segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 30ª pergunta (com bônus adicional de até 100 pontos)

Pergunta nº30 (difícil - valor: 20 pontos)

Estamos encerrando o 1º turno de perguntas, chegando a metade do concurso cultural. Para celebrar, preparei uma pergunta especial, realmente DIFÍCIL... Meus parabéns antecipados para quem descobrir a resposta! 

Postei ontem duas reportagens apresentadas recentemente pela Rede Globo sobre os vinhos de Portugal. Em um dos vídeos, aparece uma imagem completamente fora de contexto. A edição de vídeo "viajou", inserindo um pequeno trecho de imagens que não tem nada a ver com Portugal.
Mostre que você é atencioso, acesse os links e encontre o "erro" de edição:


O que aparece nas imagens que justifica tal afirmação?

* O 1º que acertar ganha 100 pontos extras, o 2º leva 90 pontos, o 3º 80 pontos, o 4º 70 pontos, o 5º 60 pontos, e a partir daí, todos que acertarem levam 50 pontos extras.

Vinitude: Ganhe 6 taças de Champagne!

Vinitude tem um presente para você! Ganhe seis taças Michel Gonet nas compras acima de R$ 300,00 em Champagne.

A casa Michel Gonet é um nome consagrado em Champagne desde 1802. Do Brut Réserve, passando pelo Rosé e o Blanc de Blancs, ou mesmo no fantástico Cuvée Prestige 1998, a alma destes vinhateiros se expressa juntamente com o “terroir” das suas origens, em Avize, na Côte de Blancs.

Champagne Michel Gonet Blanc de blancs Grand Cru - R$242,00
Cor ouro claro com alguns reflexos esverdeados. A espuma é bem fina e uma ligeira auréola se forma na superfície denotando sua qualidade. No nariz é potente, vivo, com aromas florais e minerais. Na boca o vinho é longo, elegante e fresco. As notas de frutas cítricas e flores brancas evoluem para notas amanteigadas. Assemblage de uvas Chardonnay, originárias das melhores videiras da Côte des Blancs situadas em Oger e em Le Mesnil sur Oger.



Champagne Michel Gonet Brut Réserve - R$180,00
Cor ouro claro com alguns reflexos esverdeados indicando a forte presença do Chardonnay. As bolhas são leves e persistentes, o que testemunha uma 2° fermentação na garrafa longa e regular. Também uma auréola se forma na superfície. No nariz é vivo e potente deixando transparecer aromas persistentes frutados e de brioche. Na boca o ataque é suave e delicado. A espuma é elegante. O corpo é bastante potente. Os aromas persistentes de amanteigados e brioche mais uma vez provam o longo amadurecimento na garrafa. A combinação geral é uma sensação de harmonia e equilíbrio perfeito.
As uvas são colhidas nos melhores terroirs da região de Champagne: em Vindey perto de Sezanne, aonde as videiras já eram muito conhecidas pela qualidade na época da conquista romana (Vindey do latim Vinum, Deus ou vinho de Deus), em Montgueux, morro calcário perfeito para os chardonnay e em Fravaux, morros calcários, clima mais continental favorável aos pinots noirs. Vinificação tradicional em caves modernas.

Champagne Michel Gonet Brut Rosé - R$230,00
Uma linda cor pele de cebola. As bolhas são finas e persistentes em testemunho de uma 2ª fermentação na garrafa longa e regular. Também uma auréola se forma na superfície. Nariz potente com aromas persistentes, complexos e finos que aliam as frutas vermelhas (cereja, groselha) a notas de flores. A boca é ampla, os aromas de frutas vermelhas persistem com muita elegância. Deixa uma agradável sensação de frescor.
Elaborado com uvas colhidas nos anos mais quentes. Solos pedregosos situados em zonas de clima mais continental, ideal para o pinot noir. Vinificação tradicional em caves modernas.

Champagne Michel Gonet Cuvée Spéciale Prestige Blanc de blancs Grand Cru 1998 - R$340,00
Cor ouro com alguns reflexos esverdeados. As bolhas são bem finas e abundandtes. O nariz é potente e com aromas bem minerais. Boca mineral com notas de ?brioche? que deixa uma impressão de frescor e uma nota final acidulada. Muito persistente em final de degustação. Os iniciados sabem logo reconhecer toda riqueza deste grande vinho.
Assemblage de uvas Chardonnay, somente do ano 1998, originárias das parcelas Grands Crus da Côte des Blancs situadas em Oger et le Mesnil sur Oger. A elaboração é realizada em Avize, com procedimentos tradicionais em caves modernas.

Champagne Michel Gonet Cuvée Fut de Chêne
Aromas de pêra, capim limão e frutas cítricas. No palato, é amplo com marcante acidez.
Vinificação tradicional respeitando as nuances adequadas a essa cepa delicada, especialmente na prensagem que deve ser suave e progressiva. A fermentação é conduzida de modo a revelar todo o potencial aromático da uva. Álcool: 13,5 %
Vinho que acompanha magnificamente os peixes, os crustáceos e comidas orientais. Servir em temperatura entre 8º e 10º C. Graças a sua acidez, possui potencial de guarda, que exibirá grande plenitude após 5 a 10 anos.

Direto da Taça: Guy Saget Pouilly-Fumé Les Logères 2006

Havia muito tempo que eu não degustava um Pouilly-Fumé do Loire (não confundir com o Pouilly-Fuissé da Borgonha), ainda mais um já tão evoluído. Ao contrário do Pouilly-Fuissé, elaborado com Chardonnay, o Pouilly-Fumé é elaborado com Sauvignon Blanc, no extremo leste do vale do Loire, onde passa 5 meses em contato com suas borras para aumentar sua complexidade.
Impressões de degustação:
Passados quase 5 anos da colheita, o vinho já apresentava uma cor amarelo dourado, parecendo mais um Chardonnay com passagem em madeira (infelizmente, não fotografei a taça). No nariz, aromas intensos de manga e melão orange, com notas discretas de defumação (típicas da denominação). Na boca, a acidez estava mais contida que o desejável, mas ainda estava bem equilibrada com a untuosidade do vinho e sua delicada frutuosidade.  Acompanhando um espaguete com molho de moqueca de camarão, mostrou-se firme e bem harmônico. Um Sauvignon Blanc absolutamente diferente dos demais. Nota: 88 pontos (Mistral, US$56,90).

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 29ª pergunta

Pergunta nº29 (fácil - valor: 5 pontos)

No disputado mercado dos vinhos finos, apelar para um rótulo chamativo e original, tem se tornado uma estratégia de marketing muito comum entre as vinícolas que ainda buscam (ou acabam de alcançar) um lugar de destaque na preferência dos consumidores.

Existe um vinho feito por um enólogo excêntrico da Califórnia, que procura se inspirar nos vinhos de Châteauneuf du Pape e cujo rótulo mostra um objeto muito "estranho". Qual o nome deste vinho?

Ribera del Duero 2006: Os melhores vinhos segundo a Wine Advocate (Parker)

A Riberal del Duero é habitualmente pródiga em alcançar altas notas nas avaliações da Wine Advocate, de Robert Parker. Como a maioria já sabe, atualmente o responsável pela análise destes vinhos é o crítico associado da revista, Jay Miller.
Diante das ótimas condições da safra 2006, mais uma vez o resultado foi recheado de vinhos com pontuações elevadas. Conheça os melhores:

*Safra - Vinho - Nota - Estágio de consumo - Preço médio (mercado americano):

2006 Hermanos Sastre Pesus 98 Young 750
2006 Pingus 98 Young 545+
2006 Bodegas Emilio Moro Malleolus de Sancho Martin 97 Young 205
2006 Aalto PS 96 Young 85-132
2006 Bodegas Emilio Moro Malleolus de Sancho Martin 96 Young 148-183
2006 Dominio de Pingus Amelia 96 Young 275
2006 Antonino Izquierdo Antonino Izquierdo 95 Young 42-65
2006 Bodegas Emilio Moro Malleolus de Valderramiro 95 Early 113-150
2006 Los Astrales Astrales Christina 95 Young 83
2006 Pingus Flor de Pingus 95 Young 60-137
2006 Vinedos Y Bodegas Garcia Figuero Tinus 95 Young 600
2006 Aalto 94 Young 35-65
2006 Alion Alion 94 Young 52-132
2006 Bodegas Arzuaga Amaya Arzuaga Collecion 94 Young 150
2006 Bodegas J A Calvo Casajus Nic 94+ Young 180
2006 Bodegas Tabula Clave de Tabula 94 Early 140
2006 Bodegas Vizcarra Ramos Ines 94+ Young 156
2006 Bodegas Y Vinedos Valderiz Valderiz Tomas Esteban 94 Young 139
2006 Bodegas Y Vinedos Valderiz Juegabolos Barricas Seleccionadas, Cuatro de Diez 94 Young 80
2006 Felix Callejo Family Reserve 94 Young 115
2006 Finca Villacreces Reserva 94 Young 45
2006 Finca Villacreces Nebro 94 235
2006 Vinedos Y Bodegas Garcia Figuero Figuero Noble 94 Young 131

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 28ª pergunta

Pergunta nº28 (média - valor: 10 pontos)

A indústria vitivinícola já oferece uma boa variedade de opções para a vedação das garrafas de vinho, das screwcaps de metal às rolhas de vidro, sem falar nas produzidas com compostos sintéticos. Mesmo assim, a boa e tradicional rolha de cortiça ainda é a alternativa mais confiável para os grandes vinhos de guarda.

Depois de quantos anos a casca do sobreiro pode ser usada de modo ideal na confecção de rolhas para vinhos?

Vídeo: Portugal aposta em uva típica para ter sucesso na produção de vinhos (Globo)

A Rede Globo fez duas reportagens sobre o vinho em Portugal, apresentando-as no jornal Bom Dia Brasil. Nesta segunda parte, Sandra Moreyra vai mostrar um pouco mais sobre a Touriga Nacional, casta símbolo de Portugal.
Se você não viu, leia a matéria e assista o vídeo no link: http://glo.bo/gO343t 

2º Programa:
Essas terras ficam em um dos pontos mais altos da encosta do Rio Douro. É uma paisagem enfeitada pelo sol e de uma beleza rara. A Quinta Nova do Carmo já mecanizou boa parte da produção dos vinhos, mas a colheita permanece manual. Até porque não seria possível usar máquinas em encostas tão íngremes e tortuosas.
Em toda essa região, novo é pensar na produção de vinhos que caracterizem a alma de Portugal. Como muitos os países, tem uma uva que os distingue. Como a Malbec argentina, a Carmenére, do Chile e a Tempranillo, da Espanha, por exemplo, Portugal também quer ter a sua: a Touriga Nacional. Na Quinta Nova, há um vinho feito exclusivamente com essa uva.
Na descida das serras, fica a maior corticeira de Portugal, em Santa Maria de Lamas, já bem perto da Cidade do Porto. Portugal cultiva um terço dos sobreiros, as árvores da cortiça, de todo o mundo. Uma fábrica produz 25% de todas as rolhas de vinho do planeta.
Não é fácil. Um sobreiro, por exemplo, tem apenas 10 anos de idade, mas ainda não produziu nada. Aos 25, terá uma casca grossa que pode ser retirada. São as placas de cortiça, mas elas ainda não servem para as rolhas de vinho.
Nova anos depois da primeira, há uma nova casca, que ainda não dá para fazer rolhas – apenas pisos, placas e material decorativo. Só na terceira retirada, quando a árvore tem em torno de 45 anos e um tronco grosso, é que vai produzir boas rolhas. O sobreiro vive 250 anos.
A produção da corticeira é mecanizada, mas a seleção das melhores rolhas, as que vão fechar os mais caros vinhos franceses, italianos, espanhóis e portugueses, é totalmente manual. O desafio atual é produzir rolhas com uma indústria de vinho crescendo no mundo inteiro. As alternativas de plástico, não são amigas do meio ambiente. As de alumínio, recicláveis, não são ideais para os melhores vinhos. A rolha natural de cortiça, que vem da cultura extrativista e pode ser reciclada facilmente, continua sendo a melhor opção.
“Nós temos uma resposta com cortiça, que é um produto natural, tanto para vinhos top de gama quanto para um vinho que vai ficar durante dois meses numa prateleira de supermercado”, conta a diretora de produção Joana Mesquita.
É esse padrão de qualidade que Portugal e o Douro querem mostrar para o mundo inteiro. Por isso, organizou a primeira feira internacional de vinhos portugueses, que teve como tema a personalidade de sua uva símbolo, a Touriga Nacional.
A ideia é que produtores negociantes, críticos e amantes do vinho passem a se reunir uma vez por ano em uma grande feira não só para beber e conversar, mas para discutir os caminhos do mercado do vinho português.
Na abertura do encontro, a inglesa Jancis Robinson, hoje uma das maiores especialistas em vinhos e mercado vinícola, disse que o maior desafio de Portugal é justamente criar um vinho de identidade para o mercado, mas não perder a diversidade de mais de cem castas de uvas, que é a cara de Portugal. Jancis disse que sempre que veio a Portugal tomou vinhos com uma forte história, mas no mundo de hoje não é a história que vende nem conquista mercados.
“Vender essa riqueza no Brasil é fácil, porque nos entendemos bem. Temos uma ligação cultural muito antiga, fica tudo mais fácil. Mas não é a mesma coisa em países que nem sabem onde fica Portugal”, comenta o enólogo e produtor de vinhos Luiz Pato.
A história, a diversidade e, sobretudo a paixão dessa gente que faz vinho há gerações e gerações é a grande responsável pela magia, pelo encanto, pelo charme dos vinhos portugueses.

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 27ª pergunta

Pergunta nº27 (média - valor: 10 pontos)

Não é muito comum de acontecer, mas às vezes, vinhos diferentes podem ter semelhanças inesperadas, decorrentes de algum erro de vinificação ou das incertezas do clima. Na França, por mais improvável que pareça, aconteceu do Château d'Yquem 1992 (Sauternes) ter uma incrível semelhança com o Château de Beaucastel Tinto 2002 (Châteauneuf du Pape).

Qual é essa semelhança (além de serem franceses, é claro!)?

Vídeo: Roteiro mostra o melhor dos vinhos que são produzidos em Portugal (Globo)

A Rede Globo fez duas reportagens sobre o vinho em Portugal, apresentando-as no jornal Bom Dia Brasil. Nesta primeira parte, Sandra Moreyra nos traz um panorama geral sobre a produção de vinhos no país.
Se você não viu, leia a matéria e assista o vídeo: (a segunda reportagem, será postada logo em seguida)


1º Programa:  
País pequeno, espremido na pontinha da Península Ibérica, Portugal foi povoado por romanos, bárbaros, mouros e judeus. Cada um trouxe uma cultura diferente para formar um dos povos mais misturados de toda a Europa. Talvez pela geografia, talvez pela mistura das gentes, esse país sempre teve o mar como destino.
Reis da navegação, os lusitanos foram para todos os cantos do mundo. Mas há um Portugal que não partiu. Há uma gente que ficou para cultivar em cada pedaço dessa pequena terra videiras, oliveiras e sobreiros. É neste Portugal que permaneceu e começa a viagem por um mundo de sabores e perfumes. Começa em Lisboa, na tradicional Praça do Comércio, onde há um espaço criado para aulas e exposições sobre o vinho e as uvas portuguesas.
Se no mundo inteiro há centenas de castas ou tipos de uva – em torno de 1,6 mil – Portugal tem 250. Cem delas são próprias para o vinho. O que distingue Portugal nesse mundo de tantos vinhos?
“Nossa diversidade tem qualidade. Pode ser um pouco confusa no início, mas se abrirem as portas ao nosso vinho vão descobrir coisas muito boas com qualidade e que é muito diferente do resto”, afirma a enóloga Martha Galamba.
Em Quinta das Lágrimas, Coimbra, o amor e a história deram origem a um vinho. Lá foi assassinada Inês de Castro, a aia que se apaixonou pelo rei Pedro I, um ancestral do nosso Dom Pedro I, que em Portugal era Pedro IV. O Pedro I deles desafiou a corte portuguesa da Idade Média e se casou com Inês.
Os nobres mandaram jogar a jovem em um poço. Quando Pedro descobriu, mandou vestir e coroar a rainha morta. Fez toda a corte beijar as mãos dela. O vinho feito nos dias de hoje celebra o amor que a morte não separou.
No caminho, estão os vinhos e as vinhas que nascem nas encostas pedregosas do Rio Douro. São as primeiras terras demarcadas de vinhos do mundo, desde 1756. Nesse local, se faz o que eles chamam de “vinhos capitosos”, ou seja, que têm a força da terra.
No Douro, as estradas cheias de curvas fechadas e subidas íngremes são o que os portugueses chamam de alcatroadas. Pois nessa terra de vinhos capitosos e estradas alcatroadas, as quintas e mansões produzem e celebram grandes vinhos.
“Não é fácil trabalhar aqui. O terreno é muito inclinado, e muitas vinhas não são organizadas. Tem de fazer muitos trabalhos à mão, é um trabalho artesanal”, explica o enólogo Francisco Olazabal.
Nossa Senhora das Uvas abençoa a antiga quinta da família Cálem, no Pinhão. Antigamente, os lagares ou tanques de pedra não tinham controle de temperatura. Agora cintas metálicas controlam todo o calor da fermentação. Um equipamento robô faz o que antigamente era feito pelos camponeses: pisar as uvas sem deixar quebrar as sementes que amargam o vinho.
Essa região, que produz vinho há mais 300 anos, descobriu que a tecnologia não substitui a tradição. Pelo contrário: elas são aliadas para produzir vinhos cada vez melhores. O Douro continua surpreendendo o mundo.
Os caminhos dos vinhos portugueses continuam no Bom Dia Brasil com os desafios da produção e do mercado internacional.

Fonte: http://www.globo.com/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 26ª pergunta

Pergunta nº26 (fácil - valor: 5 pontos)

Depois de 25 perguntas, vocês devem estar se perguntando: será que eu consigo chegar até o final do Concurso Cultural Vinhos e Mais Vinhos & Qualimpor e, quem sabe, ganhar um dos vinhos da promoção? Bem, para reestimular os competidores, a próxima pergunta tem a ver com os prêmios oferecidos:

Se você fosse comprar uma garrafa de cada um dos 5 vinhos + 1 garrafa do vinho mais caro da importadora, quanto custaria esta caixa?

*Obviamente, você vai ter de acessar o site da Qualimpor para descobrir, mas cuidado com as contas...

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 25ª pergunta (esclarecimento)


Diante dos questionamentos recebidos e para que eu não induza os participantes ao erro, informo que, apesar de ter escrito que a safra 2000, no Piemonte, foi a "primeira" a receber 100 pontos da Wine Spectator (algo que ela mesmo alardeou...), existe uma safra "anterior", cuja a avaliação também foi de 100 pontos. Utilizando a busca pelos marcadores (tags) do blog, vocês certamente irão encontrar... Boa pesquisa à todos!

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 25ª pergunta

Pergunta nº25 (difícil - valor: 20 pontos)

A qualidade de uma safra é determinante para o sucesso na elaboração dos vinhos. Algumas regiões tem um clima mais previsível e constante, permitindo que as safras tenham boa uniformidade, porém, algumas regiões podem sofrer grandes alternâncias qualitativas decorrerentes do clima, de um ano para o outro, principalmente no "Velho Mundo".

A revista Wine Spectator publica anualmente uma tabela de pontuação das safras, destinada a orientar os consumidores em suas compras. Em toda sua história, ela considerou apenas 2 safras como perfeitas (100 pontos), uma foi a safra 2000, no Piemonte. Qual foi a outra?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 24ª pergunta

Pergunta nº24 (fácil - valor: 5 pontos)

A Borgonha é famosa pela qualidade de seus vinhos, pelos altos preços, pela "complicação" em se entender suas apelações, quase sempre minúsculas, e pelo fato de praticamente só produzir vinhos brancos, com Chardonnay, e vinhos tintos. com Pinot Noir.
Mas outras variedades são permitidas, com destaque para uma branca e uma tinta. Quais são elas?

Direto da Taça: Bouchard Père et Fils Pouilly-Fuissé 2007, perfeito para o fim do verão!

Continuamos enfrentando, com a maior dignidade possível, o calor quase desértico que está fazendo em Vitória, degustando bons vinhos brancos. Desta vez, parti com mais um amigo, para degustar um Borgonha da denominação de Pouilly-Fuissé, no Mâconnais, entre a Côte d'Or e Beaujolais, compreendendo as vilas de Fuissé, Solutré-Pouilly, Vergisson e Chaintré. Como a grande maioria dos Borgonhas, é elaborado com uvas 100% Chardonnay.

Impressões de degustação:
Coloração amarelo verdeal, muito límpida. No olfato, ainda um pouco gelado, mostrou-se bastante mineral e com discretos traços florais. Com a subida da temperatura (a recomendada é entre 12-14ºC), evoluiu para aromas um pouco mais frutados (abacaxi, maracujá) e com um toque herbáceo sutil de alecrim. No palato, corroborou a sensação mineral inicial, muito refrescante e sápido. Acidez muito presente e agradável, enxugando a boca no fim do gole. Excelente opção para quem deseja provar um Borgonha branco e não quer gastar demais. Nota: 91 pontos (Grand Cru, R$120).
Bouchard Père et Fils Pouilly-Fuissé 2007

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 23ª pergunta (esclarecimento)

Caros Competidores,

Como todos estão respondendo "quase" certo, mas pecando pelo mesmo detalhe, vou dar uma nova chance para responderem. Prestem bem atenção à pergunta e releiam as postagens sobre este vinho (está faltando alguma coisa...):

A Bodegas López produz um vinho chamado Montchenot, de estilo muito semelhante aos vinhos da região da Rioja, na Espanha. Quantos anos depois da colheita este vinho chega ao mercado?

*Consultem o site da vinícola, se não ficou claro para vocês...

Vídeo: As belezas e segredos dos vinhos do Vale do Rhône, na França

Terra dos maravilhosos Côte-Roties, Hermitages, Chateauneufs du Pape e muitos outros vinhos de denominações vizinhas, esta pequena parte do sudeste da França é dividida em duas regiões (norte e sul) que, apesar de próximas, produzem vinhos bastante distintos. A beleza da região, a qualidade e os segredos de seus vinhos, podem ser melhor apreciadas nestes 3 vídeos:

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 23ª pergunta

Pergunta nº 23 (média - valor: 10 pontos)

Os vinhos argentinos são muito conhecidos do consumidor brasileiro, sobretudo os elaborados com a uva Malbec que, em geral, apresentam muita extração de fruta, taninos doces e bem encorpados, além de alto teor alcoólico, no típico estilo "Novo Mundo". Porém, existem produtores como a López e a Weinert, que investem em vinhos de estilo mais tradicional, mais leves e elegantes, muito aromáticos e apropriados para uma longa guarda. Vinhos que fazem a cabeça de quem já os provou...

A Bodegas López produz um vinho chamado Montchenot,  de estilo muito semelhante aos vinhos da região da Rioja, na Espanha. Quantos anos depois da colheita este vinho chega ao mercado? 

Rótulos Criativos: Siete Pecados (resta saber se o conteúdo é tão bom quanto a embalagem...)

OS SETE PECADOS
 
IRA
GULA
AVAREZA
PREGUIÇA
LUXÚRIA
SOBERBA
INVEJA

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mesa para vinhos: mais um show de design!

Photos of Wine Connoisseur Coffee Tables

Fonte: Trend Hunter Art & Design

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 22ª pergunta

Pergunta nº22 (difícil - valor: 20 pontos)

Para qualquer vinho, alcançar a façanha de receber 100 pontos do influente crítico de vinhos Robert Parker, é a glória suprema. Imagine repetir o feito! Existe um seleto grupo de vinhos que já repetiu tal glória, mas apenas um que só conheceu a nota máxima. Era de se esperar que ele fosse francês... e é!

Qual vinho francês, produzido apenas em anos de qualidade excepcional, conseguiu a façanha de receber 100 pontos da Wine Advocate (Robert Parker) em todas as 4 safras em que foi lançado?

Vinhos perfeitos! 100 pontos Robert Parker (safra 2007) atualização!


Em agosto do ano passado, publiquei a lista dos vinhos da safra 2007 que alcançaram o score máximo de 100 pontos na visão (olfato e paladar, também...) de Robert Parker e sua equipe da Wine Advocate. Foram 19 vinhos, no total, e como já havia descrito, ocorreu um amplo domínio dos Chateauneufs du Pape, numa safra espetacular para a região (talvez a melhor de todos os tempos), completada por alguns poderosos californianos e um Riesling alemão. A lista cresceu para 27 vinhos, ou seja, recebeu a adição de mais 8 vinhos nestes quase 6 meses:

* Safra - Vinho - Nota - Estágio de consumo - Preço (US$) no mercado americano

2007 Abreu Cabernet Sauvignon Thorevilos 100 Early 400
2007 Bond Vecina Proprietary Red Wine 100 Early 275
2007 Chateau Beaucastel Chateauneuf du Pape Hommage A Jacques Perrin 100 Early 450-839
2007 Chateau de Saint Cosme Gigondas Hominis Fides 100 Early 55-70
2007 Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape Sanctus Sanctorum 100 Early Auction
2007 Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape Deus Ex Machina 100 Young 240
2007 Clos Saint-Jean Chateauneuf du Pape la Combe des Fous 100 319-713
2007 Colgin IX Proprietary Red Estate 100 Early 500-772
2007 Dana Estates Cabernet Sauvignon Lotus Vineyard 100 Early 499
2007 Domaine de la Janasse Chateauneuf du Pape Cuvee Vieilles Vignes 100 Young 220-375
2007 Domaine de Saint-Prefert Chateauneuf du Pape Collecion Charles Giraud 100 Early 300-379
2007 Domaine du Pegau Chateauneuf du Pape Cuvee da Capo 100 Young 272-667
2007 Harlan Estate Proprietary Red Wine 100 500
2007 Hundred Acre Vineyard Ark 100 Early 695
2007 Kapcsandy Family Winery Cabernet Sauvignon State Lane Vineyard 100 Young Auction
2007 Mas de Boislauzon Chateauneuf du Pape Cuvee du Quet 100 Early 245-462
2007 Pierre Usseglio Chateauneuf du Pape Cuvee de Mon Aieul 100 Young 222-349
2007 Pierre Usseglio Chateauneuf du Pape Reserve des Deux Freres 100 Early 295-395
2007 Quilceda Creek Cabernet Sauvignon 100 Early 215-325
2007 Saxum James Berry Vineyard Proprietary Red 100 Early 225-599
2007 Scarecrow Cabernet Sauvignon 100 600+
2007 Schloss Lieser Brauneberger Juffer Sonnenuhr Auslese Long Gold Capsule 100
2007 Schrader Cellars Cabernet Sauvignon Ccs 100 Young 425
2007 Schrader Cellars Cabernet Sauvignon Old Sparky 100 Early 500
2007 Screaming Eagle Cabernet Sauvignon 100 Early 2450+
2007 Sloan Proprietary Red 100 Early 325
2007 Verite La Joie 100 Young 329-397

Erasmo 2006 em promoção na Casa do Porto! Último lote!

 A Casa do Porto está realizando a Venda Antecipada do último lote de ERASMO 2006, eleito o vinho de Melhor Mescla Tinta do Chile pelo Guia de Vinos Chilenos Descorchados 2010 com expressivos 94 pontos, também foi eleito pelo jornalista Jorge Lucki do Jornal Valor Econômico o Segundo Melhor Vinho da América do Sul.
Abaixo seguem mais informações sobre o vinho e as condições da Venda Antecipada:
ERASMO 2006
Erasmo é produzido pela Viña La Reserva de Caliboro, a vinícola é propriedade do Conde Francesco Marone Cinzano, que também é proprietário do Brunello di Montalcino Col D'Orcia e atualmente preside o Consórcio de Brunello, entidade que tutela e promove o Brunello.

VENDA ANTECIPADA:

ERASMO 2006 de R$ 99,00 por R$ 79,00 a gfa
  • Caixa com 12 garrafas de R$ 1.188,00 por R$ 948,00
  • Caixa com 06 garrafas de R$ 594,00 por R$ 534,00
  • Condição especial de pagamento para caixa com 12 garrafas: 03 vezes no cheque ou boleto bancário (30/60/90 dias sem juros).
  • Condição especial de pagamento para caixa com 06 garrafas: 02 vezes no cheque ou boleto bancário (30/60 dias sem juros).
  • Oferta válida para pagamento em dinheiro, cheque ou boleto bancário.
  • Oferta válida até o dia 28 de fevereiro de 2011.
  • Entrega: programada para o final do mês de março (pode haver algum atraso recorrente a fatores ligados a desembaraços portuários).
Blog: www.tacacheia.com.br

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 21ª pergunta

Pergunta nº21 (fácil - valor: 5 pontos)

Com o calor que está fazendo, quando penso em vinho, os brancos e, principalmente os espumantes, me vem a mente. Portanto, nada melhor do que beber uma ou duas taças de Champagne na temperatura ideal (entre 6 e 8ºC) para refrescar a "serpentina" (como dizem os bebedores de cerveja).

Em que ano a região da Champagne teve sua appellation d'origine contrôlée (A.O.C.) definida e delimitada?

Great Wine Capitals: O melhor do turismo vinícola nas capitais mundiais do vinho!

 

A associação de capitais mundiais do vinho (Great Wine Capitals Network) acaba de lançar seu guia 2011, com o que há de melhor em cada uma das 9 cidades (Bilbao - Rioja, Bordeaux, Cape Town, Chirstchurch - South Island, Firenze, Mainz - Rheinhessen, Mendoza, Porto e San Francisco - Napa Valley). Basta clicar no guia para visualizar ou fazer o download! 

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: Ranking (24/02 - 8:00 hs)




A disputa ainda está longe de terminar, chegamos a 1/3 da disputa, com 20 perguntas já respondidas. Alguns começam a ficar pelo caminho, outros estão chegando na briga, mas os líderes ainda são quase os mesmos! Entre nesta disputa e concorra a 5 grandes vinhos de Portugal!

Os primeiros colocados até o momento são:

290 Marcos Fonseca
280 Mario Trano
270 Andréa Sobrosa
250 Rodrigo Calente
240 William Kindermann
235 Bianca Alcure
227 Carlos Marques
217 Marcelo Velloso

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 20ª pergunta

Pergunta nº20 (difícil - valor: 20 pontos)

Degustar um grande vinho, daqueles que, mesmo quem nunca colocou uma taça na boca, já ouviu falar, sempre é uma experiência sensorial fantástica. Por questões de terroir, estilo e expressão sensorial, muitos vinhos tem uma correlação com um caráter "masculino" ou ''feminino". O Petrus é um destes vinhos míticos, que por suas características é considerado um vinho "masculino". 

Qual vinho é considerado por seu produtor, a versão "feminina" do Petrus, no Pomerol?

Humor: Cuidado ao escolher um vinho pelo rótulo...

Esta divertida história (que traduzi e também postei no original em inglês) retrata muito bem o comportamento humano diante das aparências, e no caso do vinho, justifica muitas vezes a realização de uma degustação às cegas. Mas por favor, tome muito cuidado com o que você coloca para ser degustado...

Um comerciante de vinho estava procurando por um novo provador de vinhos.
Um bêbado maltrapilho virou-se para se candidatar ao cargo.
O patrão queria saber como se livrar dele sem causar problemas.
Ele resolveu testá-lo de qualquer maneira, dando deu um copo de vinho.
O bêbado provou e disse:
"É um Muscat, francês, três anos ...".
"Isso é correto", disse o comerciante.
Outra taça foi entregue ao candidato.
"Esse é um cabernet, oito anos de idade, de uma encosta sudoeste, passagem em barricas de carvalho, a África do Sul me vem à mente."
"Mortalmente certo."
O comerciante ficou surpreso. Ele piscou para sua secretária, que saiu da sala e voltou com um copo de urina.
O homem cheirou-a e tomou um gole e girou em torno de sua boca.
"Loira, 26 anos, grávida de três meses. E se você não me der este trabalho, eu vou dizer a todos quem é o pai! "

Sem comentários...

No original, em inglês:

A wine merchant was looking for a new wine taster. A shabby drunkard turned up to apply for the position.

The boss wondered how to get rid of him without causing trouble. He tested him anyway by giving gave a glass of wine.
He tried it and said, "It's a Muscat, French, three years old... ."
"That's correct", said the boss.
Another glass was handed to the applicant.
"That's a cabernet, eight years old, a south-western slope, oak barrels, South Africa springs to mind."
"Dead right."
The director was astonished. He winked at his secretary who left the room and reappeared with a glass of urine.
The man sniffed it and took a sip which he swilled around in his mouth.
"A blonde, 26 years old, three months pregnant. And if you don't give me the job, I'll tell everyone who the father is!"
 
Fonte: De Toren Private Cellar Journal

Gewurztraminer: um perfil completo da casta (Decanter Magazine)

Como no próximo dia 1º de março, estaremos publicando nossas impressões de degustação sobre os vinhos à base de Gewurztraminer para a CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs), resolvi traduzir e postar este excelente artigo de Andrew Jefford, da Decanter Magazine, sobre esta fantástica e exótica uva.
Leia atentamente, e conheça todos as suas nuances e mistérios:


A caricatura desta uva é bastante fácil de desenhar. Grande, explosiva, vulgar, uma espécie de "drag queen" entre as uvas brancas, com um show de pétalas de rosa, lichias e "creme facial". Se for seco, pode ter muito álcool, se ele for doce, pode ser piegas. São vinhos muito fáceis de detectar numa degustação às cegas. Mas o que você quer para acompanhar o jantar? Gewurztraminer. Pessoalmente, eu o adoro, desde que, evidentemente, seja um "Gewurz" bom.

A variedade é uma das mais antigas e misteriosas da Europa. Há uma aldeia italiana chamada Termeno, numa estrada montanhosa que teve viajantes medievais passando de Verona através dos Alpes, seguindo o passo de Brenner, até Innsbruck e Munique, onde 97% da vila fala alemão, e chamam-na "Tramin". A uva "Traminer" foi notada ali na virada do primeiro milênio, no entanto, se essa era a mesma variedade que a Traminer de hoje é algo incerto. Através de exames de DNA, sabemos agora que a Traminer e a Pinot são parentes próximos: uma é a mãe do outro, embora nós ainda não sabemos qual é a galinha e qual é o ovo. Sabemos também que a Traminer é idêntica ao Savagnin do Jura. Tudo isso é estranhamente insatisfatório, uma vez que essas relações parecem bizarras, em termos de sabor. As uvas Traminer são brancas. A uva Gewurztraminer tem uma cor lilás. Esta última é, na verdade, uma mutação da antiga, então a partir do ponto de vista genético, Gewurztraminer, Traminer e Savagnin são todas oriundas de um mesmo cultivar. Há uma outra mutação rosa, também, chamada Red Traminer ou Savagnin Rose (Klevener de Heiligenstein, na Alsácia), que é menos aromática.
Gewurztraminer, o nome, aparece pela primeira vez no final do século 19 na Alsácia - em uma época de dominação prussiana, portanto, a sua ortografia  é alemã. A mutação se aclimatou bem desde então, e é provável que tenha chegado na Alsácia, no século 18. Em 2009, ela ocupava 18,8% dos vinhedos da Alsácia (2803 hectares) - de longe a maior plantação do mundo, apesar de Alemanha, Áustria, Austrália, Washington e Califórnia, terem entre 500ha e 800ha cada (um pouco disso é Red Traminer ou Traminer comum). Não é uma variedade de fácil cultivo - Olivier Humbrecht MW chama ela de "a mais complicada" de todas as uvas da Alsácia. Problemas em cada floração (no começo da maturação) podem significar bagas muito diferentes nos níveis de maturação dentro de um grupo na colheita. Ela precisa de pulsos de calor, e períodos mais frescos no verão. Talvez seja por isso que floresce bem na Alsácia - uma região de alta latitude abençoada com um clima mais clemente do que ela teria o direito de esperar, graças ao efeito "rainshadow" das montanhas de Vosges. Encontrar o momento certo para colhê-la é vital: "É neutra, se você colher muito cedo", diz Philippe Zinck, e gorda e exagerada, se você colher muito tarde". Humbrecht lembra: "Meu pai, Léonard costumava dizer que, uma vez que esteja madura, você precisa esperar até um mês, antes que esteja realmente pronta para a colheita. 
O Gewurz nunca pode ser, no entanto, um vinho leve, branco e seco. Aqui reside o segredo de uma das coisas que eu amo tanto nessa casta: a sua natureza revolucionária. Deixe-me explicar: "a acidez?", disse Etienne Hugel, enquanto estávamos no meio de suas vinhas de Gewurztraminer no Grand Cru de Sporen. A variedade tem a menor acidez natural dentre todas na Alsácia, e de fato, dentre qualquer outra do mundo inteiro. Além disso, não começam a adquirir seu espectro aromático até que antes de passar dos 13% de álcool potencial, e qualquer Gewurz densa de vinhas de baixo rendimento, geralmente de encosta nos 14% de álcool. A combinação de baixa acidez e álcool elevado gera angústia em algumas partes do mundo do vinho (especialmente na Austrália). O seu equilíbrio porém, não vem da acidez, mas de uma mistura única de amargor fraco (graças à pele grossa), diferentes níveis de doçura, a capacidade de expressar sabores minerais e incorporar os sabores botrytizados, e o fato de que muitas vezes, tem uma estrutura tânica presente. Você pode até dizer que é uma uva tinta entre as brancas. Um vinho elaborado com ela, fornece o tipo de satisfação no palato, que normalmente só os vinhos tintos podem proporcionar.

Existe uma fórmula para produzir um grande Gewurztraminer?

Vamos começar com rendimentos modestos, o que significa, na Alsácia, 40-60 hectolitros por hectare, e, sem dúvida, menor do que o 80 + hl / ha que a lei frouxa permite. Ele deve ser idealmente feito de vinhas propagadas a partir de seleções de vinhas velhas, não de clones. Os dois principais clones da Alsácia a partir de 1970 (47 e 48) foram 'catastróficos', diz Humbrecht. "As plantas são muito férteis, as uvas e os cachos muito grandes, deixando o vinho com um gosto vulgar. A Gewurz gosta de um local propício e ensolarado, com suas raízes em local fresco, solos argilosos e à base de calcário. É preciso muito sol e calor, mas também precisa amadurecer o mais lentamente possível", diz Humbrecht. Uma vez colhida (à mão, e com seleção), precisa ser suave e lentamente prensada, sem contato com a pele. Na Alsácia, a fermentação de uvas tende a usar leveduras selvagens, embora isso signifique que quando a fermentação é interrompida, restam diferentes níveis de açúcar residual.
Chega de vinificação, vamos ao vinho? Os detratores alegam que ficam predominantes fortes traços da uva, e a idéia de que a Gewurztraminer só é capaz de refletir seu caráter varietal e não o "terroir" é falsa. Para Pascal Batot da Dopff Au Moulin, Gewurz é a segunda melhor, depois da Riesling, para expressar "terroir". Humbrecht vai mais longe: 'Riesling é expressivamente discreta, por isso é fácil de dominar usando o terroir. Para dominar um Gewurz, o terroir não só deve ser grande, mas também cultivado de uma maneira que lhe permita conter a exuberância da variedade e dar-lhe estrutura, apesar da riqueza aromática. Se não for bem cultivada, ou é colhida cedo demais, tem um caráter de tamanho poder que esmaga tudo ao redor.
Únicas e exóticas, como as notas de prova a seguir mostram, a Gewurz não tem que ser uma salada de pétalas de rosa e lichia: ela pode expressar uma gama enorme de outras alusões, também, como maçã, pêra, pimenta, violeta e trufas. Pode ser magnificamente texturada, bem como profunda e provocativamente aromática. Com a idade irá atenuar o seu óbvio caráter varietal, assim como, o do fungo Botrytis Cinerea. Ela oferece uma ampla gama de combinações de alimentos intrigantes, proporcionando diferentes níveis de doçura, e sua adaptabilidade com a cozinha asiática, devem tornar esta uva muito útil no futuro, em locais mais quentes de clima frio de todo o mundo. "A grande coisa sobre a Gewurztraminer, diz Pierre-Etienne Dopff, é que ela leva as pessoas para experimentar vinhos da Alsácia. É a única variedade na qual a Alsácia é a líder mundial. Temos de trabalhar isso. Temos que defendê-la. Você não vai encontrar vinhos como este em qualquer outro lugar na Terra!".

Fonte: traduzido e adaptado livremente de Andrew Jefford (Decanter Magazine)

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 19ª pergunta

Pergunta nº19 (média - valor: 10 pontos)

A apelação de Châteauneuf du Pape foi a primeira A.O.C. (appellation d'origine contrôlée) regulamentada na França, em 1935. Além de produzir alguns dos melhores vinhos do mundo e de ter seu nome ligado a história da igreja católica (daí o nome castelo novo do Papa), tem como principal curiosidade, o fato de poder ser elaborado com uma grande mescla de uvas (13 no total). Apesar disso, dentre os principais produtores, apenas um cultiva e vinifica estas 13 varietais.

Qual o nome do produtor que faz seus vinhos com todas as 13 castas autorizadas? E qual a relação do nº13 com seu vinho especial (Grande Cuvée)? 

8ª Feira Essência do Vinho incluirá prova de alguns Portos do século XIX


No ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de D. Antônia Adelaide Ferreira, a próxima Essência do Vinho - Porto permitirá provar vinhos do Porto de 1834, 1847 e 1863 que a famosa Ferreirinha também provou. Este é um dos principais atrativos da 8.ª edição do Essência do Vinho - Porto, que voltará a realizar-se no Palácio da Bolsa, entre os próximos dias 3 a 6 de Março, das 15h00 às 21h00 (domingo encerra às 20h00).
Ainda ao nível do vinho do Porto, haverá uma prova da marca Andresen que incluirá 14 colheitas de anos entre 1900 e 1997. Ontem, na apresentação do certame, que decorreu na nova sede da empresa Essência do Vinho, situada num edifício recuperado, na Rua de Mouzinho da Silveira, Nuno Pires, um dos responsáveis pelo Essência do Vinho, destacou os vinhos do Porto do século XIX e da casa Andresen, mas também os vinhos raros premium e super premium que estarão em prova.
A feira contará com a presença de 350 produtores, portugueses e estrangeiros, uma centena de especialistas e a entrega dos prêmios "Os melhores do ano" da revista Wine - A Essência do Vinho, que distingue personalidades, vinhos e restaurantes que se distinguiram em 2010. Por seu turno, um júri internacional composto por jornalistas, críticos e especialistas irá eleger os dez melhores vinhos portugueses lançados em 2010 - oito tintos, um branco e um Porto.
Para além do vinho e da gastronomia, a Essência do Vinho continua a apostar noutras artes. Nesse sentido, os visitantes poderão apreciar uma instalação criada pelo designer de interiores Paulo Lobo, inspirada no vinho e na indústria vidreira da Marinha Grande.
Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, co-organizadora deste Essência do Vinho, destacou a vinda ao certame de 40 jornalistas estrangeiros e a repercussão que isso terá, a nível mundial, na notoriedade da cidade. "Este é o gênero de evento que pode fazer virar para o Porto os olhos de quem está lá fora", apreciou. Rui Moreira salientou também outro efeito da iniciativa: "Vai esgotar a capacidade hoteleira do Porto."
O Essência do Vinho conta com o apoio institucional da Câmara do Porto e o vereador responsável pelo Turismo, Vladimiro Feliz, classificou o certame como um "acelerador da procura" turística da cidade que, como acrescentou, cresce há 17 meses consecutivos. Para o autarca, o certame e a nova sede da Essência do Vinho são a prova de que o "empreendedorismo no Porto está vivo". Vladimiro Feliz elogiou ainda o fato de, nesta edição, 1,50 euros por cada entrada (desde 12 euros) reverter a favor da Associação Bagos d'Ouro que apoia crianças desfavorecidas no Alto Douro Vinhateiro. Já as inscrições nas atividades paralelas custam entre cinco e 50 euros.

Fonte: Aníbal Rodrigues

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quiz Vinhos e Mais Vinhos: 18ª pergunta

Pergunta nº18 (fácil - valor: 5 pontos)

Alguns dias atrás, houve grande polêmica sobre a pontuação dada pela revista Wine Advocate ao vinho do Porto Taylor's Vintage 2003. No site oficial, consta a pontuação 98+, dada pelo crítico da revista Pierre Rovani. Porém, na The Hedonist's Gazette, o próprio Parker atribuiu 100 pontos ao vinho (numa degustação informal). Posteriormente, descobri que outro crítico da WA, Neal Martin, também o degustou (pontuando com 97). Qual está "valendo"? Isso não importa muito, diante da real qualidade deste vinho, que ninguém pode questionar. Mas estas "nuances" podem influenciar decisivamente no seu preço (infelizmente)...

Tudo isso, para perguntar: Qual a pontuação máxima atingida por um vinho de Portugal (não fortificado) na Wine Advocate, de Robert Parker?

Direto da Taça: Craggy Range Block 14 Syrah 2007

Fiquei muito triste ao ver nesta manhã, o estrago causado pelo terremoto em Chirstchurch, na Nova Zelândia.
Neste fim de semana, tinha publicado uma pergunta no meu Quiz sobre vinhos, onde aparecia a foto da igreja da cidade (e que lhe dá o nome) e que agora teve sua torre destruída.
Diante da distância, a única maneira de me solidarizar com eles, é descrever o ótimo Syrah degustado no fim de semana, que é produzido por lá.
Craggy Range Block 14 Syrah 2007
Conhecido como Syrah "Block 14", o Gimblett Gravels Syrah é atualmente, um vinho elaborado com várias parcelas de vinhas 100% Syrah, cuja mistura de parcelas diferentes procuram combinar-se para criar um vinho distinto e atraente. As vinhas são originárias de um clone de Syrah trazido para a Nova Zelândia há aproximadamente 150 anos.

Impressões de degustação:
Nitidamente muito jovem, de cor rubi escura e brilhante. Exalou aromas bastante frutados (amora, ameixa e cereja), presença marcante de baunilha e um toque amadeirado. Na boca, exuberante com suavidade, acidez equilibrada e uma densidade quase "mastigável". Difere claramente dos aclamados "Shiraz" da Austrália, mais "achocolatados" e perfumados, mas tem um conjunto muito harmônico e agradável. Nota: 91 pontos (Decanter, R$175).