segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Direto da Taça: Baron de Brane 2006 e Charme de Cos Labory 2006

Numa grande iniciativa da importadora Grand Cru, vários "segundos vinhos" de importantes châteaux de Bordeaux estão agora disponíveis ao consumidor brasileiro. Na semana passada, tive a oportunidade de degustar dois deles na Grand Cru Vitória: Baron de Brane (Château Brane-Cantenac, 2eme Grand Cru Classé) e Charme de Cos Labory (Château Cos Labory, 5eme Grand Cru Classé), ambos da safra 2006.

Baron de Brane 2006
Apelação: Margaux
Composição: 55% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot, 4,5% Cabernet Franc e 0,5% Carmenère.
Amadurecimento: 12 meses em barricas de carvalho (20% novas).
Impressões de degustação:
Coloração rubi média e brilhante, repleto de aromas de frutas vermelhas maduras (sobretudo, ameixas) e notas bem evidentes de pimenta negra e cravo. Na boca, mostrou-se macio, com taninos marcantes e acidez adequada. Bem equilíbrio e persistente no fim de boca. Um Bordeaux já acessível e com preço razoável. Nota: 89 pontos (Grand Cru, R$190).

Charme de Cos Labory 2006
Apelação: Saint Estèphe
Composição: 55% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot, 10% Cabernet Franc.
Amadurecimento: não declarado
Impressões de degustação:
De cor púrpura bastante densa, mostrou-se um pouco fechado no início, mas abriu-se com o tempo, revelando aromas de frutas negras em compota e licor de cassis. No palato, muito macio e frutado, com ótimo frescor e acidez mediana. Um tinto de Bordeaux com um perfil mais leve e descompromissado que o Baron de Brane, bastante indicado aos que preferem beber vinhos ainda jovens com bastante expressão de fruta. Nota: 88 pontos (Grand Cru, R$125).

Top 100 Wines Most Coveted Wines 2010 (Wine Enthusiast)

A Wine Enthusiast publica anualmente, além dos Cellar Selections e dos Best Buys, outra relação de vinhos com um critério de seleção muito interessante: os vinhos mais cobiçados, que você deve ter/beber (Most Coveted Wines), onde a escolha se dá pelo que há de melhor em cada categoria de preço e estilo. Uma lista mais acessível à todos, sem abrir mão de oferecer grandes vinhos por um custo de aquisição mais razoável. Vale à pena buscar alguns destes vinhos no mercado!
Top 100 Wines Must Have 2010

Solar do Vinho do Porto totalmente renovado!


O lugar do Vinho do Porto em Lisboa está a celebrar 65 anos e foi renovado, apresentando a nova face no próximo dia 3 de Fevereiro.
De responsabilidade do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, o Solar do Vinho do Porto, no Bairro Alto, tem agora uma decoração da autoria do designer Paulo Lobo, que introduziu uma nova iluminação e novo mobiliário, não por acaso antigo. A cor dominante é o verde-inglês, uma recuperação de um dos elementos que marcou este espaço nos anos 60 do século passado. Outra novidade, uma nova garrafeira, com mais espaço, de modo a manter no mesmo local garrafas antigas, do espólio do Solar, e garrafas de vinhos atuais, num total de mais de 300 rótulos. Na sala de provas mantém-se a azulejaria do século XVIII, cujos tons de azul marcam agora toda a sala.
Intervenções que, no seu conjunto, configuram o objetivo de “aproximar o Solar da cidade e dos portugueses e fazer do local uma das referências de lazer da capital”, segundo informação do IVDP, que declara o objetivo de diminuir a dependência da clientela estrangeira, nada menos que 85 % do total atualmente.
Para assinalar a nova decoração e os 65 anos do Solar do Vinho do Porto, há um Porto de Honra no dia 3 de Fevereiro, às 18h00, com a presença do Secretário de Estado da Agricultura.

Fonte: Turisver

8 grandes idéias para guardar seus vinhos enquanto você não tem (ou não quer) uma adega!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Direto da Taça: Dr. Loosen Urziger Wurzgarten Kabinett Trocken Riesling 2007

Depois de divulgar ao longo do mês de janeiro uma série de promoções de algumas das principais importadoras brasileiras, chegou a hora de comentar sobre algumas garrafas que comprei e começei a abrir.
O primeiro vinho degustado foi o alemão Dr. Loosen Urziger Wurzgarten, da uva Riesling (uma de minhas favoritas), do estilo Kabinett (o mais básico na rígida classificação QmP - Qualitätswein mit Prädikat ), da ótima safra 2007.

Impressões de degustação:
Proveniente da região do Mosel-Saar-Ruwer (Mosela), este Riesling Kabinett apresenta baixa alcoolicidade (7,5%), perfeito para ser bebido no calor. De cor amarelo verdeal, oferece aromas de querosene e anis, com notas minerais e leve frutado que remete à maça verde. Na boca, um leve traço adocicado se equilibra com a agradável acidez típica desta casta, resultando num conjunto harmônico e fácil de beber. Muito agradável. Nota: 89 pontos (Expand, R$57,40 - preço normal: R$114,80).

Top 100 Cellars Selections 2010 (Wine Enthusiast)

Todos os anos, a revista Wine Enthusiast seleciona 100 vinhos imperdíveis para você comprar agora e amadurecer algum tempo na sua adega (Cellar Selections). Certamente, reunir todos eles é proeza para poucos, mas algumas destas garrafas estão acessíveis no mercado brasileiro e, dentro da preferência e do bolso de cada um, merecem ser adquiridas e guardadas com todo zelo em nossas adegas.
Faça o download da lista completa e escolha os seus preferidos:

Top 100 Cellar Selections 2010

sábado, 29 de janeiro de 2011

Vídeo: Eiswein, o autêntico vinho do gelo!


Veja como é dura a colheita das uvas para produzir o Eiswein alemão, de madrugada até a manhã, com -10ºC de temperatura! Com um aproveitamento de apenas 20% do volume original das uvas, não é à toa que custa tão caro e só é vendido em 1/2 garrafas... Mas vale cada centavo!

Vídeo: Conheça o Icewine, a versão canadense do Eiswein alemão!


Neste vídeo você vai conhecer um dos vinhos mais surpreendentes do mundo! O Icewine, ou vinho do gelo, é a versão canadense do fantástico vinho de sobremesa alemão Eiswein, feito de uvas congeladas e colhidas em pleno inverno. Devido a desidratação causada pelo congelamento, as uvas aumentam significativamente a concentração de açucares e proporcionam a criação de um verdadeiro néctar.
No Canadá, a região próxima a famosa Niagara Falls, reune condições climáticas ideais para a produção deste vinho. A Inniskillin, provavelmente o maior produtor deste tipo de vinho no Canadá, apresenta neste vídeo um pouco sobre como é feita a colheita, a longa fermentação do vinho (vários meses devido ao alto teor de açucar), o engarrafamento, até a chegada do vinho na taça.

Cristiano Van Zeller: Um alfaiate a fazer vinhos para inglês elogiar!



Ele é um dos "Douro Boys", grupo de elite da região. Um vinho seu acabou de receber nota máxima numa das melhores revistas do mundo. Mais uma vez. Fomos à sua quinta tentar perceber o segredo...
Do tio Luís herdou a paixão pelo vinho e pela vida, e porventura o aspecto físico. "Era um grande provador, era enorme, tinha uma barba... era um homem muito culto, tenho muitas saudades dele (morreu com 47 anos)", confidencia Cristiano Van Zeller, um dos enólogos mais reputados do Douro e que viu recentemente um dos seus vinhos receber nota máxima pela reputada revista "Wine Advocate".
Para o tio Luís não havia meias garrafas. "Meias? Só as de calçar", dizia. E também não bebia vinho branco, só tintos. "O branco entra branco e sai branco. Já o tinto entra tinto e sai branco, o que quer dizer que fica cá qualquer coisa", era a explicação que dava. Cristiano Van Zeller diz que é preciso ter esta perspectiva emocional, porque é isso que valoriza o produto.
Há sete gerações que a família Van Zeller está no negócio do vinho do Porto, até que em 1993 vendeu a Quinta do Noval ao grupo segurador francês Axa. Mas antes de dar o salto por sua conta e risco Cristiano Van Zeller foi trabalhar para a Quinta do Rasto. Dois anos depois comprou a Quinta do Vale da Mina e, em 1996, a Quinta do Vale Dona Maria, com vinhas com mais de 50 anos. Cristiano Van Zeller passou então a dedicar-se quase em exclusivo ao negócio próprio de vinhos do Douro e Porto, apoiado pelas enólogas Sandra Tavares da Silva e Joana Pinhão.
"Desde que plantamos uma vinha até produzirmos o vinho que idealizamos podem passar 25 ou 30 anos". É uma geração, pois é, e "quem pensar noutros termos e noutra dimensão está no sítio errado", afirma o enólogo, que não gosta de ouvir dizer que tem em mãos um negócio de autor. Detesta, porque "não somos artistas ou escritores", no máximo, "já que cada vinha, cada canto consegue produzir coisas diferenciadas, é um negócio de alfaiate".
Cristiano Van Zeller confessa que gosta de dinheiro, mas agarra o negócio com paixão. "O que faço tem de ter algum sentido, seja ele qual for. Não faço isto pelo dinheiro senão não estava aqui. É uma paixão pela forma de estar, pela região, as montanhas e os cheiros. Sou caçador e perco-me no meio das estevas atrás das perdizes, a olhar para a paisagem e esvaziar a cabeça. É, talvez, uma perspectiva errada do negócio, mas não do meu", diz.
Na Quinta do Vale Dona Maria, em São João da Pesqueira, nos 15 hectares de vinha ao longo do rio Torto, há uma grande variedade de castas (tinta amarela, rufete, tinta barroca, tinta roriz, touriga franca, touriga nacional e sousão, entre outras) e o enólogo tem vindo a comprar e arrendar parcelas junto à sua propriedade. Este ano quer chegar às 120 mil garrafas, entre tintos (em 2009 foram 80 mil), brancos e vinho do Porto. "O negócio dos vinhos do Douro não sobrevive sem vinho do Porto. Por isso vejo uma parte do meu crescimento à custa deste vinho, que hoje representa 10% das vendas, mas a ambição é chegar aos 30%", revela.
O Douro Boy Cristiano Van Zeller é um dos cinco enólogos que fizeram uma "revolução tranquila" na região duriense, porque "o Douro tem mais para oferecer além do vinho do Porto". Douro Boys foi a alcunha escolhida por um jornalista estrangeiro de visita à região e "o nome pegou". Os outros quatro são Dirk Niepoort, Francisco Olazabal, Tomás Roquette e Francisco Ferreira.
Segundo Van Zeller, o movimento Douro Boys, no princípio dos anos 90, "surgiu naturalmente" e "enquanto associação organizada nasce da constatação dessa vontade de dar visibilidade a uma cooperação que existia. E para nos divertirmos também." O certo é que os Douro Boys levaram o nome da região longe e os seus vinhos de mesa acumularam boas pontuações. "Estamos permanentemente em contacto com tudo o que é imprensa estrangeira, fazemos provas em vários países, levamos a bandeira do Douro e os nossos vinhos, em conjunto, pelo mundo fora", conta.
Os Douro Boys mostram que existe dimensão e massa crítica na região. E Cristiano atira de seguida: "Da colheita de 2000 até agora, ressalvando portos, madeiras e moscatéis, mais de 80 por cento de vinhos com mais 90 pontos são Douro e metade dos Douro Boys. Isso já dá uma ideia da dimensão do motor, agora o motor não pode ser só este. A imagem internacional dos vinhos do Douro foi feita pelos Douro Boys e contribui para a reputação do vinho português."

Fonte: Semanário Grande Porto

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Direto da Taça: o primeiro Petrus, a gente nunca esquece!

No início da semana, um amigo me enviou uma mensagem solicitando ajuda, pois um outro amigo dele desejava comprar um Petrus em sua passagem pela França. E queria mais, que fosse de 1989, 1995 ou 1998 (todas elas grandes safras no Pomerol). O resultado da pesquisa foi o seguinte (melhores preços na França e notas de Parker):





1989 Chateau Petrus, Pomerol, France. 750ml - RP100
Chateau.fr: €2,695.65
Boottle: €2,724.65
Millesimes, SA:  €2,900.00

1995 Chateau Petrus, Pomerol, France. 750ml - RP96
La Cave du Marche: €1,399.00
Millesimes, SA:  €1,450.00
Comptoir des Vignobles: €1,640.00

1998 Chateau Petrus, Pomerol, France. 750ml - RP98
Made In Wine: €2,385.00
Terek Conseil en Vins: €2,424.75
Millesimes, SA:  €2,450.00

Com estes preços (lá na origem), certamente será um Petrus inesquecível!

Mas esta pesquisa serviu mesmo para me relembrar da oportunidade (única) que tive de degustar este mítico vinho, em setembro de 2007, na companhia de mais 8 amigos. Não era de uma safra espetacular com estas acima, mas de 1992 (ano difícil), mas que foi suficiente para receber 90 pontos de Robert Parker, que o considerou um dos dois melhores vinhos daquela safra. O empenho para garantir a qualidade desejada foi tão grande, que a produção caiu de 4500 caixas para apenas 2600.
As minhas impressões de degustação (cor, aroma e sabor) já estão guardadas nos arquivos mais profundos da memória, mas a "imagem" do vinho, sua exuberância e ao mesmo tempo, sua finesse, me acompanham e serviram para educar ainda mais os meus sentidos. Tudo isso, sem mencionar a satisfação do amigo que compartilhou esta garrafa conosco, exemplo maior das virtudes que todo verdadeiro enófilo deve ter. Um brinde à ele!

Direto da Taça: Chappellet Mountain Cuvée 2007, um californiano que me fez rever conceitos!

Ontem à noite, fui requisitado para apresentar alguns vinhos californianos para uma jovem confraria de Vitória. Dentre estes vinhos, um deles me chamou a atenção: o Chappellet Mountain Cuvée, da excelente safra de 2007. Antes de mais nada, devo confessar que sempre tive um "pé atrás" com os tintos da Califórnia, que, em minha opinião, comumente apresentam carvalho em excesso e taninos sobremaduros. Mas como tudo na vida está sujeito a revisão, este vinho californiano de inspiração francesa (corte bordalês com 51% Cabernet Sauvignon, 46% Merlot, 1% Malbec, 1% Cabernet Franc e 1% Petit Verdot) me surpreendeu positivamente, pois apesar de sua juventude, ofereceu um conjunto muito equilibrado (apesar dos 14,9º de álcool), com madeira bem integrada e sem excessos, um ótimo corpo e taninos polidos. Mesmo depois de quase duas horas no decanter, expressou aromas de ameixas secas, licor de cassis e um discreto tabaco. Com um fim de boca agradável e persistente, este vinho me trouxe uma satisfação que há muito eu não encontrava em vinhos da Califórnia. Nota: 92 pontos (Grand Cru, R$195).
Fico agora imaginando como deve estar seu "irmão maior", o Chappellet Pritchard Hill CS 2007, que custa incríveis R$890,00!

Barbarescos: os melhores da safra 2007 (Wine Spectator)


Para os apreciadores da casta Nebbiolo e dos Barbarescos, segue a recente avaliação de 23 vinhos dos melhores produtores da região, elaborados na safra 2007 (relatório Insider), que será publicada em breve na revista. Tem até Barbaresco de um "parente" meu (Poderi Colla), mas eu sou fã mesmo é dos Moccagatta, trazidos para o Brasil pela Vinci :


Carta de Vinhos do Durski International Cuisine eleita a melhor do país. Desta vez, pela revista Fodor's Choice!



Em setembro do ano passado, o restaurante Durski, de Curitiba, já havia sido premiado pela qualidade de sua carta de vinhos, considerada a melhor do país segundo o Guia Brasil 4 Rodas 2011. Veja o post:
Mas agora, outras publicações internacionais como a Wine Spectator e Fodor´s Choice, também premiaram a carta do restaurante curitibano.
A revista Wine Spectator é uma das mais lidas e especializadas sobre o assunto e citou os vinhos das regiões de Bordeaux, Itália e Portugal como os pontos fortes da carta do restaurante. O chef Junior Durski diz que “o reconhecimento atesta, mais uma vez, a qualidade da adega”. Os critérios avaliados foram a qualidade da carta, o valor dos rótulos, a disponibilidade dos produtos e a variedade. Jorge Ferlin, enólogo e consultor do restaurante, afirma que é uma grande satisfação ser citado na revista. “Nossa adega proporciona uma viagem pelos países dos grandes vinhos e temos os ícones de cada um deles”, afirma o consultor que gerencia a adega e a carta de vinhos há 2 anos.
O prêmio concebido pela Fodor´s Choice é promovido pela revista de turismo Fodor´s Travel, considerada uma das melhores e maiores publicações sobre viagens e funcionando como um guia de informações detalhadas para viajantes e amantes do turismo. Existe há mais de 70 anos e é publicada em vários idiomas e países. O Durski International Cuisine foi o único restaurante de Curitiba a ser premiado e recebeu uma estrela laranja, que significa o reconhecimento por ser um dos melhores lugares do mundo pelo seu serviço, qualidade e valor. Segundo seus avaliadores, “com um serviço impecável e uma culinária impressionante, o Durski é capaz de transportá-lo à Europa Central”. O prêmio existe desde 1988 e avalia os melhores hotéis, restaurantes e atrações ao redor do mundo segundo a opinião de mais de 700 repórteres especializados.

SOBRE A ADEGA:
Com quase 2 mil rótulos diferentes vindos de 23 países, foi idealizada pelo premiado Chef Junior Durski em 2006, decidido a ter a melhor adega do Brasil. Desenvolvida pela arquiteta Kethlen Ribas Durski para comportar mais de quatro mil garrafas da bebida, traz uma vitrine que permite a visualização do ambiente a todos os frequentadores do restaurante. Um dos destaques é o celebrado Romanée Conti e o Château Haut-Brion de 1934 – além, é claro, do famoso Château D´Yquem, melhor vinho de sobremesa do mundo.
Segundo o próprio Durski, os critérios que definem uma boa adega são basicamente técnicos: passam pelo número de opções de rótulos, países de origem dos vinhos, quantidade de garrafas, preço e qualidade. A carta de vinhos do restaurante é tão variada que cada prato do cardápio do pode ser combinado com 50 rótulos diferentes. Além de serem consumidos no restaurante, também podem ser comprados separadamente – e sua construção contribui também para isso, pois pode servir como uma loja onde as pessoas escolhem e compram seus produtos.

Quem está à frente da elaboração e atualização da carta de vinhos é o consultor Jorge Ferlin. Especialista em degustação e harmonização, Ferlin é consultor da rede de restaurantes do chef Junior Durski e gerencia a adega dos restaurantes Durski e Madero desde 2008. Ele está presente em todos os eventos da rede como confrarias, encontros e degustações e através de seu trabalho em conjunto com o chef, o Durski International Cuisine recebeu o prêmio de Melhor Carta de Vinhos do país pelo Guia Brasil 4 Rodas 2011.

Fonte: Paranashop

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Argentina: Wine Recommendations (Wine Enthusiast)

Em artigo publicado ontem por Michael Schachner, para a revista americana Wine Enthusiast, com o título "Boom Time Argentina", onde ele relata o impressionante crescimento do vinho argentino no mercado mundial e o aumento de visitantes nas zonas produtoras, ele apresenta uma lista de vinhos recomendados das últimas safras que chegaram ao mercado.
Fiquei duplamente contente! Um de meus vinhos argentinos preferidos, o Corte A 2007, da Carlos Pulenta e o Goulart Grand Vin 2007, da brasileira Erika Goulart, estão entre os mais bem recomendados.

Vejam a lista:

Wine Recommendations

95. Vistalba 2007 Corte A (Mendoza); $50. Power and purity come on like gangbusters, and the flavors are a classic mix of blackberry, cassis and fine Swiss chocolate. Heady, smooth and impressive. 87% Malbec with Bonarda and Cabernet Sauvignon; drink now through 2014. Editors’ Choice.

93. Viña Cobos 2007 Marchiori Vineyard Malbec (Mendoza); $190. Young and rugged on the nose, but with exotic herb and spice aromas. Like all Cobos Malbecs, this is brawny and a touch medicinal, with dark fruit flavors, licorice, chocolate and richness; drink now through 2013.

92. Mendel 2007 Unus (Mendoza); $40. Big, lush and structured, with cola and mocha aromas. A pure and delicious Malbec-Cabernet blend with the full allotment of berry character, cola accents, dark spice and clarity; drink now through 2014.

92. Cheval des Andes 2006 Red Wine (Mendoza); $70. Dense and dark, with aromas of rubber and leather. Complex and stylish but with raw power, and the flavors of blackberry, fig paste and herbs register as modern Mendoza. Malbec-Cabernet Sauvignon-Petit Verdot; best from 2011–2015. Cellar Selection.

92. Bodega Goulart 2007 Gran Vin de Goulart Malbec (Luján de Cuyo); $60. A purple monster with aromatics of campfire, mint, blackberry and spice. Robust and pure, with an emphasis on black fruit, cassis and chocolate. The finish brings nuances of cardamom, nutmeg and peppercorn; drink through 2013.

91. Achaval-Ferrer 2008 Finca Bella Vista Malbec (Mendoza): $120. The richest of A-F’s single-vineyard ’08 Malbecs. Opens with leather, smoke, blueberry and floral aromas. Next comes a dark palate of wild berry flavors and minerality. Finishes with less acidity than its brothers, Altamira and Mirador; drink now through 2015.

91. Doña Paula 2007 Selección de Bodega Malbec (Mendoza); $50. Pure on the nose, with pop. Aromas of black cherry are tight and smoky, with minerality. Flavors of cola and berry fruits are on the money, and the feel is firm, deep and layered; drink through 2014.

90. O. Fournier 2006 B Crux (Uco Valley); $21. A rare blend of Tempranillo and Malbec, with creamy berry and mild leather aromas in front of easy-going raspberry and blackberry flavors. Oak is prominent but doesn’t overwhelm; drink now.

90. Trapiche 2008 Broquel Bonarda 2008 (Mendoza); $17. Thick and pulsing, but not angular or tannic. The nose brings richness, smoke and black fruits, while the palate is focused and forward, with black fruit flavors and a slight creamy character.

89. Renacer 2007 Punto Final Reserva Malbec (Mendoza); $20. Dark, sweet and rooty on the nose, with berry, plum and chocolate flavors. Per usual, Punto Final is ripe and big, with a peppery finish and toasty, jammy warmth.

89. Alta Vista 2008 Atemporal (Mendoza); $25. Woody at first, this four-grape blend eases toward roasted berry, cassis, herbal plum and molten chocolate. Massive and structured, with a big-boned skeleton and heat on the finish; 15.5% alcohol.

87. Trivento 2009 Reserve Malbec (Mendoza); $11. Bright, sweet and fruity, with cherry candy and blackberry aromas, then a fresh palate with chocolate, raspberry and a nice texture. Best Buy.

Fonte:

Vídeo, Livro e Mapa: Califórnia, um paraíso vinícola!

As regiões vinícolas da Califórnia já foram imortalizadas nas telas de cinema pelo filme Sideways e Caminhando nas Nuvens. Para mostrar um pouco mais, o Wine Institute of California acabou de produziu um novo vídeo com belíssimas imagens das diversas áreas produtoras do estado. Para completar, acrescentei um pequeno livro em PDF, com 54 páginas repletas de informações e fotos de cada uma das principais zonas vinícolas da Califórnia, responsável por 90% da produção de vinhos dos EUA. E, como muitos vão desejar conhecer tudo isso de perto, adicionei também o mapa detalhado de toda área, produzido pelo site:
http://www.discovercaliforniawine.com/. Aproveite!



California Wine Guide
California Wine Map

Vinea Store: 80 vinhos com até 60% de desconto!

A Vinea disponibilizou mais de 80 vinhos com até 60% de desconto. Com isto elaboramos a campanha: Peça pelo nº da caixa e entregamos na sua casa sem custo de frete. Escolha uma das 9 caixas selecionadas abaixo. Pessoalmente, sugiro a Nº1 ou Nº3 (para o dia a dia) e Nº6 (tops).

Caixa Nº 1 = R$ 341,20 – 1x no cartão de crédito
Contém 12 garrafas sendo:
Velho Mundo (Itália) – 6 garrafas
1 garrafa do Barbera D´Asti 2009 Alte Frange - De: R$ 56,00 por apenas R$ 28,00
1 garrafa do Chianti Colli Senesi 2007 - De: R$ 57,00 por apenas R$ 34,20
1 garrafa do Il Volo Di Alessandro Rosso 2007 - De: R$ 69,00 por apenas R$ 48,30
1 garrafa do Verdicchio Classico Anfora 2009 - De: R$ 49,00 por apenas R$ 34,30
1 garrafa do Rosso Toscano 2009 - De: R$ 41,00 por apenas R$ 28,70
1 garrafa do Stucchio IGT 2006 - De: R$ 65,00 por apenas R$ 45,50
Novo Mundo (Argentina e Chile) – 6 garrafas
1 garrafa do Viniterra Carmeneré 2007 - De: R$ 42,00 por apenas R$ 29,40
1 garrafa do Syrah In Situ Reserva - De: R$ 32,00 por apenas R$ 19,20
1 garrafa do Merlot VSE Classic 2008 - De: R$ 22,00 por apenas R$ 13,20
1 garrafa do Sauvignon Blanc Cumbres Andina - De: R$ 26,00 por apenas R$ 16,90
1 garrafa do Terra Malbec 2008 - De: R$ 29,00 por apenas R$ 20,30
1 garrafa do Terra Cabernet Sauvignon 2008 - De: R$ 29,00 por apenas R$ 23,20

Caixa Nº 2 = 2x de R$ 280,00 no cartão de crédito
Contém 12 garrafas sendo:
Velho Mundo (Itália) – 6 garrafas
1 garrafa do Salento Prianti Rosso 2007 - De: R$ 79,00 por apenas R$ 55,30
1 garrafa do Barbera D´ Asti Valfieri 2006 - De: R$ 68,00 por apenas R$ 47,60
1 garrafa do Poggio Bidini Syrah 2008 - De: R$ 49,00 por apenas R$ 34,30
1 garrafa do Il Moro Nero D´Avola 2007 - De: R$ 85,00 por apenas R$ 59,50
1 garrafa do Falanghina IGT Campania 2008 - De: R$ 70,00 por apenas R$ 42,00
1 garrafa do Valpolicella Class Super 2006 - De: R$ 59,00 por apenas R$ 41,30
Novo Mundo (Argentina e Chile) – 6 garrafas
1 garrafa do Terra Merlot 2008 - De: R$ 29,00 por apenas R$ 20,30
1 garrafa do Terra Pinot Grigio 2009 - De: R$ 29,00 por apenas R$ 20,20
1 garrafa do Viniterra Cabernet Sauvignon 2006 - De: R$ 42,00 por apenas R$ 29,40
1 garrafa do Viniterra Select Malbec 2007 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Cab./Carm/Syrah In Situ Laguna Del Inca 2007 - De: R$ 93,00 por apenas R$ 65,10
1 Lo Abarca Pinot Noir 2005 - De: R$ 185,00 por apenas R$ 92,50

Caixa Nº 3 = 3x de R$ 208,96 no cartão de crédito
Contém 12 garrafas sendo:
Velho Mundo (Itália) – 6 garrafas
1 garrafa do Barbera D´Asti 2009 Alte Frange - De: R$ 56,00 por apenas R$ 28,00
1 garrafa do Il Volo Di Alessandro Rosso 2007 - De: R$ 69,00 por apenas R$ 48,30
1 garrafa do Barbera D´Alba Doc Damilano 2006 - De: R$ 127,00 por apenas R$ 88,90
1 garrafa do Lama Del Tenente Rosso 2007 - De: R$ 126,00 por apenas R$ 88,20
1 garrafa do Chianti Colli Senesi Reserva 2005 - De: R$ 99,00 por apenas R$ 59,40
1 garrafa do Poggio Bidini Nero D´Avola 2009 - De: R$ 49,00 por apenas R$ 34,30
Novo Mundo (Argentina e Chile) – 6 garrafas
1 garrafa do Terra Pinot Grigio 2009 - De: R$ 29,00 por apenas R$ 20,30
1 garrafa do Viniterra Select Malbec 2006 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Cot Reserva Cumbres Andina 2005 - De: R$ 54,00 por apenas R$ 27,00
1 garrafa do Cab./Carm/Syrah In Situ Laguna Del Inca 2007 - De: R$ 93,00 por apenas R$ 65,10
1 garrafa do Carmeneré In Situ Reserva 2007 - De: R$ 32,00 por apenas R$ 22,40
1 Lo Abarca Pinot Noir 2005 - De: R$ 185,00 por apenas R$ 92,50

Caixa Nº 4 = 4x de R$ 207,35 no cartão de crédito
Contém 12 garrafas sendo:
Velho Mundo (Itália) – 6 garrafas
1 garrafa do Lama Del Tenente Rosso 2007 - De: R$ 126,00 por apenas R$ 88,20
1 garrafa do Podim Verdicchio 2008 - De: R$ 90,00 por apenas R$ 63,00
1 garrafa do Chianti Colli Senesi Reserva 2005 - De: R$ 99,00 por apenas R$ 59,40
1 garrafa do Rosso Di Montalcino P. A 2003 - De: R$ 155,00 por apenas R$ 108,50
1 garrafa do Barbaresco Bric M. Valfieri 2006 - De: R$ 138,00 por apenas R$ 96,60
1 garrafa do San Rocco Ripasso 2005 - De: R$ 113,00 por apenas R$ 79,10
Novo Mundo (Argentina e Chile) – 6 garrafas
1 garrafa do Viniterra Select Malbec 2006 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Viniterra Select Malbec 2006 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Viniterra Select Cabernet Sauvignon 2007 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Cab./Carm/Syrah In Situ Laguna Del Inca 2007 - De: R$ 93,00 por apenas R$ 65,10
1 Lo Abarca Pinot Noir 2005 - De: R$ 185,00 por apenas R$ 92,50
1 garrafa do Chardonnay Cumbres Andina 2009 - De: R$ 26,00 por apenas R$ 19,50

Caixa Nº 5 = 5x de R$ 242,94 no cartão de crédito
Contém 12 garrafas sendo:
Velho Mundo (Itália) – 6 garrafas
1 garrafa do Barolo DOCG 2004 Lecinquevigne - De: R$ 270,00 por apenas R$ 189,00
1 garrafa do Caracci Bianco - De: R$ 125,00 por apenas R$ 87,50
1 garrafa do Tané Rosso 2005 - De: R$ 198,00 por apenas R$ 138,60
1 garrafa do Rosso Di Montalcino P. A 2003 - De: R$ 155,00 por apenas R$ 108,50
1 garrafa do Rosso Di San Gimignano Uno Di Quatro 2003 - De: R$ 208,00 por apenas R$ 104,00
1 garrafa do Brunello di Montalcino P. A 2003 - De: R$ 320,00 por apenas R$ 272,00
Novo Mundo (Argentina e Chile) – 6 garrafas
1 garrafa do Viniterra Select Malbec 2006 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Viniterra Select Malbec 2006 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Viniterra Select Cabernet Sauvignon 2007 - De: R$ 75,00 por apenas R$ 52,50
1 garrafa do Cab./Carm/Syrah In Situ Laguna Del Inca 2007 - De: R$ 93,00 por apenas R$ 65,10
1 Lo Abarca Pinot Noir 2005 - De: R$ 185,00 por apenas R$ 92,50

Caixa Nº 6 = 6x de R$ 407,20 no cartão de crédito
Top Itália
2 garrafa do Barolo DOCG 2004 Cannubi - De: R$ 410,00 por apenas R$ 287,00
2 garrafa do Mont Olmi Class. 2004 - De: R$ 445,00 por apenas R$ 311,50
2 garrafa do Tané Rosso 2005 - De: R$ 198,00 por apenas R$ 138,60
2 garrafa do Rosso Di Montalcino P. A 2007 - De: R$ 155,00 por apenas R$ 108,50
2 garrafa do Rosso Di San Gimignano Uno Di Quatro 2003 - De: R$ 208,00 por apenas R$ 104,00
2 garrafa do Brunello di Montalcino P. A 2003 - De: R$ 320,00 por apenas R$ 272,00

Caixa Nº 7 = 6x de R$ 402,00 no cartão de crédito
Top Chile/Itália
12 garrafas do Lo Abarca Pinot Noir 2005 - De: R$ 185,00 por R$ 92,50 (valor unitário)
12 garrafas do Rosso Di Montalcino P. A 2007 - De: R$ 155,00 por R$ 108,50 (valor unitário)

Caixa Nº 8 = 6x de R$ 380,50 no cartão de crédito
06 garrafas do Brunello di Montalcino P. A 2003 - De: R$ 320,00 por R$ 272,00 (valor unitário)
06 garrafas do Rosso Di Montalcino P. A 2007 - De: R$ 155,00 por R$ 108,50 (valor unitário)

Caixa Nº 9 = 6x de R$ 583,50 no cartão de crédito
06 garrafas do Brunello di Montalcino P. A 2003 - De: R$ 320,00 por R$ 272,00 (valor unitário)
06 garrafas do Mont Olmi Class. 2004 - De: R$ 445,00 por apenas R$ 311,50 (valor unitário)

Fonte: http://www.vinea.com.br/ecommerce/

Sauternes 2008: uma safra surpreendemente boa! (Wine Spectator)

Vários Sauternes da safra 2008 já estão no mercado, mas com o lançamento em fevereiro próximo do Château d'Yquem 2008, a Wine Spectator preparou um painel com alguns dos melhores Sauternes da safra (ou que foram lançados recentemente). Leia a avaliação da safra pelo crítico James Molesworth:
"Enquanto os grandes châteaux de Bordeaux se esforçaram para produzir vinhos convincentes na complicada safra de 2008, os vinhos doces das denominações de Sauternes e Barsac alcançaram um desempenho admirável. A estação de crescimento foi marcada por uma geada de primavera e, em seguida, umidade e temperaturas frescas aumentaram o temor do míldio, mas um período quente em julho levou as vinhas para um crescimento saudável e abundante. Agosto começou a esfriar e logo depois voltou a esquentar, possibilitando uma colheita com o clima perfeito, em setembro. Muitas propriedades espaçaram suas colheitas, com seleções sucessivas, até o fim de setembro  e início de outubro. A safra permitiu um abundante desenvolvimento da botrytis cinerea, enquanto o ano com frio crescente permitiu que os vinhos ficassem repletos de fresca acidez. O resultado é um conjunto de vinhos suculentos e frescos, com estilo e sabores bem definidos, ao contrário dos sabores mais opulentas de uma safra clássica como 2001. Embora não seja tão atraente como 2001 ou 2003, os 2008 estão deliciosos. O estilo desta safra joga a favor da tendência geral em Sauternes de produzir vinhos num estilo mais fresco." (traduzido e adptado de http://www.winespectator.com/).

Vejam os 27 vinhos avaliados:

CHÂTEAU D'YQUEM Sauternes 2008 Score: 94-97 NA
This shows lush creamed peach, mango, green fig, ginger and clementine flavors, with a long, gorgeous, rounded finish. Not the power of a classic vintage, but none of 2008's angularity either, with beautiful precision and impressive range. Non-blind barrel tasting. —J.M.
CHÂTEAU GILETTE Sauternes Crème de Tête 1989 Score: 94  $220
Quite ripe and showy, this is turning to the drier edge now as it matures, with date, green tea, green almond, dried blood orange and green plum notes laced with marzipan and mango puree. The long, exotic finish sails on, offering waves of dried tropical fruit and lightly roasted nut notes. Distinctive and thoroughly gorgeous. Drink now through 2020. 400 cases made. —J.M.
CHÂTEAU DE FARGUES Sauternes 2008 Score: 91-94 NA
This shows impressive concentration, with candied kiwifruit, green plum and green tea notes offset by wonderfully pure Jonagold apple and clementine flavors. The long finish has some serious drive, exploding as it sits in the glass. —J.M.
CHÂTEAU GUIRAUD Sauternes 2008 Score: 92 $50
A ripe, flashy style, with layers of creamed peach, Jonagold apple, candied citrus peel and dried apricot, all stitched with lovely acacia honey and floral notes. This has power and purity. Drink now through 2022. 3,500 cases made. —J.M.
CHÂTEAU RIEUSSEC Sauternes 2008 Score: 92 $65
This cuts a broad swath, with dense fig, piecrust, green almond and golden raisin notes held together by ginger cream and tarte Tatin notes. The long, creamy finish lets a coconut milk hint check in. One for the cellar. Best from 2014 through 2025. —J.M.
CHÂTEAU SUDUIRAUT Sauternes 2008 Score: 92 $65
This packs power and purity into an unctuous yet sleek frame, with mouthwatering acacia honey, creamed melon, honeysuckle, white peach and green almond notes that drive through the lengthy finish. A serious Sauternes. Drink now through 2024. —J.M.
CHÂTEAU CLIMENS Barsac 2008 Score: 91 $107
Ripe and luxurious, with creamed ginger, almond and glazed pear notes laced with warm piecrust, apricot and clementine flavors. Long and authoritative on the finish, this is frankly sweet, but with the latent purity for balance. Drink now through 2022. 1,250 cases made. —J.M.
CHÂTEAU DOISY-DAËNE Barsac 2008 Score: 91 NA
This has two sides for now-a rich apricot, melon and creamed apple side, along with a brisker clementine, green fig and kiwifruit side. Delivers power and snap, richness and vibrancy. When they come together, this should be a winner. Best from 2013 through 2023. —J.M.
CHÂTEAU DOISY-VÉDRINES Barsac 2008 Score: 91 $37
A fresh, pure, driven style, with gorgeous honeysuckle and acacia notes leading the way for Cavaillon melon, Jonagold apple and glazed pear notes. The long finish really sings. Very pretty. Drink now through 2022. 2,000 cases made. —J.M.
CHÂTEAU ROÛMIEU-LACOSTE Barsac Cuvée Léon 2006 Score: 91 $24/375ml
Ripe and pure, with lovely creamed yellow apple, glazed apricot and peach notes and a long, fresh finish of almond butter that sails on nicely. There's lovely mouthfeel from start to finish. Drink now through 2013. —J.M.
CHÂTEAU SIGALAS RABAUD Sauternes 2008 Score: 91 NA
This is lush, with mango, papaya, green fig and glazed pear aromas and flavors that glide over a creamy frame. The long finish sports more power than finesse, but that's all right when you've got this much range. Drink now through 2021. —J.M.
CHÂTEAU LA TOUR BLANCHE Sauternes 2008 Score: 91 NA
Very bright aromas of freshly cut yellow apple and honeysuckle give way to richer Cavaillon melon, lemon curd and creamed white peach. The rounded, lush finish is very enticing. This really takes off in the glass. Drink now through 2021. 450 cases made. —J.M.
CLOS HAUT-PEYRAGUEY Sauternes 2008 Score: 90 NA
This is racy, with a mouthwatering note to the Jonagold apple, acacia, honeysuckle and green fig notes, all backed by a pure lemon curd and sweetened butter finish. Delicious. Drink now through 2020. 666 cases made. —J.M.
CHÂTEAU COUTET Barsac 2008 Score: 90 $68
A bright, high-toned style, with glazed pear and peach fruit aromas and flavors backed by flashes of candied green plum and heather honey. Quite sweet on the finish, but long and pure. Drink now through 2021. 2,915 cases made. —J.M.
CHÂTEAU D'ARCHE Sauternes 2008 Score: 89 NA
This shows a whiff of chartreuse, followed by juicy yellow apple and glazed peach and pear notes, followed by an acacia honey-filled finish. Medium-sweet and tasty. Drink now through 2017. 2,000 cases made. —J.M.
CHÂTEAU LAFAURIE-PEYRAGUEY Sauternes 2008 Score: 89 NA
Super ripe, with a lacing of coconut milk weaving in and out of the green tea, roasted almond, creamed melon and dried apricot notes. Unctuous finish shows a slight twinge of heat. For fans of the powerful style. Drink now through 2017. 2,416 cases made. —J.M.
CHÂTEAU DE MALLE Sauternes 2008 Score: 89 NA
Lovely creamy mouthfeel, with acacia honey, chamomile, candied lemon peel and green fig notes which hang on nicely through the enticing finish. Drink now through 2020. 3,330 cases made. —J.M.
CHÂTEAU DE MYRAT Barsac 2008 Score: 89 NA
This is in the old school, powerful style, with lots of apricot, roasted almond, orange peel and clove hints that all rumble through the broad, unctuous finish. Fig and green tea add length on the finish, where there is a blip of heat. Drink now through 2017. —J.M.
CHÂTEAU NAIRAC Barsac 2008 Score: 89 NA
Ripe and showy, with lots of honeyed apricot, graham and ginger cream notes spiked with a streak of candied orange peel. Bold, spicy finish. Drink now through 2017. 450 cases made. —J.M.
CHÂTEAU ROÛMIEU-LACOSTE Barsac 2006 Score: 89 $20/375ml
A bright, fresh style, with nectarine, peach and dried apricot notes enlivened by a nice floral streak. This medium-sweet wine shows good zip on the finish. Drink now through 2012. —J.M.
CHÂTEAU ROÛMIEU-LACOSTE Barsac Cuvée André 2007 Score: 89 $58
This is frankly sweet, unctuous and very friendly, with a core of glazed apricot, orange and peach flavors that glide through the plump, rounded finish. Very tasty. Drink now. —J.M.
CHÂTEAU BASTOR-LAMONTAGNE Sauternes 2008 Score: 88 $18
This has a candied grapefruit edge, along with yellow apple, kiwi and acacia notes that linger on the open-knit, frankly sweet finish. Drink now through 2016. 541 cases made. —J.M.
CARMES DE RIEUSSEC Sauternes 2008 Score: 88 $30
Ripe, flattering style, with lots of upfront apricot, hazelnut and candied orange peel notes backed by a broad, honeyed finish. Drink now through 2016. 5,350 cases made. —J.M.
CHÂTEAU LAMOTHE GUIGNARD Sauternes 2008 Score: 88 NA
Ripe, muscular style, with lots of apricot, pear and fig notes pushed by warm pie crust and roasted hazelnut. Broad, tobacco-tinged finish is a touch blowsy. Drink now through 2018. —J.M.
CHÂTEAU DE RAYNE-VIGNEAU Sauternes 2008 Score: 88 NA
This is pure and open-knit, with lighter-styled, fresh cut tangerine, clementine and lemon pound cake notes. Flattering finish. Drink now through 2019. —J.M.
CHÂTEAU ROMER DU HAYOT Sauternes 2008 Score: 88 NA
This is a fat, open style, with tasty apricot, creamed peach and candied melon notes backed by a broad, honey-tinged finish. Drink now through 2017. —J.M.
CHÂTEAU FILHOT Sauternes 2008 Score: 87 NA
Quite forward, with candied pear, green fig and honeyed notes and a slightly blowsy edge on the apple-filled finish. Drink now through 2015. 3,165 cases made. —J.M.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Degustação do vinho Moscatel de Setúbal "Torna-viagem" da José Maria da Fonseca

Cerca de quatro semanas depois da chegada do Navio Escola Sagres ao cais de Alcântara, onde viajou, durante quase um ano, o vinho Moscatel de Setúbal Torna Viagem, a JMF convidou os jornalistas para uma prova ímpar.
Recorde-se que a 19 de Janeiro de 2010 o Navio Escola Sagres zarpou de Alcântara levando a bordo dois cascos com Moscatel Roxo 1999 e dois cascos com Moscatel de Setúbal 1998. O regresso a Lisboa esteve previsto para 23 de Dezembro do mesmo ano, todavia, só aconteceu dia 25 devido a temporal que então se fez sentir.
Antônio Soares Franco, presidente do Conselho de Administração da José Maria da Fonseca, estava confiante que este famoso vinho, à semelhança de experiencias anteriores, tivesse desenvolvido uma qualidade superior, apresentando características organolépticas diferenciadas dos mesmos vinhos que ficaram em Portugal a repousar nas caves em Azeitão.
Por seu turno, Domingos Soares Franco, vice-presidente da empresa e chefe da equipe de enólogos, previa que os vinhos viriam mais aveludados, menos agrestes e mais arredondados e, simultaneamente, sublinhava o cariz científico ao nível da investigação das influências de todas as condicionantes da viagem no vinho.
As boas expectativas dos administradores foram confirmadas numa prova realizada nas caves de Azeitão, por um grupo de jornalistas e críticos de vinhos que se mostraram unânimes quanto ao caráter evolutivo dos vinhos em função da viagem.

Domingos Soares Franco (na foto) tinha razões para se mostrar satisfeito: “Estes vinhos confirmam o que os outros fizeram, vieram mais potenciados quer em termos de aroma quer em termos de estrutura”.
A evolução foi muito mais evidente no Moscatel Roxo, que apresentou uma complexidade aromática dominada por notas de casca de tangerina e na boca conseguiu-se distinguir um ligeiro toque salgado, mostrou-se mais redondo dando a ideia errada de estar mais doce. Na verdade durante quase um ano de viagem o vinho apenas sofreu uma evaporação de 30% o que é considerado normal.

Estas barricas vão ficar a estagiar nas caves da empresa durante mais duas ou três décadas e só depois o vinho será engarrafado e colocado no mercado.


Chardonnay? Esqueça a Borgonha, escolha a Austrália! (Decanter Magazine)


"Se você quer beber Chardonnay, deve ignorar a Borgonha e ir para a Austrália", disse Pierre Mansour, da Wine Society's. 
Um painel de 116 vinhos provados de toda a Austrália das safras 2007, 08 e 09, cujo relatório será publicado na edição de março da revista Decanter, descobriu que o Chardonnay australiano nunca esteve em melhor forma. Na verdade, Mansour, chefe de compras da eminente empresa de vinhos britânica Wine Society's, declarou que, seus clientes poderiam comprar Chardonnay de onde quer que eles preferissem, e na maioria dos casos, seriam da Borgonha. "Com as questões de oxidação prematura (brancos) que a Borgonha teve nos últimos anos, eu peço aos leitores da Decanter que olhem para a Austrália. Estes vinhos são brilhantes." Outro crítico, Brett Crittenden, disse que os melhores desses vinhos eram tão bons quanto os tops brancos da Borgonha. Cinco destes vinhos receberam o prêmio de 5 estrelas da Decanter, 29 foram altamente recomendados e 70 recomendados, em uma prova onde dois membros do painel disseram que estava entre as melhores que já haviam participado.
Antônio Rosa disse que era "uma das mais impressionantes" que ele se lembrava, e Roger Jones, proprietário do restaurante estrelado pela Michelin, The Harrow, que tem mais de 350 grandes vinhos da Austrália em sua carta, disse que eram "brilhantes - uma vitrine fantástica do Chardonnay, o melhor painel Decanter em que eu estive." 
O painel elogiou o frescor e a persistência dos vinhos, sua complexidade estrutural e o ajuste correto do carvalho e do álcool, com enólogos conscientes em mostrar a qualidade da fruta e do terroir.
"Está confirmado que o Chardonnay é a melhor casta branca da Austrália!" disse Andrew Jefford, da Decanter. 

Os cinco vinhos mais bem avaliados do painel foram:
Bird in Hand, Nest Egg, Adelaide Hills 2008 (na foto)
Lovely rich aromatics of smoky oak, nuts, praline...
Giaconda, Beechworth, Victoria 2008
Fine-crafted aroma of nutty butterscotch...
Killerby, Margaret River, WA 2009
Wow! Aromas of exotic fig, melon, nuts, beeswax...
Evans & Tate, Margaret River WA 2009
Lovely, complex, refined aroma of honey, delicate wild flowers...
Stella Bella, Margaret River WA 2008
A complex bouquet of honey, minerals, petits pois...

Fonte: Traduzido e adaptado livremente de Decanter.com

10 perguntas (sérias) sobre vinho: mas as respostas são "engraçadas"!

Um blog de Portugal, cujo tema não é o vinho, publicou nesta semana um post fantástico e muito engraçado sobre dúvidas ligadas ao vinho e a "saúde" do consumidor.
Os portugueses também são bons piadistas (os brasileiros vão entender...). Leia e divirta-se (algumas respostas foram adaptadas aos termos brasileiros, para melhor compreensão):

1. O VINHO PODE MATAR?
Pode!. Há alguns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que caiu de um caminhão levando-o à morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa cerca de 900 gramas. (Algumas garrafas "modernas" pesam quase 1,5 kilos...).

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem beber cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações de Blitz, a polícia nunca faz o teste do bafômetro nas grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Uma experiência com mais de 500 condutores onde lhes foi dada uma caixa com garrafas de vinho para abrir e beber. As últimas foram abertas e bebidas no mesmo tempo gasto que nas primeiras. Em nenhuma das garrafas os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão aumentando os lucros com a venda de vinho em taça nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, a "culpa" é do garçom!

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Você é que engorda.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não!

Adegas Fantásticas: A Maior Adega Panorâmica do Mundo!

Onde mais senão em Las Vegas, uma cidade com oito milhões de hóspedes de hotel por ano e uma reputação de ter o que há de melhor em design de interiores? Quando o Mandalay Bay Resort & Casino abriu seus 3.700 quartos, levou seu interior para novas alturas, com a instalação da adega de vinho mais alta do mundo, dentro do estrelado restaurante Aureole by Charlie Palmer, de Nova Iorque.

Para entrar no restaurante, temos de passar através de uma passarela e uma escada que circunda a torre de vinho, que fica no centro do salão, com 64 metros quadrados, tornando-se o ponto focal do restaurante. Além de sua funcionalidade como adega, a torre funciona como uma peça de entretenimento para os hóspedes. Esta estrutura monumental deve manter, além de sua aparência impressionante, grande estabilidade, pois acomoda o peso de cerca de 16.000 garrafas mais os "Anjos do Vinho", os encarregados de retirar as garrafas solicitadas do interior da adega. Impressionante!
Os "anjos do vinho" alcançam qualquer garrafa em menos de 10 segundos!
Nenhum sommelier é obrigado a ser alpinista...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tabela de Safras da Wine Spectator: Para quem não tem Iphone... É só dobrar e levar na carteira! Versão 2011

Pode jogar fora sua tabela de safras 2010! Acaba de sair a versão 2011 da Wallet Vintage Chart da revista Wine Spectator. Faça o download, imprima, recorte e leve na carteira (mas só para quem "ainda" não tem um Iphone...)!

Wallet Vintage Chart 2011

Mais Rótulos Criativos em Garrafas de Vinho!

Depois de ver um recente post muito bacana sobre rótulos "criativos" de vinhos, lembrei-me de duas matérias semelhantes da revista Design Juices, que tinha guardado sobre o mesmo tema. Como a grande maioria dos rótulos é diferente dos que foram apresentados, achei válido apresentar alguns que considero geniais (o último é o melhor de todos!):












Veja todos os rótulos em:
http://www.designjuices.co.uk/2010/08/50-exquisite-wine-label-designs/
http://www.designjuices.co.uk/2010/03/wine-design-beautiful-and-inspiring-wine-bottle-designs/

Biblioteca: Livros sobre vinho que você não pode deixar de ler! Parker's Wine Buyer Guide nº7

Podemos questionar o "gosto" de Robert Parker e suas predileções regionais em termos de vinho, mas de modo algum podemos menosprezar a gigantesca quantidade de informação acumulada por ele em mais de 25 anos acompanhando as principais áreas produtoras de vinho do mundo, sobretudo a França, a Itália e os Estados Unidos. Neste livro para que tem braços fortes (ele pesa quase 2 kilos), temos um "tijolo" repleto de informações sobre vinhos de "quase" todo o mundo, onde você vai encontrar detalhes minuciosos sobre regiões, produtores e todos os seus grandes vinhos.
Em cada país e região, Parker classifica os produtores (Outstanding, para os melhores, até Average, para os mais simples), avalia as últimas 5 safras e menciona as melhores ao longo dos anos (past glories), e finalmente, apresenta suas avaliações dos vinhos, período ideal de consumo e informa sua faixa de preço (mercado americano).

Um livro desenhado realmente para o consumidor, preocupado em ajudá-lo a escolher o melhor dentro de suas preferências e disponibilidade de gastos.
Pessoalmente, possuindo esta e a edição anterior (as safras vão mudando...), vi o progresso dele em cobrir melhor os vinhos de outras regiões (The Best of the Rest, como ele chama) menos "nobres". Na edição anterior, Argentina, Chile, África do Sul e mesmo Portugal, receberam pouquíssimas páginas de texto. Isso melhorou substancialmente nesta última edição!
Certamente é um livro que ninguém vai ler integralmente, mas sempre será inestimável fonte de consulta.
Infelizmente, é mais um que não tem tradução para nossa língua...
*Só como curiosidade, a foto acima é de uma das páginas dedicadas ao Domaine de la Romanée-Conti!

Origem: Importado
Ano: 2008
Edição: 7ª
Número de páginas: 1536
Preço: US$35,00 (em promoção na Amazon por US$22,86)

Taça de Vinho do Porto a 1200 reais...


Hoje pela manhã, em reportagem sobre o aniversário de São Paulo, o Bom Dia Brasil mostrou alguns "luxos" que podem ser apreciados na cidade (suítes de hotel caríssimas, passeio noturno de helicóptero, etc...), mas para nós, enófilos, nada se compara a degustar uma taça do Vinho do Porto Taylor's Scion...
A Veja SP também publicou uma pequena nota sobre estas ilustres garrafas disponíveis num restaurante português da cidade. Leia abaixo:

Segundo a lógica do mundo dos grandes vinhos, safras antigas conferem status e, acima de tudo, valor ao rótulo. Pois bem. Em 2008, a vinícola portuguesa Taylor’s encontrou em um armazém abandonado um tonel de vinho do Porto produzido há 155 anos. O achado rendeu 1000 garrafas batizadas de Scion — duas delas chegaram ao restaurante A Bela Sintra, nos Jardins. “Trata-se de um tesouro”, diz o sócio da casa Carlos Bettencourt. Daí o preço de joia: a garrafa de 750 mililitros sai por 15 000 reais. Ou seja, uma taça com 60 mililitros — quantidade ideal para degustar a bebida — custa 1200 reais. “Vale cada centavo”, garante o empresário.

Fonte: Veja SP