vinhos, as áreas de desenvolvimento de mercados do vinho e novas tendências, o comportamento do consumidor de vinhos no Brasil, as estratégias e formas de internacionalização das vinícolas brasileiras e mundiais.
O curso Entendendo o Mercado do Vinho está inserido neste contexto e tem a finalidade de preparar os executivos brasileiros para atuarem de forma competitiva no mercado internacional através dos seguintes pontos:
- Conhecer o Panorama do Mercado Brasileiro de vinhos;
- Compreender o Mercado Mundial de Vinhos;
- Identificar novas áreas de desenvolvimento de Mercados do Vinho e novas tendências;
- Entender o Comportamento do Consumidor de vinhos no Brasil;
- Apresentar estratégias e formas de Internacionalização das vinícolas brasileiras e mundiais.
O curso de Negócios e Mercado de Vinhos foi criado para:
- Profissionais, estudantes e aficcionados pelo mercado e ambiente de negócios do vinho.
Ministrado pelo professor Christian Fassel Tedesco, o conteúdo será ministrado em três encontros aos sábados, das 8h às 17h30min. O início das aulas acontece no dia 11 de junho. Inscrições e informações na Central de Candidatos, telefone (51) 3218-1400, ou pelo e-mail ou site: http://www.espm.br/Candidato/RS/Cursos/Pages/NegocioseMercadodeVinhos.aspx
Fontes: ESPM e Portal Fator Brasil
Direto da Taça: Herdade dos Grous Colheita Tinto 2005, um alentejano delicioso!
Impressões de degustação:
Vinho rubi muito escuro e denso, repleto de aromas de frutas negras maduras e leve caráter mentolado. Sedoso e encorpado, sem deixar de transparecer uma boa dose de acidez que dá a harmonia desejada no vinho. É um daqueles vinhos fáceis de beber, direto, frutado e descomplicado, mas com uma qualidade acima da média para vinhos de roupagem moderna. Nota: 89 pontos (Épice, R$89).
Herdade Dos Grous Tinto 2005
Vídeo: A História do Vinho do Porto - 3ª parte
O vinho do Porto é um ícone da vitinicultura de Portugal, um vinho de estilo único, desejado e largamente copiado ao redor do mundo. Complexo, longevo e exuberante, são apenas alguns adjetivos capazes de descrevê-lo. Conheça, ao assistir a 3ª parte deste fantástico documentário (dividido em 4 partes), todos os detalhes da rica história desta verdadeira jóia vínica portuguesa.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Preço e rótulo do vinho podem enganar sommeliers, dizem estudos... (por isso sou fã das degustações às cegas!)
A crítica de vinhos, com seu vocabulário pomposo e sofisticado sistema de notas de zero a cem, não é, em termos objetivos, muito mais do que uma fraude. Essa pelo menos é a conclusão a que se chega quando revisamos os testes científicos a que a indústria da enofilia foi submetida nas últimas décadas.
Em 1963, Rose Marie Pangborn, uma das pioneiras nos estudos da percepção do gosto, mostrou que, quando se adicionava um pouco de corante para que vinho branco ficasse rosado, especialistas classificavam o falso rosé como mais doce do que a mesma bebida sem a tintura.
Com esse experimento, ela abriu as porteiras para uma série de testes que, se não destroem inteiramente a reputação da enologia, chegam muito perto de fazê-lo.
Um clássico no gênero é o artigo "A Cor dos Odores", de Gil Morrot, Fréderic Brochet e Denis Duburdieu. Eles recrutaram 54 estudantes de enologia da Universidade de Bordeaux e os convidaram a provar e a comentar duas taças de vinho, que pareciam ser um branco e um tinto.
Na realidade, porém, ambos os copos continham o mesmíssimo vinho branco, mas, num deles, havia sido adicionado antocianino, um corante que não deixa gosto.
Como prognosticado pelos cientistas, os estudantes não perceberam o truque e ainda descreveram com riqueza de detalhes os aromas de cada uma das amostras com o vocabulário específico para as uvas vermelhas e brancas.
Num outro experimento, Brochet resolveu ir ainda mais longe e serviu um Bordeaux que engarrafou com dois rótulos distintos: "grand cru" (vinho de excelência) e "vin de table" (vinho ordinário).
Como esperado, os especialistas deram avaliações muito diferentes a cada uma das amostras. O "grand cru" foi considerado "agradável, amadeirado, complexo, balanceado e arredondado", enquanto o "vin de table" lhes pareceu "fraco, curto, leve e achatado".
Quarenta dos especialistas julgaram que o vinho de rótulo pomposo valia o investimento; apenas 12 disseram o mesmo da bebida barata. Um vinho de US$ 10 melhora substancialmente quando é etiquetado como uma garrafa de US$ 90.
Outro estudo seminal, de Gregg Salomon, de Harvard (EUA), mostrou que, quando se oferecem a especialistas três taças de vinho, duas das quais são idênticas, eles são incapazes de apontar a amostra diferente em um terço das tentativas. Em termos objetivos, o paladar humano só detecta cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e umami.
É verdade que, no caso do vinho, as sensações gustativas são enriquecidas por algo entre 600 e 800 compostos voláteis que podem ser captados pelo olfato.
O problema é que, mesmo os narizes mais bem treinados não conseguem identificar mais do que quatro componentes na mesma mistura.
O cérebro não entrega os pontos e se fia em pistas externas como cor, rótulo e preço para emitir seus pareceres enológicos. Não fossem os cientistas desmancha-prazeres, ele provavelmente teria sucesso e o logro não seria descoberto nem pelo "sommelier" que prova as sensações como reais e objetivas.
As inconsistências na percepção dos sabores não estão restritas ao ramo vinícola. Já foi demonstrado que podemos nos deleitar com comida de cachorro como se fosse patê de "foie gras".
OUTRO LADO
A Associação Brasileira de Sommeliers diz que as pesquisas são irrefutáveis e que os especialistas em vinhos são mesmo influenciados pelo rótulo e pela procedência. "Ninguém tem coragem de falar mal de um vinho famoso. Somos induzidos, sim", diz o diretor Arthur Azevedo.
* O "MEU" LADO
Ao longo de mais de 15 anos de degustação, inúmeras vezes fui seduzido por rótulos que se revelaram uma decepção ou pelo menos estiveram aquém de minhas expectativas. Ainda acontece, mas faço o possível para relativizar a "grife" do vinho... Por outro lado, a combinação de um "grande rótulo" com um "grande conteúdo" é sempre um momento inesquecível para qualquer enófilo e compensa as eventuais frustações. O encontro com algo desejado e novo, tem um viés "psicológico" que não pode ser desprezado...
No dia a dia porém, beber bem significa encontrar os estilos de vinho que nos agradam e que tenham uma relação de preço proporcional a qualidade presente na garrafa. A descoberta de um "grande vinho" custo x benefício também é algo bastante recompensador, ainda que não seja tão grande quanto beber um vinho especial que faça jus a seu rótulo.
Na essência, a experiência cotidiana de explorar os sentidos (visão, olfato e paladar) durante uma degustação já é algo muito enriquecedor e prazeroso, mesmo que não sejamos capazes de identificar qualquer um dos vinhos... É como eu costumo perguntar (provocar) nas degustações quando alguém tenta "adivinhar" o vinho: por quê?
Wine Spectator Best Buys: 15 Bordeaux com 90 pontos ou mais, por menos de US$30!
Esta é uma daquelas listas da Wine Spectator das quais morremos de inveja! Um Bordeaux de ótima qualidade por menos de 30 dólares (cerca de R$50) é algo distante de nós brasileiros. De qualquer modo, utilizando um fator de conversão realista, é plausível admitir que eles custem até R$150, no máximo...
Como são vinhos menos conhecidos, julguei ser importante mostrar todos os rótulos. Se você encontrar algum por aí com preço razoável, me avise!
1. CHÂTEAU LE THIL Pessac-Léognan Comte Clary 2008
Score: 91 points Price: $18.00
This bold red delivers big, ripe flavors of blackberry and boysenberry, with licorice, tobacco and dark chocolate notes. The tannins are muscular and chewy, but give way to floral and mineral on the fresh, clean finish. Best from 2014 through 2022. 3,750 cases made.
2. CHÂTEAU BEAUREGARD Pomerol 2008
Score: 91 points Price: $19.00
This generous red offers ripe plum, fig, cola and sandalwood flavors over muscular tannins. The thick texture and sanguine, earthy flavors are dense and austere now, but the wine has balance and length. Best from 2014 through 2022. 4,165 cases made.
3. CHÂTEAU ROLLAND-MAILLET St.-Emilion 2008
Score: 91 points Price: $30.00
This rich red is almost jammy in texture, but well-integrated tannins keep it focused. Ripe blackberry and currant flavors mingle with cola and graphite notes that are polished and harmonious. A big, bold wine that remains balanced and approachable. Drink now through 2016. 750 cases made.
4. CHÂTEAU DE MACARD Bordeaux Supérieur 2009
Score: 90 points Price: $15.00
Ripe and dense, but fresh, with silky-textured plum, blackberry and blueberry fruit carried by sweet spice and maduro tobacco notes. The fleshy finish shows nice drive. Should open up more with brief cellaring. Cabernet Franc, Merlot and Cabernet Sauvignon. Drink now through 2011. 5,000 cases made.
5. CLOS PUY ARNAUD Castillon Côtes de Bordeaux 2008
Score: 90 points Price: $21.00
This red has an extra dimension of ripeness, adding blueberry compote to the usual array of fig and blackberry flavors, while staying fresh and driven. Spice, sweet tobacco and graphite notes drive through on the finish. Merlot, Cabernet Franc and Cabernet Sauvignon. Drink now through 2013. 2,000 cases made.
6. CHÂTEAU D'AIGUILHE Castillon Côtes de Bordeaux 2008
Score: 90 points Price: $22.00
This lush, expressive red is rich with ripe fruit flavors of blackberry and cassis, framed with coffee bean and dark chocolate. The tannins are firm but well-integrated, and juicy acidity keeps the wine fresh and bright through the spicy finish. Best from 2012 through 2020. 10,000 cases made.
7. CHÂTEAU DE LA RIVIÈRE Fronsac 2008
Score: 90 points Price: $24.00
A slightly rounder style of Fronsac, with perfumy lilac and violet notes, followed by hints of mulled spice, fig bread and dark currant fruit, which linger on the slightly chewy, toasty finish. Drink now through 2014. 16,666 cases made.
8. CHÂTEAU DALEM Fronsac 2008
Score: 90 points Price: $25.00
This has a broader feel, with roasted mesquite and maduro tobacco notes up front, pushed by a streak of freshly brewed espresso. There's a core of plum and red currant fruit in reserve, held in check for now by chalk-edged tannins. Merlot and Cabernet Franc. Drink now through 2015. 5,000 cases made.
9. CHÂTEAU LA TOUR FIGEAC St.-Emilion 2008
Score: 90 points Price: $28.00
A lush style, with lots of velvety-textured mashed currant, fig sauce and plum notes, all laced with a mouthwatering licorice snap note that adds length to the finish. There's good latent grip. Drink now through 2015. 2,665 cases made.
10. CHÂTEAU LATOUR-MARTILLAC Pessac-Léognan 2008
Score: 90 points Price: $29.00
Mulled plum and spice notes are backed by a solid fleshy feel, with tar, cassis bush and espresso hints filling in the back end. A tarry streak still rides through the finish, but this has slightly better polish as well. Drink now through 2015. 11,600 cases made.
11. LA FLEUR DE BOÜARD Lalande-de-Pomerol 2008
Score: 90 points Price: $29.00
Quite toasty, with lots of coffee and warm cocoa notes, followed by mulled fig, plum and black currant fruit and a healthy dose of maduro tobacco on the broad, fleshy finish. Not shy in style, but good underlying acidity keeps it all together. Merlot, Cabernet Franc and Cabernet Sauvignon. Drink now through 2014. 4,580 cases made.
12. CHÂTEAU CORBIN St.-Emilion 2008
Score: 90 points Price: $30.00
Dark and winey at first, this turns suave and elegant as intriguing black currant, fig and licorice aromas and flavors pick up Lapsang Souchong tea and graphite notes on the long, polished finish, with a nice mineral hint. Drink now through 2015. 3,416 cases made.
13. CHÂTEAU DE FIEUZAL Pessac-Léognan 2007
Score: 90 points Price: $30.00
This has inviting toasty, cocoa-tinged aromatics that give way to a firm, solid core of dark plum, blackberry and fig paste, all backed by a tarry but rounded finish. Very polished. Drink now through 2013.
14. CHÂTEAU DE FIEUZAL Pessac-Léognan 2008
Score: 90 points Price: $30.00
This distinctive red offers dark, almost roasted flavors of plum, black bread, anise and espresso. Chewy tannins support the oak that frames the core of black fruit. A bit exaggerated, but has power. Best from 2014 through 2022. 9,000 cases made.
15. CHÂTEAU PINDEFLEURS St.-Emilion 2008
Score: 90 points Price: $30.00
This has ample toast, with hefty coffee and bittersweet cocoa notes fronting for dark plum and roasted fig fruit. The toasty side dominates the broad, muscular finish for now. But the core is there, so cellar. Best from 2012 through 2015. 4,000 cases made.
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