sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vinho tinto no verão, pode!

A estação do sol convida a um brinde com espumantes, brancos e rosés. Mas, segundo os especialistas, quem é apaixonado pelos tintos pode, sim, brindar no verão, com rótulos de pinot noir, merlot e cabernet sauvignon. Porém o mais importante não é a uva. "Os tintos ideais para o verão ter alta acidez, corpo leve e pouco tanino. Devem prestigiar a fruta e passar menos tempo em madeira", explica o sommelier Bóris Acevedo.
A temperatura de serviço também pode ser mais baixa na estação quente. Enquanto no inverno, o tinto deve ser tomado entre 15 a 20°C, no verão, nada impede que ele seja colocado na parte mais baixa da geladeira, por mais ou menos 30 minutos.
Para o jornalista especializado em vinhos Luiz Gastão Bolonhez, há três grandes grupos de estilos recomendados para o verão: Noveau, Low Tanin Young (que devem ser consumidos jovens) e Medium Weight Wine (de corpo médio).
No primeiro time, os mais famosos são os Beaujolais Noveau, produzidos a partir da uva gamay, no sul da Borgonha, França. A Itália também tem a tradição do vinho ultrajovem, que por lá é chamado de Vinho Novello. Entre os rótulos Low Tanin Young, destacam-se os pinot noir da Borgonha e os Valpolicella italianos, além de vinhos jovens do Chile e da Argentina que não passam por madeira.

Sugestões de rótulos para a estação do sol

R$ 42
Caitec Pinot Noir 2007
Ville du Vin
Argentino de coloração vermelho rubi média e aroma intenso, com destaque para notas de frutas vermelhas frescas (ameixa e frutas negras, como mirtilo) e agradáveis toques florais. Acompanha carnes de caça, como cervo, com molhos à base de frutas, massas com ragu de coelho e codorna recheada.

R$85
Robert Mondavi Private Selection Pinot Noir 2006
Ville du Vin
Descendente de italianos e nascido nos Estados Unidos, Robert Mondavi foi o "embaixador" do vinho naquele país e o pioneiro do vinho californiano de alta qualidade. Em seu pinot noir Private Selection, oferece frescor em notas de framboesa, cereja, pimenta e hortelã. Muito sedoso e com um bom final.

R$120
Villard Grand Vin Pinot Noir 2007
Ville du Vin
Sedoso, com boa presença de fruta (framboesa). Perfumado, possui tom rubi muito vivo e brilhante. Seu final é longo e saboroso. Fácil de beber. O produtor é o francês Thierry Villard, da Borgonha. O vinho é produzido pela bodega Villard no Vale de Casablanca, ao Sul de Valparaiso, nos Andes. Parte dele envelhece por sete meses em carvalho.

R$39
Redtree Petite Syrah 2008
Grand Cru
Produzido na Califórnia, EUA, com 12,5% de álcool, é definido pelo enófilo Luiz Cola, em seu blog "Vinhos e Mais Vinhos", da seguinte forma: "cor rubi média e translúcida, ótimos aromas de frutas vermelhas frescas, leve toque abaunilhado e mentol discreto. Na boca, seu grande mérito, um vinho leve, mas não isento de bom corpo, com taninos moderados e acidez refrescante".

R$55
Delas Freres Saint-Esprit 2007
Grand Cru
Produzido pela Côtes-du-Rhône, França, com 90% syrah e 10% grenache. Vinho frutado, muito fácil de degustar e gostar. Segundo o sommelier Bruno Freire, o rótulo tem agradado, principalmente, o público feminino. A casa, como seu nome indica, tem origem familiar, mas foi comprada em 1997 pela Deutz, prestigiosa maison da Champagne.

R$82
Alma Negra
Cantina do Bacco
Elaborado com as uvas bonarda e malbec de Tikal, na Argentina, apresenta buquê exuberante e exótico. Notas de tabaco, couro, cravo, especiarias e um leve tutti-frutti. Vai bem com lagosta grelhada e espaguete com ervas.

R$72
Porcupine Ridge
Cantina do Bacco
Esse syrah sul-africano de nome e sobrenome curiosos é produzido pela Boekenhoutskloof, uma das maiores especialistas nessa uva na África do Sul. Fresco, frutado, com taninos aveludados e final de chocolate amargo.

R$161
Leyda Lot 21 Pinot Noir 2007
Grand Cru
Elegante pinot noir chileno, possui coloração de média intensidade. É rico em frutas vermelhas, fresco e mineral. Na boca é profundo, com acidez e álcool bem integrados e taninos sedutores.

Fonte: Prazer & Cia (Jornal A Gazeta)
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