Como um fã incondicional da casta Riesling, que apresenta sua máxima performance na Alsácia (França) e no oeste da Alemanha (Rheingau, Pfalz e Mosel-Saar-Ruwer), assumo o risco de afirmar que este Riesling australiano é o melhor que já degustei fora destas regiões e, certamente, um dos melhores produzidos atualmente no mundo! Aliás, a crítica inglesa Jancis Robinson, notória apreciadora de Riesling, já pontuou este vinho com 19 pontos (em 20 possíveis).
Produzido pela Grosset no Clare Valley (South Australia), este Riesling vem de um vinhedo especial, cujo solo é bastante pobre e ligeiramente ácido, com uma mistura de argila e xisto. Essa configuração resulta em bagas menores e mais concentradas que suas vizinhas de Springvale, tornando o Riesling de Polish Hill mais austero e refinado.
Impressões de degustação:
Apresentou uma característica cor amarelo palha límpida e brilhante. No olfato, liberou ricos e intensos aromas minerais que remetem à quartzo e querosene, seguidos de notas florais e discretamente cítricas. No paladar, uma deliciosa untuosidade mixada com uma rica acidez, colocam este vinho num patamar diferenciado, com uma intensidade muito vibrante, típica de grandes Rieslings. A persistência gustativa e o longo final de boca confirmaram essa riqueza, tornando o conjunto deste vinho em um líquido esplendoroso.
Acredito que o abri muito cedo, afinal os melhores Rieslings, contrariando o habitual entre os vinhos brancos, podem ser adegados por mais de uma década. Nota: 97 pontos (Vinci, cerca de R$140,00).

