Resolvi abrir este vinho da safra 2003, para estabelecer um parâmetro de avaliação ao vencedor do Quiz do Blog, já que o Xisto, da safra 2005 é o 1º prêmio do concurso cultural.
O Xisto, cujo nome deriva do terreno escuro e pedregoso dos vales do Douro, é resultado da parceria da Quinta do Crasto, de Jorge Roquette, com o Château Lynch-Bages, de Jean-Michel Cazes, para elaborar nesta região portuguesa, um vinho de alta qualidade utilizando as castas nativas e as técnicas de vinificação bordalesas, explorando ao máximo o potencial de seu terroir.
Produzido com um corte de 3 das mais tradicionais uvas da região (60% Touriga Nacional, 25% Tinta Roriz e 15% Touriga Franca), estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês (60% novas e 40% com 1 ano de uso).
Impressões de degustação:
Apesar de ser apenas sua segunda safra produzida e de já terem se passado quase oito anos de sua confecção, a cor deste vinho estava extremamente jovem, de um granada muito intenso e sem nenhum halo de evolução. No nariz, mesmo após uma decantação de quase uma hora, apresentou aromas ainda primários de frutas maduras (ameixa e groselha) e uma curiosa nota de casca de manga. Na boca, mostrou claramente o objetivo de seus idealizadores, unindo toda a potência do Douro com a elegância e o refinamento dos vinhos de Bordeaux. Sedoso e estruturado de tal forma que é inegável reconhecer que apesar de estar muito bom para ser bebido agora, certamente merece mais uns 5 ou 6 anos de guarda para se expressar por inteiro. Nota: 92 pontos (Qualimpor, R$301,60 - safra 2005)
