quinta-feira, 31 de março de 2011

Antiyal: Elegância biodinâmica em promoção na Casa do Porto!

Álvaro Espinoza é hoje, um dos melhores produtores de vinho da América do Sul, um pioneiro do cultivo Biodinâmico. Seu Antiyal, vinho consagrado é muitas vezes referido como o primeiro “ vinho de garagem” da America do Sul. Mais recentemente, lançou um segundo vinho chamado Kuyen que ele chama de “ Antiyal bebê”. Kuyen, significa “lua” língua nativa do Chile, é feito por Alvaro e sua esposa Marina em sua pequena propriedade no Vale do Maipo. É um vinho feito para honrar ”antigas tradições e a cosmovisão dos povos da terra”. Uma mescla de 47% Syrah, 43% Cabernet Sauvignon e 10% Carmenère. Todas as uvas do Kuyen, assim como do Antiyal são orgânicas e biodinâmicas, pois Espinoza acredita que dá ao fruto uma expressão superior do terroir. Kuyen é envelhecido em barricas de carvalho Francês por 12 meses e passa por mais um período de 6 meses em garrafa, antes de sair para a venda. O vinho da safra 2007 mostra uma cor profunda, com aromas intensos de frutas escuras, especiarias e minerais. O paladar tem boa textura, com muito corpo, volume e um final longo. Seguindo o exemplo de Antiyal, Kuyen também foi aclamado pela critica internacional.

Os vinhos são produzidos de vinhedos localizados em duas zonas diferentes, plantados no Vale de Huelquén, no Maipo Alto. A uva Cabernet Sauvignon é cultivada há mais de 10 anos, a Carmenere a partir de 1985, e a Syrah de 1998. Ambos os vinhedos são pequenos, no total 5 hectares, dos quais somente se ocupam 1,5 e o restante é para o segundo vinho Kuyen, produzido desde o ano 1998.

Todas as uvas são biodinamicamente cultivadas de acordo com as fases da Lua e a influência do Cosmos na terra, há também outros manejos sustentáveis que outorgam uma melhor qualidade de fruta e expressão de lugar. Uma agricultura que cuida, protege e conserva a natureza para as futuras gerações através de aplicação de Compost, produzido com resíduos orgânicos e fezes de vaca e lama, que liberam nutrientes às videiras. Essa agricultura é possível somente à pequena escala.

Antiyal 2007 R$ 270,00gf
Caixa com 6gfs DE R$ 1.620,00 POR R$ 1.350,00
Caixa com 12gfs DE R$ 3.240,00 POR R$ 2.430,00

Kuyen 2007 R$ 120,00
Caixa com 6gfs DE R$ 720,00 POR R$ 600,00
Caixa com 12gfs DE R$ 1.440,00 POR R$ 1.080,00

Condição especial de pagamento para caixa com 12 garrafas (que pode ser sortida) : 03 vezes no cheque ou boleto bancário (30/60/90 dias sem juros).

Casa do Porto Vinhos Finos
Rua: Aleixo Neto,1204
Praia do Canto - Vitória-ES
Tel: 55(27) 3225-3260 / Cel: 55(27) 8821-9069 / 9267-6465
Site: http://www.casadoportovinhos.com.br/
Blog: http://www.tacacheia.com.br/
http://www.youtube.com/casadoportovinhos
rafaelvix@casadoporto.com  

Vertical de Vega Sicilia UNICO: oportunidade única!



Presente em todas as listas de maiores vinhos do mundo, o Vega Sicilia UNICO transcendeu a categoria de vinho para receber o status de lenda. Para os afilhados em Bacos é imprescindível prová-lo ao menos uma vez na vida (ou duas, ou duzentas…). Eis aqui uma oportunidade!
Realizamos uma prova semalhante ano passado, veja como foi em: www.mardevinho.com.br/colunas/unico

Data – 20/04 – 4a feira
Hora – de 19:45 às 23:00 (às 19:45 recebemos os pontuais com champagne e às 20:00 começamos)
Endereço - Restaurante Mr. Lam (Rua Maria Angélica, 21 – Lagoa) – manobristas no local
 
TRAGA UM AMIGO E GANHE UMA GARRAFA DE VINHO*
 
Programa

Boas vindas com espumante espanhol Cava
Aula didática de Marcelo Copello sobre a safra a Bodega Vega Sicilia e o UNICO
Degustação orientada dos seguintes vinhos (50ml de cada vinho por pessoa):

Vega Sicilia Unico 1998
Vega Sicilia Unico 1995
Vega Sicilia Unico 1991
Vega Sicilia Unico Reserva Especial (safras 90, 91, 96)
Vega Sicilia Unico 1989

Após a vertical, jantar acompanhado de ótimos vinhos:

Espumante Ferrari Brut Rosé (Itália)
Arzuaga Navarro Reserva 2005 (Espanha)
Jerez Pedro Ximenez (com a sobremesa)
Após o jantar: Brandy Espanhol (ambulância de plantão)

Menu

Primeiro Ato:
Satay de Frango – Tradicionais “espetinhos” orientais de frango acompanhados do secreto molho de Mr. Lam
Gambie – Verdinhas, crocantes, sequinhas e acompanhadas de castanhas de caju doces e apimentadas
Sqwab – Enroladinhos com cubos de frango finamente cortados e temperados, alface e molho escuro de Mr. Lam
Spring Rolls de Vegetais

Segundo Ato:
Ma Mignon – Filet mignon fatiado servido com um molho para não esquecer jamais.
Yakisoba de peking – Massa feita a mão com carne, broto de feijão, shitake e legumes
Acompanhamentos: Arroz Frito e Mix de Vegetais

Terceiro Ato:
Crispy Duck -Meio pato crocante servido com cebolinhas verdes e pepinos finamente fatiados, panquequinhas e molho.

Ato final:
Uhn Ehggi

Preço: R$ 850,00 até o dia 15/04, após R$ 1000,00
Vagas limitadas a 14 pagantes
Reservas: com Renata no tel.: (21) 3507-0337 ou pelo email marketing@mardevinho.com.br
*Inscrições só serão confirmadas mediante comprovação de pagamento.
 
Obs: Não repomos aulas perdidas nem reembolsamos valores pagos.
Datas e programas sujeitos a alteração.
Todos os eventos realizados na Escola Mar de Vinho são para maiores de 18 anos.
*Promoção válida para os 5 primeiros inscritos que trouxerem um amigo
 
Fonte: Mar de Vinho (Marcelo Copello)

Filosofia do Vinho! 3ª parte


Ao longo da história da civilização ocidental, o vinho sempre desempenhou um papel de destaque, seja na agricultura, seja na mesa ou na cabeça dos que podiam bebê-lo. Dos conquistadores romanos e pensadores gregos aos cientistas, escritores e poderosos dos últimos séculos, a associação do vinho com o bem viver e a saúde física e mental do homem, inspirou a construção ao longo da história de uma "filosofia do vinho", recheada de frases e citações que resumem as facetas de sua influência nosso modo de vida.

Nesta 3ª parte, trago a prece do bordalês (no original e traduzida), a "visão" socrática do vinho e a constatação objetiva de Omar Khayham:

Prieure du Bordelais (Prece do Bordalês)
Mon Dieu... (Meu Deus...)
Donnez moi la sante pour longtemps (Dê-me saúde por muito tempo)
De l'amour de temps en temps (Amor de vez em quando)
Du boulot, pas trop souvent (Trabalho, não muito assíduo)
Mais du bordeaux tout les temps (Mas Bordeaux todo o tempo)

"O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente... Ele reaviva nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se você bebe moderadamente, em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará em teus pulmões como o mais doce orvalho da manhã... Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim nos convida gentilmente à uma agradável alegria. " (Sócrates, Filósofo Grego)

"Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno! Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno, o paraíso deve estar vazio..." (Omar Khayham, Poeta Árabe)

Vídeo: Por dentro do Château Latour!



Conheça em detalhes o Château Latour, um dos 5 Premiers Grands Crus Classés do Médoc, na companhia do Master of Wine Roger Bohmrich.

Grand Cru Vitória: a promoção de 20% de desconto acaba hoje!


Confira os grandes destaques:

Nocturno Brut - Mendoza, Argentina - Alc. Vol. 12% - de R$ 29,00 por R$ 23,20

Cava Castellroig Brut
Robert Parker 88 pts. - D.O. Penedés, Catalunya, Espanha - Alc. Vol. 11,5% - de R$ 57,00 por R$ 45,60

Prima 2008
Robert Parker 91 pts. - Toro, Espanha - Alc. Vol. 14% - de R$ 79,00 por R$ 63,20

Felino de Cobos Malbec 2008
Robert Parker 91 pts. - Mendoza, Argentina - Alc. Vol. 14,7% - de R$ 70,00 por R$ 56,00

Doña Paula Estate Malbec 2009
Robert Parker 91 pts. - Mendoza, Argentina - Alc. Vol. 14,5% - de R$ 58,00 por R$ 46,40

Clos de Los Siete 2008 - Mendoza, Argentina - Alc. Vol. 14,6% - de R$ 79,00 por R$ 63,20

Pulenta Estate Sauvignon Blanc 2008 - Mendoza, Argentina - Alc. Vol. 11,5% - de R$ 65,00 por R$ 52,00

Sta. Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2007
Wine Spectator 91 pts. - Valle do Maipo, Chile - Alc. Vol. 14% - de R$ 83,00 por R$ 66,40

Koyle Royale Premium Syrah 2007
Robert Parker 91 pts., Wine Enthusiast 90 pts. - Alto Colchagua, Chile - Alc. Vol. 14,5% - de R$ 79,00 por R$ 63,20

Wallace de Glaetzer 2009
Wine Spectator 90 pts. - Barossa Valley, Austrália - Alc. Vol. 14,5% - de R$ 115,00 por R$ 92,00

Saint Clair Vicar's Choice Sauvignon Blanc 2009
Wine Spectator 90 pts. - Marlborough, Nova Zelândia - Alc. Vol. 13% - de R$ 73,00 por R$ 58,40

Bouchard La Vignée Chardonnay 2008 - Borgonha, França - Alc. Vol. 12,5% - de R$ 65,00 por R$ 52,00

Mediterra de Poggio al Tesoro IGT 2008
Wine Enthusiast 92 pts. - Toscana, Itália - Alc. Vol. 14,5% - de R$ 89,00 por R$ 71,20

Glen Carlou Cabernet Sauvignon 2006
Wine Enthusiast 90 pts., John Platter 4 estrelas - Paarl, África do Sul - Alc. Vol. 14% - de R$65,00 por R$ 52,00

Último Dia: Promoção válida até 31 de Março ou enquanto durarem os estoques.

Pagamento em Dinheiro, Cheque e Cartões de Débito/Crédito: Visa, Visa Electron, Mastercard, Maestro, Redeshop, Diners, American Express, Banescard e Comprocard.

GRAND CRU VITORIA - Os Melhores Vinhos
Rua Joaquim Lirio, LOFT 620 - Lojas 6 e 7
Praia do Canto - Vitória - ES
(27) 3317-9765
2ª a Sábado - 10 h às 20 h
www.twitter.com/grandcruvitoria

quarta-feira, 30 de março de 2011

Herdade do Esporão lança vinícola Quinta dos Murças


A Quinta dos Murças, localizada na região do Douro, é propriedade do Esporão desde 2008. Suas vinhas, classificadas com a letra A, representam a qualidade mais elevada, e ocupam 60 hectares dos 156 hectares que compõem a propriedade, onde se encontram também um olival e um laranjal. Conhecida desde 1714, a Quinta integra um patrimônio edificado de valor histórico e com elevado potencial enoturístico.
Nos solos de cascalho xistoso estão plantadas cerca de 300 mil videiras com idades que atingem 80 anos, com diversas exposições solares e altitudes, permitindo aos enólogos grande flexibilidade na produção dos vinhos. Grande parte delas estão “ao alto”, metodologia aplicada de forma pioneira na Quinta e na região, em 1955.
Além disso, outras inovações caracterizam a Quinta dos Murças: o método de plantação das vinhas permite a não utilização de herbicidas, o paisagismo ajuda a controlar eventuais pragas, a água das minas é usada para controlar a temperatura das áreas de estocagem na adega, os vinhos amadurecem em diferentes tipos de barricas, incluindo a de carvalho português, e usam rolhas de cortiça com certificação florestal FSC.
Nas vinhas velhas há uma grande variedade e mistura de castas e nas restantes vinhas os principais tipos são: Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinto Cão, Touriga Franca, Tinta Francisca e Touriga Nacional.

Quinta dos Murças: Os vinhos
Para contribuir com o grande potencial da região em que está localizada, a nova vinícola apresenta os vinhos Assobio 2009, Reserva 2008 e Tawny 10 anos. Os vinhos da Quinta dos Murças são importados exclusivamente pela Qualimpor e podem ser encontrados em lojas especializadas, supermercados e restaurantes.

Assobio 2009
Elaborado a partir das castas nativas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes de solos xistosos da região, o Assobio 2009 estagiou em barricas de carvalho antes de ser engarrafado em novembro de 2010. A colheita de 2009 é a primeira a ser engarrafada com a marca Assobio, nome de uma encosta da propriedade, onde se encontram as vinhas de maior altitude. Preço sugerido: R$ 57,00

Reserva 2008
Produzido a partir de vinhas velhas a 100 metros e 380 metros de altitude, em solos xistosos, respeita a natureza, seguindo uma agricultura sustentável. As uvas foram escolhidas manualmente, pisadas a pé em lagares de granito e prensadas em antiga prensa vertical. Estagiou em barricas de carvalho e foi engarrafado em fevereiro de 2010. Preço sugerido: R$ 180,00

Tawny 10 Anos
Devido ao microclima fresco, Covelinhas tem tradição na produção de tawnies de grande qualidade. Esse vinho é o exemplo do prestígio acumulado nos portos envelhecidos em madeira. Produzido com uvas de qualidade superior, é elegante, denso, de acidez equilibrada e com boas notas de frutas. As uvas foram pisadas pelo tradicional processo de “pisa a pé”, e no terceiro dia nos lagares foi adicionada aguardente vínica. Os lotes envelheceram em pipas usadas, por um período médio de 10 anos. Preço sugerido: R$ 190,00



QUALIMPOR
SAC: 0800-7024492
Rua Antônio das Chagas, 529 – Brooklin
Facebook – facebook.com/esporao 
Twitter – twitter.com/vinhoesporao

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: Todas as 60 perguntas e respectivas respostas do Concurso Cultural - 5ª parte

Se você viu ou participou do Concurso Cultural Vinhos e Mais Vinhos & Qualimpor, eis a oportunidade de conhecer todas as respostas do desafio qu movimentou o blog nos últimos 30 dias. Se você não participou ou não viu, conheça um pouco mais sobre as curiosidades e facetas do mundo do vinho!

41ª a 50ª pergunta:

Pergunta nº41 (média - valor: 10 pontos)
 A tipologia arquitetônica dos châteaux de Bordeaux é reconhecida por seu caráter clássico e ligeiramente eclético, mas o Château Cos d'Estournel se destaca entre eles pelo exotismo de sua construção, recheada de elementos orientais e africanos, resultado das inúmeras viagens de seu fundador.
Na entrada da adega, um par de animais fazem a "guarda" dos vinhos em repouso nos tanques de inox. Que animais são esses? Elefantes

Pergunta nº42 (difícil - valor: 20 pontos)
A legislação vinícola alemã utilizada critérios de seleção qualitativa bem diferentes do resto da Europa, principalmente no quesito nível de açúcar residual, com as categorias kabinett, spatlese, auslese, beerenauslese, trockenbeerenauslese e ainda, o Eiswein (vinho feito de uvas congeladas). Além disso, a Alemanha também possui regiões demarcadas de qualidade superior, uma versão germânica das apelações de origem controlada (AOC) francesas. Elas englobam as áreas mais conhecidas de Mosel, Rheingau e Pfalz, além de outras 10 regiões. Quais são elas? E por que nome elas são designadas?
As 13 QbA são: Ahr, Mittelrhein, Mosel-Saar-Ruwer, Rheingau, Nahe, Pfalz, Rheinhessen, Franken, Hessische Bergstrasse, Württemberg, Baden, Saale/Unstrut e Sachsen.

Pergunta nº43 (média - valor: 10 pontos)
A "poda verde" e o baixo rendimento de vinhas velhas, podem fazer com que seja necessário utilizar os cachos de várias vinhas para se produzir vinhos de grande concentração e qualidade diferenciada.
Na elaboração dos 3 vinhos de terroir da vinícola Achaval-Ferrer (Altamira, Mirador e Bella Vista), qual é o número de vinhas necessário para produzir uma barrica de 225 litros de vinho?
900 vinhas

Pergunta nº44 (difícil - valor: 20 pontos)
O tempo que um vinho passa amadurecendo dentro de barricas de carvalho, sejam francesas, americanas ou eslovenas, por 6, 12, 18 meses e até mais de uma dezena de anos, diz muito sobre suas pretensões gustativas e qualitativas. Qual vinho francês é elaborado com um atípico amadurecimento de 3 anos e meio em barricas de carvalho novo? Guigal Ermitage Ex-Voto

Pergunta nº45 (fácil - valor: 5 pontos)
Na Borgonha, a localização de um vinhedo é tudo! Um pouco mais acima ou abaixo da encosta, estar separado por um simples muro ou estrada, pode fazer toda a diferença entre um vinho Grand Cru e um Premier Cru, às vezes nem isso o vinhedo chega a ser...
Olhando para o mítico vinhedo do Romanée-Conti, quais são os vinhedos que lhe fazem fronteira, à esquerda e a direita?
La Grande Rue e Richebourg

Pergunta nº46 (média - valor: 10 pontos)
Os vinhedos na Borgonha são famosos por serem muito pequenos e fragmentados, reflexo direto do código napoleônico, que passou a dividir a herança igualmente entre os herdeiros. Alguns vinhedos chegam a ter 80 donos, como acontece com o Grand Cru Clos de Vougeot. Continuando o passeio pelos vinhedos do Domaine de La Romanée-Conti, qual o menor vinhedo pertencente a este produtor?
Le Montrachet (0,67 ha)

Pergunta nº47 (difícil - valor: 20 pontos)
O diretor Alfred Hitchcock filmou dois de seus clássicos de suspense numa certa região vinícola da Califórnia. Que região produtora era essa, quais foram os filmes e em que anos eles foram filmados?
Sonoma County, na California. Alfred Hitchcock filmou cenas para "Shadow of A Doubt" ("A Sombra de uma Dúvida"), de 1943, e "The Birds" ("Os Pássaros"), de 1963.

Pergunta nº48 (fácil - valor: 5 pontos)
No início da década de 1920, o Château Mouton-Rothschild tornou-se o pioneiro em engarrafar toda sua produção na própria vinícola, encomendando em 1924, o primeiro rótulo de seu vinho para o artista Jean Carlu. Logo após a 2ª guerra mundial, para celebrar a vitória aliada, o Baron Philippe encomendou um rótulo que ilustrasse o "V", gestual célebre de Winston Churchill. Desde então, todos os anos, um artista diferente é convidado para desenhar o rótulo da próxima safra. Em apenas um ano, nenhum artista famoso desenhou o rótulo do Mouton-Rothschild. Que ano foi esse? 2000 (serigrafia e não um desenho)

Pergunta nº49 (média - valor: 10 pontos)
Regularmente apresento no blog alguns dos vinhos que degusto ao longo do ano, e acabei criando uma postagem regular com o slogan "Direto da Taça", onde além de minhas impressões de degustação, adiciono algumas informações básicas sobre o vinho e a vinícola que o produz.
Dentre as dezenas de vinhos postados que já avaliei, qual (ou quais) atingiram a maior pontuação?
Chateau de Beauscastel Chateauneuf-du-Pape Blanc Roussanne Vieilles Vignes 2007 (98 pontos)

Pergunta nº50 (difícil - valor: 20 pontos)
Muita gente não sabe, mas a pequena cidade de Saint-Émilion, na margem direita do rio Garonne, berço de alguns dos melhores vinhos da França, foi construída sobre um verdadeiro "queijo suíço" de rocha calcárea, utilizada para edificar casas, igrejas e demais construções, criando um emaranhado de dezenas de quilômetros de túneis, perfeitos para armazenar e amadurecer seus grandiosos vinhos. Qual a área aproximada (m2) desta gigantesca adega subterânea, e que vem sendo construída desde o tempo da ocupação romana, no século II d.C? 700.000 m2

* Amanhã postarei as últimas 10 perguntas e respectivas respostas do Quiz.

Idiotas do Vinho: Quem é quem diante das taças e garrafas...


Existem especialistas e novatos que, em nome do vinho, se passam por verdadeiros "idiotas", e são capazes de tornar o prazer de beber ou degustar um vinho, em algo insuportável.
Desde a presunção de quem só bebe vinhos caros, ao comprador compulsivo de acessórios inúteis, passando pelo conservador que só compra os rótulos "consagrados", eis um guia para distinguir qual o tipo de bebedor está ao seu lado e o que esperar ou fazer diante da situação de dividir a mesa e algumas garrafas com ele:

*Sugiro que leiam como uma crítica bem humorada do autor, pois durante a tradução, comecei a me sentir "meio" idiota também... Guardados os "maniqueísmos" do texto, é bem engraçado reconhecer certos fragmentos deles em cada um de nós, ou você vai negar que nunca agiu como um desses tipos abaixo...

1. O idiota presunçoso
Eu já os vi mais de uma vez. Este tipo sempre se orgulha do preço pago pelos vinhos que bebe. "Você gostou? Custou R$200 reais." O consumidor normalmente é inseguro, fazendo do dinheiro pago, uma referência segura. Como o mercado é cada vez mais de vinhos caros, infelizmente, a população deles está aumentando.

2. O idiota esnobe
É o tipo de idiota que prefere investir em uma adega, porque um colega de trabalho tem uma, antes de comprar algumas boas garrafas para beber. Depois que julga sua aquisição como uma mobília, ela lhe parece bonita e agradável, mas não tem idéia de como preenchê-la. Em seu favor, tem a ingenuidade infantil nas suas escolhas.

3. O idiota mesquinho
Abunda entre aqueles que não entendem que o vinho é para compartilhar. Este tipo de bebedor pode convidar amigos para um jantar e servir um vinho de qualidade inferior que ele bebe todos os dias. Ele é reconhecido rapidamente, porque volta da cozinha com seu copo cheio e traz também "outra" garrafa para oferecer aos seus convidados.

4. O idiota conservador
Todo mundo está errado, menos ele. O conservador, encarna uma espécie de condutor que canta sempre o certo... mas durante as últimas quatro décadas. Apega-se a sua verdade, bebe o mesmo vinho como se fosse a última pérola da prateleira, e rejeita qualquer tentativa de fazê-lo provar vinhos diferentes. Não crê em vinhos varietais, salvo um Borgonha. Tinto deve ser como um corte bordalês!  Anseia pela falta de rótulos que não se fazem mais e ainda acredita que rosés são vinho para "maricas."

5. O idiota informado
Participa de todos os cursos de degustação de vinhos e lê todas as revistas especializadas. Parece conhecer, mas, na realidade, apenas repete o que lê e ouve como se estivesse recitando os 10 mandamentos. A pior parte é que antes de abrir a garrafa, ele aparece com uma longa série de aspectos técnicos (fermentação maloláctica, acidez volátil, etc....). Bebe, dita sua crítica e acena com um gesto sisudo para as demais, e não diz mais nada.

6. O idiota fundamentalista
É certo que se mobiliza por um objetivo nobre: ​​não beber nada além do vinho. Mas extrapola ao ponto de não beber nada se não houver um vinho tinto ou branco. Despreza os destilados e a cerveja como bebida de "bárbaros".
7. O idiota aparelhado
Se você tiver um amigo assim, pode até ser divertido. Ele tem quatro (no mínimo) diferentes tipos de saca-rolhas, corta-gotas em duas versões, um suporte para mostrar a garrafa, conjunto de taças e porta-taças com motivos customizados de vinho. Mas se alguma coisa distingue este idiota dos outros, é que gosta de usar todas e explicar suas vantagens diante outros acessórios semelhantes. Garrafas de vinho? Compre uma ou outra de vez em quando.

8. O idiota desconfiado
Ele se recusa a gastar mais do que 30 reais numa garrafa, porque ele diz que acima de tudo, é "puro marketing" o que custa mais que isso. Considera que quem compra um rótulo moderno e um pouco mais caro, é basicamente um "zumbi" que não conseguem pensar por si mesmo.

Que outros "idiotas do vinho" você conhece?

Fonte: traduzido e adaptado de Joaquin Hidalgo (Planeta Joy) 

terça-feira, 29 de março de 2011

Um vinho de 164 varietais...


Em meados de fevereiro a vinícola Dal Pizzol colheu as primeiras uvas de seu inédito Vinhedo do Mundo, implantado a partir de 2005 em 0,5 hectares de terras sob a orientação da Embrapa Uva e Vinho através de seu pesquisador Humberto Camargo.
Já são 164 variedades e 1070 plantas, oriundas de 23 países. Mas no evento de abertura foram colhidas apenas nove: a espanhola Tempranillo ou Aragonez, a italiana Rebo, a francesa Petit Verdot, a alemã Morio Muscat, a portuguesa Arinto ou Pedernã, a afeganistã Monuka, a brasileira Moscato Embrapa, a iraniana Shiraz, a californiana Rubi-Cabernet e a italiana Lambrusco. As demais estão sendo colhidas desde então no seu momento de maturação.
A proposta da Dal Pizzol é usar esta primeira colheita para microvinificações, destinadas mais à pesquisa, mas, a partir de 2012, toda a uva do Vinhedo do Mundo será destinada à produção de um único vinho, segundo o enólogo Dirceu Scottá. A idéia é rotular as garrafas com uma etiqueta especial e leiloá-las, revertendo seu resultado a obras ou atividades beneficientes, segundo o diretor Rinaldo Dal Pizzol. Mas o vinhedo ainda não está completo. A meta é chegar a 500 variedades diferentes. A próxima investida é junto aos países do Cáucaso.

Fonte: http://www.terrabela.com.br/

World Wine: Degusta nº2 traz 27 novas ofertas de vinhos!

World Wine Degusta 2

Wines of Brasil faz sua melhor e mais preparada participação na ProWein na Alemanha


Vinhos e espumantes brasileiros da Aurora, Boscato, Casa Valduga, Irmãos Basso, Lidio Carraro, Miolo, Vinibrasil, Cordilheira de Santana, Piagentini e Santo Emilio estão presentes na maior feira de vinhos da Alemanha e uma das mais importantes da Europa.
O investimento dos vinhos brasileiros no mercado alemão chegou a um marco importante. O projeto Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), faz a sua melhor e mais preparada participação na ProWein 2011, que começou no último domingo (27/03) e termina no dia 29 de março (terça-feira), em Düsseldorf, na Alemanha. Antes de enfrentar a prova de degustadores e compradores do mundo todo pela sétima vez consecutiva na principal feira de vinhos alemã e uma das mais importantes da Europa, as vinícolas brasileiras fizeram o seu dever de casa.
No ano passado, o Wines of Brasil contratou a consultoria técnica de dois especialistas em vinhos da Alemanha, o jornalista Jürgen Mathäss e o consultor Peer Holm. Depois de uma semana conhecendo as principais cantinas brasileiras, eles fizeram uma série de recomendações aos produtores que querem ter sucesso no mercado alemão. “Depois deste brand analysis, as vinícolas levarão para a feira as suas novidades, com produtos devidamente adequados ao gosto do consumidor alemão”, afirmou a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan, presente na feira.
Conforme recomendações dos especialistas alemães, as vinícolas brasileiras devem apostar nos espumantes e nos vinhos tintos das variedades Merlot e Cabernet Franc como diferencial para terem êxito na Alemanha. “Há muitos produtos de qualidade e uma boa regularidade nos espumantes e vinhos tintos”, disse Jürgen depois de conhecer a produção brasileira. Os consultores alemães ainda apreciaram os vinhos tintos de cepas exóticas como Marselan, Ancelotta e Teroldego. “O consumidor alemão busca novidades. Por isso, aconselhamos não apostar em varietais tradicionais, que possuem excesso de oferta de todas as partes do mundo”, sugeriram.
Time brasileiro- O time do Wines of Brasil presente na 18ª edição da ProWein conta com as vinícolas Aurora, Boscato, Casa Valduga, Irmãos Basso, Lidio Carraro, Miolo e Vinibrasil, que estão expondo os melhores vinhos e espumantes brasileiros na feira, uma das mais importantes do mundo. A novidade deste ano é a participação da trading Suriana, que representa três vinícolas butique (Cordilheira de Santana, Piagentini e Santo Emilio). “A presença contínua demonstra aos importadores a consistência e a crescente evolução dos vinhos brasileiros. Isto mostra a seriedade com que as vinícolas brasileiras estão investindo no mercado alemão”, destacou Andreia.
Outra novidade do projeto de exportação de vinhos do Brasil foi a estreia na ProWein Goes City. “Apresentamos os vinhos presentes na feira em restaurantes de Düsseldorf”, contou Andreia. Os produtores brasileiros participantes da feira ainda realizaram uma missão técnica, guiada por Jürgen Mathäss, que passou pelos pontos de venda referenciais de vinho na cidade. Eles também degustaram os vinhos mais comercializados na Alemanha. “Queremos cada vez mais conhecer o que os alemães estão procurando na hora que compram vinhos do mundo para saber com maior clareza o que o Brasil pode lhes oferecer”, comentou Andreia. Os vinhos brasileiros ainda estiveram pela primeira vez no Press Center, onde os jornalistas de todo o mundo fazem as suas refeições e trabalham.
Este ano, afora a já tradicional presença na ProWein, o Wines of Brasil planeja realizar duas degustações de vinhos brasileiros na Alemanha em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). As cidades de Berlim e Frankfurt devem receber os eventos no segundo semestre. “A ideia é buscar uma maior aproximação com o trade em busca da consolidação da marca dos vinhos brasileiros neste mercado tão importante”, explicou Andreia.
Na edição passada da ProWein, as 12 vinícolas brasileiras presentes realizaram 634 contatos com compradores de 26 países. Foram fechados US$ 45 mil na feira (por duas vinícolas, para Dinamarca e Alemanha) e ainda foram prospectados US$ 850 mil para os próximos 12 meses. Das cinco empresas estreantes na ProWein de 2010, três delas retornam à feira – Irmãos Basso, Pizzato e Piagentini. A Aurora estará com novo importador, a Pacific Wine Company.
Resultados - A persistência tem mostrado resultados práticos. Em 2006, as empresas integrantes do Wines From Brazil venderam US$ 160 mil à Alemanha. No ano seguinte, o valor passou para US$ 237 mil. Em 2008, ocorreu um salto para US$ 355 mil e em 2009 a Alemanha comprou US$ 368 mil em vinhos e espumantes brasileiros. Em 2010, houve um recuo, para US$ 226 mil, mas o preço médio por litro passou de US$ 2,58 (em 2009) para US$ 3,44 (no ano passado). A feira deste ano deve trazer resultados ainda melhores para as vinícolas brasileiras. “A grande maioria das empresas presentes na ProWein possui importador para a Alemanha, o que facilita muito a exportação”, observou Andreia. Aurora, Boscato, Casa Valduga, Lidio Carraro, Miolo e Salton foram as vinícolas integrantes do projeto Wines of Brasil que exportaram para a Alemanha em 2010.

Fonte: Portal Fator Brasil

Antiguas Reservas CS 1996 e Marques de Casa Concha CS 1999: quando uma boa guarda e certa dose de paciência valem a pena!

Todo mundo sabe que os grandes vinhos do mundo só alcançam o apogeu de suas decantadas qualidades após um variável tempo de guarda. Mas o que muitos desconhecem ou não acreditam, é que mesmo aqueles vinhos mais cotidianos ou do dia-a-dia, podem evoluir bem e surpreender mesmo após uma década ou mais.
Obviamente, os vinhos devem possuir uma dose mínima de estrutura que os "sustente" todo este tempo, e este é o caso destes dois chilenos feitos com a Cabernet Sauvignon, bastante conhecidos e de fácil aquisição no mercado: o Cousiño Macul Antiguas Reservas e o Concha y Toro Marques de Casa Concha, cujos preços oscilam entre R$40 e R$80.
Impressões de degustação:
É interessante observar como os estilos de vinificação se refletem na cor destes vinhos, o Antiguas Reservas 96 estava com uma cor vermelho alaranjado típica de um CS evoluído, mas o Marques de Casa Concha 99 ainda estava muito rubi e concentrado. Estes 3 anos a mais não justificariam esta diferença, mas talvez o uso de uvas muito maduras e com grande extração de cor.
Os aromas do Antiguas Reservas correspondiam aos esperados de um CS de 15 anos, pimenta negra, couro, alcatrão e um resíduo de goiaba (típica do Maipo) de sua juventude. Já o Marques de Casa Concha (com seus 12 anos de vida), parecia um "Peter Pan" que insistia em não envelhecer. Se fosse às cegas, imaginaria a metade de sua idade real. Os aromas de ameixas secas e de cedro ainda dominam o vinho, deixando pouco espaço para os de evolução.
Na boca, o Antiguas Reservas estava sutil e elegante, mas já avisando que seu fôlego está acabando. Parecia dizer: beba-me! O Marques de Casa Concha confirmou sua aparente juventude com boa acidez, taninos firmes e redondos. Está ótimo para beber, mas aguenta mais 5 ou 6 anos sem dificuldades. Pessoalmente, preferi o Antiguas Reservas 96 ao Marques de Casa Concha 99, mas avaliei-os com os mesmos 90 pontos (importados pela Santar e VCT Brasil, respectivamente).
Ao que parece, o mito da vida curta (inferior a 10 anos) dos vinhos chilenos, mais uma vez foi derrubado! 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lovara colhe safra excepcional na Serra Gaúcha!


O projeto Lovara Vinhas e Vinhos, que faz parte do grupo Miolo está colhendo neste ano uma das melhores safras de sua história. As boas condições climáticas garantiram a elaboração de vinhos de qualidade acima da média.
A empresa concluirá a safra na última semana de Março com a colheita da variedade tardia, acabernet sauvignon. A estimativa é atingir a produção de 120 mil quilos de uvas e elaborar cerca de 100 mil litros de vinhos.
Além de ter contado um clima seco e ensolarado no verão, favorecendo o bom desenvolvimento das frutas, a Lovara utilizou práticas nos vinhedos e na cantina que potencializaram a qualidade dos vinhos. A vindima foi realizada de forma seletiva, onde apenas os melhores cachos são colhidos. Todo o processo de recebimento das uvas foi por gravidade, garantindo a integridade das frutas, explica Henrique Benedetti, enólogo responsável pela vinícola.
A Lovara tem hoje cinco hectares de produção própria e 10 hectares de vinhedos de terceiros. A produtividade média é de 8 toneladas por hectare.

Sobre a Lovara
A Lovara Vinhos e Vinhas está na Serra Gaúcha, uma região montanhosa, marcada pela presença do Rio das Antas, com altitudes que variam de 400 metros a 800 metros. Seguindo o conceito de vinícola boutique, elabora anualmente cerca de 100 mil litros de vinho em 50 hectares. A estimativa é produzir 300 mil litros de vinhos em 2018. Na Lovara, são produzidos os vinhos Lovara Chardonnay, Merlot e Cabernet Sauvignon, além do superpremium Gran Lovara.

Direto da Taça: Clos des Papes Châteauneuf du Pape Blanc 2009

Os vinhos do Clos des Papes não são para se fazer experiências, a altíssima qualidade é uma obsessão da família Avril, proprietária dos vinhedos. Não foi à toa que este vinho figurou no Top 10 da WS em 2010 (10º lugar). 
Paul Avril, o fundador da vinícola em 1896 e um dos articuladores da criação da denominação, deu este nome a seu vinho pelo fato de ter uma parte de seus vinhedos bem próxima do "clos" (muro) do antigo castelo do Papa.
Atualmente, a área total de vinhedos alcança 32 ha, sendo apenas 3 deles cultivados com uvas brancas de rendimento extremamente reduzido. No Châteauneuf du Pape branco são utlizadas as castas Grenache Blanc, Roussanne, Clairette, Bourboulenc e Picpoul, sem qualquer passagem em carvalho. Ainda não foi o caso deste vinho, mas desde 2010, os vinhedos são 100% de agricultura biológica.

Impressões de degustação:
Coloração amarelo esverdeada muito brilhante e transparente. Nariz repleto de aromas de maçãs e flores (acácia) e notas de mel e minerais de boa complexidade. Na boca, um grande frescor seguido de delicioso sabor frutado, que lhe confere um certo dulçor no fim da boca. Um excelente branco desta denominação, pena que custe tão caro! Nota: 92 pontos (Premium, R$460,00).

Avaliações da crítica internacional:
"Clos des Papes is widely recognized for its red cuvée (its 2005 earned Wine of the Year in 2007), but this estate also produces one of the appellation's best whites. From the Southern Rhône's excellent 2009 vintage, this wine blends equal parts Grenache Blanc, Clairette, Roussanne, Picpoul and Bourboulenc. To retain freshness, Vincent Avril fermented the wine in stainless steel tanks and avoided malolactic conversion. This white will benefit from a few years in the cellar. " (95 Points, Wine Spectator)

"The 2009 Chateauneuf du Pape blanc may be the finest white wine I have ever tasted from Clos des Papes. An equal part blend of every authorized varietal in Chateauneuf du Pape (six different grapes), it exhibits terrific fruit intensity, lots of quince, anise, nectarine and white peach notes, a full-bodied mouthfeel, terrific purity, a hint of honeysuckle and a layered, long finish. This stunning white Chateauneuf du Pape should drink nicely for 3-4 years, possibly longer. The malolactic is always blocked in this cuvee, and the wines have an uncanny ability to age for ten or more years in many vintages. " (94 Points, The Wine Advocate)

Alfândega alemã apreende garrafa de "vinho" com cobras em conserva!!!



Desse vinho eu não beberia...
A alfândega alemã confiscou uma garrafa de vinho com duas cobras em conserva originárias do Vietnã. O produto foi apresentado na quarta-feira (23) pela alfândega durante coletiva de imprensa em Frankfurt, na Alemanha, segundo o jornal inglês "Daily Telegraph".

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: Todas as 60 perguntas e respectivas respostas do Concurso Cultural - 4ª parte

Se você viu ou participou do Concurso Cultural Vinhos e Mais Vinhos & Qualimpor, eis a oportunidade de conhecer todas as respostas do desafio qu movimentou o blog nos últimos 30 dias. Se você não participou ou não viu, conheça um pouco mais sobre as curiosidades e facetas do mundo do vinho!

31ª a 40ª pergunta:

Pergunta nº31 (fácil - valor: 5 pontos)
Existem vinhos que por suas características especiais, seja pela varietal utilizada e/ou terroir, só conseguem ser produzidos em regiões muito específicas do planeta, inimitáveis em qualquer outro lugar. O vinho PX (Pedro Ximenez), elaborado no sudoeste da Espanha (D.O. Montilla-Morilles), é um destes vinhos únicos e de produção muito particular.
Falando na produção destes vinhos, qual a diferença de um PX de añada para um PX de solera?
O PX de añada é um vinho elaborado com uvas de apenas uma safra, enquanto que o de solera é um blend de vinhos de várias safras elaborado pelo sistema de mesmo nome, onde os vinhos vão sendo misturados na pilha de barricas ao longo dos anos, modificando-se constantemente.

Pergunta nº32 (média - valor: 10 pontos)
Alcançar altas pontuações é algo que valoriza bastante, do ponto de vista comercial, qualquer vinho, principalmente se ele ainda não faz parte do "grupo de elite" dos vinhos mundialmente reconhecidos, algo que acontece com a maioria dos vinhos sul-americanos. Conseguir estar presente na lista dos 100 melhores vinhos do ano, como a que a revista Wine Spectator publica desde 1988, é algo ainda mais desejável para o sucesso das vendas. Qual foi o primeiro vinho chileno a conseguir a façanha de figurar nesta lista duas vezes?
Concha y Toro Cabernet Sauvignon Don Melchor (safras 1988 e 1993)

Pergunta nº33 (difícil - valor: 20 pontos)
As confrarias de vinhos ligadas a uma determinada região produtora, são muito comuns na Europa, principalmente na França (Bordeaux e Borgonha tem várias), na Espanha e em Portugal. Muitos brasileiros tem a honra de fazer parte de diversas delas, desde enólogos e críticos de vinhos, até personalidades nacionais.
Existe uma confraria muito famosa na Borgonha, da qual fazem parte algumas dezenas de brasileiros, que pretende abrir uma representação aqui no Brasil. Em qual cidade ela pretende se instalar? Porto Alegre/RS

Pergunta nº34 (fácil - valor: 5 pontos)
O tamanho da colheita pode ser uma benção ou uma desgraça para os produtores de vinho. Uma safra grande e "diluída" não propiciará boa qualidade, assim como, um ano muito quente e seco, pode reduzir drasticamente a colheita e criar vinhos sobremaduros. Equilíbrio é a chave de tudo: da colheita ao engarrafamento!
A última década foi muito especial na Alemanha, com algumas safras excepcionais e outras medíocres. Para fechar a década, 2010 teve um desempenho muito particular. O que marcou a colheita neste ano?
Foi a menor colheita dos últimos 25 anos.

Pergunta nº35 (difícil - valor: 20 pontos)
Alguns vinhos antigos e raros tornaram-se verdadeiros troféus, mas seus compradores muitas vezes preferem se esconder no anonimato dos leilões da Sotheby's e da Christie's. Mitos engarrafados que atingem a casa dos milhares de dólares (a garrafa!) e muitas vezes estão sob a suspeita da falsificação. Casos célebres como dos vinhos de "Thomas Jefferson" comprados pelo milionário Malcolm Forbes (que os exibiu sob uma luz intensa...) são bem conhecidos. Como é muitíssimo improvável que sejam abertos, deve ter muito vinagre (original ou não, por aí...).
Qual o vinho atingiu o maior preço da história, apesar de não ter sido realmente "vendido"?
Château Margaux 1787 (como a garrafa foi quebrada por um garçom num restaurante de Nova Iorque, o seguro pagou um prêmio de US$225.000)

Pergunta nº36 (difícil - valor: 20 pontos)
De um modo geral, as avaliações das revistas americanas Wine Spectator e Wine Advocate, são as mais consideradas pelo público consumidor na hora de realizar suas compras. Não é à toa que vemos uma profusão de números agarrados nas garrafas de vinho (e não é o preço), chamando a atenção para as pontuações recebidas por estas publicações.
Pois bem, uma alta pontuação é garantia de sucesso comercial, se a nota for 100 pontos então, nem se fala. Se a nota for 100 pontos nas duas publicações, é o Olimpo. Imagine repetir o feito duas vezes. Qual foi o único vinho do mundo a alcançar este feito? E com que intervalo de tempo?
Château d'Yquem 1811 e 2001 (190 anos de intervalo)

Pergunta nº37 (média - valor: 10 pontos)
O mercado de vinhos noticia toda semana o compra e vende de famosos Châteaux na França, Aziendas na Itália, Quintas em Portugal, etc.... No momento, existe uma febre de aquisições vindas da China, semelhante a que os japoneses fizeram no mercado imobiliário americano nos anos 80.
Alguns meses atrás, uma famosa vinícola australiana foi posta à venda no McLaren Valley, e que além de produzir vinhos excepcionais, também fornece uvas para outro fantástico produtor do país. Que vinícola é essa? E qual o preço pedido? Claredon Hills, oferecida por mais de 10 milhões de dólares australianos. 

Pergunta nº38 (média - valor: 10 pontos)
O cinema já imortalizou alguns filmes sobre vinhos (ou cuja temática os envolvia) como Um Bom Ano (A Good Year), Sideways e Bottle Shock. Para os próximos 2 anos são aguardados mais alguns, dentre os quais, um sobre o famoso e polêmico crítico de vinhos Robert Parker.
O Brasil, quem diria, já foi cenário para um filme de um grande diretor inglês e de duas estrelas de Hollywood, cujo enredo envolvia o vinho num momento crucial. Qual o nome do filme e do vinho que desempenhou um importante papel na trama? Notorious, de Alfred Hitchcock. O vinho era um Pommard 1934.

Pergunta nº39 (fácil - valor: 5 pontos)
A origem dos nomes de regiões, vilas, vinhedos e até mesmo de alguns vinhos, muitas vezes tem histórias curiosas que levaram à sua escolha. Um exemplo famoso, é o Cabernet Sauvignon de Angelo Gaja batizado de "Darmagi", que foi resultado do lamento de seu pai ao vê-lo arrancando vinhas de Nebbiolo de uma parte das terras da família, plantando a "estrangeira" Cabernet em seu lugar. No dialeto local, "Darmagi" seria algo como: "Que pecado!"
Umas das regiões vinícolas mais bonitas do mundo tem um nome que significa "remotamente situado". Que lugar é esse? Vergelegen, na África do Sul

Pergunta nº40 (fácil - valor: 5 pontos)
Qual destas uvas brancas não é autorizada para o corte dos vinhos tintos elaborados em Châteauneuf du Pape: Bourbolenc, Clairette, Picardin, Picpoul, Marsanne ou Roussanne? Marsanne

Vinho artesanal do Brasil: ameaça de aborto (por Marco Danielle)


A produção artesanal, que faz o charme e o encanto da enologia européia (além de representar o veio principal dos grandes vinhos mundiais de terroir), sofre ameaça de extinção no Brasil. Ou melhor, está em vias de desaparecer antes mesmo de ter nascido. O verdadeiro conhecedor dos vinhos europeus de exceção deve questionar a razão de não existir aqui o universo de pequenos vinhateiros que pipocam pelas aldeias européias, fornecendo vinhos naturais autênticos e contrastantes entre si, cujas nuances e personalidades mudam a cada 5 quilômetros - para a felicidade dos enófilos. As caves silenciosas são rústicas, e não há traços de inóx - considerado um elemento estranho. O verdadeiro tesouro, apresentado com orgulho, repousa no interior das barricas. Esse conhecedor deve questionar, igualmente, a razão de produzirmos vinhos em geral tecnológicos, tão parecidos entre si, e o porquê de nossos produtores pensarem mais como investidores que vinhateiros, e mostrarem mais orgulho de suas plantas industriais em inóx que do próprio produto que delas sai. Oz Clarke, em recente visita, considerou os vinhos brasileiros "quadrados" e muito parecidos entre si. Uma forma amena de dizer "formatados". Mas isso não é uma exclusividade do Brasil: qualquer região em que não tenha espaço um movimento pela vinicultura natural terá produtos parecidos entre si e entre os demais vinhos tecnológicos do mundo.
A explicação é cultural e histórica, e as causas estão enraizadas nos valores de uma sociedade movida mais pelo dinheiro que pela cultura, em que governo e entidades representativas são coniventes com a idéia de uma meia-dúzia de indústrias vinícolas reinar sozinha, produzindo em escala para sobreviver à carga extorsiva de impostos. Prova dessa conivência é o selo fiscal e outras medidas que submetem o vinho artesanal às mesmas exigências impostas às usinas produtoras de milhões de litros. Para quem ainda não sabe, esse pacto econômico extermina qualquer negócio pequeno, e é uma das explicações para não vermos florescer aqui vinhos artesanais de grande qualidade, como ocorre na Europa. Tal pacto torna praticamente inviável financeira, formal e contábilmente o registro de uma vinícola artesanal pequena, para cinco ou dez mil garrafas-ano, por exemplo. Em outros termos, o "vinho de terroir" brasileiro está fadado à marginalidade, ou à simples inexistência. A maior evidência disso é a forma cínica como selo fiscal está sendo ministrado, ou como o gasto com notas eletrônicas foi forçado goela abaixo a qualquer tamanho de vinícola, podendo-se ou não pagar.
Em suma, quando a expressão vinhateira de um país está nas mãos de especuladores financeiros e não de artesãos e agricultores, o altruísmo e o idealismo são valores ausentes. E às barbas do público e das autoridades, uma tradição familiar vinhateira de mais de um século vem rapidamente se transformando numa imensa fábrica de refrigerantes, tendo por único objetivo a produção em massa e a arrecadação de impostos. Mas não confundam as coisas! Não me oponho aos vinhos industriais e tecnológicos, pois são necessários e mesmo úteis para fomentar o consumo em mercados insurgentes. Me oponho a aceitar que constituam a única expressão vinícola do país, através do extermínio da vinicultura natural que, por sua natureza, está íntimamente ligada à produção artesanal.
Contudo, seguirei remando contra a correnteza e fazendo minha parte por um país que, apesar de todas as mazelas, é o meu. Enquanto nossas empresas e instituições não olham além do próprio umbigo, regozijam-se os importadores e seus porta-vozes na mídia, para os quais é lucro propagar a idéia de que nosso clima e nossa terra são incompatíveis com grandes vinhos. A imprensa especializada, por sua vez, que deveria defender a verdade e a cultura acima de tudo, geralmente é movida por dinheiro e dá as costas ao país que a alimenta, esquecendo seu papel educador. Nesse processo, o que se produz de bom e de medíocre no exterior é desovado em nosso mercado sem distinção.
Isolados pouco podemos contra esse círculo vicioso que amarra poder econômico, governo, instituições e imprensa. Mas unidos, poderemos tentar reverter o quadro. É tolice esperar o apoio da imprensa especializada, mas felizmente dispomos deste instrumento da verdade que se chama Internet. Portanto, amigo enófilo, faça sua parte divulgando esta mensagem a seu grupo de degustação e amigos interessados em bons vinhos. Sua ajuda é fundamental. E você, que já elabora ou pretende um dia elaborar vinhos diferenciados, venha formar uma frente de produtores naturais do Brasil. Vamos protestar em silêncio contra a mediocridade, apenas fazendo bons vinhos. Vinhos autênticos e honestos, que sejam o mais puro reflexo da terra. Não esperemos, igualmente, grande apoio das instituições. Busquemos nós mesmos um tratamento fiscal diferenciado para o "vinho conceito", onde a qualidade vem antes da quantidade. Vamos juntos impedir que essa burocracia cega inviabilize o registro e a existência de pequenas vinícolas artesanais, aniquilando a possibilidade de vinhos brasileiros de terroir - antes mesmo de seu surgimento.

Marco Danielle
Atelier Tormentas - Vinhos de Autor

domingo, 27 de março de 2011

Direto da Taça: Cossart & Gordon Madeira Bual 1961, 50 anos bem vividos!

Após uma magnífica degustação de Borgonhas brancos 1er Cru e Grand Cru em uma das confrarias em que participo, abri esta rara garrafa de vinho da ilha da Madeira, produzida pela casa Cossart & Gordon, da safra de 1961, ou seja, com "jovens" 50 anos de idade. Jovem porque como os grandes Madeiras, ele pode durar mais de 200 anos.
Para quem não sabe, estes vinhos são praticamente indestrutíveis, pois foram oxi-reduzidos ao extremo, passando por um longo processo de estufagem (submetidos às altas temperaturas da ilha da Madeira) e envelhecidos em grandes tonéis por muitos anos. No caso deste Bual (ou Boal), em 2004, após 43 anos de muito calor e guarda, foram feitas apenas 1290 garrafas.
Impressões de degustação:
Típica cor caoba (como dizem os portugueses), de um tom castanho dourado magnífico, muito denso mas translúcido. No olfato, liberou aromas intensos de caramelo, canela e almíscar que estiveram contidos por meio século. Na boca, um duelo entre a elevada acidez e, o mais elevado ainda, teor de açucar residual que proporcionaram uma explosão de sabores agridoces intermináveis. Um vinho a poucos passos da perfeição! Nota: 98 pontos (adquirido em Portugal por 220 euros).  

Blandy’s Madeira celebra 200 anos com duas provas de vinho nos Estados Unidos (1811-1994)


As cidades de São Francisco e Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), acolheram nos dias 22 e 24, respectivamente, duas memoráveis provas de alguns dos mais emblemáticos e raros vinhos datados da Blandy’s Madeira.
As duas provas em que 183 anos e 7 gerações separam o primeiro do último vinho, fazem parte de um conjunto de ações internacionais que serão efetuadas em 2011 por ocasião da celebração dos 200 anos da Blandy’s Madeira. Fundada em 1811, a Blandy’s Madeira é a mais antiga das empresas do grupo Blandy, estando presente em mais de 50 países.
"O objetivo destas provas é promover as vendas de vinho da Madeira, numa clara aposta num mercado estratégico e de grande valor, em que existe uma grande procura por vinhos das categorias Premium e claras oportunidades de crescimento, sendo para a Blandy’s Madeira um mercado estratégico", explica Ricardo Tavares, da Madeira Wine Company.



sábado, 26 de março de 2011

Vídeo: As Quatro Estações em Romanée-Conti (Quatre Saisons à La Romanée-Conti)


Conhecer em detalhes o mítico Romanée-Conti já está a seu alcance! Assista na íntegra este fantástico documentário produzido pela televisão francesa sobre um dos vinhos mais badalados e cobiçados do planeta. Acompanhe todo o trabalho necessário em cada uma das estações do ano para produzir, como diz o filme "o néctar dos néctares" da Borgonha.
Pela primeira vez uma câmera de tv acompanhou o passo a passo e todos os segredos da produção deste vinho único. Acompanhe a colheita das uvas ao lado de Aubert de Villaine, a recepção das uvas na cave, o processo de fermentação em tonéis de madeira, a análise do mosto, o armazenamento nas barricas de carvalho e finalmente, o engarrafamento!
Obs.: Observe a interessantíssima maneira como François Audouze (um dos maiores colecionadores de vinho do mundo) se vale de dois saca-rolhas diferentes para retirar a longa rolha de uma garrafa...

Acesse o link e veja o documentário: http://bourgogne.france3.fr/evenement/Documentaires/ e aprecie!

Vídeo: Angelo Gaja, o rei do Piemonte!



Saiba um pouco mais sobre Angelo Gaja, o homem que colocou o Piemonte no mapa dos grandes vinhos do mundo!

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: Todas as 60 perguntas e respectivas respostas do Concurso Cultural - 3ª parte

Se você viu ou participou do Concurso Cultural Vinhos e Mais Vinhos & Qualimpor, eis a oportunidade de conhecer todas as respostas do desafio qu movimentou o blog nos últimos 30 dias. Se você não participou ou não viu, conheça um pouco mais sobre as curiosidades e facetas do mundo do vinho!


Pergunta nº21 (fácil - valor: 5 pontos)
Em que ano a região da Champagne teve sua appellation d'origine contrôlée (A.O.C.) definida e delimitada? 1927

Pergunta nº22 (difícil - valor: 20 pontos)
Para qualquer vinho, alcançar a façanha de receber 100 pontos do influente crítico de vinhos Robert Parker, é a glória suprema. Imagine repetir o feito! Existe um seleto grupo de vinhos que já repetiu tal glória, mas apenas um que só conheceu a nota máxima. Era de se esperar que ele fosse francês... e é!
Qual vinho francês, produzido apenas em anos de qualidade excepcional, conseguiu a façanha de receber 100 pontos da Wine Advocate (Robert Parker) em todas as 4 safras em que foi lançado?
Domaine du Pégau Chateauneuf-du-Pape Cuvée da Capo

Pergunta nº 23 (média - valor: 10 pontos)
Os vinhos argentinos são muito conhecidos do consumidor brasileiro, sobretudo os elaborados com a uva Malbec que, em geral, apresentam muita extração de fruta, taninos doces e bem encorpados, além de alto teor alcoólico, no típico estilo "Novo Mundo". Porém, existem produtores como a López e a Weinert, que investem em vinhos de estilo mais tradicional, mais leves e elegantes, muito aromáticos e apropriados para uma longa guarda. Vinhos que fazem a cabeça de quem já os provou...
A Bodegas López produz um vinho chamado Montchenot, de estilo muito semelhante aos vinhos da região da Rioja, na Espanha. Quantos anos depois da colheita este vinho chega ao mercado?
11 anos (10 em tonéis + 1 em garrafa)

Pergunta nº24 (fácil - valor: 5 pontos)
A Borgonha é famosa pela qualidade de seus vinhos, pelos altos preços, pela "complicação" em se entender suas apelações, quase sempre minúsculas, e pelo fato de praticamente só produzir vinhos brancos, com Chardonnay, e vinhos tintos. com Pinot Noir.
Mas outras variedades são permitidas, com destaque para uma branca e uma tinta. Quais são elas? Aligoté e Gamay

Pergunta nº25 (difícil - valor: 20 pontos)
A qualidade de uma safra é determinante para o sucesso na elaboração dos vinhos. Algumas regiões tem um clima mais previsível e constante, permitindo que as safras tenham boa uniformidade, porém, algumas regiões podem sofrer grandes alternâncias qualitativas decorrerentes do clima, de um ano para o outro, principalmente no "Velho Mundo".
A revista Wine Spectator publica anualmente uma tabela de pontuação das safras, destinada a orientar os consumidores em suas compras. Em toda sua história, ela considerou apenas 2 safras como perfeitas (100 pontos), uma foi a safra 2000, no Piemonte. Qual foi a outra? 1927 (Douro - Vinho do Porto)

Pergunta nº26 (fácil - valor: 5 pontos)
Depois de 25 perguntas, vocês devem estar se perguntando: será que eu consigo chegar até o final do Concurso Cultural Vinhos e Mais Vinhos & Qualimpor e, quem sabe, ganhar um dos vinhos da promoção? Bem, para reestimular os competidores, a próxima pergunta tem a ver com os prêmios oferecidos:
Se você fosse comprar uma garrafa de cada um dos 5 vinhos + 1 garrafa do vinho mais caro da importadora, quanto custaria esta caixa? R$1264,55

Pergunta nº27 (média - valor: 10 pontos)
Não é muito comum de acontecer, mas às vezes, vinhos diferentes podem ter semelhanças inesperadas, decorrentes de algum erro de vinificação ou das incertezas do clima. Na França, por mais improvável que pareça, aconteceu do Château d'Yquem 1992 (Sauternes) ter uma incrível semelhança com o Château de Beaucastel Tinto 2002 (Châteauneuf du Pape).
Qual é essa semelhança (além de serem franceses, é claro!)?
As safras foram péssimas e eles não foram produzidos em respeito a sua qualidade habitual.

Pergunta nº28 (média - valor: 10 pontos)
A indústria vitivinícola já oferece uma boa variedade de opções para a vedação das garrafas de vinho, das screwcaps de metal às rolhas de vidro, sem falar nas produzidas com compostos sintéticos. Mesmo assim, a boa e tradicional rolha de cortiça ainda é a alternativa mais confiável para os grandes vinhos de guarda.
Depois de quantos anos a casca do sobreiro pode ser usada de modo ideal na confecção de rolhas para vinhos? 43 anos

Pergunta nº29 (fácil - valor: 5 pontos)
No disputado mercado dos vinhos finos, apelar para um rótulo chamativo e original, tem se tornado uma estratégia de marketing muito comum entre as vinícolas que ainda buscam (ou acabam de alcançar) um lugar de destaque na preferência dos consumidores.
Existe um vinho feito por um enólogo excêntrico da Califórnia, que procura se inspirar nos vinhos de Châteauneuf du Pape e cujo rótulo mostra um objeto muito "estranho". Qual o nome deste vinho? Bonny Doon Le Cigar Volant (Disco Voador)

Pergunta nº30 (difícil - valor: 20 pontos)
Estamos encerrando o 1º turno de perguntas, chegando a metade do concurso cultural. Para celebrar, preparei uma pergunta especial, realmente DIFÍCIL... Meus parabéns antecipados para quem descobrir a resposta!
Postei ontem duas reportagens apresentadas recentemente pela Rede Globo sobre os vinhos de Portugal. Em um dos vídeos, aparece uma imagem completamente fora de contexto. A edição de vídeo "viajou", inserindo um pequeno trecho de imagens que não tem nada a ver com Portugal.
Mostre que você é atencioso, acesse os links e encontre o "erro" de edição:
O que aparece nas imagens que justifica tal afirmação?
A cena em que aparece uma taça sendo servida com a logomarca da Família Zuccardi (da Argentina)