Em 1997, a baronesa Philippine de Rothschild e Don Eduardo Guilisasti Tagle, presidente da Viña Concha y Toro, fecharam a parceria para criar um vinho franco-chileno de qualidade excepcional, cujo nome escolhido foi Almaviva. Produzido sob a supervisão técnica de ambos os parceiros, a primeira colheita (safra 1996) foi um sucesso internacional imediato, quando de seu lançamento em 1998.
O vinhedo selecionado (85 hectares) para a produção do Almaviva, originalmente usado na elaboração do Don Melchor, está localizado na parte mais alta do Vale do Maipo, em Puente Alto e tem sido reconhecida há mais de 20 anos como tendo as condições ideais para produzir um dos melhores Cabernet Sauvignon do Chile.
Elaborado com uma proposta de estilo "velho mundo", mais elegante e longevo, utilizando as castas tradicionais francesas (substituindo a Merlot pela Carmenère) e sob supervisão de enólogos franceses e chilenos, o Almaviva busca atingir a máxima excelência vinícola no terroir chileno.
Impressões de degustação:
Almaviva 2004
Elaborado com 72% de Cabernet Sauvignon e 28% de Carmenère, o Almaviva 2004 passou 17 meses em barricas de carvalho francês. Apresentou na taça um cor rubi quase púrpura e impenetrável. Os aromas ainda muito primários, remetem a amora e cassis, com suaves notas herbáceas e um toque de pimentão (típica do Maipo e da Carmenère). Na boca, exibe toda sua exuberância e potência esperada, com um ótimo equilíbrio entre taninos maduros e acidez. Bastante encorpado e intenso, ofereceu um final de boca longo e persistente. Um vinho "quase" pronto na minha opinião, mas certamente ganhará mais complexidade até a primeira década de vida. Nota: 92 pontos.
Almaviva 2005
Foi a mais longa e tardia colheita de toda a história do Almaviva, com 30% a menos de chuvas que a média anual. Elaborado com 74% de Cabernet Sauvignon, 21% de Carmenère e 5% de Cabernet Franc, o Almaviva 2005 passou 18 meses em barricas de carvalho francês. De cor muito próxima ao 2004, um belo púrpura brilhante, este 2005 está exuberante no nariz, já apresentando aromas defumados e de torrefação, além da compota de frutas negras. Na boca, deixa transparecer a sua juventude, com taninos ainda em fase de polimento, mas de alta qualidade, finos e sedosos. É daqueles vinhos que "enchem" o palato, com uma persistência que impressiona. Talvez um dos melhores Almavivas que bebi (rivaliza certamente com o 2001), aliando riqueza tânica com acidez proporcional, que irá garantir longa vida a este 2005. Creio que será um vinho ainda mais fantástico daqui a uns 8 a 10 anos. Nota: 95 pontos.
Preço médio: R$350 a R$400 (depende do fornecedor: World Wine, Casa do Porto, etc...). No exterior, cerca de US$75!
