Em meados de fevereiro a vinícola Dal Pizzol colheu as primeiras uvas de seu inédito Vinhedo do Mundo, implantado a partir de 2005 em 0,5 hectares de terras sob a orientação da Embrapa Uva e Vinho através de seu pesquisador Humberto Camargo.
Já são 164 variedades e 1070 plantas, oriundas de 23 países. Mas no evento de abertura foram colhidas apenas nove: a espanhola Tempranillo ou Aragonez, a italiana Rebo, a francesa Petit Verdot, a alemã Morio Muscat, a portuguesa Arinto ou Pedernã, a afeganistã Monuka, a brasileira Moscato Embrapa, a iraniana Shiraz, a californiana Rubi-Cabernet e a italiana Lambrusco. As demais estão sendo colhidas desde então no seu momento de maturação.
A proposta da Dal Pizzol é usar esta primeira colheita para microvinificações, destinadas mais à pesquisa, mas, a partir de 2012, toda a uva do Vinhedo do Mundo será destinada à produção de um único vinho, segundo o enólogo Dirceu Scottá. A idéia é rotular as garrafas com uma etiqueta especial e leiloá-las, revertendo seu resultado a obras ou atividades beneficientes, segundo o diretor Rinaldo Dal Pizzol. Mas o vinhedo ainda não está completo. A meta é chegar a 500 variedades diferentes. A próxima investida é junto aos países do Cáucaso.