Esse não é um vinho fácil de pedir (tente pronunciar seu nome...), mas assim que o fizer, terá na sua taça um tinto de grande qualidade, provavelmente o melhor Syrah produzido na África do Sul.
Fundada em 1776 no vale de Franschhoek por franceses huguenotes que fugiram da perseguição religiosa em seu país e reconheceram a qualidade do clima mediterrâneo daquele terroir. Em 1993, a propriedade foi totalmente reestruturada e modernizada por investidores entusiasmados com a qualidade do vinho ali produzido.
Elaborado a partir de um vinhedo plantado em solos graníticos em 1993, este Syrah utiliza uvas colhidas ao longo de uma semana e que foram fermentadas em tanques de concreto durante duas semanas. O amadurecimento foi feito em duas etapas: 18 meses em barricas de carvalho, de onde seguem para uma filtração com claras de ovo e retornam para as barricas por mais 9 meses antes de serem engarrafadas.
Uma curiosidade: o nome do vinho deriva das árvores locais chamadas Boekenhout, que forneciam excelente madeira utilizada na produção de móveis, sobretudo cadeiras (que ilustram o rótulo do vinho).
Impressões de degustação:
Cor púrpura vibrante e levemente translúcidda. No olfato, um impressionante conjunto de aromas de blackberries, ameixas, especiarias e notas minerais, de canela e flores. Na boca, muita fruta madura e bem integrada com a madeira. Acidez balanceada com o leve dulçor de seu alto teor de álcool e grande densidade. Final de boca com interessante caráter mineral e de ótima persistência. Nota: 92 pontos. (Mistral, US$83).